Universidade Catolica de Pernambuco: Portal de Periódicos da UNICAP
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    MATERNIDADE E ESPIRITUALIDADE: ASPECTOS SIMBÓLICOS

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    Este é um trabalho de cunho teórico que discute a representação simbólica da maternidade para a mulher como uma expressão ou manifestação do Sagrado em sua existência. Foi realizado aqui um aprofundamento nos conceitos de Símbolo, segundo concepções fundamentais Junguianas, e as noções de Sagrado, Mística e Experiência Religiosa, abordando também questões próprias ao universo feminino e à maternidade em si, com base em Jung (1996), Edinger (1988), Whitmont (1998), Cavalcanti (1998). As noções de mística, de feminino, e de religiosidade na maternidade, a fim de ampliar o conhecimento e fundamentar teoricamente tais categorias básicas de análise, são debatidas a partir de Boff (2003) e Bonaventure (1975) de Harding (1995), Hardy (2001) e Maldonado (1990). O debate teórico aponta que há diversas esferas que constituem a motivação e significação da ação, em que não se descarta os motivos instintivos naturais para a maternidade; mas consideram-se outras esferas, uma vez que o Ser Humano não se reduz à dimensão biológica, mas amplia-se a motivos inconscientes, às crenças culturais. Sendo assim, o aprofundamento ao significado místico e religioso dessa experiência pode constituir fator promotor de estruturação multidimensional, no presente e futuro da mulher e bebê. Aos profissionais da saúde, o conhecimento desse fator e sua dinâmica psicológica e existencial podem contribuir para compreensão e tratamento das questões referentes à gestação, parto e maternidade, bem como para o tratamento dos desdobramentos políticos em relação ao planejamento familiar.Palavras-chave: Mística. Maternidade. Sagrado. Feminino.AbstractThis is a theoretical work that discussing the symbolic representation of motherhood for women as an expression or manifestation of the Sacred in its existence. It conducted a deepening in the concepts of symbol, according to fundamental conceptions Jungian, and the notions of Sacred, Mysticism and Religious Experience, also addressing questions concerning the feminine universe and maternity itself, based on Jung (1996), Edinger (1988), Whitmont (1998), Cavalcanti (1998). The notions of mystical, female, and religiosity in motherhood are discussed from Boff (2003) and Bonaventure (1975) Harding (1995), Hardy (2001) and Maldonado, (1990), in order to expand the knowledge base and theoretically such basic categories of analysis. The theoretical debate shows that there are several levels that make up the motivation and significance of the action, as it does not rule out the natural instinctive reasons for motherhood; but are considered to be other elements, since the human being can not be reduced to the biological dimension, but expands the unconscious motives, cultural beliefs. Thus, deepening the mystical and religious significance of this experience may be promoting factor of multidimensional structure, in the present and future of women and baby. For health professionals, the knowledge of this factor and its psychological and existential dynamics can contribute to understanding and addressing issues related to pregnancy, childbirth and motherhood, as well as for the treatment of political developments in relation to family planning.Keywords: Mistic. Matherhood. Maternity. Sacred. Feminine

    DE DIADORIM À DEODORINA DA FÉ: METÁFORAS DA RELIGIÃO EM GRANDE SERTÃO: VEREDAS

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    Pretendemos neste artigo, em primeiro lugar, entender o pensamento religioso do autor e do narrador de Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa e Riobaldo, propondo uma nova abordagem do nome Diadorim/ Deodorina, reabrindo novas discussões sobre o foco de estudos metafísicos e religiosos na obra Rosiana.  Em segundo lugar, desejamos identificar no nome Diadorim/ Maria Deodorina da Fé Bettancourt Marins como personagem único e figural da co-existência do demo e de Deus na vida de Riobaldo. E por último, perceber que os múltiplos “Dês”: Deus, Demo e Diadorim, Deodorina da Fé são o percurso do ser-tão humano, homem humano ambíguo, divino e diabólico em Grande Sertão: Veredas.  Dentro da produção literária de João Guimarães Rosa, especificamente em Grande Sertão: Veredas, investigaremos a figura do ambíguo personagem Diadorim como um postulado metafísico-religioso, uma metáfora do santo (divino) e do profano (diabólico) para Riobaldo em suas memórias de morte e(m) vida. Baseamo-nos no conceito de Metáfora proposto pelo filósofo francês Paul Ricoeur. Além de autores da extensa fortuna crítica sobre Guimarães Rosa, tais como: Augusto de Campos, Eduardo F. Coutinho, Francis Utéza, Kathrin Holzertmayr Rosenfield, Heloisa Vilhena de Araújo, Paulo Rónai, Walnice Nogueira Galvão.Data de submissão: 26-10-2014. Aprovado em: outubro de 2016.doi: 10.20426/P.2178-8162.2016v7n14p13

    A Bioética Comunitária da Cidade Educadora

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    As reflexões bioéticas que se iniciaram pelo progresso das investigações biológicas de sucesso tiveram alargado seu campo de atuação pelo paradigma da complexidade fazendo emergir reflexões bioética-comunitárias da urbe como comunidade de aprendizagem, cuja manutenção do pensamento sistemático-reducionista provoca o fracasso das ações políticas de ocupação dos espaços públicos

    COSA LEGGERE? NOTE PER UNA BIBLIOGRAFIA SULLA RIFORMA DEL XVI SECOLO E SULLE SUE EREDITÀ (2016)

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    L’articolo introduce un elenco di pubblicazioni sulla Riforma e sulla sua eredità del 2016, sottolineando la ricchezza e la varietà di queste pubblicazioni che offrono nuovi elementi per la comprensione della Riforma del XVI secolo, anche in prospettiva ecumenica

