Universidade Catolica de Pernambuco: Portal de Periódicos da UNICAP
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Los tiempos líquidos y sus impactos en la pastoral
Una manera de categorizar los tiempos actuales es desde la Modernidad Líquida propuesta por Zygmunt Bauman, sus efectos trastocan tanto las realidades más vitales del ser humano, así como las formas sociales en donde se desarrolla. Estos efectos tienen serias repercusiones en la pastoral eclesial que la llevan a adoptar posturas diversas
Eucaristia: mesa e memorial – a mesa do povo de Deus
Quero colocar esta minha contribuição diante da realidade que estamos atravessando –, o drama da pandemia; da falta de compaixão das autoridades que desconsideram a questão dos alimentos enquanto tantos irmãos carecem do sustento cotidiano; da não compreensão por boa parte dos cristãos do real sentido da mesa eucarística e, finalmente, da crescente retomada da cristandade em muitos grupos reivindicam o direito à eucaristia, mas ainda não compreendem o que ela de fato significa. Em meio a esses desafios, lembramos também da preparação para o XVIII Congresso Eucarístico Nacional que, devido à pandemia, foi transferido para o próximo ano e tem como tema “Pão em Todas as Mesas” e o lema “Repartiam o Pão com alegria e não havia necessitados entre eles”. O propósito, de acordo com dom Fernando Saburido, é “promover a comunhão das Igrejas em torno da Eucaristia, no desejo de que esse evento, que reúne o Brasil em terras do Nordeste, nos leve a entender que o ‘Pão da Vida’ move a Igreja a sair de si, das zonas de conforto, para alcançar as periferias existenciais bem lembradas pelo Papa Francisco”. Esta contribuição constará de três partes. Na primeira será aberto um espaço para o sentido da mesa no contexto da Sagrada Escritura. Buscamos fazer uma reflexão fenomenológica sobre o alimento social, familiar, pessoal. Num segundo momento, desenvolvemos um breve comentário de algumas passagens do Antigo e Novo Testamento sobre comensalidade e Eucaristia e finalmente, vem proposta uma reflexão sobre a eucaristia como memorial
Consciência e Intencionalidade na Fenomenologia de Edmund Husserl
O presente artigo visa discorrer sobre um dos conceitos centrais na fenomenologia husserliana: o conceito de intencionalidade. De saída, ressalta-se que a consciência é necessariamente intencional por partir da relação básica constituída pelo par indissociável sujeito/objeto. Tal conceito - intencionalidade -, põe em destaque o movimento da consciência em direção ao objeto e, mais ainda, essa propriedade cumpre um caráter universal, fazendo-se presente no funcionamento psíquico do homem
COM UM LAÇO DE FITA VERDE AMARRADO NA GARGANTA: COSMOLOGIAS E RITUAIS DE INTERAÇÃO SIMBÓLICA DOS XUKURU NA CONTEMPORANEIDADE
In this article we seek to explain and understand the Xukuru cosmologies and rituals of symbolic interaction with the aim of rescuing a (de)constructivist approach to the classical theories about the South. This is a preliminary exercise that focuses on the analysis of the relationships that these populations uphold with the sacred in the contemporary world, mainly through festivities. Using visual anthropology and content analysis of videography documents, we aim to contribute to an increased knowledge about the dynamics, spaces and forms of sociability embodied in the Toré and St. John's Day, as revealing and actualizing of memories, inheritances and identity reconstructions of the Xukuru.Neste artigo procuramos explicar e compreender as cosmologias e rituais de interação simbólica do povo Xukuru tomando como objetivo o resgate de uma abordagem (des)construtivista das teorias clássicas acerca do Sul. Trata-se de um exercício preliminar que toma como foco de análise das relações que estas populações mantêm com o sagrado no mundo contemporâneo através de festividades. Recorrendo à antropologia visual e à análise de conteúdo de documentos videográficos, almejamos contribuir para um aumento do conhecimento das dinâmicas, dos espaços e das formas de sociabilidade corporizadas no Toré e na festa do dia de São João junto dos Xukuru como reveladoras e atualizadoras de memórias, de heranças e de reconstruções identitárias
A MULHER NAS MENSAGENS TRAZIDAS POR NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS: O MITO DE LILITH E O DESEMPODERAMENTO FEMININO
O presente artigo tem por escopo demonstrar a visão de mundo anunciada na Associação Nossa Senhora das Lágrimas (ANSLAGRI), em Serra/ES, por intermédio das chamadas Formigas Bordadeiras, que teriam o impulso divino para a escrita de mensagens voltadas à mulher. Nessas mensagens, ganha corpo o mito de Lilith - em contraposição à mulher Eva - e as características mitológicas nele insertas, que são transladadas para escritos de folhas de árvores pelas “Formigas Bordadeiras” – instrumento de Nossa Senhora das Lágrimas para seus textos. Dentre as mensagens, também existe disposições da Virgem Maria (emissária) na tentativa de controlar o empoderamento feminino e volver olhos à uma supremacia do homem sobre a mulher, justificada pela semelhança com Deus. O artigo explana algumas mensagens com o fito de perceber a utilização do mito de Lilith e o desempoderamento feminino nas mensagens escritas pelas “Formigas Bordadeiras.
