Universidade Catolica de Pernambuco: Portal de Periódicos da UNICAP
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DE LUTERO AOS POVOS INDÍGENAS: MOVIMENTO PROTESTANTE NO BRASIL
Nas primeiras décadas do século XVI, as tensões e conflitos estavam presentes no campo ideológico, religiosos e políticos na Europa. O continente europeu acorda com os ecos da martelada de Martinho Lutero na porta da Igreja de Wittenberg na Alemanha (1517) que propagou diversas ondas de mudanças no cenário, principalmente religioso. O protestantismo chega ao Brasil através das missões oriundas da Igreja Cristã Reformada em contato com os indígenas de forma fugaz com os colonos franceses no Rio de Janeiro (1555-1567) e os holandeses no Nordeste (1630-1654) para o qual esses colonos trouxeram o modelo teológico oriundo da Reforma. Na segunda metade do século XIX, o protestantismo retorna com as missões e a fundação de igrejas no Nordeste, inclusive em Pernambuco (1872) com as presenças indígenas nos cultos e reunidos em pequenas assembleias. O estudo revela a condição promovida pelas missões protestantes aos indígenas em adesão ao protestantismo, bem como o seu impacto na reformulação do referencial de identidade na junção dos dois mundos religiosos. Para isso, propomos apresentar a repercussão dessa ação protestante no meio da população indígena.
A ATUALIDADE DO CONCEITO DE TOLERÂNCIA EM JOHN LOCKE
O texto propõe apresentar a atualidade do conceito de tolerância em John Locke entendendo-o como de primordial compreensão para a pluralidade religiosa numa sociedade plural. A tolerância em Locke estava calcada numa base tríplice, a saber: o estado laico, a liberdade individual como um bem inalienável e a noção de Deus, a religiosidade como doadora do verdadeiro sentido da tolerância. Ainda se observará que há um casamento tão profundo entre o ethos contemporâneo e a noção de tolerância que não se pode compreender a sociedade atual, nem prospectar uma futura sem que a tolerância seja um valor ensinado, perseguido e vivido.Data de submissão: 06-01-2016. Aprovado em: dezembro de 2016.doi: 10.20426/P.2178-8162.2016v7n16p41
UMA METODOLOGIA PARA AS CIÊNCIAS DA RELIGIÃO? IMPASSES METODOLÓGICOS E NOVAS POSSIBILIDADES HERMENÊUTICAS
O debate sobre a autonomia epistemológica e acadêmica da(s) ciência(s) da religião assumiu diversas perspectivas nas quais se destacam a predominância de paradigmas fenomenológicos essencialistas, construcionistas e relativistas. Na esteira desse debate, a questão da metodologia surge, nem sempre com o necessário destaque: qual(is) método(s) e qual(s) concepção(ões) norteiam as pesquisas em ciência(s) das(s) religião(ões)? Quais as condições possíveis do método nas ciências da religião: politeísmo ou monoteísmo metodológico? Partindo dessas questões, proponho como duas primeiras hipóteses, a impossibilidade de uma resposta unívoca e a existência de ambivalências metodológicas. Calçado em metodologia de revisão bibliográfica e análise do discurso emergente nas discussões teóricas das ciências da religião, apresento, como terceira hipótese, o politeísmo metodológico como uma saída dos impasses e um contributo à produção de pesquisas qualificadas.Data de submissão: 26-10-2015. Aprovado em: outubro de 2016.doi: 10.20426/P.2178-8162.2016v7n14p07
O FENÔMENO RELIGIOSO GREGO: UMA REFLEXÃO SOBRE O PENSAMENTO MÍTICO DOS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS
Este artigo propõe uma reflexão sobre os primórdios da Filosofia, que perpassa pela tradição mitológica grega, pela ordenação do cosmos, pelos deuses do Olimpo, pela ordem humana, pelos primeiros Sábios em busca do Ser e do Saber, tendo como objetivo a historicização deste processo primordial que funda a Filosofia ocidental. Esta reflexão pretende revisitar esta temática na observância de que os deuses estão no mundo grego e dele fazem parte, ao mesmo tempo em que o universo, diferenciando-se e ordenando-se, assume sua forma definitiva de cosmos organizado, como também, a diversificada racionalização dos filósofos, a partir de um novo conhecimento que indaga, não só sobre a origem das coisas, mas também acerca do que as coisas são.Data de submissão: 16-03-2016. Aprovado em: novembro de 2016.doi: 10.20426/P.2178-8162.2016v7n15p34