    A ESPIRITUALIDADE LAICA DE LUC FERRY: UMA PROPOSTA TERRENA DE SALVAÇÃO

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    Compreender a espiritualidade para além do religioso é o que nos propõe Luc Ferry ao defender uma espiritualidade laica que resguarda a herança espiritual das grandes religiões, sem, no entanto, defender a necessidade da religião na busca do sentido da vida. Em sua defesa, o autor vê na laicidade a possibilidade do aperfeiçoamento espiritual através da erradicação do homem de seu egoísmo natural, permitindo a esse homem ir ao encontro do outro, pelo amor e pela compaixão. Esse arrancar-se de si implica num sacrifício em favor dos que amamos o que nos permitirá dar sentido à vida e com isso, salvar-nos sem a ajuda de Deus. Num humanismo onde as visões tradicionais do mundo e as concepções religiosas da ética caducaram, o homem moderno se vê diante da seguinte indagação: O que me é permitido esperar? Não podemos hesitar numa resposta secularizada. Analisando a extensa bibliografia de Ferry, podemos deduzir da centralidade do homem e de sua liberdade os embasamentos necessários para o cultivo de uma espiritualidade sem Deus. Assim, nosso objetivo é analisar a transcendência do amor e sua centralidade na concepção filosófica de Ferry; a concepção do Homem-Deus bem como a possibilidade de uma espiritualidade num momento em que é perceptível um crescente movimento de secularização da vida humana e de distanciamento do apanágio religioso. Fato é que, mesmo defendendo uma espiritualidade laica, Ferry não se desprende dos conceitos religiosos o que nos permite ver em sua filosofia soteriológica um retorno à religião

    A resistência cotidiana infanto-juvenil durante a ditadura cívico-militar de Alfredo Stroessner no Paraguai (1954-1989)

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    Entre os anos de 1954 e 1989, o Paraguai viveu sob a ditadura cívicomilitar de Alfredo Stroessner. Seu governo desenvolveu uma estrutura que reprimiu qualquer crítica realizada. As produções bibliográficas que analisam a forma de resistência a esse governo destacam as contestações partidárias e as ações das organizações armadas, “esquecendo-se” das práticas oposicionistas de certos atores sociais no âmbito privado. À vista disso, discorreremos sobre a resistência cotidiana desenvolvida pelas crianças e pelos adolescentes durante o regime de Stroessner.

    As santinhas de cemitério que fazem milagres: um estudo comparado das devoções de “Mariazinha” Penna e Maria Elizabeth de Oliveira

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    Mesmo com as conquistas da ciência moderna, a religiosidade permanece presente e se afirma a cada dia como forma de explicar e vivenciar o sobrenatural para significativa parcela da população brasileira. Essa permanência revela-se na trajetória do catolicismo e nas articulações dos ritos e práticas litúrgicas e fazem surgir diferentes modalidades de convivência com o sagrado e modos peculiares de vivenciar a espiritualidade. Nesse sentido, a presente pesquisa almeja discutir e analisar em um primeiro momento a construção hagiográfica das devoções populares nas biografias, bem como, em um segundo momento a publicização dessas devoções a “Mariazinha” Penna (Santa Maria/RS) e Maria Elizabeth de Oliveira (Passo Fundo/RS), a partir dos jornais locais “A Razão” e “O Nacional”. As devoções que são manifestadas perante os túmulos das “santinhas” dos cemitérios demonstram uma prática de fé. São pessoas comuns/jovens que, após a morte, ganharam a veneração de fieis que lhes pedem auxílio junto ao sagrado, e que são cultuadas como milagreiras em suas cidades natais. “Mariazinha” por ser exemplo de resignação e força diante uma doença e, Maria Elizabeth por realizar previsões sobre a sua própria morte

    A escravidão nos impressos do Primeiro Reinado: Chapuis, Plancher e a escravidão

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    Buscando situar e discutir a questão da escravidão durante o primeiro reinado, analisar-se-á a opinião de dois jornalistas franceses, Pedro Plancher e Chapuis, a partir dos textos publicados em seus jornais, o Spectador Brasileiro e o Verdadeiro Liberal, respectivamente. Mesmo sendo rivais e utilizando argumentos distintos, se perceberá que a defesa do cesse do tráfico negreiro, realizada por ambos, se baseava em informações, argumentos morais, econômicos e religiosos, além de colocar de manifesto questões candentes sobre o futuro dos negros e da agricultura após a medida.

    Expediente do v. 3, n. 6, jul./dez. 2016

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    EXPEDIENTE / MASTHEAD

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    Editor-GerenteProf. Dr. Luiz Carlos Luz MarquesUniversidade Católica de Pernambuco, UNICAP-PERua Almeida Cunha, 245, Sala C1, 8º andar do Bloco G4CEP: 50050-480, Boa Vista, Recife - PE - Brasil E-mail: [email protected]  ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR DA UNICAPPresidentePe. Miguel de Oliveira Martins Filho, S.JReitorProf. Dr. Pe. Pedro Rubens Ferreira Oliveira, S.J.Pró-ReitoriasPró-Reitora AcadêmicaProfª. Drª. Aline Maria GregoPró-Reitor AdministrativoProf. Msc. Luciano José Pinheiro BarrosPró-Reitor ComunitárioProf. Dr. Pe. Lúcio Flávio Ribeiro Cirne, S.J.Coordenação Geral de Pós-graduaçãoProfª Drª. Maria Cristina Lopes de Almeida AmazonasCoordenador do Programa em Pós-Graduação em Ciências da Religião da UNICAPProf. Dr. Newton Darwin de Andrade Cabraldoi: 10.20426/P.2178-8162.2016v7n1

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