Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) Unicamp (Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),: Sistema Eletrônico de Editoração): Revistas
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ESTRATÉGIAS DE ENGAJAMENTO DE PESQUISADORES NAS MÍDIAS SOCIAIS DO PERIÓDICO CIÊNCIA RURAL
A adoção de Altimétricas, as métricas alternativas, oferecem a possibilidade de as revistas científicas rastrearem o seu impacto social e visibilidade da produção científica. Ao mesmo tempo, essas ferramentas também exigem um planejamento estratégico de mídias sociais. Neste relato de experiência, descrevemos o processo de implementação de estratégias de disseminação de conteúdo em mídias sociais da revista Ciência Rural, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), vinculada à SciELO. Pretendeu-se aprimorar as formas de divulgação da revista nas plataformas Facebook, Twitter para aumentar o alcance de suas publicações e o engajamento de seu público. Criou-se, também, um projeto de produção de vídeos curtos hospedados em um canal da Ciência Rural no YouTube. Os vídeos tem como tema as próprias pesquisas publicadas na revista, com entrevistas com autores, além de dicas sobre redação científica de editores científicos e outros profissionais conhecidos pela comunidade acadêmica vinculados ao periódico. Ao todo foram publicados 12 vídeos durante 2018. A sua disseminação no Facebook e Twitter gerou métricas significativas, sendo que o vídeo mais visualizado do canal soma 2.652 impressões no Facebook e 892 no Twitter. Outras estratégias incluíram produzir um sumário para a revista com recursos visuais mais apelativos, além da postagem da chamada individual dos artigos publicados, para gerar cliques no artigo. As estratégias de engajamento ainda estão em fase inicial e pretendem ser consolidadas nos próximos meses
REVISITANDO UMA DÉCADA DE ATIVIDADES DE CONSCIENTIZAÇÃO ACERCA DOS PROBLEMAS DA POLUIÇÃO LUMINOSA NO BRASIL
Neste trabalho busco revisar dez anos de atividades de conscientização pública sobre os prejuízos causados pela poluição luminosa e de divulgação sobre maneiras de controlá-la. Estas atividades incluem palestras e eventos para diversos públicos, preparação de material impresso, manutenção de um blog, atendimento a jornalistas, tentativas de articular políticas públicas para regulamentação da iluminação, tanto a nível municipal quanto nacional, pesquisas sobre como salvaguardar o céu noturno enquanto patrimônio natural e ações de monitoramento quantitativo da iluminação artificial em áreas selecionadas. Entre os problemas enfrentados, estão a pouca mobilização de profissionais em torno da divulgação do tema, a falta de avaliação adequada das atividades de divulgação científica e o fato de que a própria humanidade tem recusado a noite ao naturalizar cada vez mais o uso excessivo da iluminação artificial para estender as horas de atividade
DE EXPERIMENTOTECA À LUDOTECA DA CIÊNCIA: A CONSTRUÇÃO DE UM ACERVO DE KITS LÚDICO-DIDÁTICOS
Desenvolvida pela equipe do Prof. Dietrich Schiel, no Centro de Divulgação Cientifico e Cultural da Universidade de São Paulo, a Experimentoteca é uma proposta de kits de laboratório de ciências que tinha como objetivo racionalizar o uso de material experimental por meio de um sistema de empréstimo para professores. Parte desse acervo é disponibilizado na Escola de Artes Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo ficando sob responsabilidade do Laboratório de Desenvolvimento de Recursos Didáticos em Ciências da Natureza. O programa de difusão científica “Banca da Ciência”, junto a esse laboratório, vem pesquisando e desenvolvendo recursos didáticos, baseados no uso de materiais de baixo-custo e fácil acesso, para o desenvolvimento de atividades de divulgação científica e, principalmente, para o uso em demonstrações científicas de uma forma lúdica para estudantes da escola básica e para outros interessados com uma metodologia que privilegia o lúdico, o dialogismo e as interações sociais. Os kits da Experimentoteca foram agregados ao acervo do laboratório surgindo a Ludoteca da Ciência, cujo foco é a constituição de um acervo de kits lúdico-didáticos para atividades interdisciplinares em ciências, artes e humanidades, tanto para a educação formal como para divulgação da ciência em espaços de educação não formal. Dito isso, objetivamos, com este trabalho, descrever a estrutura, organização e as ações iniciais da Ludoteca da Ciência, contribuindo assim para a discussão de uma experiência de divulgação cientifica
