Universidade Catolica de Pernambuco: Portal de Periódicos da UNICAP
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    POR UMA GUERRA RETÓRICA

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    Neste artigo, pretendemos discutir algumas questões em torno da guerra dos espíritos nietzschiana. Para tal, desenvolveremos o tema expondo diversas metáforas sobre guerra usadas por Nietzsche. Parece-nos que se trata de uma guerra retórica, isto é, travada pelos diferentes pensamentos

    TOMÁS DE AQUINO E O SÉCULO XIII

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    O objetivo deste estudo é relacionar Tomás de Aquino com a Idade Média e especificamente com o século XIII. Para alcançar o objetivo o estudo foi dividido em três partes, sendo elas: Idade Média, O século XIII; Tomás de Aquino e o século XIII. É apontado a existência de uma dialética entre Tomás de Aquino e a Idade Média, especialmente o século XIII. O século em que ele nasceu, viveu e produziu sua vasta obra. Ele é um produto da cultura medieval e do século XIII e, ao mesmo tempo, é o centro da efervescência cultural, intelectual e religiosa que este século experimentou

    PROTESTANTISMO E MODERNIDADE: CONSIDERAÇÕES CRÍTICAS

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    As relações entre a Reforma Protestante e a modernidade no Ocidente já têm sido observadas por diversos teóricos, particularmente historiadores e sociólogos. O presente artigo pretende apresentar aspectos de algumas destas contribuições do protestantismo para o florescer da modernidade ocidental. Por conseguinte, a pergunta que o presente artigo pretende responder é: em que exatamente se constitui esta colaboração do protestantismo para com a modernidade? Doutrinas caracteristicamente protestantes têm algum tipo de implicação que vá além do religioso? Em outras palavras, há implicações sociais, políticas, econômicas, psicológicas, simbólicas ou culturais que são advindas de doutrinas? Partindo do pressuposto que a resposta para a pergunta inicial é afirmativa, este artigo apresentará, posto que em síntese algumas destas relações, e o fará em perspectiva crítica, ou seja, sem intenção laudatória ou encomiástica quanto ao protestantismo, e, ao mesmo tempo, sem intenção iconoclasta que visa uma desconstrução do fenômeno protestante como um fim em si.

    RELIGIÃO E RESISTÊNCIAS: OS AFRO-BRASILEIROS E A PERSEGUIÇÃO

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    Nos últimos trinta anos, o movimento político - que valoriza a negritude e seus símbolos culturais - tomou força desenvolvendo diversas formas de intervenção e de atuação junto ao espaço público. Entre esses marcadores de singularidades, as religiões afro-brasileiras desempenham um papel importante. No entanto, apesar de a relação entre religiões afro-brasileiras e identidade negra não ser necessariamente obrigatória, essa vinculação vem sendo utilizada pelo Estado através das políticas de promoção da igualdade racial, favorecendo a inserção dessas religiões na cena pública. No entanto, também sabemos que as práticas das religiões afro-brasileiras são historicamente alvo de perseguições. Adeptos das religiões afro-brasileiras têm denunciado sistematicamente ao Ministério Público as violações de seus direitos, exigindo o cumprimento da Constituição Brasileira no que diz respeito à liberdade de crença e credo. Nesse sentido, pretendemos discutir, no âmbito do mercado de consumo da fé, como os devotos afro-brasileiros agem no enfrentamento aos ataques sistemáticos de neopentecostais que agenciam seus discursos e práticas de controle e discriminação. No combate em busca de conquistas de mais consumidores/fiéis, essas religiões lançam uma gama variada de estratégias, desde ocupação dos meios de comunicação de massa, do proselitismo ambulante até a demonização, apedrejamento, destruição de territórios religiosos e outras formas de violência e negação da diversidade religiosa. Por esse caminho, acreditamos poder ampliar a compreensão da forma de atuação política desses segmentos da sociedade, sobretudo a maneira como podemos garantir o direito e o respeito à existência da diferença, da pluralidade, das alteridades

    RELENDO GN 1,28 EM SEU CONTEXTO: A QUESTÃO ECOLÓGICA

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    Diante da imensa crise ecológica e do risco de extinção não somente de espécies, mas de todo o planeta, este artigo procura reler o texto de Gn 1 sobre a criação divina, sobretudo focando sobre a relação, esperada por Deus, entre a humanidade e a terra com os seus seres vivos. Procura-se focar nos verbos “submeter” e “dominar” de Gn 1,28 procurando demonstrar que seu uso dentro da tradição sacerdotal expurga-os de toda conotação de violência e brutalidade. Relacionando essa leitura com a “dignidade humana” provinda de sua “imagem e semelhança” com o Criador, procura-se lançar luzes sobre a missão de realeza da humanidade em direção ao criado em termos de responsabilidade e cuidado na gestão da “casa comum”. Por fim, almeja-se superar a visão antropocêntrica para evidenciar os elementos “eco-cêntricos” dentro do projeto original do Criador.Data de submissão: 27-05-2016. Aprovado em: novembro de 2016.doi: 10.20426/P.2178-8162.2016v7n15p35

    A possibilidade da comunidade política: a perspectiva da noção de terceiro em Emmanuel Levinas

