Portal de Periódicos UEPA (Universidade do Estado do Pará)
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OBJETO OU SUJEITO? REFLEXÕES SOBRE O LUGAR EPISTEMOLÓGICO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Este artigo é resultante de uma Pesquisa Narrativa, de natureza qualitativa, que teve como objetivo compreender as experiências humanas vividas e relatadas em contextos de formação de professores em serviço. A pesquisa ocorreu em ambiente de formação doutoral de professores que ensinam ciências e matemática, ancorados nos pressupostos da formação continuada como desenvolvimento profissional, sobre o reconhecimento em sermos sujeitos e não objetos no processo formativo e a importância de a formação considerar o convívio em comunidade. Situamos este artigo no paradigma da racionalidade crítica, que adota uma abordagem problematizadora de ensino e busca superar a racionalidade técnica, que se pauta na transmissibilidade de conhecimentos. Propusemos atividades individuais e em grupo que ajudaram a refletir sobre as experiências anteriores, identificando em quais episódios os professores se identificaram na condição de objetos e sujeitos. Como material empírico analisamos aprendizagens listadas pelos professores. Essas aprendizagens correspondem ao que foi dialogado em sala consonante com o processo reflexivo acerca das experiências em que estes docentes se consideraram objetos ou sujeitos no processo formativo. Os dados empíricos foram analisados por meio da Análise Textual Discursiva. O foco deste estudo ancora-se nas reflexões destes profissionais e seus desdobramentos sobre o processo de constituição identitária e desenvolvimento profissional, que resultaram na importância de se considerar sujeito tanto no processo formativo quanto nas práxis diária no contexto da sala de aula, passando de objetos para professores críticos, ativos, reflexivos e transformadores da realidade
A performance dos mediadores nos clubes de leitura: reflexos através da leitura compartilhada
A pesquisa de iniciação científica está vinculada ao projeto de pesquisa “Festivais Literários”, coordenado pelo Prof. Dr. Frederico Garcia Fernandes, e tem por objetivo investigar os mediadores de leitura e leitores dos clubes do livro da cidade de Londrina/PR. A justificativa reside na função social desempenhada pelos mediadores de leitura, uma vez que estimulam a promoção da leitura, além de desempenharem inúmeras tarefas. Trata-se de uma pesquisa de caráter qualitativo com aplicação de dois questionários com os sujeitos pesquisados: mediadores e leitores dos clubes investigados. Assim, serão analisadas algumas das performances de mediação executadas, além das experiências dos leitores nos clubes. Espera-se demonstrar as principais práticas de mediação, além da importância social dos mediadores de leitura para o incentivo e desenvolvimento dos coletivos de leitores
É ela a Cabocla Guerreira: narrativas e mitopoéticas da Cabocla Maria Jovina de Pai Pingo de Oxumaré (Belém – PA)
Este trabalho se caracteriza, primordialmente, como um estudo sobre a mitopoética da entidade afro-amazônica, considerada rara, Cabocla Maria Jovina e sua relação com Pai Pingo de Oxumaré, João da Silva da Lima Filho (1958-), um sacerdote de Umbanda de Belém (PA), o qual a incorpora. Sendo esta uma pesquisa qualitativa, com aportes etnográficos e observação participante, onde, por meio de observações e entrevistas, buscou compreender a trajetória do sacerdote e suas relações com a entidade. Nesse processo, muitos contextos históricos se desvelaram, como o chamado de Pai Pingo e seu desenvolvimento no terreiro de Dona Euviana. Com relação a mitopoética da entidade, temos relatos de sua existência em Icoaraci (Belém, PA), onde teria desencarnado e sido acolhida pela família do Codó, na espiritualidade. Também, realizamos comparações com a personagem histórica de mesmo nome, uma cangaceira do bando de Lampião
Antonio Juraci Siqueira: um canoeiro militante da educação sensível
Este artigo constitui-se a partir da dissertação chamada “Literatura e Educação na Amazônia: Imaginário Poético em Antonio Juraci Siqueira”, vinculada à Universidade do Estado do Pará – UEPA. Para tanto, utilizou-se a pesquisa (Auto)biográfica por meio de Histórias de vida, obras do autor, aliado a estas fontes, foram feitas observações in loco da performance do poeta e da recepção nos ambientes públicos e escolares. Faz-se um recorte para apresentar Antonio Juraci Siqueira e seu percurso de formação como poeta, performer e educador a socializar saberes do imaginário amazônico por meio da valorização da literatura e da oralidade
Editorial
Há muito tempo a voz feminina imprimiu na letra seu direito de pensar e expressar o mundo, desde que a escrita foi inventada as mulheres se manifestam em sua pluralidade no ofício da Literatura. No debate público contemporâneo, finalmente, a atuação feminina tem conquistado espaço e reconhecida sua importância no exercício da criação literária, ainda que enfrente resistências advindas do preconceito. Com suas escritas, as mulheres têm feito recortes outros sobre o imaginário social, enriquecendo, sobremaneira, as literaturas produzidas no mundo. Nesse contexto, as imagens míticas sobre o signo do feminino ascendem em meio a narrativas que permeiam os imaginários e hoje são retomadas/estudadas em diversos campos do conhecimento. Assim, mitopoéticas e subjetividade femininas são os atores que motivam a escrita dos artigos deste número da revista Sentidos da Cultura, a contar com seis textos a abordar a temática e outros seis a compor a sessão textos livres
Antonio Juraci Siqueira: guardião da expressividade amazônica
Resumo
A Literatura de Cordel é uma forma tradicional de poesia narrativa popular, cuja trajetória remonta ao século XVI, quando o Renascimento popularizou a impressão de relatos orais em folhetos. Expandiu-se em países europeus, daquilo que se chamou, na França, literatura de colportage (mascate); na Inglaterra, chap-book ou balada; na Espanha pliego suelto; em Portugal, literatura de cordel ou folhas volantes. No Brasil, foram os portugueses que a introduziram no início da colonização. Esta atividade literária adquiriu características próprias no Nordeste brasileiro, espalhando-se por outras regiões do país, incluindo a região Amazônica. Antonio Juraci Siqueira, poeta e escritor, destaca-se como uma das principais figuras desse gênero literário na região Norte brasileira. Sua obra é marcada por uma profunda conexão com as tradições culturais e sociais da Amazônia, utilizando o cordel como uma ferramenta poderosa para narrar histórias e preservar a memória coletiva. Este artigo tem como objetivo propagara contribuição de Antonio Juraci Siqueira para a Literatura de Cordel na Amazônia, analisando o impacto de sua produção literária na valorização e preservação da cultura amazônica. Através de uma análise detalhada de sua trajetória e de sua obra, busca-se compreender a relevância de sua produção literária como o Mestre das Encantarias e, suas contribuições para a literatura brasileira contemporânea. Além disso, pretende-se contextualizar a Literatura de cordel dentro da tradição oral brasileira e, como Juraci recruta a corporeidade do imaginário amazônico em suas obras, refletindo a cultura e a oralidade da região; bem como, a relevância das suas obras na preservação e promoção da cultura amazônica através da tradição oral