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Nominata de avaliadores de artigos da Revista Ágora Filosófica, volume 20, números 1, 2 e 3
Nominata de avaliadores de artigos da Revista Ágora Filosófica, volume 20, números 1, 2 e
RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE NO CAMPO DA SAÚDE: QUESTÕES PARA A EDUCAÇÃO SUPERIOR
O Brasil é um país conhecido por sua diversidade religiosa e liberdade de culto. Diante de uma população bastante religiosa, conquanto, religião e espiritualidade são assuntos pouco explorados em cursos de formação superior ligados à área da saúde. Buscou-se no presente texto apresentar um panorama descritivo das características e problemáticas identificadas na atualidade sobre a inserção do eixo religião, espiritualidade e saúde na formação acadêmica de profissionais e estudantes do campo da saúde. Foi realizada uma revisão narrativa com base em estudos empíricos, teóricos e revisões sistemáticas recentes. A literatura investigada é composta por artigos de revistas científicas nacionais da área da saúde, teses, dissertações, capítulos de livros e publicações internacionais. Observou-se um evidente distanciamento entre a pesquisa contemporânea, sobre religião e os processos de saúde-doença, e sua tradução e aplicação na formação e atuação clínica de profissionais da saúde. Os estudos demostram uma inserção limitada do tema nos currículos dos cursos de graduação, com maior participação das instituições de ensino superior confessionais. Profissionais e estudantes parecem reconhecer a importância desta dimensão para saúde e o desejo de seus pacientes em falar sobre esse assunto, mas assumem não se sentir preparados ou não ter tido formação para realizar essa abordagem
Da Casa de Detenção à Casa da Cultura de Pernambuco (1963-1982)
O texto procura discutir ações do processo que culminou na desocupação da antiga Casa de Detenção do Recife, para a implantação no mesmo espaço de uma Casa da Cultura como um projeto amplo político e sociocultural para o Estado de Pernambuco. Refletir sobre a ressignificação do espaço carcerário que funcionou durante 118 anos no centro da cidade doRecife e o término de suas atividades penitenciárias levado a cabo entre 1971 – 1973. O período de sua reestruturação e recebimento de novos equipamentos para o exercício de sua nova atividade e a reinauguração do antigo prédio centenário em 1976, como Casa da Cultura do Estado de Pernambuco – denominada Casa da Cultura Luiz Gonzaga
RESENHA: PERETTI, Clélia. Nas trilhas de Edith Stein...
O livro acima indicado, foi publicado pela Appris Editora com sede em Curitiba, com lançamento oficial na mesma cidade paranaense durante o X CONERE que ocorreu na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Pr) em novembro de 2019. Origina em português, é prefaciado pelo Prof. Dr. Renato Kirchner da PUC-Campinas e apresentado pelo Prof. Dr. Ezequiel Westphal do Instituto federal do Paraná/Paranaguá. O livro trata os escritos e estudos de Edith Stein atravessando de maneira interdisciplinar as questões de gênero intertextualizando com discussões fenomenológicas e teológicas da santa e filósofa Edith Stein.
Desastres e Gênero: a natureza da vulnerabilidade no Sul de Santa Catarina (1974-2004)
Os Desastres Socioambientais que ocorreram no Sul de Santa Catarina (Brasil) entre 1974 e 2004 são compreendidos neste trabalho como acontecimentos totalizantes, pois neles se desenrolam todas as dimensões da formação da estrutura social. Desta forma, as desigualdades de gênero são avaliadas nos momentos em que a sensação de normalidade da vida é suspensa. A crença da suspensão da normalidade pôde ser reavaliada neste trabalho, pois percebeu-se que antes, durante e após os desastres a interação social e ambiental se ampara nos arranjos sociais e construções culturais previamente estabelecidos. Assim, as vulnerabilidades inerentes aos lugares sociais são potencializadas no contexto dos desastres
Por homens industriosos e previdentes: as discussões em torno dos usos dos recursos naturais no Ceará oitocentista
O presente artigo analisa como os usos dos recursos naturais foram discutidos no Ceará do século XIX por meio das noções de previdência/imprevidência, racionalidade e industriosidade. Essas noções foram produzidas num momento em que ganhava força o embate entre a cultura de subsistência e formas de exploração capitalista da natureza. O uso racional dos recursos da terra tornara-se promissor para o desenvolvimento material. Nesse sentido, usos rudimentares, isto é, as queimadas e derrubadas de árvores foram alvo de intenso debate, pois eram vistas como barreiras ao progresso material da província/nação por meio da Ciência e dos usos racionais da natureza. Nessa perspectiva, nos propomos a estudar, a partir de textos produzidos no Ceará e no Brasil, de forma geral, como a ciência, a natureza e a técnica são articuladas na construção desse estigma moderno sobre a natureza