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    A filosofia de Emmanuel Levinas possui um primado essencialmente ético voltado para uma relação de alteridade na qual o mesmo está à mercê do outro. Tudo se baseia numa dinâmica de responsabilidade: “sou responsável pelo outro”. A alteridade, dessa forma, não deve ser confundida com uma passividade ou um objeto a ser desejado e possuído. O Eu, assim como o outro, é alguém que porta um rosto e com quem é possível manter encontros, isto ocorre no que Levinas chamará de “face-a-face”. Tal encontro impede o eu de reduzir o outro à coisa, na medida em que se trata aqui de uma relação de significância, de constante produção de sentido, pois o humano nunca é um dado acabado. Dessa forma, o “rosto” não pode ser considerado como uma característica estética, mas é a própria metáfora da relação de alteridade ética interminável. É expressão do infinito ético, e assim, a responsabilidade se converte em acolhimento. Nestes termos, o filósofo lituano rompe com toda uma tradição filosófica ao problematizar de forma crítica as noções de desejo, totalidade, ontologia, etc. Tais conceitos se contrapõem a noção de infinito ético. A relação ética, em Levinas, não pode permanecer binária, entre o eu e o outro, mas necessita ser sopesada pela vinda do diferente. Este elemento seria o Terceiro: o estrangeiro, o refugiado, aquele que permanece distante. Com ele é possível pensar em verdadeiras relações políticas na proporção em que sua diferença chega clamando justiça com o intuito de também pertencer à relação ética. O terceiro, assim, traz equidade para as relações em sociedade. A vida em comunidade requer que sejam observados os diferentes, para que a mesmidade não prevaleça e daí a dimensão antropológica: o humano constituído como ser aberto à relação de alteridade. Ainda é preciso ir além, a comunidade instituída a partir da política e da justiça precisa de artifícios que possam garantir o direito do Outro. Para tanto, o Estado possui a função de mediador social e se apresenta como Eleidade, um aspecto do Terceiro capaz de garantir a relação justa entre o Eu, o Outro e o Terceiro. A Eleidade existe para que a mesmidade não se repita e não se reduza o outro a um corpo matável, dispensável. Por demandas concretas advindas da fome, exploração, preconceitos é que a justiça do Terceiro nasce

    VIDA E DIGNIDADE HUMANA, O COMPROMISSO DE TODO FIEL LEIGO

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    A realidade pós-moderna apresenta situações problemas que, de forma direta ou indireta, acabam por trazer algum prejuízo à dignidade humana e ameaça à vida em todas as suas etapas. Se vive numa sociedade em que os mais pobres, os idosos, os nascituros, os menos instruídos e tantos outros são frequentemente marginalizados, excluídos e privados de direitos que lhes garantam vida e dignidade como seres humanos. Diante dessa realidade, o presente trabalho tem o intuito de refletir sobre a ação e responsabilidade de todos os batizados leigos e leigas, povo de Deus, na promoção da vida e dignidade humanas na sociedade em que estão inseridos. Por meio de uma estrutura dividida em três blocos, proposta pelo método ver julgar e agir, o presente artigo reflete, num primeiro momento, sobre a função dos leigos frente às estruturas sociais, traçando seus principais compromissos como agentes promotores da vida plena e digna dentro de uma sociedade marcada por situações contrárias ao bem comum. Num segundo momento, julga-se de suma importância uma postura de vida orientada segundo Deus, na força da Eucaristia, e segundo o exemplo deixado por Jesus Cristo, onde o mandamento do amor e a opção preferencial pelos pobres devem ser as principais referências para uma ação pastoral leiga promotora da dignidade e vida humanas. Já no terceiro e último momento, o presente artigo propõe ações e urgências, baseadas no seguimento de Cristo e com base na Doutrina Social da Igreja, a fim de que todos os batizados assumam o compromisso de uma autêntica defesa e promoção da vida e da dignidade, direito de cada ser humano, imagem e semelhança de Deus.

    UMA LEI, UMA CRENÇA, VÁRIAS CELEBRAÇÕES

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    O presente artigo vai apresentar elementos circunscritos à esfera de uma tipologia de experiência religiosa concretizada pelos homens de fé do tempo bíblico do Antigo Testamento, a citar, as festas religiosas. Contudo, somente duas comemorações serão o foco desse trabalho, a festa das Tendas e a dos Pães Ázimos. Para tanto, salienta-se que foram várias as modalidades dessa prática executadas pelos indivíduos que viveram nessa temporalidade, as quais foram reveladas a Moisés pelo Criador que estabeleceu o seu ordenamento e, a partir de então, obrigatoriamente, deveriam ser realizadas anualmente, as quais passaram a fazer parte dos rituais cristãos para laudar Deus Pai. Assim, o principal livro sagrado dos cristãos, a Bíblia, passou a condição de fonte histórica para a consecução desse trabalho, sendo os livros do Antigo Testamento utilizados como parâmetro de referência

    LUGARES DE APÓCRIFOS NO CRISTIANISMO DOS PRIMEIROS SÉCULOS, E ALÉM DELE

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    O presente artigo aborda o lugar do Evangelho segundo Tomé na discussão a respeito do Jesus histórico e da formação dos evangelhos canônicos. Considera também como tradições recolhidas no Proto-evangelho de Tiago repercutem no Corão muçulmano. Pretende-se assim destacar a importância dos assim chamados "textos apócrifos" para o entendimento de dinâmicas cristãs experimentadas em tempos e cenários distintos do Oriente Médio, de Jesus ao surgimento do Islã

    La concertación. El último intento de legitimación de la dictadura argentina (1982)

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    Tras la guerra de Malvinas, el presidente militar Reynaldo Bignone trató de pactar con los partidos políticos el final de la dictadura argentina iniciada en 1976. La propuesta tendría el nombre de concertación y fue el último intento de salvar la legitimidad perdida por las Fuerzas Armadas. En este artículo trazaremos un recorrido por los distintos discursos de legitimidad que ensayaron los militares desde 1976, subrayando las divisiones que existían al interior de las Fuerzas Armadas, para entender la originalidad de la concertación. Estudiaremos también las causas del fracaso de ésta, analizando cómo llegaban los partidos políticos a la coyuntura de fines de 1982.

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