Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (Portal de Publicações da ANPUR)
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Transformações da metrópole contemporânea: novas dinâmicas espaciais, esfera da vida pública e sistema de espaços livres
O trabalho reflete sobre as novas formas de expansão e crescimento metropolitano, associando-as a transformações igualmente importantes na esfera da vida pública. A expressão cotidiana desse processo de expansão e crescimento se deixa transparecer a partir de dois movimentos complementares. De um lado, o aumento em número e extensão dos deslocamentos cotidianos de uma comunidade a outra em um mesmo ambiente metropolitano. De outro, reflete as transformações resultantes do modo de vida metropolitano: horários variáveis e flexíveis, individualização das práticas de produção e consumo. Temos como objeto desta reflexão a Metrópole de Campinas como parte do território metropolitanizado que ocorre no entorno da capital paulista. Nossa hipótese é que essas transformações não se restringem anovas denominações de um processo ampliado de urbanização, mas que essas transformações têm engendrado novos padrões e espaços de sociabilidade e, mais do que isso, um modo de vida e produção específicos. Nesta reflexão, interessa-nos mostrar como essa nova dinâmica afeta a esfera da vida pública e a definição e constituição dos sistemas de espaços livres.
Teorías y políticas urbanas: ¿Libre mercado mundial, o construcción regional?
Resumen: En el neoliberalismo y su globalización parece inobjetable que las teorías que explican la problemática urbana y las políticas públicas que pretenden resolverla tienen validez universal, objetivos homogéneos, eficacia general y pueden adquirirse en el “libre mercado mundial” intelectual o gubernamental. Una visión alienada de estos procesos, generalizada a casi todos los actores sociales e ideologías políticas parece justificarlo. Pero el largo proceso histórico de mundialización del capitalismo, sus impactos diferenciales en los territorios del mundo, y la evolución de los sistemas urbanos muestran heterogeneidades y desigualdades históricas que hacen que las teorías y políticas armadas en los países hegemónicos y los organismos multinacionales sean inaplicables, ineficaces y contraproducentes en América Latina y otras regiones. Su aplicación solo reproduce el atraso, la inequidad y la desigualdad que analizan o combaten. Abogamos por la descolonización de las teorías y las políticas urbanas y su construcción regional crítica y consecuente con nuestras realidades concretas y las necesidades de la mayoría de nuestra población.
Uma estratégia chamada “Planejamento Estratégico”: deslocamentos espaciais e atribuição de sentidos na Teoria do Planejamento Urbano
Uma estratégia chamada “Planejamento Estratégico”: deslocamentos espaciais e atribuição de sentidos na Teoria do Planejamento UrbanoPedro Novais, Rio de Janeiro: 7 Letras, 2010
Das cooperativas autofinanciadas às construtoras e incorporadoras de capital aberto: a ampliação do mercado habitacional
Este artigo analisa as principais alterações e permanências que ocorreram na produção habitacional voltada para os estratos médio e médio-baixo da população, promovida pelas cooperativas autofinanciadas da década de 1990 e pelas empresas construtoras e incorporadoras de capital aberto dos anos 2000 na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Em especial, enfatizamos algumas questões relacionadas ao padrão de lançamentos residenciais, à estrutura produtiva e de financiamento e ao impacto dessa produção no conjunto da dinâmica imobiliária metropolitana. Partimos do argumento de que a formação de um padrão econômico, inicialmente proposto pelas cooperativas autofinanciadas e, posteriormente, potencializado pelas empresas financeirizadas com forte apoio estatal, tornou-se fundamental para a consolidação de um mercado habitacional e para a elevação da atividade imobiliária em períodos recentes.
Planejamento e gestão espacial da pobreza
Texto escrito para palestra proferida no Encontro Nacional da ANPUR (ENAnpur) 2009, realizado em Florianópolis/SC. Tradução de Alicia Duarte Penna
A atuação do Montepio na produção estatal de habitação em João Pessoa de 1932 a 1963
Este trabalho objetiva o exame da atuação da Carteira Imobiliária do Montepio do Estado da Paraíba na produção estatal de habitação na cidade de João Pessoa, de 1932 a 1963, período entre a designação da instituição para a produção de moradias em benefício do funcionalismo público até sua última realização antes da criação do BNH. Através de exaustiva pesquisa documental, realizada em acervos locais, e tendo como principal fonte o jornal A União, registro oficial das realizações do Executivo estadual, foram recolhidos dados sobre as realizações habitacionais do instituto, possibilitando a identificação das suas vilas e conjuntos populares e, posteriormente, a classificação das unidades construídas e a reconstituição da planta e fachada originais.
Identidades relacionadas ao espaço geográfico: a nação brasileira e a cidade de Novo Hamburgo/RS (1927-1945)
O texto analisa as lutas de representações em torno da construção de identidades ligadas ao espaço geográfico da nação brasileira e da cidade de Novo Hamburgo (RS) através do seu principal jornal, O 5 de Abril, no período de 1927, momento de sua emancipação, até 1945, final da Segunda Guerra Mundial e da ditadura do Estado Novo. Este período foi marcado pela construção de versões acerca destas duas identidades e de sua disseminação através da imprensa. As duas versões apresentavam conflitos especialmente focados no fato de a cidade ser representada por signos que remetiam ao processo de imigração alemã, e à nação, por signos que remetiam à mestiçagem. Tais conflitos acirraram-se no momento em que o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial contra a Alemanha.