Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) Unicamp (Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),: Sistema Eletrônico de Editoração): Revistas
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DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA PELO PROGRAMA BANCA DA CIÊNCIA NO CONTEXTO DA PEDAGOGIA NO CAMPUS GUARULHOS DA UNIFESP
Desenvolvemos, no programa de extensão interinstitucional (Unifesp, USP e IFSP) Banca da Ciência a divulgação científica, em vários ambientes, com uma metodologia que privilegia o lúdico, o dialogismo e as interações sociais. O objetivo do programa Banca da Ciência é apresentar conceitos científicos de uma forma lúdica e interativa para estudantes da escola básica e para outros interessados. Para isso contamos com a Banca da Ciência, uma estrutura em forma de banca de jornal adaptada para receber equipamentos científicos e didáticos e com espaço para sua manipulação por grupos de estudantes funcionando como espaço expositivo, além laboratório de investigação e divulgação de ciências. A partir das diferentes demandas, espaços e formatos com os quais trabalhamos, são caracterizadas e delimitadas ações e pesquisas em diferentes projetos que se caracterizam por diferentes públicos, espaços e modalidades de ações. Esses projetos são nomeados por siglas representando personagens de ficção e/ou fantasia. Joaninha, Ellie e Susan Calvin são três projetos desenvolvidos pela Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (EFLCH-Unifesp) desde 2018 em colaboração com o subprojeto Pedagogia do Pibid Unifesp. Dito isso, objetivamos, nesse trabalho, descrever a estrutura e as ações do programa Banca da Ciência articulada com a formação dos graduandos do curso de Pedagogia, no campus Guarulhos da Unifesp, contribuindo assim para uma experiência na interface divulgação cientifica – ensino de ciências
CIRCUITO DE PAPEL: ENSINO POR INVESTIGAÇÃO NO ESPAÇO FORMAL E NÃO FORMAL DE ENSINO
O presente trabalho tem como objetivo relatar as experiências obtidas por intermédio de uma proposta pedagógica realizada pelas licenciandas em Ciências através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) em consonância com a Banca da Ciência, baseada no ensino por investigação abordando o tema sobre circuito elétrico. O relato é de cunho qualitativo, utilizou como fonte de dados nossas impressões das aplicações de experimentos de baixo custo e interações discursivas entre monitores e aprendizes. As aplicações ocorreram em quatro turmas, sendo duas dos oitavos anos e duas dos nonos anos, das escolas públicas do ABCD Paulista (SP) e numa Organização não Governamental (ONG) localizada em Itaquera (SP) com crianças entre 4 a 14 anos. Para Carvalho (2016) o planejamento de uma sequência de ensino que busca levar a construção de um conceito deve-se iniciar por atividades manipulativas, evidenciando a necessidade do instrumento pedagógico como facilitador, para que assim o aluno consiga tomar consciência de como o problema foi resolvido, através de suas próprias ações (CARVALHO et al. 2016). A elaboração da proposta teve como base discussões e leituras sobre ensino de ciências por investigação (CARVALHO et al. 2016) objetivando colocar o jovem como protagonista de seu conhecimento. A aplicação em diferentes locais e realidades buscou romper as fronteiras da difusão cientifica, fortificando os pilares da cidadania e conscientização atingindo as distintas camadas sociais por intermédio do empoderamento do conhecimento
Homenagem às avessas: Pressuposição e argumentação em uma publicação do S.C. Internacional no dia da Mulher
Neste artigo, estudamos a construção discursiva de uma publicação realizada pelo S.C. Internacional no dia da Mulher que pretendia homenagear as torcedoras coloradas. Em um primeiro momento, a partir da Análise do Discurso de linha francesa, refletimos tanto sobre as condições de produção da postagem quanto sobre os deslizamentos de sentidos produzidos pela republicação na página QUEERlorado. Em outro momento, à luz da Semântica Argumentativa, analisamos a argumentação construída pela homenagem, mobilizando teoricamente conceitos como os de dupla enunciação, ironia, pressuposição e topos. Nossa investigação se deteve na organização das relações argumentativas por uma visão historicamente constituída sobre as mulheres, que torna lugar-comum que se fale sobre elas e por elas. A partir disso, refletimos sobre os efeitos de exclusão desse discurso sobre/por, que produz silenciamento de vozes e repete representações históricas sobre a mulher que justificam a dominação masculina
Gol da diversidade? Discursos de consenso e sentidos sobre homossexualidade em campanhas de clubes de futebol no twitter
