Publicações do Centro de Humanidades - UFCG (Universidade Federal de Campina Grande)
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DRAMATURGIA COLETIVA PARA CRIANÇAS: ENTRE A COMUNICAÇÃO E A EXPERIÊNCIA
Resumo: Este artigo discute as ideias de infância em relação à dramaturgia em processos cênicos coletivos, tendo como foco comum de análise o fato de que, nesse tipo de processo de criação, a escritura (ou reescritura) do texto dramatúrgico é realizado de maneira coletiva pelos artistas envolvidos na encenação. A dramaturgia aqui é compreendida como trama composta para dar base à encenação, que também constrói signos que ajudam a tecer em cena essa mesma trama. A discussão apresentada em torno desse tipo de dramaturgia, envolvem questões não só da tessitura do texto (escrito ou cênico), mas também da comunicação artista-público e das experiências em torno das apresentações em si, que impactam as construções simbólicas do enredo dos espetáculos. Para tanto, abordamos questões acerca da infância, da comunicação cênica com crianças e das metodologias de criação dramatúrgica coletivizadas
LA LITERATURA INFANTIL Y JUVENIL ARGENTINA EN LAS CLASES DE ESPAÑOL COMO LENGUA EXTRANJERA. UNA PROPUESTA PARA LA REFLEXIÓN METALINGÜÍSTICA
El presente artículo plantea el abordaje de la literatura infantil y juvenil (LIJ) argentina en las clases de español como lengua extranjera. En el marco del Análisis del Discurso, en general, y la Polifonía Enunciativa, en particular, este trabajo propone indagar la literatura en su dimensión estética y en tanto forma de conocimiento, prestando atención a que su tratamiento privilegie el disfrute y la reflexión metalingüística (DI TULLIO, 2012 y TOSI 2018), sin transformarse en una mera excusa para la enseñanza gramatical y la extracción de contenidos. En primer lugar, se caracteriza el uso del texto literario como herramienta didáctica en las clases de español como lengua extranjera y se explica el enfoque adoptado. En segundo lugar, se realiza un recorrido por la LIJ argentina y se ofrecen criterios para la selección de los materiales. Finalmente, se exponen diferentes aspectos para el abordaje de un texto específico de LIJ
O MENINO ATRASADO: CECÍLIA MEIRELES E AS CONTRIBUIÇÕES PARA O TEATRO INFANTIL
Cecília Meireles é reconhecida por sua obra poética, sendo destacada como um dos principais nomes da poesia brasileira. Todavia, a autora possui também uma importante produção literária para crianças, abrangendo livros, em sua maioria, ainda pouco conhecidos e divulgados. Deter-se sobre essa parcela de sua obra é avaliar as contribuições da escritora para a formação dos jovens leitores, público esse que sempre fez parte de seu horizonte literário. Assim, espera-se observar sua escrita para o teatro infantil detendo-se sobre o texto O menino atrasado. Trata-se de um auto de natal e constitui-se como única peça teatral infantil composta por Cecília. De difícil acesso, principalmente por ter tido uma única edição, em 1966, o livro traz à tona um gênero pouco cultivado pela escritora e, conforme se anunciava na nota da edição, o teatro foi representado desde 1946 “em vários colégios brasileiros”, configurando-se, assim, como um tipo de texto aberto a possibilidades de análise e divulgação
PORTFÓLIO POÉTICO LATINO: A POESIA HISPANO-AMERICANA EM SALA DE AULA
O objetivo deste artigo é apresentar o resultado de um projeto desenvolvido em sala de aula, nas classes de Espanhol, em uma Escola da Rede Salesiana em Belém do Pará, realizado por discentes, na época da produção, do 1º ano do Ensino Médio, a partir da pesquisa, da leitura e das análises interpretativas das poesias dos escritores latinos americanos selecionados por eles, na construção de um Portfólio Poético Latino. Depois das observações feitas pelos alunos, selecionou-se algumas folhas desse Portfólio, as quais serão exemplificadas neste texto. Para isso, a elaboração dessa investigação, partiu-se de uma metodologia bibliográfica, analítico-expositiva, somada as experiências e vivências entre os corpos docente e discente envolvidos na elaboração desta pesquisa.
