Publicações do Centro de Humanidades - UFCG (Universidade Federal de Campina Grande)
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IMAGENS, CORES E MÚSICA: O HAICAI DE ALICE RUIZ NA SALA DE AULA
O presente artigo apresenta uma experiência de leitura com os haicais de Alice Ruiz em uma turma do 1º ano do ensino médio. A experiência foi realizada em uma escola da rede pública da cidade de Maceió–AL, com a colaboração de 27 alunos, sendo que 19 estudantes tiveram uma participação mais ativa. Para a incursão da poesia no âmbito escolar, procuramos elaborar um fazer pedagógico calcado em algumas premissas do Método Recepcional, de Aguiar e Bordini (1993). No que concerne aos estudos em torno do haicai de Alice Ruiz, apresentamos uma perspectiva crítica e analítica. Para isto, estudamos, em um primeiro momento, a fortuna crítica da poetisa através do olhar de Murgel (2010), Marques (2012), Cruz e Tinoco (2012). Em um segundo momento, analisamos alguns poemas sob o ponto de vista da estilística de Cohen (1974) e de Staiger (1975), chamando a atenção para alguns aspectos formais da obra e o sentido que assumem. Em seguida, abordamos as estratégias de leitura literária através das reflexões teóricas inspiradas em alguns preceitos da Estética da Recepção, de Jauss (1994). Por fim, discutimos a recepção e a experiência de leitura em sala de aula. Desse modo, os resultados obtidos em nossa pesquisa mostram estudantes mais interessados na leitura de poesia em sala de aula, participativos e perceptivos no que se refere às questões estéticas e temáticas de alguns poemas da Alice Ruiz.Palavras-chave: Haicai. Alice Ruiz. Recepção. Experiência de leitura
REFLEXÕES SOBRE LÍNGUA E INTERCULTURALIDADE EM UMA ESCOLA DA FRONTEIRA BRASIL/VENEZUELA
O objetivo geral deste artigo foi discutir como é o relacionamento entre docentes e discentes em sala de aula com crianças de diferentes línguas e culturas. Para isso, foi realizado um estudo de caso com crianças de 5 e 6 anos de idade, estudantes do nível Jardim II, em uma escola brasileira na fronteira do Brasil com a Venezuela. O problema de pesquisa é o ambiente escolar bilíngue e transcultural do grupo em questão. Após a pesquisa bibliográfica e de campo, com análise qualitativa, os resultados destacam a importância da educação intercultural para uma efetiva interação entre grupos diferentes, mostrando que a relação entre docentes e discentes na referida escola ainda é de imposição da cultura dominante
O PRIMEIRO ANO DE EXISTÊNCIA DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE CAMPINA GRANDE-PB: AS VOZES NA BORBOREMA
Neste trabalho, retomamos um momento da história da Biblioteca Pública Municipal de Campina Grande-PB (BPMCG), focalizando principalmente o seu processo de criação (ocorrido em 1938) e seu primeiro ano de funcionamento, procurando responder às seguintes questões: qual a história da BPMCG e de que forma essa instituição se inseriu no contexto cultural da cidade nos primeiros anos após sua fundação? Quem foram os grupos sociais que defenderam a sua criação? Que motivações os levaram a propor essa criação? De que maneira as autoridades competentes e a população em geral receberam a ideia? Desta forma, observamos seu modo de inserção na sociedade naquele período e as representações construídas em torno da instituição. Para tanto, nosso corpus foi constituído por documentos oficiais publicados no jornal A Voz da Borborema, que registram como se deu o processo de fundação/inauguração desse espaço de leitura, bem como notícias que abordavam a repercussão desse fato na sociedade
RESSIGNIFICANDO SENTIDOS DE LEITURA NO ENSINO-APRENDIZAGEM DAS DIFERENTES ÁREAS DO ENSINO MÉDIO.
