Universidade Catolica de Pernambuco: Portal de Periódicos da UNICAP
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Terrorismo e subversão: o discurso dos diplomatas franceses sobre a violência na Argentina (1974-1976)
Las palabras usadas por un importante sector de la opinión pública y de los observadores extranjeros para comentar la situación argentina no tienen nada que ver con las que se usan hoy en día, tras varias décadas de reconstitución histórica y de política de la memoria en torno al terrorismo de Estado. Los años 1974-1976 son fundamentales para entender cómo se construye el discurso dominante al momento del golpe de Estado, centrado en la condena de la violencia « subversiva » - la de los grupos guerrilleros – y que conduce a aceptar la perspectiva de una intervención militar cómo una solución o un mal menor. Hemos estudiado en su totalidad los informes de la embajada de Francia en Argentina. Si bien a la sazón la represión paraestatal no era ignorada, era atribuida al peronismo (con énfasis en el papel de la Triple A), igual que las dificultades económicas sufridas por las empresas francesas. Una serie de atentados perpetrados contra algunos ciudadanos franceses completa ese panorama, cuya percepción está dominada por un sentimiento de xenofobia.As palavras usadas por um importante setor da opinião pública e por observadores estrangeiros para comentar a situação argentina não têm nada a ver com aquelas usadas hoje, após várias décadas de reconstituição histórica e políticas de memória em torno do terrorismo de Estado. Os anos 1974-1976 são fundamentais para entender como o discurso dominante é construído no momento do golpe de estado, centrado na condenação da violência "subversiva" - a dos grupos guerrilheiros - e que leva a aceitar a perspectiva de um intervenção militar como uma solução ou um mal menor. Estudamos na íntegra os relatórios da Embaixada da França na Argentina. Embora na época a repressão parastatal não fosse ignorada, era atribuída ao peronismo (com ênfase no papel do Triplo A), bem como às dificuldades econômicas sofridas pelas empresas francesas. Uma série de ataques perpetrados contra alguns cidadãos franceses completa esse panorama, cuja percepção é dominada por um sentimento de xenofobia.
Nativos e terras, colonizadores e gados: experiências e conflitos nas ribeiras do Piancó e Piranhas, Capitania da Paraíba, c. 1695 - c. 1750
Este artigo busca traçar uma análise das relações entre indígenas e colonizadores luso-brasílicos nos sertões da Paraíba, na virada do Setecentos. Para tanto, almejamos compreender não somente quais foram as ações impetradas pelas forças de colonização saídas do litoral das chamadas capitanias do Norte, como também as estratégias e mecanismos que as populações nativas daqueles espaços lançaram mão visando não apenas a uma resistência per se, como também, por vezes, buscarem proveito na situação em favor de seus interesses nas guerras e conflitos existentes entre os diferentes povos indígenas. Por serem as fontes analisadas escritas nas instâncias administrativas do Império português – presentes na Coleção Documentos Históricos da Biblioteca Nacional, e também no Arquivo Histórico Ultramarino, disponibilizadas pelo Projeto Resgate – a visão do colonizador as permeia constantemente, exigindo, assim, uma cuidadosa análise
Do “terrorismo” à resistência cultural: as oposições a ditadura militar representadas nos livros didáticos de história (1985-2002)
Este artigo tem como escopo a análise das representações feitas pelos livros didáticos de História acerca das oposições à Ditadura Militar Brasileira. Os livros analisados circularam no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) entre suas edições de 1985 e 2002, a partir de uma abordagem que leva em consideração as especificidades dos manuais didáticos e suas múltiplas significações. Começamos por uma análise do mercado editorial brasileiro nesse setor, com seus condicionantes específicos em relação à disciplina de História. Posteriormente, apresentamos os livros e seus autores. Por fim, foi feita a análise propriamente dita das representações acerca da temática, destacando três tipos principais: a visão que justifica a ditadura, que condena as formas de resistência; a valorização de grupos de oposição, com foco para políticos de carreira, manifestações cívicas e a luta armada; e a abordagem, feita nos livros mais recentes, de aspectos culturais da resistência, a partir de uma diversificação dos sujeitos, com as chamadas “pautas identitárias”