FILOSOFIA, BIOÉTICA E ECOLOGIA: PERSPECTIVAS E CONTRIBUIÇÕES À ECOTEOLOGIA CONTEMPORÂNEA
O presente artigo pretende analisar a íntima integração entre a qualidade da vida humana e a qualidade da vida de toda a natureza humana. A metodologia desta pesquisa envolve um diálogo com a Filosofia, a Bioética e a Ecologia para extrair pistas ao pensamento ecoteológico. Nesse sentido, busca-se, num primeiro momento, uma análise filosófica aristotélica acerca da substância e da qualidade para proporcionar um substrato de sustentação à concepção de pessoa humana. Assim, num segundo passo, apresentam-se o conceito da pessoa e da sua dignidade a partir dos estudos da Bioética, a fim de sublinhar o valor inviolável da pessoa e, inclusive, da dignidade humana a partir da reflexão Dignitas Personae. O terceiro aspecto a ser trabalhado se dirige na linha da articulação que o Papa Francisco realiza na concepção de Ecologia Integral no qual apresenta na Laudato Si’ uma Ecologia da vida cotidiana fundamentada no princípio do bem comum relacionado ao respeito pela pessoa humana enquanto tal. Por fim, numa quarta etapa, destaca-se a possibilidade da ligação entre a qualidade de vida humana e a qualidade de vida de todo o ecossistema. Para tanto, desenvolve-se uma análise ecoteológica para afirmar que toda qualidade de vida se baseia e se realiza sobre a substância, em outras palavras, é necessário levar em conta a pessoa concreta. Por isso, ao falar da qualidade de vida humana, pode-se perceber a sua relação com todo o ecossistema, pois tudo está interligado e toda a Criação proveniente das mãos de Deus
Ser nobre na capitania do Rio Grande: Formação de uma conhecida nobreza da terra (1660 – 1760)
O que era ser nobre nas conquistas portuguesas da América? Existiam aqueles que de fato eram nobres titulados pelo rei e, aqueles que se portavam e se entendiam enquanto nobres, forjando-se como uma nobreza da terra. Estudos sobre Olinda, Rio de Janeiro e São Luís do Maranhão demonstram a vinculação entre a ocupação de cargos camarários, obtenção demercês e postos militares, bem como um discurso de antiguidade, tradição e esforço “à custa de vida, sangue e fazenda” para a composição das chamadas nobrezas da terra. Neste artigo, buscou-se compreender, a partir do contexto político e social da capitania do Rio Grande, sobre como um poder local desta espacialidade também se assemelhava em seumodo de agir observado para outras governanças locais. Dessa forma, questiona-se sobre o que era ser nobre ou as possibilidades de viver ao modo nobre na capitania do Rio Grande, assim como se analisa a formação de uma “conhecida nobreza da terra”, radicada nos postos camarários e de ordenanças e gestada durante os conflitos da Guerra dos Bárbaros, entre a segunda metade do século XVII e a primeira metade do século XVIII. Para isso, realizou-se um trabalho de análise bibliográfica, aliado ao método prosopográfico, a partir da documentação produzida pela Câmara de Natal, como os termos de vereações e os livros de registros de cartas e provisões, bem como as fontes paroquiais, a fim de se entender quem eram essas pessoas, famílias, e a chamada nobreza da terra
A revista Peleja: História e desenvolvimento de um periódico acadêmico nos sertões pernambucanos (1979 – 1984)