El Estado terrorista y la nuda vida. El caso de la dictadura cívico-militar argentina (1976-1983)
En este artículo analizamos la dictadura cívico-militar argentina (1976-1983) bajo la óptica de la biopolítica y de la ontología derrideana, rastreando las formas ]en las que la política inaugurada en 1976 y la violencia llevada a cabo se superponen y se enmascaran, y la manera cómo, en su reverso, aparecen las denominadas “figuras de la persecución”. El Estado de excepción, bajo la dictadura, dio lugar a un Estado de seguridad. El recurso al estado de excepción/seguridad en tanto Estado vacío de derecho, y la búsqueda de una nueva legalidad para construir una legitimidad que no se poseía son puntos analizados en este artículo. Asimismo, la contigüidad entre FF. AA./golpistas y función de policía tiene como consecuencia la criminalización del adversario. Por su parte, al colocarse por encima de la ley al instituir un estado de excepción, el nuevo soberano asume la figura de la bestia, en la conceptualización de Derrida, la cual también se coloca por fuera de ley al transgredirla. Palabras-clave: Estado de excepción; Violencia; Nuda Vida; Bestia/Soberanía
Figuras do direito na Fenomenologia do Espírito: a fenomenologia como doutrina do espírito objetivo?
O presente texto objetiva explicitar a Fenomenologia do Espírito como uma doutrina do Espírito Objetivo, tal como o tema se desenvolve na Filosofia do Direito de Hegel. Para a realização deste propósito se percorrerá o caminho da Fenomenologia. Espera-se demonstrar como Na Fenomenologia do Espírito de Hegel há importantes pistas para a compreensão das Figuras do Espírito Objetivo
A servidão involuntária: Trabalho, educação e enraizamento em Simone Weil (II)
Neste artigo apresentamos uma introdução ao pensamento social da filósofa judia francesa Simone Weil, tendo como eixo a articulação de trabalho e educação à luz da categoria de enraizamento. Peregrinando de corpo e alma junto a operários, mineiros e camponeses, Simone Weil oferece ao mundo contemporâneo uma das mais consistentes contribuições reflexivas em favor da superação da opressão social imposta aos trabalhadores da produção, cuja “carne de trabalho” é por ela assumida como locus hermenêutico de uma radical reposição da questão sobre o sentido do humano. Na contramão da histórica divisão social do trabalho que promove a degradação do labor manual, Simone mostra que uma civilização não atinge o estatuto humano se aqueles que contribuem com as suas mãos para edificá-la não levam, de direito e de fato, uma vida humana. Na perspectiva dessa transgressão civilizatória, tratava-se de assegurar aos trabalhadores da produção os “alimentos” para a satisfação de suas necessidades humanas básicas, mas também sua plena inserção na vida do espírito, seja pela apropriação da cultura “clássica” e universal que lhes é sonegada, seja pela afirmação da cultura – única e inestimável – enraizada em sua experiência vital. Em suma, a perspicácia subversiva do pensamento de Simone Weil está em mostrar que a opressão social não somente usurpa a dignidade de operários e camponeses, como empobrece a própria civilização, ao privá-la de uma espiritualidade que só pode nascer do corpo e da alma dos trabalhadores
Abordagem categorial para a linguagem da teoria quântica
O propósito do nosso trabalho é investigar a construção da “categoria dos espaços Hilbert”, com o objetivo de superar certos limites contidos nas linguagens da teoria quântica. A importância de se estudar a teoria quântica por uma via categorial é a possibilidade da construção de uma categoria que já incorpora na sua própria linguagem alguns dos axiomas, fenômenos e princípios básicos da mecânica quântica
PATRIMONIALIZAÇÃO DA PEREGRINAÇÃO AO SANTUÁRIO NOSSA SENHORA DIVINA PASTORA-SE
No ano de 1958, na cidade de Divina Pastora, interior do Estado de Sergipe, teve início uma das maiores manifestações do catolicismo local. De fenômeno religioso a patrimônio imaterial do Estado, em 2014, a Peregrinação ao Santuário Nossa Senhora Divina Pastora mereceu o reconhecimento patrimonial oficial, referendada que foi pela fé e pela força social em seu entorno e na figura de um agente religioso, o Arcebispo Dom Luciano José Cabral Duarte