Com base no referencial teórico da Análise do Discurso, na linha dos trabalhos de Michel Pêcheux e Eni Orlandi, é o meu objetivo refletir sobre os deslocamentos ideológicos produzidos pela criminalização da homofobia, tendo no horizonte a visibilidade que o debate público sobre a criminalização dá às fissuras sociais e aos processos históricos de dominação/subordinação mascarados pelo discurso jurídico. Para tanto, realizo uma breve reflexão sobre a discursividade do texto jurídico e analiso a promulgação dessa lei como um acontecimento discursivo (PÊCHEUX, 2006) Em um segundo momento, analiso a constituição de uma posição sujeito contrária à homofobia, a partir de duas publicações realizadas no perfil oficial do São Paulo F.C no Twitter. Essas iniciativas constituem diferentes processos discursivos de tomadas de posição no discurso, produzindo movimentações dos sentidos sobre homossexualidade e distintos modos de posicionamento ideológico com relação à criminalização da homofobia
COMUNICAÇÃO PÚBLICA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UM ESTUDO SOBRE O PROGRAMA MUNICÍPIO VERDEAZUL EM SOROCABA
Este artigo é resultado de uma dissertação de mestrado que trata sobre a comunicação pública (CP) realizada na cidade de Sorocaba (SP), por meio das campanhas e matérias jornalísticas sobre o Programa Município VerdeAzul (PMVA). Nesse sentido, o objetivo foi averiguar como a Prefeitura de Sorocaba vem trabalhando, nos últimos dez anos, suas ações ambientais e a conscientização da sociedade sobre a importância da preservação do meio ambiente. Em relação ao método, este estudo envolveu pesquisa bibliográfica, análise de conteúdo e análise de narrativas. O material pesquisado foi composto por matérias jornalísticas publicadas, de janeiro de 2006 a dezembro de 2016, veiculadas no Jornal Cruzeiro do Sul e a campanha Por que Sorocaba é um Município VerdeAzul?, veiculada em 2010. Os dados coletados apontaram que a implementação do PMVA na cidade, bem como o título de cidade educadora, servem para direcionar a agenda pública do município, no que diz respeito a ações educativas, a fim de informar a população sobre problemas ambientais, bem como sobre a existência e as funções de um debate público. Apesar de existirem algumas lacunas, Sorocaba se utiliza de elementos da CP, com base nos textos analisados, como uma comunicação informativa, com diferentes atores da sociedade, seja para informar sobre a gestão pública, prestar contas, ou informar sobre debates públicos. Como possibilidade de pesquisas futuras, defendemos uma abordagem pelo sensível, pelo poético, que possui a capacidade de comunicar e transformar a maneira como percebemos o mundo ao nosso redor
FRAGMENTOS NARRATIVOS DE UM PERCURSO FORMATIVO EM PSICOLOGIA
Esse texto apresenta fragmentos de uma estudante de psicologia que utilizou a base epistemológica construcionistas de Spink e as narrativas ficcionais de Reigota, para realizar o ensaiar-se como prática reflexiva crítica sobre o processo de formação em Psicologia. Este artigo sintetizou um exercício de deslocamento em relação à experiência de formação em psicologia, particularmente do estágio de saúde, através de uma recolocação de uma narrativa ficcional, construída pela personagem-narradora Helena. Interlocutora responsável pela abertura de sentidos que se pretende inserir no processo de reflexão sobre a experiência de estágio. A experiência em ter sido narrada pela interlocutora Helena fez com que o deslocar do seu lugar comum para ser narrado pela personagem, enriquecesse a formação no sentido de ampliar o olhar sob um determinado objeto, a fim de produzir outros sentidos. Perceber, sentir, praticar um posicionamento distanciado daquilo que concerne o cuidado de si como condição para o cuidado do outro.
BANCA DA CIÊNCIA NO PRESÍDIO: UMA EXPERIÊNCIA DE DIFUSÃO CIENTÍFICA E EDUCAÇÃO NÃO FORMAL EM ESPAÇOS DE PRIVAÇÃO DE LIBERDADE
O projeto Banca da Ciência (BC) foi desenvolvido por professores da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) como uma proposta interdisciplinar de intervenções não-formais de comunicação dialógica e crítica da Ciência para crianças, adolescentes, adultos e idosos em espaço educativo escolar e não-escolar. O projeto BC trabalha com a difusão científica de forma interativa e dialógica visando aproximar seus participantes do conhecimento científico e proporcionar-lhes a reflexão. A BC busca levar a espaços não específicos de exposição aspectos da experiência vivida por visitantes de museus e centros de ciências, como uma iniciativa de levar a prática a um público mais amplo do que o que costuma visitar as instalações centralizadas. Como no caso, levamos o projeto para os educandos privados de liberdade em regime fechado na Penitenciária José Parada Neto em Guarulhos, com o objetivo de aproximar esse público da ciência, a partir de experimentos científicos confeccionados com materiais de baixo custo. A apresentação teve como finalidade, não só levar a ciência para um contexto onde a educação formal ainda é recente, mas também mostrar aos educandos como a ciência faz parte do seu cotidiano e que eles carregam saberes populares e experiências empíricas ricas de conhecimentos sobre ciências da natureza. Foi possível observar que, quando inseridos em um ambiente de educação não-formal interativo como a Banca da Ciência, ocorre o processo de construção de ideias sobre as ciências da natureza e as possíveis relações desses conhecimentos com o cotidiano dos visitantes favorecendo a aproximação deles com os assuntos científicos, colaborando com o processo de difusão científica. Por meio das falas dos educandos tivemos indícios objetivos de que a difusão científica tem o papel de contribuir para ampliação do acesso ao conhecimento sistematizado, elaborado pela ciência, e assim buscar garantir a aproximação da ciência com a população, independente do estrato social a que essa população pertence. Democratizar o acesso à ciência é também uma forma de aumentar o acesso das populações mais marginalizadas à ciência
