Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (Portal de Publicações da ANPUR)
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Os arquitetos da Poli: ensino e profissão em São Paulo
Os arquitetos da Poli: ensino e profissão em São PauloSylvia Ficher, São Paulo: Fapesp; Edusp, 2005
Encontros e desencontros de moradores da favela no espaço social segregado: um estudo sobre as relações sociais cotidianas nos espaços privatizados
O artigo discute resultados de pesquisa realizada numa favela no sofisticado distrito de Vila Andrade, na capital paulista, enfocando a segregação espacial e as práticas dos favelados para participar da produção do espaço social. O método do estudo de trajetórias mapeou a mobilidade dos sujeitos, possibilitando desvendar os encontros dos favelados com os vizinhos de média e alta rendas. Um dos temas do artigo é a reflexão sobre a presença de camadas sociais heterogêneas no espaço segregado, em virtude da constatação de que os favelados freqüentam espaços voltados para as camadas de média e alta rendas. O artigo também aponta a desigualdade das relações dentro da favela, onde a estrutura hierárquica da sociedade brasileira é reproduzida. Pondera, ainda, sobre os impactos da convivência dos sujeitos de uma mesma camada e também de diferentes camadas sociais nos espaços privatizados cuja lógica se distingue dos princípios do espaço público.
Gestão, uso e conservação de recursos naturais em comunidades rurais do Alto Jequitinhonha
Este artigo analisa como lavradores de comunidades do Alto Jequitinhonha, Minas Gerais, Sudeste do Brasil, regulam o acesso às dotações naturais para extrair alimentos e utensílios, conservar recursos e perpetuar sua descendência na terra. Essas comunidades dispõem de terras, recursos e bens, e instituem normas e sanções coletivas de regulação do acesso, que variam de uma para outra comunidade, são prescritas e obedecidas. Elas podem ser a base para programas de conservação de florestas, campos e águas, substituindo o interminável conflito que há entre as normas propostas pela legislação e agências públicas e as normas locais.
Brasil urbano
Brasil urbanoEdesio Fernandes e Marcio M. Valença (Org.),Rio de Janeiro: Mauad, 2004
Consensualismo e localismo na competição interterritorial: a experiência da Agenda 21 no estado do Rio de Janeiro
As Agendas 21 locais, propugnadas pelos compromissos assinados na Rio-92, apresentam-se na arena pública como dinâmicas de articulação social destinadas a associar políticas públicas de ordenamento territorial a dinâmicas participativas e preocupação com o meio ambiente. O presente artigo discute as implicações dos formatos institucionais e dinâmicas organizativas das Agendas 21 municipais desenvolvidas no Estado do Rio de Janeiro para a distribuição de legitimidade, autoridade e poder sobre os processos de decisão com impactos sobre o uso e a apropriação de recursos do território. A questão de fundo reside em verificar em que medida pressões democratizantes por parte da sociedade civil podem estar sendo respondidas com propostas despolitizantes, pelas quais a política estaria sendo substituída por uma gestão que se quer consensual de um ambiente que, entretanto, apresenta características socioculturais múltiplas.
Sustainable place
Sustainable placeChristine Phillips, West Sussex, England: Wiley-Academy, 2003
ANPUR: novos desafios de uma associação consolidada, 2003-2005
ANPUR: novos desafios de uma associação consolidada, 2003-200
Planos diretores municipais: aspectos legais e conceituais
Com a Constituição de 1988, obrigando as cidades com mais de vinte mil habitantes a elaborarem ou revisarem os seus planos diretores, e com a promulgação do Estatuto da Cidade (2001), regulamentando os instrumentos previstos constitucionalmente, vários trabalhos foram publicados em um contexto estimulante e polêmico que, sem dúvida, deverá continuar a alimentar o diálogo entre planejadores urbanos e especialistas em direito urbanístico: estimulante, por significar a retomada do planejamento municipal, e polêmico, porque os textos legais estão sujeitos a diferentes interpretações. É exatamente nesse ambiente que se insere a presente reflexão, trazendo à tona a importância do Plano Diretor como instrumento de planejamento municipal, discutindo se ele deve se conformar como um plano geral de desenvolvimento ou privilegiar o ordenamento territorial, propondo uma base conceitual para a sua elaboração e, finalmente, indicando os desafios da gestão do seu processo de elaboração e implementação.