Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) Unicamp (Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),: Sistema Eletrônico de Editoração): Revistas
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O USO DE UM GAME CONTRA FAKE NEWS: UMA PESQUISA-AÇÃO NO ENSINO MÉDIO
Este trabalho foi apresentado na 7ª edição do Encontro de Divulgação de Ciência e Cultura (EDICC), organizado pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no dia 07 de outubro de 2020, e apresenta a pesquisa de iniciação científica “O uso de um game contra fake news: uma pesquisa-ação no ensino médio”. Realizada pelo graduando de Letras da Unicamp, Wagner Oliveira, e orientada pela prof. Dra. Inês Signorini, essa pesquisa é integrante do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) 2020 da Unicamp e conta com o apoio da bolsa concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Situada dentro do campo de estudos da Linguística Aplicada, a pesquisa visa responder à seguinte pergunta: um game criado para combater fake news seria uma estratégia de letramento digital pertinente com alunos do ensino médio? Para isso, baseando-se nos referenciais teóricos que situam e contextualizam o conceito de fake news e de game, utiliza o jogo online Bad News para aplicação de uma pesquisa-ação com um grupo de dez alunos integrantes do cursinho pré-vestibular popular TRIU, situado na cidade de Campinas – SP, a fim de verificar se passar pela experiência de jogar o game os deixaria menos suscetíveis a acreditar em notícias falsas. Com seu cronograma de execução previsto para conclusão até julho de 2021, a pesquisa se encontra, no momento da submissão deste trabalho, no estágio de análise dos resultados preliminares, tendo contado, inclusive, com as contribuições obtidas na comunicação oral realizada no EDICC para fechamento do questionário de pesquisa. Dessa forma, este trabalho é finalizado com os próximos passos previstos para conclusão da pesquisa
COLAGENS, PALAVRAS E SILÊNCIO: REPRESENTAÇÕES DA MULHER EM @RELIQUIA.RUM
O tema deste trabalho é a página de Instagram @reliquia.rum, um projeto realizado pela antropóloga Debora Diniz e pelo artista plástico Ramon Navarro, com a intenção de homenagear mulheres que morreram de COVID-19. O projeto consistiu na publicação diária de uma colagem e de um texto-legenda homenageando uma mulher vitimada pela pandemia, o que se realizou entre 23 de março (morte da primeira mulher vítima no Rio de Janeiro) e 2 de novembro (Dia de Finados). As colagens de Navarro foram confeccionadas a partir da imagem de uma mulher com trajes antigos, em montagens surrealistas, ao passo que os textos de Diniz convocam a humanização das estatísticas. Entretanto, as postagens mantêm o anonimato das vítimas, o que gerou questionamentos dos usuários. A partir dessas questões, este trabalho teve como objetivo refletir sobre a representação da mulher em @reliquia.rum e sobre o silenciamento que atravessou essas postagens, por meio do aporte teórico-metodológico da Análise de Discurso e do trabalho de Eni Orlandi (2007a) sobre o silêncio. Foram analisados os textos de Debora Diniz e algumas interações realizadas nos comentários, de maneira a observar a política do silêncio (ORLANDI, 2007a) tornada explícita pelas publicações. Como resultado, foi possível interpretar um empenho de @reliquia.rum em relacionar a morte na pandemia e a condição feminina de subalternidade, e o faz por meio do silenciamento, da ocultação dos nomes e das imagens “reais”. Como efeito dessa abordagem, os comentários das postagens expressaram questionamentos e reflexões, próprios do sentido deslizante (ORLANDI, 2007a) do silêncio
DESINFODEMIA NO BRASIL: O AVANÇO DE DESINFORMAÇÕES SOBRE CORONAVÍRUS
Este artigo apresenta o avanço de desinformações sobre o coronavírus no Brasil (desinfodemia) e explica as motivações que fomentam a problemática. O negacionismo científico, as teorias da conspiração e a descredibilização do trabalho da imprensa são alguns dos fatores que têm prejudicado o combate à pandemia no país e o acesso a informações corretas. De acordo com um estudo da Avaaz, 110 milhões de pessoas acreditam em, pelo menos, uma notícia falsa sobre a doença: uma média de 7 a cada 10 brasileiros. O conteúdo desinformativo e as fake news são propagadas, principalmente, em redes sociais como Facebook e Instagram, além do WhatsApp, através de apelo emocional, medo, fanatismo político/ideológico, negacionismo da ciência, má-fé, desconhecimento da realidade, entre outros
CIÊNCIA AO PÉ DO OUVIDO: COMO A UFU SE COMUNICA COM A SOCIEDADE POR MEIO DE PODCAST
