Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (Portal de Publicações da ANPUR)
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    Arquitetura sociológica

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    A arquitetura é mais comumente considerada como ofício, arte ou técnica. O texto a considera também como ciência que aborda os lugares sob um olhar específico, não afeito a outras disciplinas. Examinam-se modalidades de conhecimento e sugere-se que houve uma mudança paradigmática no campo, nas últimas décadas. A mudança resgata o pensamento teórico-reflexivo. O fortalecimento da arquitetura como disciplina científica não anula; pelo contrário, fortalece a interdisciplinaridade no trato das questões relativas aos lugares produzidos ou usufruídos pelas pessoas: enfatizam-se contribuições de autores oriundos de outros campos disciplinares, que olham os lugares do ponto de vista morfológico. Explora-se a arquitetura como variável independente: uma vez pronta, afeta as pessoas em vários aspectos, entre eles os sociológicos, resumíveis nas seguintes perguntas: a configuração da forma-espaço (vazios, cheios e suas relações) implica maneiras desejáveis de indivíduos e grupos (classes sociais, gênero, gerações etc.) localizarem-se nos lugares e de moverem-se por eles, e conseqüentemente condições desejadas para encontros e esquivanças interpessoais e para visibilidade do outro? O tipo, quantidade e localização relativa das atividades implicam desejáveis padrões de utilização dos lugares, no espaço e no tempo?

    La favela d’un siècle à l’autre: mythes d’origine, discours scientifiques et représentations virtuelles

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    La favela d'un siècle à l'autre: mythes d'origine, discours scientifiques et représentations virtuellesLicia Valladares,Éditions de la Maison des Sciences de l’Homme, Paris, 2006

    Planejamento territorial e projeto nacional: os desafios da fragmentação

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    A história recente do planejamento territorial no Brasil poderia ser narrada como uma trajetória continuada, embora não linear, de desconstituição – política, intelectual e institucional. Este processo é resultado e fator de aceleração do processo de fragmentação territorial que desafia todos os que se preocupam com a necessidade de um projeto nacional digno desta abrangência. O presente trabalho busca identificar e analisar os principais vetores do processo de fragmentação, a saber: grandes projetos de investimento (GPIs), neo-localismo competitivo e o velho regionalismo, com suas redes de clientela-patronagem. Em seguida, são examinados rapidamente os referentes teórico-conceituais dos GPIs e, em particular, do neo-localismo competitivo, que constitui hoje a principal receita distribuída aos países periféricos e dependentes por agências multilaterais e consultores internacionais. Ao final, busca-se explorar em que medida estariam emergindo no processo social contemporâneo tendências e forças capazes de neutralizarem os vetores da fragmentação e conduzirem um projeto nacional, no qual, necessariamente, o planejamento territorial deverá ocupar lugar central.

    Cidade: impasses e perspectivas

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    Cidade: impasses e perspectivasMaria Lúcia Caira Gitahy e José Tavares de Lira Correia (Org.), São Paulo: Annablume Editora/FAU-USP/Fupam, 2007 (Coleção Arquiteses, n.2)

    Editorial

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    Editoria

    Desigualdades socioespaciais nas cidades do agronegócio

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    No Brasil, a territorialização do capital e a oligopolização do espaço agrário têm promovido profundos impactos socioespaciais, tanto no campo como nas cidades. Isto explica em parte a reestruturação do território e a organização de um novo sistema urbano, muito mais complexo – resultado da difusão da agricultura científica e do agronegócio globalizados – e que têm poder de impor especializações produtivas ao território. Neste artigo, defende-se a tese de que é possível identificar no Brasil agrícola moderno vários municípios cuja urbanização se deve diretamente à consecução e expansão do agronegócio, formando-se cidades cuja função principal claramente se associa às demandas produtivas dos setores associados à modernização da agricultura – sendo que nestas cidades se realiza a materialização das condições gerais de reprodução do capital do agronegócio. Para tanto, são apresentados alguns pressupostos que explicariam este tipo de cidade, que denominamos de cidade do agronegócio. Da mesma forma, considerando que a difusão do agronegócio se dá de forma social e espacialmente excludentes, promovendo o acirramento das desigualdades, buscamos mostrar algumas das formas como elas se reproduzem nas cidades do agronegócio. A moradia é a principal variável de análise destas desigualdades.

    Informalidad y regularización del suelo urbano en América Latina: algunas reflexiones

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    Este artigo mostra as dificuldades de acesso ao solo por parte da população urbana pobre da América Latina e os resultados da implementação de Programas de regularização, que procuram solucionar a situação da população que mora de maneira informal nas cidades e áreas metropolitanas. Tais Programas têm surgido a partir da existência da irregularidade/ilegalidade/informalidade nas formas de ocupação do solo e de construção do habitat urbano. Compõem o artigo uma introdução, um capítulo sobre a informalidade urbana, outro sobre as políticas de regularização, tanto de propriedades quanto de melhoramento de bairros e, finalmente, reflexões sobre a implementação dessas políticas e seu impacto sobre a população objeto de sua aplicação.

    Quatro histórias de terras perdidas: modernização agrária e privatização de campos comuns em Minas Gerais

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    Este artigo analisa histórias de privatização de terras comuns em quatro regiões de Minas Gerais. Ele reúne resultados de várias pesquisas e descreve o uso e as normas costumeiras que regulavam o acesso a terra, as dinâmicas da privatização e as circunstâncias que influíram para que um mesmo processo revelasse efeitos distintos nessas áreas transformadas.

    Expediente

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    Expediente RBEUR - Volume 9, Número 2 (novembro/2007)

    Apontamentos sobre a Maré: uma compreensão

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    Em quadro marcado pelo fim da política de erradicação de favelas e permanência de moradores em assentamentos de baixa renda localizados em áreas próximas e disputadas dos centros urbanos das grandes cidades do país, aprimoram-se estratégias espaciais para lidar com estas desconfortantes proximidades. Este texto pretende explorar formas espaciais e dispositivos arquitetônicos e territoriais consolidados em nossa realidade, que tratam da incômoda presença de bolsões de pobreza inseridos em importantes áreas das cidades. Traduzem-se em mecanismos de afastamento, invisibilização, distanciamento, confinamento e isolamento dessas áreas em relação aos bairros vizinhos. A sistematização destes padrões apontados pela literatura envolvendo realidades de outras cidades se deu a partir da observação das relações do bairro da Maré (Rio de Janeiro) com suas áreas de entorno, a partir de aportes microfísicos durante os anos de expansão, reformulando seu papel e importância no contexto da cidade

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