ARCO DOS SABERES: UM ESTAGIÁRIO DE JORNALISMO NO MUNDO CIENTÍFICO
Este relatório trata do período de Estágio Supervisionado Obrigatório, realizado de 29 de março a 21 de junho de 2019, na Revista Arco. Por meio de registro, apresento minhas principais experiências dentro da prática jornalística durante o período do estágio, orientado pela professora doutora Cláudia Herte de Moraes e supervisionado pelo jornalista Maurício Dias Souza. Apesar da Arco ser um veículo de jornalismo científico e cultural, optei pelo segmento da divulgação científica, tão exclusivamente. Compartilho de alguns resultados publicados no site, pois até o momento desta publicação a edição impressa para qual realizei reportagens não havia sido publicada. Trago para primeiro plano algumas reflexões acerca do que experenciei. Para demonstração, duas reportagens produzidas durante o estágio serão problematizadas a partir do modo como foram construídas da perspectiva do jornalismo científico. Tal questão é importante pois traz para primeiro plano reflexões acerca da divulgação científica. Foram 210 horas de oportunidades de aprendizagens, de receios e de muitas alegrias.
UM DIA DE PERITO: UMA PROPOSTA DE UTILIZAÇÃO DA CIÊNCIA FORENSE NO ENSINO DE CIÊNCIAS
O PIBID tem como objetivo antecipar o vínculo entre os futuros professores e as salas de aula da rede pública e, com essa iniciativa, o programa faz a articulação entre a educação superior e a escola. Produzido pelos seus membros, este trabalho visa destacar a viabilidade de instigar discussões e debates fazendo uso de elementos presentes na perícia criminal para contribuição no processo de ensino e aprendizagem de ciências e na divulgação científica. Frequentemente os alunos perguntam-se a razão de estudar determinadas temáticas, uma vez que não veem emprego desse conhecimento em seu cotidiano ou naquilo que pretendem fazer no futuro. Em alguns casos, a reclamação parte da maneira como esse conteúdo chega até eles, por vezes de maneira bastante complexa e distante. Nessa perspectiva, a utilização de ferramentas de divulgação científica em sala de aula torna-se cada vez mais essencial para o descobrimento das oportunidades e aplicações do conhecimento científico, assim como de promover maior motivação e compreensão durante a construção do processo de aprendizagem. Com o respaldo da equipe da Banca da Ciência, projeto pautado na produção de experimentos científicos, confeccionados com materiais de baixo custo e de fácil acesso; sabendo que boa parte dos jovens nutrem grande atenção pelos seriados que abordam a perícia criminal, buscamos elaborar uma atividade onde os estudantes interagiriam, por meio do aspecto lúdico, na resolução de um crime fictício. Os resultados obtidos mostraram um intenso interesse dos discentes com a atividade proposta, demonstrando a eficácia do ensino por investigação
O FUNCIONAMENTO DISCURSIVO EM PROCESSOS DE IDENTIFICAÇÃO E LAÇO SOCIAL EM DISCURSOS DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: MOVIMENTO ANTIVACINA
O conceito de identificação é indispensável para compreender o sujeito atual imbricado nos fenômenos sociais e políticos da sociedade moderna. A identificação tem papel decisivo na formação social, na civilização e na cultura, o que introduz o sujeito no fenômeno de laço social, iniciando a sublimação dos impulsos sexuais e o surgimento do sentimento de pertencimento social, assim como um ato político que faz pulsar a pressão identificatória no sujeito, forçando-o a tomar partido a partir da implicação na sua relação com o mesmo. O laço social, iniciado pela identificação, é tecido na trama da linguagem, desta forma pode-se pensar que esses laços são pautados em discursos, que fazem, ordenam e regulam o vínculo social. Assim, tem-se no discurso o meio de processo para os fenômenos de identificação e laço social, encontrando subsídio em práticas de alcance social para veiculação de dizeres, como a mídia. No arcabouço tecnológico atual, a comunicação tornou-se instantânea, carregando “efeitos de cientificidade” pelos discursos em primazia na sociedade, tais como o de divulgação científica. Assim, temos como objetivo compreender como ocorre o funcionamento discursivo no que diz respeito aos processos de identificação e laço social em entrevistas sobre o movimento antivacina, nos pautando em princípios da Análise de Discurso e na Psicanálise. Sendo os grupos do movimento antivacina formados predominantemente por pais, acreditamos que a adesão a este movimento pode estar relacionada a um processo identificatório, o que discursivamente se dá pela retomada e efeitos de sustentação em família/cuidado, havendo tensão entre o político/científico quanto a legitimidade do uso das vacinas