Esta pesquisa teve como objetivo criar contextos crítico-colaborativos para discutir os sentidos e significados atribuídos, por um grupo de professores de diferentes áreas, à leitura. Fundamentou-se na Teoria da Atividade Sócio-Histórico-Cultural. O estudo está inserido no campo da Linguística Aplicada, tendo como metodologia a Pesquisa Crítica de Colaboração (PCCol). Os procedimentos utilizados para a coleta e produção de dados foram entrevistas semiestruturadas iniciais, videogravações de aulas e sessões reflexivas coletivas. Os dados produzidos foram analisados em seus aspectos enunciativos, discursivos e linguísticos. Os resultados revelaram que as relações constituídas entre os participantes possibilitaram a ressignificação dos professores quanto às práticas de leitura e aos papéis de aluno e de professor, bem como a transformação nos seus modos de agir
A DIDATIZAÇÃO DA ESCRITA: IMPLICAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS
O objetivo, deste trabalho, é refletir sobre o ensino de escrita e as propostas de didatização de gêneros discursivos, apresentadas especialmente por Passarelli (2004; 2012), Dolz, Noverraz & Schweuvly (2004) e Lopes-Rossi (2006; 2012). De maneira mais específica, objetivamos analisar e discutir não somente os princípios teóricos que são subjacentes às diferentes propostas de didatização, como também observar de que maneira esses princípios se constituem metodologicamente e podem contribuir para o ensino de produção textual escrita tanto na educação básica como no ensino superior. Essa reflexão tem como base as investigações desenvolvidas através do projeto de pesquisa intitulado “Ensino de Leitura e de Produção de Gêneros do Discurso: perspectiva semântico-discursiva, a partir de Sequências Didáticas (ELPGD)”, no âmbito do PROFLETRAS/UFPB (Programa Nacional de Mestrado Profissional em Letras). As investigações, realizadas ou em andamento e sempre de natureza aplicada e de cunho intervencionista, têm demonstrado a eficácia da didatização da escrita. As investigações já realizadas têm demonstrado que as diferentes propostas, embasadas na concepção sociointeracionista da linguagem, permitem que o educando, ao elaborar um texto, identifique o contexto de enunciação, compreendendo, assim, que a escrita possui autor, interlocutor, função e natureza interacional. Permitem também o exercício da reescrita e de uma avaliação formativa
A ORALIDADE EM PROPOSTAS PEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO BÁSICA: UMA ANÁLISE DO PROCESSO DE ENSINO
O objetivo desta pesquisa é discutir o espaço que se tem destinado para a modalidade oral em propostas pedagógicas desenvolvidas no contexto da educação básica na rede pública do Estado do Ceará. Para tanto, amparamo-nos, especialmente, em Bakhtin (2006), Marcurschi; Dionisio (2007), Forte-Ferreira (2014), Bueno; Costa-Hubes (2015) e em Araújo; Silva (2016). Assim, como corpus, analisamos doze projetos científicos apresentados na VIII Feira Regional de Ciências e Cultura – Ceará científico. Os resultados apontaram uma carência no tocante à abordagem da modalidade oral em sala de aula, demonstrando uma supremacia da escrita. Além disso, um equívoco nas atividades destinadas para o trabalho com a oralidade, já que estas se apresentaram em sua maioria como uma prática de oralização da escrita
DISCURSO E IDENTIDADE DOCENTE: UM ESTUDO COMPARATIVO DAS CAPAS DA REVISTA NOVA ESCOLA
Resumo: A revista Nova Escola é uma publicação brasileira com periodicidade mensal e de ampla circulação nos meios educacionais. Desde o seu surgimento em 1986, o impresso se posiciona como objeto necessário para informar, atualizar e auxiliar o professor a desenvolver boas práticas educativas. Identificada como "a revista de quem educa", demonstra ser terreno fecundo para as investigações no campo da Educação. Questionamos como o professor é identificado no discurso das capas de Nova escola. Para compreender o objeto - sujeito professor - do qual trata este estudo e responder à problematização já estabelecida, objetivamos comparar duas capas da revista (edições 116 e 216), selecionadas para representar um década (1998-2008), e analisar a identidade docente no impresso. Os resultados da análise apontam para a construção de duas identidades opostas do professor: preparado e desqualificado. Tais resultados foram alcançados a partir do método arquegenealógico de Foucault que nos permitiu observar as estratégias discursivas da revista como mecanismo de identificação do sujeito professor.Palavras-chave: Discurso. Identidade. Professor. Revista Nova Escola.
AULA DE LEITURA: POR UMA ARTICULAÇÃO DO ESTUDO DE GÊNERO DE TEXTO COM A ANÁLISE LINGUÍSTICA
Resumo: Como desenvolver aula de leitura produtiva em sala de aula? É uma pergunta que objetiva apresentar um dispositivo didático aos professores em formação inicial e continuada, para turmas do Ensino Fundamental ou Médio, com base no modelo comunicativo-interativo de leitura e no modelo didático do gênero textual. A primeira etapa sugerida para as aulas de leitura consiste em orientar e ativar os conhecimentos partilhados pelos alunos para facilitar a leitura (CICUREL, 1991; LEURQUIN, 2001; 2014); na segunda etapa, recomenda-se um trabalho sistemático com as dimensões ensináveis referentes ao conjunto de observáveis, e ao contexto de produção, conjunto de parâmetros que exerce uma influência sobre a forma como o texto se organiza e aos níveis do folhado textual. (BRONCKART 2007; ADAM, 2008; DOLZ, GAGNON E DECÂNDIO, 2010).Palavras-chave: Leitura comunicativo-interativa. Gênero de texto. Modelo Didático