“Viva ao Rei Nosso Senhor e morram os traidores”: a deposição do governador Sebastião de Castro e Caldas e as convulsões sociais na capitania de Pernambuco (c.1707-c.1711)
Neste artigo, propomos um estudo sistemático acerca das convulsões sociais na capitania de Pernambuco com a saída do governador Sebastião de Castro e Caldas que assumiu o governo da capitania entre junho de 1707 e novembro de 1710. A figura do governador é um dos principais motores da administração colonial, ele é responsável pelo controle militar, defesa do território e detém vasta “autonomia” para negociar com os poderes locais. Ao longo deste artigo será discutido o contraste entre a documentação normativa que norteava a atuação político-administrativa desses agentes na América Portuguesa e a realidade da prática governativa, levando em consideração a busca por ascensão e prestígio social e a defesa dos interesses reais nas conquistas ultramarinas. E identificar as convulsões sociais na capitania da de deposição do governador
Convivendo com o rio: uma História Ambiental das intervenções humanas nas margens do Rio do Sinos (Brasil, RS)
O artigo aborda a história das interações estabelecidas entre o Rio dos Sinos – curso hídrico localizado no estado do Rio Grande do Sul, Brasil – e os grupos humanos fixados nas margens do respectivo rio. A pesquisa realizada insere-se no campo de estudos da História Ambiental e destaca, a partir de fontes documentais e bibliográficas, duas experiências de interações entre o ambiente natural e os grupos humanos fixados nas margens do Rio dos Sinos. A primeira experiência diz respeito à percepção social das enchentes do Sinos como um problema que demandava respostas da sociedade e do poder público. A segunda cotempla as quatro décadas finais do século XX e analisa o processo de construção do Sistema de Contenção de Cheias do Rio dos Sinos – um conjnuto de obras hidráulicas que provocaram gandes transformações na paisagem urbana de São Leopoldo e no fluxo das águas do rio
IGREJA DOS POBRES E CRISTIANISMO DA LIBERTAÇÃO NO NORDESTE: EXPRESSÕES ONTEM E HOJE
A relação da Igreja Católica com a sociedade sempre foi muito evidente, tanto no sentido de sofrer as influências advindas da moldura social, quanto procurando estabelecer os contornos dessa moldura. Na América Latina, a história dessa relação guarda um capítulo emblemático: a experiência da “igreja dos pobres”, que ganhou impulso após a Conferência de Medellín (1968). Um importante desdobramento da “igreja dos pobres” foi a experiência do Regional Nordeste II, da CNBB, que, tendo Dom Helder Camara como figura mais expressiva, foi capaz de vivenciar uma prática eclesial preocupada em reconfigurar a injusta moldura que contornava a sociedade na segunda metade do século XX. No mundo de hoje, em um contexto de fortes mudanças culturais e religiosas, reconhecidas nas formas de expressão da fé, de pluralismo religioso, de desinstitucionalização das religiões, de vivências individualizadas da religião, de bricolagem de crenças e de uma religiosidade secularizada, o que ainda ressoa, daquela experiência, na igreja e na sociedade? O dossiê receberá estudos e pesquisas que enfoquem a herança desse modo de ser igreja e como podem ser evidenciadas suas contribuições à esfera pública na sociedade contemporânea
Teologias da eucaristia na linguagem das artes visuais: Mino Cerezo Barredo e Marko Ivan Rupnik
Este trabalho constitui uma aproximação às teologias eucarísticas expressas nas obras artísticas de Mino Cerezo Barredo e Marko Ivan Rupnik, no quadro da possibilidade que a arte porta de ser ela mesma teologia. A eucaristia se configura como tema particularmente adequado para a leitura das obras, já que arte e eucaristia, no contexto teológico, são dimensões da manifestação do invisível no visível. A metodologia segue a proposta de análise das artes visuais de Gillian Rose, adequando-a ao campo da arte sacra e fazendo-a ser precedida por uma apresentação biográfico-contextual dos artistas. Analisam-se a pintura mural do Seminário Claretiano de Magdalena del Mar, de Cerezo, e o mosaico da Capela Redemptoris Mater, de Rupnik. Notam-se três temas convergentes na teologia eucarística visual de Cerezo e Rupnik: 1) a ligação inseparável entre o lava-pés e a eucaristia; 2) a ênfase na ternura quenótica de Jesus, manifestação de Deus que se revela como amor; e 3) a centralidade temática da restauração das relações fraternas a partir da eucaristia. Como ênfases particulares de um e de outro, nota-se uma complementaridade, com Cerezo privilegiando a dimensão histórico-escatológica da eucaristia, enquanto Rupnik põe o acento na dimensão cósmica