LEITURA ANIMADA “CAÇA AOS INSETOS”: ARTICULANDO ARTE E CIÊNCIAS NATURAIS COMO PROPOSTA DE INTERVENÇÃO LÚDICO-DIDÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Neste artigo apresenta-se um relato de experiência de uma intervenção lúdico-didática no espaço escolar utilizando-se de práticas da educação não formal para possibilitar a criança da Educação Infantil à construção de novos significados e exploração de conhecimentos próprios em seu contexto social. Para tanto, foi realizada a adaptação do livro infantil A curiosidade premiada (ALMEIDA; LINARES, 1986) em Leitura Animada, prática essa que considera elementos do teatro de bonecos e da contação de histórias, e a ressignificação do conceito de leitura (REIS, 2019). Essa prática norteou a criação de um espaço de investigação e criação da criança frente a uma problematização científica, objetivando a ampliação do pensamento investigativo. Por meio dessa proposta criou-se uma dinâmica de investigações sobre os insetos joaninha, borboleta e abelha, permitindo uma reflexão sobre a relação desses entre os saberes espontâneos e científicos da criança. A intervenção foi realizada em uma turma do estágio II da Educação Infantil, com crianças entre quatro e cinco anos de idade, em uma escola da prefeitura de Guarulhos localizada em uma região periférica da Cidade
CANÇÕES EM PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO DA CIÊNCIA: POSSÍVEIS DIÁLOGOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
O presente artigo tem como objetivo apresentar os resultados uma sequência didática desenvolvida em uma escola de educação infantil do município de Guarulhos. Com base na concepção defendida por Vigotski (1991), este artigo possui como referencial principal a teoria sócio-histórica valorizando a interação entre os sujeitos no processo de construção do conhecimento. A sequência apresentada discute problemáticas ambientais utilizando como ponto de partida, canções direcionadas ao público infantil. Selecionamos como recurso inicial uma canção do compositor brasileiro Zeca Baleiro que integra o CD “Zoró dos Bichos Esquisitos”, lançado no ano de 2014. A canção é caracterizada pelo gênero musical rap e destaca a problemática do lixo e poluição do meio ambiente por meio das posições assumidas pelo personagem principal, canguru. Este personagem realiza a observação e percepção dos problemas em seu entorno e assume uma postura crítica-reflexiva ao buscar a resolução dos problemas de forma ativa, por meio de ações acentuadas. As sequências foram distribuídas em intervenções pontuais e englobaram a observação do meio e reflexão sobre ações por meio de brincadeiras e atividades lúdicas que promoviam momentos de discussões entre as crianças, mediadas pela educadora. Com a finalização da sequência, percebemos que a canção atuou como elemento essencial no processo de comunicação da ciência para o público infantil, possibilitando a abordagem de problemáticas ambientais de forma lúdica, a partir do interesse das crianças, que demonstraram grande interesse e compreensão nas discussões realizadas
“ONDE ESTÁ A TERRA?”: INTERVENÇÃO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NO TERRITÓRIO DA EDUCAÇÃO INFANTIL
O presente trabalho tem por objetivo analisar uma intervenção não formal voltada à abordagem da astronomia, com a temática “sistema solar e exploração espacial”, desenvolvida em uma escola de rede pública de Guarulhos, com crianças da educação infantil. Para análise dos resultados das intervenções,temos utilizado como referencial metodológico o conceito de pesquisa-ação (TRIPP, 2005). Segundo Tripp (2005) a pesquisa-ação é uma das formas da intervenção-ação que visa aprimorar as práticas desenvolvidas, podendo ser utilizada na área da educação como estratégia para professores e pesquisadores desenvolverem suas pesquisas para o aprimoramento do ensino-aprendizagem.Especificamente nesse trabalho, nossa proposta é identificar e discutir contribuições da intervenção “Onde está a Terra?” para ampliação do repertório de um grupo de crianças, da educação infantil, sobre a temática “sistema solar e exploração espacial” e como essa ampliação pode refletir no processo imaginativo e criativo dessas crianças relacionado às ciências da natureza, com novas experiências que foram disponibilizadas. A intervenção analisada foi realizada com a coparticipação de alunas de graduação, do curso de Pedagogia, bolsistas do Pibid (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) Unifesp no contexto do projeto de extensão J.O.A.N.I.N.H.A (Jogar, Observar, Aprender, Narrar: Investigações sobre Natureza, Humanidades e Artes). Com base na metodologia de abordagem qualitativa, que se aprofunda no mundo dos significados das ações e relações humanas, buscamos averiguar se os objetivos dessa intervenção foram alcançados
CONSTRUINDO A EXPERIÊNCIA DO BRINCAR EM ESPAÇOS ESCOLARES NA SOCIEDADE DO CONSUMO