Contribuição da Teologia para a história da educação e da ciência
O presente artigo propõe uma reflexão acerca da contribuição da teologia para a História da Educação e Ciência. Constituem, nesse sentido, os objetivos específicos deste artigo: abordar a função social da teologia; enfatizar a contribuição da teologia para a História da Educação; e estabelecer relação entre a teologia e a ciência. O texto tem por finalidade propor uma análise reflexiva do tema utilizando a metodologia da análise bibliográfica. Isso servirá para a ampliação da compreensão da temática visto que ela suscita questionamentos de interesse acadêmico e social. Conclui-se que a teologia possui relação com a educação, porquanto possui uma concepção formada do ser humano, uma filosofia de vida, uma visão de mundo, e anseia pela transformação desse ser e, portanto, essa é relação proveitosa para a sociedade
Dom Marcelo Pinto Carvalheira e o seu modelo de formação sacerdotal à luz do Concílio Vaticano II
Dom Marcelo Carvalheira foi um dos principais agentes da recepção do Concílio Vaticano II na história da Igreja do Regional Nordeste II. Este artigo quer apresentar, em linhas gerais, alguns dados de sua biografia e reconhecida experiência espiritual que poderão contribuir para a compreensão dos pressupostos da sua visão sobre a formação sacerdotal para, a partir daí, apresentar alguns elementos da sua concepção e tentativa de concretização, no Seminário Regional Nordeste II, de um novo modelo de formação sacerdotal a partir das intuições do Concílio Vaticano II
Da ecologia à ecoteologia. Uma visão panorâmica
O artigo visa a mostrar a interface e a comunicação entre a ecologia e a ecoteologia. Na introdução, apresenta o acesso ao tema da ecologia com a dobradiça de encantamento e consciência da crise atual. Na primeira parte, discorre sobre o conceito de ecologia e suas dimensões em alguns autores. Guattari apresenta as três ecologias (ambiental, mental e social), no horizonte da ecosofia e da ecologia profunda. Boff considera a ecologia com um saber de relações, interconexões, interdependências e intercâmbios, visando ao cuidado do nosso planeta. Guridi aborda a ecologia no tríplice viés: individual, social e ambiental, para almejar um novo estilo de vida. A segunda parte desenvolve o conceito, a finalidade, as características e o método da ecoteologia
TEOLOGIA E PÓS-MODERNIDADE: APONTAMENTOS PARA UM DISCURSO TEOLÓGICO RELEVANTE
O artigo reflete sobre o tema “Teologia e pós-modernidade: apontamentos para o discurso teológico relevante”. Tendo como objetivo discutir se a teologia pode sobreviver como discurso, como logos e quais seriam as suas chances, bem como alguns dos caminhos que ela poderia trilhar, o artigo enfrenta questões fundamentais para o debate religioso, no sentido amplo, e teológico, no sentido específico. Trata-se da busca de respostas para indagações antigas, mas sempre relevantes: a religião cristã e a teologia são pertinentes na pós-modernidade? Quais seriam os novos desafios para a teologia nesse contexto? Quais seriam os rumos da teologia na época pós-moderna? Para responder tais questionamentos, os autores analisam a literatura mais relevante e atual sobre o tema, visando contribuir no âmbito acadêmico, eclesial e social. Ao final, os autores destacam que para sobreviver num tempo pós-moderno, é fundamental que a teologia se lance à tarefa de decifrar as implicações da pós-modernidade para ela e para a igreja. A teologia precisará ainda desconstruir os paradigmas modernos da interpretação do texto bíblico, a fim de responder com mais consistência os questionamentos teológicos da pós-modernidade. Assim, os autores concluem que a pós-modernidade não é um mal a ser combatido, mas um período a ser discernido e ao mesmo tempo, enriquecedor e propositivo para a experiência religiosa e para o discurso teológico relevante.Palavras-chave: Teologia; Pós-Modernidade; Religião; Experiência. THEOLOGY AND POSTMODERNITY: NOTES FOR A RELEVANT THEOLOGICAL DISCOURSEAbstractThe article adresses the topic “Theology and post-modernity: notes for a relevant theological discourse”. It discusses if Theology may thrive as a discourse, as a logos and what are its chances, such as some ways that Theology may walk. This present research deals religious debate