Este artigo tem por objetivo apresentar e relatar a experiência da produção do podcast “Ciência ao Pé do Ouvido”, pela Divisão de Divulgação Científica, vinculada à Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU). O programa, lançado em fevereiro de 2020, é um projeto de comunicação pública que propõe falar sobre cotidiano e ciência em um único assunto. Como o próprio nome sugere, o podcast tem por propósito aproximar a comunidade externa dos temas relacionados aos conhecimentos científicos. Este trabalho se ancora em autores que são referência em comunicação pública e divulgação científica, como Margarida Kunsch (2013), Jorge Duarte (2011), Graça Caldas (2004), Luisa Massarani (1998) e Wilson Costa Bueno (1985, 2014). Por meio deste relato, percebe-se as potencialidades da produção de podcasts de ciência para a materialização da difusão dos saberes, na medida em que compartilha a divulgação científica feita no “Ciência ao Pé do Ouvido”. Ademais, compreende-se que as mídias de áudio possibilitam a democratização dos conhecimentos que são orientadores das políticas públicas, para a construção de uma sociedade mais bem informada, ciente da vital importância do investimento e da valorização da ciência brasileira
AÇÕES E REFLEXÕES DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NO DEPARTAMENTO DE ENDOCRINOLOGIA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS: AS DIFERENÇAS NO DESENVOLVIMENTO SEXUAL
As diferenças no desenvolvimento sexual (DDS) são uma modificação nos genitais externos e internos que ocorre durante a gestação. Nesses casos, os bebês nascem com características anatômicas e fisiológicas que trazem uma “mistura” dos órgãos reprodutores masculinos e femininos. Estima-se que, no Brasil, nasçam de 700 a 1000 crianças com algum tipo de DDS. Diante disso, o objetivo inicial deste estudo exploratório em divulgação da ciência, realizado junto ao Departamento de Endocrinologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, era a produção de material didático adequado para ser encaminhado aos pacientes e profissionais de saúde e usado como uma forma de apoio e esclarecimento nas interações entre todos os envolvidos: equipe multidisciplinar do hospital, pacientes e familiares. Entretanto, com o desdobramento das atividades iniciais, começou a se delinear uma nova pergunta de pesquisa sobre o processo de construção da divulgação científica em um espaço de trocas que envolve os pacientes, seus familiares e os médicos: como entrar nesse circuito sem invadir posições e, ao mesmo tempo, contribuir para a elaboração de um diálogo entre todos? Trata-se, assim, de um estudo que ocupa um espaço pouco usual de inserção da divulgação científica: o cuidado de pacientes e o cotidiano hospitalar. Para refletir sobre essa posição, buscou-se entender os princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS) enquanto um projeto social e político, bem como a forma pela qual esses princípios se refletem nas suas diretrizes sobre comunicação. Para o levantamento de dados, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com pacientes e médicos da área, além de uma extensa revisão bibliográfica. Como conclusão, pode-se afirmar que a inserção da divulgação científica junto a um grupo de pacientes do setor de endocrinologia permitiu uma abordagem prática com a produção de material informativo e concedeu espaço para investigar novas possibilidades de ação, reflexão e elaboração teórica
ANÁLISE DE DOIS PERFIS DO TWITTER DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19: A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NOS PRIMEIROS TRÊS MESES
Este artigo tem como objetivo analisar a repercussão de informações sobre o novo coronavírus e a doença causada por ele, COVID-19, no Brasil, por meio da análise de perfis da rede social Twitter. Nosso objetivo é analisar dois perfis que podem ser considerados fontes confiáveis de informação sobre o tema do novo coronavírus e que também tratam de duas dimensões diferentes da pandemia, a primeira seria uma dimensão de ciência e a segunda uma dimensão social. Para a dimensão científica, analisamos o perfil da Organização Mundial de Saúde (@WHO) e para a dimensão social analisamos o perfil do Twitter Moments Brasil (@MomentsBrasil). Analisamos os três primeiros meses de 2020 de cada perfil, buscando observar diferentes estágios de comunicação sobre o novo coronavírus entre os perfis, verificando desde quando ainda era uma suspeita de um novo tipo de pneumonia, em janeiro, até o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, em março. Assim, foi realizada uma análise de discurso após a coleta manual (printscreens) de tweets do perfil da OMS e dos moments do perfil Twitter Moments Brasil do período de janeiro a março de 2020. A partir da análise dos dados coletados foi possível notar diferentes narrativas da divulgação científica entre esses dois perfis que mostram distintas comunicações no Brasil e no mundo
MULHERES NEGRAS E A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NAS MÍDIAS E REDES SOCIAIS