A presente pesquisa realizou um estudo crítico-analítico sobre a nova configuração do ato de brincar, se atentando aos modos de como essa concepção de brincadeira tem atuado nos espaços escolares, prioritariamente na relação criança-brinquedo, e seu desenvolvimento balizado por referenciais de consumo na sociedade capitalista contemporânea. Com discussão guiada por conceitos de Walter Benjamin sobre a infância, brincadeira e educação, o motivo que nos levou a estudar essa nova concepção de brincar, é o modo como ela tem atuado e controlado a imaginação infantil, fazendo com que a necessidade de resgatar a potencialidade da criança como um sujeito criativo e capaz se torne fundamental nas instituições escolares e em outras instâncias sociais (LEITE, 2013). Sobre encaminhamento prático da pesquisa, este se evidenciou na escolha da turma intitulada “pré” de uma escola de rede privada da cidade de Limeira como público alvo, e na criação das “oficinas de brincar” com a proposta interventiva de possibilitar para as crianças um momento de reconstrução de si como sujeito protagonista da brincadeira. O desenrolar das oficinas se deu na apresentação aos alunos de vários materiais reciclados, com os quais eram livres para criarem a abusarem da criatividade para construírem seus pretensiosos brinquedos. Dessa forma, a proposta deste artigo é apresentar e discutir as categorias de análise desenvolvidas em parte da pesquisa. Constatamos a dificuldade de minimizar a construção dos brinquedos em duas categorias analíticas (reprodução e invenção), uma vez que, as particularidades e singularidades de cada criança ultrapassa e impossibilita a categorização de suas ações brincantes. Por mais que o nosso foco estivesse nos brinquedos, fora impossível desconsiderar as dimensões dadas pela criança, que dá vida e modifica os sentidos do objeto ao brincar
PERCEPÇÃO DO PÚBLICO EM RELAÇÃO A CT&I PELA AVALIAÇÃO DAS CARTAS DE LEITORES
O presente trabalho traz um recorte de cartas publicadas ao longo de cinco semanas em quatro jornais impressos (Folha de S. Paulo, Correio Popular, Gazeta de Piracicaba e Jornal Cidade de Bauru) com conteúdo de ciência, tecnologia e/ou inovação (CT&I). É feita uma análise quali- e quantitativa do conteúdo dessas cartas à luz da análise do discurso e da percepção de CT&I pelo público leitor desses jornais. O porcentual de cartas sobre CT&I em comparação com o total para três dos jornais analisados (3-5%) é semelhante ao identificado como a parcela da população que diz ter experiências concretas de participação nas questões de CT&I (7,3%). Apenas a Gazeta de Piracicaba apresentou índice maior de 35% em situação diferenciada porque 70% das cartas eram exclusivas de um único leitor que é médico. O local de fala de quem escreve para os jornais é prioritariamente o do cientista, pesquisador, especialista ou médico, configurando autoridade ao leitor/escritor da carta
A ESTRATÉGIA DO “FLUXO DE APROVEITAMENTO” PARA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA ONLINE DA CASA DA CIÊNCIA DO HEMOCENTRO DE RIBEIRÃO PRETO
No presente trabalho apresentamos o “fluxo de aproveitamento” de programas educacionais da Casa da Ciência para produção de materiais de divulgação científica por pesquisadores e alunos. O fluxo é centralizado na equipe multidisciplinar da Casa da Ciência, que estimula a prática de planejamento e registro com avaliação e difusão de resultados. Utilizamos o programa “Adote um Cientista” do ano de 2018 para exemplificar esse potencial de ensino com difusão a partir da parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto, e escolas da rede básica de ensino da cidade e região. A possibilidade do envolvimento de um maior público pela internet amplia a adesão à ciência e seu processo de construção além daqueles atendidos presencialmente. Para isso, pesquisadores e alunos dispõem para difusão do conhecimento de um website e mídias sociais. Nos dois semestres de “Adote” em 2018 foram disponibilizadas online palestras de 19 pesquisadores e, também, publicados textos com a cobertura dessas atividades (21 textos “Adote em Pauta”). Outros formatos de divulgação como folhetins também foram publicados (2), como “É possível estudar a doença de Parkinson em animais em laboratório?”, que fundamentou-se na experiência de orientação de um grupo de iniciação científica, isto é, teste do material de divulgação científica do pesquisador com seu público alvo. Os alunos divulgadores, a partir de seus registros, realizam produções como textos, quadrinhos, fanzines e dramatizações, compilados e disponibilizados na seção do website “Espaço do aluno” (4). A divulgação científica promovida pelo fluxo de aproveitamento das atividades educacionais as amplia e avalia, demostrando que a produção desse tipo de material pode, inclusive, apoiar e fortalecer a alfabetização científica de alunos da rede básica em espaços não-formais de ensino, e formação inicial de pesquisadores na pós-graduação