Universidade Catolica de Pernambuco: Portal de Periódicos da UNICAP
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A PARUSIA E A VALORIZAÇÃO DO TEMPO FUTURO NO PENTECOSTALISMO
O retorno iminente de Jesus Cristo à terra é um dos mitos mais defendidos e ainda divulgados pela religião pentecostal. Este evento é conhecido pelo termo “parusia” e é comumente abordado pela escatologia, doutrina teológica que estuda as últimas coisas ou o que haverá de acontecer no final dos tempos. Crendo nesta doutrina, o fiel pentecostal assume um modo de vida ascético e exclusivista, preferindo a valorização do tempo futuro em detrimento do tempo presente. Este último pode ser comumente associado a um tempo profano. Porém, o tempo sagrado que crê-se será iniciado após a parusia, pode ser experimentado, ainda que de maneira representativa, neste tempo presente. A proposta deste trabalho é fazer uma comparação entre a parusia e a valorização do tempo futuro no pentecostalismo, analisando suas nuances de acordo com a doutrinação escatológica pentecostal. Com isto, pretende-se lançar um olhar compreensivo acerca do fenômeno pentecostal, contribuindo para um entendimento das dinâmicas que caracterizam o fenômeno atualmente.Data de submissão: 03-06-2015. Aprovado em: novembro de 2016.doi: 10.20426/P.2178-8162.2016v7n15p32
A antropologia em Friedrich Nietzsche
: O texto Intitulado “A Antropologia em Friedrich Nietzsche”, se propõe abordar o conceito de “Super-homem” que, junto com o de “Vontade de Poder”, “Niilismo”, “Eterno Retorno do Mesmo” e o de “Justiça,” constitui os termos fundamentais da metafísica de Nietzsche, segundo Martin Heidegger. Acredita-se, portanto, que é preciso ter em conta todo o contexto metafísico no qual são colocados ditos termos para entendê-los. Ao fazer uma abordagem antropológica a partir da filosofia de Nietzsche, não pensamos estar cometendo uma heresia em relação a Friedrich Nietzsche (1844-1900), toda vez que, ademais de acreditar que o pensamento nietzschiano permite uma abordagem antropológica, já contamos com o exemplo de Max Scheler (1874-1928), o qual, na sua obra “Mensch und Geschichte”, expressava-se assim a respeito do “Super-homem”
Comitês De Ética: Desafios
O presente artigo aborda alguns aspectos da discussão sobre a bioética e a importância de um Comitê de Ética em Pesquisa. A proposta básica é discutir alguns aspectos do funcionamento dos CEPs, tendo como fundo as Resoluções 196/96 e 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde e, neste contexto, o lugar que os Comitês de Ética em Pesquisa. Pretendemos provocar o debate, muito mais que apontar para definições que, no fundo, impedem uma interlocução ampla, ou impedem a confluência de posições diferentes. Contudo, concluímos apontado para o caráter procedimentalista que a maioria dos Comitês vem tomando no Brasil, deixando de abordar as dimensões éticas da pesquisa científica e concentrando a avaliação dos protocolos de pesquisa, no âmbito da Plataforma Brasil, como uma análise de procedimentos que estão indicados no formulário online, o que torna a análise ética em uma análise formalista
Bioética e o Compromisso com o Ambiente Natural
Questões ecológicas e éticas são recorrentes nos debates dos últimos tempos. Ambas refletem a crise civilizacional que enfrentamos nos dias de hoje. O aumento da consciência e preocupação às questões ambientais resultou em discussões políticas internacionais e acordos globais. No atual modelo econômico a natureza recebe o “título” de recurso natural, servindo apenas para alimentar o sistema e satisfazer a demanda, desconsiderando a sua resiliência, sua habilidade de regeneração e sua capacidade produtora de substância de valor econômico. O capitalismo se faz predominante, e com o advento da globalização a moeda, o capital, foi imbuído de ainda mais força no controle sobre a ordem social, regendo a vida das pessoas, aumentando a desigualdade social, originando, posteriormente, as lutas de classes, que persistem nos dias atuais. Ele peca ao desconsiderar os processos ambientais dentro do processo econômico e a globalização atenua o pensamento capitalista da concentração das riquezas e o desconhecimento da outridade. Nossa espécie evoluiu e se libertou das amarras impostas pelas condições ambientais, e involuiu ao passo que desenvolveu um pensamento de posse sobre a natureza e se excluindo dos processos naturais. Torna-se de grande valia, portanto, uma reflexão quanto à bioética e o meio ambiente, a forma como “pensamos a natureza”, a consciência da outridade, e o resultado do pensamento contemporâneo sobre estes fatores
CELEBRAR A VIDA É VIVER A FÉ: SOBRE O CONCEITO DE INCULTURAÇÃO NO CATOLICISMO PÓS-CONCILIAR
