Universidade Catolica de Pernambuco: Portal de Periódicos da UNICAP
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    “Canções de amor... à Pátria!” Construção de uma identidade nacional brasileira através da música durante o Estado Novo

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    O objetivo deste artigo é analisar o desenvolvimento da música no ambiente educacional e na difusão radiofônica como instrumento de construção da identidade nacional brasileira, contemplando o período do Estado Novo (1937-1945). Foi nesse contexto histórico ditatorial em que a preocupação com a edificação da nação ganhou status de política governamental. Dessa forma, a música, enquanto veículo transmissor de ideias e concepções de mundo, foi conectada ao aparato operacional nacionalista, por conta de sua circulação em diferentes espaços e grupos sociais.

    O filme “O sequestro” (1981) e o cinema policial como meio de crítica política durante a abertura do regime militar brasileiro

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    O presente artigo busca analisar o filme “O sequestro” (1981), de Victor Di Mello, em diálogo com outros exemplares do gênero policial lançados no mesmo contexto histórico, marcado pela transição da Ditadura Militar para a Democracia no Brasil. São eles: Lúcio Flávio, o passageiro da agonia (1977), Eu matei Lúcio Flávio (1979), República dos assassinos (1979), Pra frente, Brasil (1982) e A próxima vítima (1983). Todos apresentam críticas à polícia e, em graus variados, à política da época. O artigo aborda a construção dessas críticas e, em sua segunda parte, como elas foram recebidas pela Censura nesse momento transicional. Para isso, são destrinchados os processos censórios dos filmes em concomitância com discussões sobre o funcionamento da Censura às artes no Brasil

    Estado “cristão” e Neoliberalismo: uma heresia. Não podeis servir a dois senhores (Mt 6,24)

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    O labor teológico contém, de uma forma ou de outra, a dimensão histórica-social. O discurso está situado no contexto do teólogo que, em sintonia com sua comunidade de fé, interpreta a realidade à luz da Revelação. Não há como omitir-se diante das grandes questões que atemorizam a humanidade. O texto aborda o avanço do fundamentalismo sobre o conjunto da sociedade, a partir de duas frentes principais: a econômica neoliberal e a religiosa cristã. A caracterização de ambos fundamentalismos é ponto de partida para identificar as consequências perversas sobre a política: aniquilamento da democracia, asfixia da política, privatização do Estado e, a principal, governo do dinheiro e exclusão dos pobres. Religião (Cristianismo) e dinheiro (capitalismo) podem conviver? O capitalismo é realmente um parasita do Cristianismo? (Walter Benjamin). É possível implementar um “Estado cristão” (fundamentalismo religioso) no neoliberalismo (Fundamentalismo econômico)? Em Jesus Cristo se encontra a contradição absoluta entre Cristianismo e capitalismo neoliberal: a sentença “não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24) aplica-se também à esfera da política. Nem Deus, nem o mercado. A dignidade humana, o bem comum e a justiça são os fundamentos da política

    Uma Igreja mais humana: elementos antropológicos no magistério do Papa Francisco

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    O presente estudo ocupa-se em fazer uma abordagem dos elementos antropológicos no magistério do Papa Francisco. Para essa tarefa foi necessário retomar o cenário antropológico do mundo atual, bem como os elementos constitutivos da sua prática pastoral. O estudo empenhou-se em situar o itinerário do Papa relacionando-o com a vida da Igreja latino-americana e o Concílio Vaticano II. Francisco apresenta em seus escritos uma antropologia integral e integrada à vida eclesial, ou seja, toda pessoa é por natureza relação, abertura ao outro e a Deus. O artigo é concluído com a apresentação da antropologia presente na Laudato Si, onde fica evidente o esforço de Francisco em propor uma antropologia cristã integral

    O deráš eclesiológico no Evangelho segundo Marcos

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    O presente artigo tem por objetivo mostrar como o evangelista Marcos, utilizando os métodos exegéticos do judaísmo apresenta sua eclesiologia. Essa difere das apresentadas pelos outros evangelistas, sobretudo, por seu modo próprio de narrar. Marcos nunca diz abertamente o que deseja afirmar, mas dá condições para que seu leitor o compreenda e faça as inferências que ele deseja. Em vista disso, a metodologia seguida nestas páginas é da análise de alguns textos-chave para a compreensão da eclesiologia de Marcos, bem como a análise bibliográfica referente aos métodos exegéticos judaicos. O percurso inicia-se com a discussão sobre a questão terminológica, base da temática: a ekklēsía. Em seguida, trata dos métodos exegéticos judaicos, para finalmente, demonstrar como Marcos utiliza a tradição recebida. O resultado desse percurso é uma rica panorâmica da visão eclesiológica do segundo evangelho que, por sua dinâmica, pode iluminar as experiências e reflexões contemporâneas de uma Igreja em saída