Neste artigo, realizamos uma análise a respeito do processo de formação da Revista PELEJA, enquanto espaço de difusão e sociabilidades intelectuais do meio acadêmico de Arcoverde e região, além de compreendê-la na qualidade de porta-voz institucional da Faculdade de Formação de Professores de Arcoverde (FAFOPA). Esta revista foi idealizada no final da década de 1970, quando a FAFOPA comemorava o seu primeiro decênio. Por trás destadimensão comemorativa, a revista circunscrevia-se também, enquanto veículo preocupado em divulgar as produções acadêmicas da IES, elaboradas pelos seus professores. A escolha do título demonstra, também, a compreensão que os idealizadores da revista possuíama respeito do seu papel e lugar no cenário de promoção do ensino superior no interior de Pernambuco, uma vez que o título não remetia à compreensão de Peleja como sinônimo de poesia popular do Nordeste, mas às dificuldades que se apresentavam aos professores daIES na implantação do ensino superior nos sertões pernambucanos. Adotamos como orientação para o artigo, reconstruir o processo de organização da revista e analisar alguns artigos publicados no periódico, observando os interesses acadêmicos que se encontravam expressos no universo acadêmico da Fafopa entre 1979 à 1984
A História da Hermenêutica Segundo Paul Ricoeur
A hermenêutica é um dos movimentos filosóficos mais importantes, mais fecundos e mais criativos do século XX e Paul Ricoeur é um dos nomes mais representativos desse movimento. Ele estabelece um diálogo crítico-criativo com a história da hermenêutica, enfrentando suas aporias e alargando seus horizontes e, assim, oferece um acesso histórico-sistemático privilegiado ao movimento hermenêutico. Esse estudo está centrado em sua retomada histórica da hermenêutica. Começa justificando a opção de abordagem histórica da hermenêutica a partir de Ricoeur para, em seguida, apresentar sua “descrição” ou seu “balanço” da “história recente da hermenêutica”
KANAIMÀ’S MAGIC
Pretende-se neste artigo apresentar as realizações do Kanaimî a partir das representações dos Macuxi e Wapichana da Região do Circum-Roraima. Nessas representações estão presentes as relações violentas, os rituais e os fatos ocorridos que fazem dele um ser temido pelos diversos povos dessa região. Essas representações se configuram como uma resposta às condições culturais desses povos e ao mesmo tempo uma condição de suas existências. Investigaremos sobre os rituais e ações do Kanaimî, a partir da concepção de magia de Marcel Mauss. Os conceito elaborados por Mauss serviram de parâmetros para uma comparação e análise. Essas representações acerca dos rituais e de suas violências podem significar uma relação de identidade, mesmo que se pense em processos de oposição em relação a ele, considerando-o como um ser mal. Analisaremos se existe um processo de identidade associador entre os povos desta região com o Kanaimîpara entender alguma forma de autoidentificação dos próprios povos e de suas relações com os outros povos da região.This article aims to present the achievements of Kanaimî from the representations of the Macuxi and Wapichana of the Circum-Roraima Region. In these representations are present the violent relations, rituals and events that make him a being feared by the various peoples of this region. These representations are configured as a response to the cultural conditions of these peoples and at the same time a condition of their existence. We will investigate the rituals and actions of Kanaimî, based on the conception of magic by Marcel Mauss. The concepts elaborated by Mauss served as parameters for a comparison and analysis. These representations about rituals and their violence can mean an identity relationship, even if one thinks of processes of opposition to it as a bad being. We will examine whether there is an associative identity process between the peoples of this region with Kanaimî to understand some form of self-identification of their own peoples and their relations with other peoples of the region