Portal de Periódicos UEPA (Universidade do Estado do Pará)
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A IGREJA CATÓLICA NA AMAZÔNIA: Diversidade religiosa e intolerância
A Amazônia é uma região que possui várias formas de vivências de fé, um componente que a distingue do restante do país e a faz campo fértil para a pesquisa sobre tais relações com o sagrado. Presente desde o período colonial, a igreja católica nem sempre agiu de forma tolerante para com estas práticas. O objetivo deste trabalho é mostrar a diversidade religiosa presente na Amazônia e, de forma mais objetiva, no antigo Território Federal do Amapá, a partir de meados do século XX. Daremos ênfase à intolerância às práticas religiosas pelos padres em relação ao catolicismo popular e ao protestantismo.
"A MORTE É UMA CONVENÇÃO": ASSOMBRAMENTO E SÁTIRA NO CONTO "DE UM COMBA", DE MANUEL RUI
Neste artigo, analisamos o conto "De um Comba", presente no livro 1 Morto & os Vivos, do escritor angolano contemporâneo Manuel Rui. Para tanto, iniciamos com o levantamento de algumas questões que perpassam a obra do autor. Evidenciamos, então, a intensa oralidade - incluindo aí palavras de origem africana - que Rui traz para os seus textos, inclusive no conto aqui discutido. Depois, aproximando-nos de "De um Comba", propomos uma leitura baseada em duas perspectivas: "assombramento" e "sátira"
A MORTE DO AUTOR DE ROLAND BARTHES: ECOS MUSICAIS
Este artigo objetiva abordar questões teórico-literárias, em interface com a linguagem musical, a partir das reflexões sobre o ensaio "A Morte do Autor", do escritor francês Roland Barthes (1915-1980). Pretende-se delinear as principais ideias do escritor com base na discussão acerca do lugar da obra de arte literária e elucidar os conceitos de autor e autoria enunciados por Barthes no referido ensaio, de modo a constatar as analogias entre o pensamento barthesiano, a linguagem musical e a performance do texto na música.
HISTÓRIA E MEMÓRIA: AS INTERFACES DE UMA MESMA FACE EM MOTTA COQUEIRO OU A PENA DE MORTE
Motta Coqueiro ou a pena de morte, escrito em 1877 por José do Patrocínio, rememora o caso real do último enforcamento no Brasil, o do fazendeiro Motta Coqueiro, suposto mandante de um violento crime ocorrido no norte fluminense em 1852, controverso até a presente data, contra uma família de agregados, que vivia nas terras do citado fazendeiro. Este artigo discute algumas relações entre história e memória neste romance de Patrocínio
O INGLÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA E COM O STATUS DE LÍNGUA FRANCA DO SÉCULO XXI E SUA FUNÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA NOS CAMPOS PROFISSIONAIS ESPECÍFICOS NA CIDADE DE BELÉM DO PARÁ
Atualmente, a maioria dos objetos que temos possui alguma referência escrita em inglês. Isto ocorre, justamente, pela revolução nas telecomunicações. A internet nos coloca de frente com a chamada "comunidade global". Essa, diferente da comunidade local, em que o homem fala a sua língua nativa e possui um único meio de comunicação. Portanto, conhecer o inglês é importantissímo nos dias de hoje. Essa consciência da importância do idioma é o que buscamos exemplificar em nossa pesquisa de campo, em determinadas profissões, na cidade de Belém-Pará, com objetivo de criar materiais didáticos que possam auxiliar na aquisição e aprendizagem deste idioma, no campo profissional. Nos dias atuais, o inglês é diferencial em qualquer campo de atuação profissional, muitas vezes sem percebemos, o inglês faz parte do nosso cotidiano, na internet, nas placas, nos comerciais de TV, nos shoppings, no próprio português. Pesquisa realizada: Belém- PA
A importância do letramento digital para o desenvolvimento cognitivo de pessoas com deficiência intelectual e múltipla
Este artigo foi elaborado com o objetivo de revelar se os alunos que participam do atendimento Letramento Digital têm avançado cognitivamente, realizando-se, para tal, pesquisa bibliográfica focada no letramento, informática educativa e deficiência intelectual de acordo com Soares (2002;2010), Tajra (2004), Valente (2002;2008) dentre outros autores. Posteriormente, foi realizada uma pesquisa de campo no Centro de Atendimento Educacional Especializado Prof. Lourenço Filho/Fundação Pestalozzi do Pará havendo análise de documentos institucionais como o Projeto Político Pedagógico, Plano de Desenvolvimento Individual do aluno e de registros dos professores envolvidos. Do total de 119 alunos do atendimento Letramento Digital foram analisados 66 casos em que foi observado que mais da metade deles obtiveram avanço em pelo menos uma das três áreas em estudo, quais sejam: Oralidade e Escrita, Raciocínio LógicoMatemático e Letramento Digital
PERSONAGENS AMAZÔNICOS: AS NARRATIVAS DE NEGAÇÃO DOS POVOS DA FLORESTA
O corpo das populações amazônicas constitui jogos de imagens históricas recortados em poesias, prosas, cartografias, exposições, debates políticos, econômicos, biológicos, pedagógicos que emoldura para o mundo quadros homogêneos de territórios plurais, reproduzido de forma natural nos mais diversos espaços sociais. Contudo, o discurso em relação à região não é algo natural no tempo e espaço; não está dado desde sempre. Seus recortes são criações humanas, historicamente datadas, floresta cristalizada no solo de barro da história, marcado por imagens eternas, criando uma Amazônia de sobras históricas, fundada a partir do pensamento mitológico do colonizador. Nesta perspectiva o seguinte artigo tem por objetivo estabelecer um debate epistêmico em relação as visões literárias em relação a região hoje chamada de Amazônia através do olhar de três literatos que narraram a região por meio do olhar eurocêntrico
MENINA TECELÃ: TECER LEMBRANÇAS, BORDAR PALAVRAS
Este artigo surge a partir da leitura de algumas obras de Lindanor Celina e objetiva uma proposta de diálogo sobre o percurso inicial da autora no cenário literário como romancista, no final da década de 50. O artigo se fundamenta na leitura da obra literária Pranto por Dalcídio - memórias (1983), na qual a autora partilha suas lembranças da amizade com Dalcídio Jurandir. Durante o estudo são observadas algumas considerações sobre a escrita de Lindanor pela perspectiva tempo, espaço e memória. Para tanto, lança-se mão de algumas de suas obras que auxiliam no entendimento das temáticas no percurso de escrita da autora, assim como a leitura de Meneses (1995) que discute literatura, memória e ficção em o Poder da palavra; Nunes (1995) pelo estudo da obra Tempo na narrativa, entre outras leituras que serão apreciadas no texto e que compõem o diálogo deste estudo
PARA ALÉM DOS ANJOS
Certa vez, Lindanor Celina, numa de suas visitas a Belém, disse-nos que não há romancista sem memória. E a memória, como se sabe, pontuou a maioria de seus romances. Em Para além dos anjos (seria ele um romance?), parece-nos, a princípio, que prosadora tomou, um outro rumo. No entanto, quando mergulho nas águas ficcionais da referida obra, percebo que a escritora, através de um narrador implícito, deixa, nos interstícios da palavra, sua própria presença a perpassar a voz do moço de Caen - um francês - que, curiosamente, se utiliza de expressões como "de-comer", "de-um-tudo", tão e tão comuns de um certo linguajar paraense