    Quem Somos na Paradoxal Pluralidade do Espaço Público? A Condição Humana e a Inquietante Indagação Arendtiana

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    NA condição humana, Hannah Arendt compreende que quem uma pessoa é ou se torna trata-se de um empreen-dimento que se constitui na visibili-dade, na comunicabilidade e na alteri-dade intrínsecos à pluralidade do espaço-entre os homens. A autora reconduz a pluralidade ao cerne da própria gênese do humano. Tal pluralidade é a condição básica da ação e do discurso. Ação e fala se relacionam com o fato de que viver significa estar em companhia de outrem e, em sendo assim, o ser humano depara-se com o desafio de revelar quem ele é. A tematização que, aqui, articula ação, singularidade e moralidade, almeja vislumbrar, desde a luminosidade desse horizonte, possí-veis conexões entre ação e morali-dade. Para tal, privilegiar-se-ão os conceitos de singularidade e de perso-nalidade, priorizando a terminologia utilizada em A condição humana, na qual se encontra um uso original da noção de identidade específica, que se manifesta na inquietante indagação de quem somos na paradoxal pluralidade do espaço público

    Para salvar a humanidade do desastre ecológico

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    O modelo econômico dominante, cujo objetivo é produzir e consumir cada vez mais (modelo produtivista-consumista) tem de ser superado, porque corre o risco de destruir o planeta. Este modelo tem como principal fonte de energia os combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás), está centrado no automóvel e baseado no fluxo de materiais e produtos descartáveis: é inviável. Precisamos mudar para um sistema baseado em energias renováveis, em transporte público e diversificado – primariamente baseado em transporte por trilhos (trem, metrô, bonde, VLT) – e não no transporte individual (o carro) e baseado na completa reciclagem da matéria-prima e de produtos acabados. Precisamos superar o modelo de desenvolvimento predador e propor um outro tipo de organização social, um outro tipo de economia

    Sínodo da Amazônia: justiça socioambiental

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    Apresentação da edição

    A Cultura Popular de Arraes

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    Neste artigo, analisamos as dinâmicas internas do Movimento de Cultura Popular (MCP) nos anos 1960 e a aproximação de determinada elite intelectualizada com as camadas populares. Entende- mos que os jovens intelectuais que militaram no MCP, uma vez confrontados com os desafios do meio sócio-político-cultural popular da cidade do Recife, desenvolveram propostas programáticas e ações político-culturais que contribuíram para a percepção de que as classes populares deveriam ser sujeitos da sua história e protagonistas da construção de sua identidade. Na nossa hipótese, essa percepção pode ser contraposta às ações e aos valores dos intelectuais que se caracterizaram por certo dirigismo e elitismo. Em outras palavras, sustentamos que a experiência histórica do MCP rompeu os limites e valores que motivaram os intelectuais que formaram o Movimento. A partir dessa hipótese, buscamos, por meio da análise dos documentos oficiais do Movimento, de- monstrar que o MCP surgiu de um interesse político-partidário, mas acabou indo além dele. E que o lugar dos intelectuais no movimento foi tensionado entre o dirigismo e o contato efetivo com as massas populares, na construção de um idioma cultural e ideológico comum, marcado por um re- formismo e pelo nacionalismo progressista

    Os estudos sobre os intelectuais brasileiros e os modelos franceses: constituição, problemas, abordagens, diálogos e historiografia

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    O objetivo deste artigo é examinar algumas abordagens da história dos intelectuais. Anali- samos, na primeira parte, a constituição do campo da história dos intelectuais na França. Em seguida, realizamos uma discussão de algumas teorias e categorias de análise relativas ao estudo sobre os intelectuais. Finalmente, elaboramos uma discussão crítica da historio- grafia sobre o tema. A apresentação e balizamento dessa historiografia, bem como da dis- cussão dos problemas ligados a essa temática contribuíram para definir com mais precisão o papel do intelectual na sociedade brasileira, os seus engajamentos e formas de atuação

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