NA RELEITURA DE O BURGUÊS FIDALGO, UM PROJETO EM PROL DA FORMAÇÃO DE NEOLEITORES
Esse artigo apresenta uma leitura do perfil de leitor idealizado pela adaptação da peça O burguês fidalgo, de Molière, por Walcyr Carrasco (2003). Como parte da Coleção Palavra da gente – EJA , a obra passa por um explícito projeto de reendereçamento ao público da modalidade educacional de jovens e adultos. Considerando os pressupostos da estética da recepção, que atribuem um papel significativo para o leitor na configuração dos textos, recorremos ao significado substantivo e adjetivo dos gêneros literários (ROSENFELD, 1985) para analisar os traços estilísticos do drama que prevalecem nessa peça. Os expedientes lançados pelo dramaturgo, nesse processo, evidenciam uma tentativa de manipulação dos sentidos possíveis para o texto, assumindo alguns aspectos que seriam mais característicos do gênero épico
A PROGRAMABILIDADE DO ENSINO DE PRODUÇÃO TEXTUAL ESCRITA NA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
Este artigo, parte integrante do terceiro capítulo da dissertação de mestrado da segunda autora, teve como objetivo analisar as orientações metodológicas para o ensino da produção textual escrita na Base Nacional Comum Curricular dos anos finais do Ensino Fundamental. Nesse sentido, a investigação consiste em analisar a programabilidade do eixo Produção de Textos no campo das Práticas de estudo e pesquisa no referido documento regulador da educação básica. Para realizar a análise, apoiamo-nos nos estudos sobre Transposição Didática (CHEVALLARD, 1991; LEITE, 2007; PETITJEAN, 2008; RAFAEL, 2001; MARANDINO, 2004). Os resultados indicam que na BNCC a programabilidade do ensino de escrita está pautado no critério “ampliação da textualidade”
O PROCESSO DE REESCRITA NO ENSINO DO GÊNERO CARTA DE RECLAMAÇÃO
Neste trabalho, discutimos como a reescrita pode subsidiar o ensino do gênero carta de reclamação, de modo a instrumentalizar os estudantes a utilizarem-se dos mecanismos linguísticos adequados para que esse gênero venha a cumprir o seu propósito comunicativo (SWALES, 1990, 2004, 2009) em situações autênticas de uso. Para tanto, recorremos ao ciclo de ensino-aprendizagem australiano (MARTIN; ROSE, 2016) a fim de esboçar um percurso teórico que permita articular os aspectos sociais e os traços linguísticos da carta de reclamação. O estudo baseou-se em um corpus composto de 12 cartas de reclamação, escritas por estudantes da IV fase da EJA. Os resultados apontam para melhorias no texto a partir da reescrita, orientada por meio de bilhetes orientadores, o que pode levar ao cumprimento do propósito comunicativo desse gênero
LITERATURA DIGITAL NA SALA DE AULA: UMA PROPOSTA DIDÁTICA COM O HIPERCONTO MULTISSEMIÓTICO
Atualmente, vivemos em um cenário delineado pelo desenvolvimento de tecnologias, mas especificamente, das tecnologias digitais da informação e da comunicação (TDIC). Nesse contexto, não somente houve mudanças na circulação de informações, mas também no modo como os indivíduos se relacionam e, por extensão, no modo como o processo ensino-aprendizagem se desenvolve no espaço escolar. Frente a tais mudanças propiciadas por esse paradigma tecnológico e, considerando a necessidade de se atualizar para atender às demandas vigentes, a escola deve repensar suas práticas, vislumbrando ações pedagógicas que possibilitem aos alunos a capacidade de atuar nesse novo tempo, marcado pelas tecnologias digitais. Este artigo objetiva apresentar uma proposta didática com um gênero literário do meio digital, denominado Hiperconto Multissemiótico, por Spalding (2009). Este estudo baseia-se em teóricos como Soares (2002, 2012), Rojo (2012, 2013, 2015), Cosson (2006, 2014), entre outros.Palavras-chave: Literatura digital. Proposta didática. Leitura e Escrita. Hiperconto Multissemiótico
FADAS E PIVETES: A INFÂNCIA EM CHICO BUARQUE
O presente artigo tem como objetivo uma aproximação inicial com dois modos da presença da infância na obra de Chico Buarque de Holanda. Primeiro, apresentaremos as produções francamente destinadas às crianças – o livro Chapeuzinho Amarelo e a peça Os Saltimbancos, ambas são resultados do diálogo do autor e dramaturgo com a tradição oral, os contos de fadas. Depois, assinalaremos como a infância está representada nas canções de Chico. O eixo norteador do trabalho é averiguar as múltiplas presenças da infância, vista aqui como um conhecimento que pertence às pessoas de todas as idades na obra de Chico Buarque