fundamental issues in broader and strict senses. So, it is about the search for answers to ancient, but always relevant questions: are Christian religion and Theology pertinent in post-modernity? Which are the new challenges for Theology in this context? Which are the possible paths for Theology in contemporary times? In order to answer these interrogations, the text analyses the most relevant and current literature on the topic, aiming to contribute in academic, ecclesial, and social environments. Finally, so that it may survive in post-modernity, it is paramount for Theology to engage the task of deciphering the implications of postmodernity for Theology itself and for the Church. Theology will need to deconstruct modern paradigms of biblical interpretation, so that it may consistently respond to postmodern theological issues. This way, postmodernity is not and evil to fight against, but a period that has to be discerned with wisdom and responsibility. It is an enriching propositional time concerning to religious experience and relevant theological speech.Keywords: Theology; Postmodernity; Religion; Experience
MEDELLÍN E A LITURGIA FUNDAMENTOS PARA TRADUZIR EM BELEZA O ESPAÇO CELEBRATIVO
Este artigo objetiva entrelaçar duas temáticas de enorme relevância para a teologia latino-americana: Medellín e a liturgia. O texto apresenta o capítulo 9 da II Conferência do Episcopado Latino-americano, tendo presente as grandes linhas do mesmo documento. Através da Liturgia se busca encontrar os fundamentos para que a “casa da Igreja” seja ícone da Beleza. Para tanto, se quer reler de forma sinótica o Concílio Vaticano II e a II Conferência no que diz respeito à liturgia e, de consequência, para a arte litúrgica.Palavras-chaves: Medellín; liturgia; arte; beleza; Vaticano IIAbstractThis article aims to interweave two themes of great relevance to Latin American theology: Medellín and the liturgy. The text presents chapter 9 of the II Conference of Latin American Bishops, bearing in mind the broad lines of the same document. Through the Liturgy one seeks to find the foundations for the "house of the Church" to be the icon of Beauty. To that end, the synoptic re-reading of the Second Vatican Council and the Second Conference regarding the liturgy and, consequently, liturgical art.Keywords: Medellin; liturgy; art; beauty; Vatican I
A Fenomenologia das Relações Internacionais: Uma Análise da Pré-ordem Diante das Principais Ferramentas Conceituais do Saber Internacional
O presente artigo foi inspirado nas considerações iniciais do livro public-cado pelo autor, intitulado “Teoria das Relações Internacionais” – obra editada pelo Itamaraty/FUNAG em 2012 com sua segunda edição lançada em 2016. O objetivo desta provocação filosófica, à guisa de artigo, foi bem específico: trazer a fenomenologia como instru-mento de análise introdutória das Relações Internacionais como ciência. Dessa forma, buscou-se, aqui, atrelar o conceito de pré-ordem (com seus ele-mentos constitutivos: simetria, direcio-nalidade e pertinência) como meio e forma de melhor com-preender suas dinâmicas, formações, eixos e funcio-nalidades. O mote deste artigo, portanto, foi atualizar o rico debate, com base na interdisciplinaridade, sobre política internacional – ou melhor: sobre o saber internacional
Mais Além do Socialismo
O texto problematiza a polissemia presente na palavra “socialismo” e como a mesma foi interpretada historicamente. Em estudo célebre, Marx opõe dois tipos de socialismo: o primeiro, considerado utópico, designa as teorias dos franceses Saint-Simon e Fourier, e do inglês Robert Owen; o segundo designa a concepção materialista da história, fundamentado na análise científica das forças produtivas sociais. Também Engels reconhece a descoberta genial desses teóricos, ainda que descreva suas deficiências ao compará-las com o modelo de sociedade proposto por Marx desde a década de 1840. Reivindicado pelas mais variadas tendências, o socialismo prossegue em sua existência buscando, agora, caminhos alternativos àqueles julgados autoritários por fugirem ao esquema tradicional da democracia representativa. Mas não seria o socialismo, na concepção materialista da história, uma democracia no sentido mais legítimo da palavra? Neste sentido, defende-se que ir além do socialismo é forjar a construção do ainda não, mas do previsível topos: a concretização do comunismo integral, da democracia radical