O presente artigo insere-se numa perspectiva multifocal em relação ao fenômeno religioso, elegendo como campo de análise o catolicismo dos últimos cinquenta anos, particularmente em vista do que a teologia procurou desenvolver acerca do conceito inculturação. Embora se trate de um termo relativamente novo tanto para a teologia, quanto para a antropologia da religião, o fenômeno evocado certamente remete a todo o itinerário de consolidação do cristianismo no Ocidente. Isso porque diz respeito à mútua articulação entre fé e cultura, essencial para a difusão e perpetuação de qualquer sistema religioso. Em nosso caso, tomaremos o processo de formulação conceitual que culminou na eleição do termo inculturação como o que melhor correspondeu aos anseios da teologia pós-conciliar. Para tal optamos por manter uma postura ad extra, isto é, partindo da auto-compreensão que o próprio catolicismo manifesta possuir em relação ao tema, realçando, sempre que possível, elementos passíveis de serem ampliados ao diálogo com as ciências humanas de maneira geral
TEMPO DA GRAÇA: LENDO ANTÔNIO VIEIRA À LUZ DE INÁCIO DE LOYOLA
A leitura do passado na experiência cristã é mais do que uma análise objetiva da evolução e da sucessão dos acontecimentos. Sem prescindir dos tecidos sociais, econômicos e culturais nos quais está enraizado, aquele que crê exercita-se nessa tessitura a discernir a comunicação, a solicitude de Deus para com os seres humanos. De modo mais radical, trata-se de reconhecer como a circulação do amor divino permeia o tempo e, nele, as evidências que o habitam. Com esta finalidade, o presente artigo pretende fazer um esboço da percepção do tempo em sua dimensão teológica na reflexão do Pe. Antônio Vieira SJ, englobando no caminho desse entendimento a fonte inspiradora singular que deu origem à Companhia de Jesus: Inácio de Loyola. Sua experiência e o legado de sua maneira de ajudar outros a distinguir a graça – universo no qual o ser humano vive e se move – permitem alargar o campo de compreensão e melhor penetrar na atuação de Vieira. Simultaneamente, torna possível visitar o caminho de uma fé que desposa as realidades do seu tempo para ser fiel ao seguimento de Jesus Cristo e à vivência do evangelho
EXPEDIENTE / MASTHEAD
Editor-GerenteLuiz Carlos Luz Marques, Universidade Católica de Pernambuco, BrasilEditores responsáveis – 2016.1Luiz Carlos Luz Marques, Universidade Católica de Pernambuco, BrasilSylvana Brandão, Universidade Católica de Pernambuco, BrasilConselho EditorialDrance Elias Silva, Universidade Católica de Pernambuco, Brasil, BrasilJoão Luiz Correia Júnior, Universidade Católica de Pernambuco, BrasilLuiz Carlos Luz Marques, Universidade Católica de Pernambuco, BrasilRiccardo Burigana, Istituto San Bernardino di Venezia - Pontificia Università Antonianum di Roma / Centro per l'Ecumenismo in Italia, Itáli
Os periódicos polono-brasileiros: historiografia, fontes e temas de pesquisa
A comunidade polonesa do Brasil tem suas raízes no último quartel do século XIX, inserida no bojo da imigração europeia massiva. Ao longo da sua instalação e desenvolvimento no país de acolhida criou espaços de sociabilidade e uma série de instituições focadas na vida cultural polonesa, dentre elas, os periódicos. Ainda que mais tardiamente em relação a outros grupos étnicos, desde finais do século XIX até o advento de políticas nacionalistas brasileiras na década de 1930, os poloneses produziram diversos periódicos focados nos mais diferentes temas que circularam pelo sudeste e sul do Brasil. Alguns foram mais efêmeros e outros tiveram uma perenidade que, entre intervalos, chegaram aos nossos dias. Podemos identificar uma gama de um material muito rico, que permite uma série de digressões sobre a sociabilidade, economia, agricultura, religiosidade, disputas, entre outros assuntos relacionados à presença dos poloneses no Brasil. A importância numérica polonesa, especialmente no sul do país, não está, até então, refletida nos estudos acadêmicos e os periódicos polono-brasileiros são possibilidades de enfrentar essa questão. Ao propor uma reflexão acerca desta fonte, investigamos os usos atinentes ao estudo dos periódicos, examinando as possibilidades de análises e o potencial deste material para a pesquisa histórica, embasado em trabalhos que usaram estas fontes e estudos sobre imprensa e imigração
Politización y despolitización en el pensamiento de Carl Schmitt
El presente trabajo analiza el concepto de politicidad en el pensamiento de Carl Schmitt destacando la simbiótica relación entre politización y despolitización. Se argumenta que politización y despolitización resultan el anverso y el reverso del alegado schmittiano sobre lo político por lo que resulta imposible pensar estos elementos de manera disociada. En este sentido, no solo se trata de colaborar con la reflexión en torno a la autonomía de lo político sino también sobre el problema de su acotación. Por consiguiente, este ejercicio hermenéutico versa también sobre la relación entre Estado y sociedad y las distintas formas en las cuales Schmitt analizó dicho vínculo. Finalmente, tras centrarse en algunas de sus obras del período weimariano, el trabajo efectúa una breve reflexión sobre el problema de la politicidad y del Estado total en Estado, movimiento, pueblo