Com a instauração das medidas de isolamento decorrente pela Covid-19, os espaços culturais e escolares precisaram fechar as suas portas, e o isolamento social repercutiu diretamente nas estratégias de divulgação científica. Com isso, o Projeto de extensão "Mulheres Negras Fazendo Ciência\u27\u27 transferiu as suas ações presenciais para modo remoto. Este artigo apresenta o relato de experiência sobre as adaptações e ações realizadas no Projeto, através do uso de mídias e redes sociais, por meio de dados quantitativos e qualitativos. A principal mídia utilizada foi o Instagram, criada em junho de 2020. Nesta conta, o Projeto alcançou a marca dos 3.183 seguidores(as) em agosto de 2021, entre os quais a maioria são mulheres jovens. Os resultados do Projeto indicam que as redes e mídias online são estratégias de grande importância para a divulgação científica de pesquisas realizadas por pesquisadoras negras. Além disso, é importante citar como a popularidade alcançada gerou convites para lives e debates sobre o papel da mulher negra nas ciências e questões raciais, extrapolando, inclusive, os limites territoriais do estado do Rio de Janeiro
PRESIDENTAS LATINO-AMERICANAS CRISTINA KIRCHNER, DILMA ROUSSEFF, LAURA CHINCHILLA E MICHELLE BACHELET SÃO NOTÍCIA EM 173 CAPAS DE JORNAIS
O artigo apresenta a análise quantitativa das capas impressas dos jornais diários Clarín (Argentina), Folha de São Paulo (Brasil), La Nación (Costa Rica) e El Mercurio (Chile) que trazem notícias sobre as Presidentas latino-americanas Cristina Kirchner, Dilma Rousseff, Laura Chinchilla e Michelle Bachelet. O resultado apresentado compõe parte da pesquisa Presidentas latino-americanas Cristina Kirchner, Dilma Rousseff, Laura Chinchilla e Michelle Bachelet: gênero e política nas capas de jornais que tem como objetivo investigar e analisar as narrativas dos fatos – textos e imagens – que envolveram as quatro governantes. O recorte temporal da investigação abrange os meses de março, abril e maio do ano de 2014 – quando as quatro Presidentas latino-americanas governaram, simultaneamente, suas respectivas nações – e as capas publicadas no dia da posse de cada Presidenta. O corpus definitivo da pesquisa é de 173 capas dos quatros jornais no período elegido. Torna-se relevante estudar as Presidentas na mídia impressa porque a partir da primeira década do século XXI elas passaram a ter maior presença no cenário político na América Latina e, consequentemente, no mundo. Michelle Bachelet foi eleita Presidenta do Chile em 2006 e depois reeleita em 2014. Cristina Kirchner ganhou as eleições na Argentina em 2007 e novamente em 2011. Laura Chinchilla tornou-se Presidenta da Costa Rica em 2010, seu único mandato. E Dilma Rousseff venceu nas urnas brasileiras em 2010 e 2014. Em um total de 12 anos, de 2006 a 2018, a América Latina sempre teve mulheres governando ao menos um país na região
CRIANÇA, IMAGEM E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NO YOUTUBE: COMPARANDO PRODUÇÕES NA REDE SOCIAL
Os conteúdos relativos à ciência estão cada vez mais diversificados, estando disponíveis em diferentes formatos e elaborados pelos mais diversos tipos de grupos sociais, dentre eles o público infantil. O objetivo dessa pesquisa foi verificar como as crianças têm se apropriado dos conteúdos científicos em redes sociais e quais são seus objetivos ao apresentarem esse tipo de conteúdo, analisando como são utilizadas suas imagens nas produções e como a ciência é abordada por elas. Para esse fim, foram avaliados dois vídeos com temas científicos apresentados por crianças no Youtube. Verificou-se que os apresentadores mirins tinham como objetivo não só a divulgação científica, mas também a exposição de suas imagens para o público-alvo. Foi possível concluir, baseando-se nesse recorte, que as crianças têm se engajado cada vez mais na produção cultural de nossa sociedade, principalmente com as facilidades que a internet proporciona. Além disso, plataformas como o Youtube são eficientes na divulgação de conteúdos científicos protagonizados por crianças, porém nem sempre esses conteúdos estão apenas a favor da ciência
O JORNALISMO DE CLARICE LISPECTOR: A ALIMENTAÇÃO COMO FORMA DE TRANSGRESSÃO AO JUDAÍSMO
Para corpus deste estudo, consideram-se textos da produção jornalística de Clarice Lispector (1920-1977) em que há evidente transgressão da autora para com os postulados judaicos, sobretudo no que se configura às regras alimentares. As análises, dentre outros textos da obra da escritora, focalizarão o conto “A mosca no mel (ou a inveja de si)”, publicado por Clarice, em 1975, na revista paulista Mais; e a crônica “Preguiça”, veiculada na coluna sabatina de Lispector, em 1972, no Jornal do Brasil. O referencial teórico fundamenta-se em textos abalizados da fortuna crítica de Lispector e da crítica literária