Portal de Periódicos UEPA (Universidade do Estado do Pará)
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OS NÃO FILO DA SOPHIA: ANALISANDO A PRÁTICA PEDAGÓGICA DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA DO ENSINO MÉDIO
O presente estudo se caracteriza como uma pesquisa de campo e tem por objetivo investigar e identificar qual avisão do aluno ingresso na Universidade do Estado do Pará sobre a disciplina filosofia ministrada no ensino médio, equal a importância que ele atribui a essa disciplina, no ensino médio, no curso de graduação e na sua vida. Ossujeitos da pesquisa de campo são graduandos do primeiro semestre nos cursos de Ciências da Religião, Filosofia,Geografia e Pedagogia. Para alcançar esse objetivo buscamos analisar por meio de entrevistas orais e questionários oensino ministrado na disciplina de filosofia sob o olhar dos estudantes recém-chegados ao ensino superior, ondetivemos a oportunidade de questioná-los sobre como se deu a prática pedagógica dentro de sala de aula, suasprimeiras impressões sobre a disciplina e qual a importância da disciplina para a sua formação critica e autônoma.Para chegar aos objetivos propostos desenvolvemos uma pesquisa qualitativa com abordagem histórico-dialética.Essa pesquisa ampara-se nos escritos de dois principais filósofos da educação Nietzsche (2003) e Freire (2002), naconfluência de suas ideias sobre a educação e a prática educacional
A FILOSOFIA DO SENSO COMUM DE G.K. CHESTERTON
Gilbert Keith Chesterton foi um dos maiores escritores do século XX, escritor Inglês, famoso por seus paradoxos,criticou em seus escritos os pensamentos filosóficos daquela época e, hoje, resultam consequências ao mundomoderno. Logo, os assuntos atuais da sociedade estão nas raízes históricas das chamadas ideologias ou correntes depensamentos existentes, como relativismo moral, utilitarismo, materialismo, cientificismo, progressismo. Assim,filósofos dessas correntes não mostram a realidade, isto é, não correspondem ao senso de realidade do mundo -senso comum. Entende-se pelo homem comum, com suas convicções e com preceitos tradicionais. O homemcomum não questiona, aceita aquela realidade sem busca-lá entender. No entanto, Chesterton ressalta que vai chegarao ponto em que o homem terá que provar porque a grama é verde, além de tentar provar a sua existência. Alémdisso, o homem do senso comum não é como o homem moderno que não tem um pensamento concreto, diariamentemuda; logo, é impossível mudar o mundo tendo pensamentos diferentes. Dessa forma, o homem são tem maissanidade (homem do senso comum):"o homem pode compreender tudo com a ajuda daquilo que não compreende".Em contrapartida, o homem louco é racional; ou seja, ele se perde por querer explicar tudo - "a mente dele se movenum círculo perfeito, porém reduzido". Portanto, a filosofia do senso comum é o homem comum contra o sensoincomum dos "intelectuais"
UM CAMINHO PARA RELAÇÕES AFIRMATIVAS E EXISTENCIAIS: A ÉTICA EM MARTIN BUBER
Ética Este trabalho tem como objetivo apresentar a ética e a filosofia acerca das relações prático-social entre sujeitosa partir da ótica de Martin Buber. Este, filósofo contemporâneo e judeu, elabora sua tese com base nohassidismo(uma vertente judaica) e da relação com Deus, cuja finalidade reside no encontro com o Outro e napreocupação com a vida em todo sua alteridade. Buber, por conseguinte, tece suas criticas ao condenar os seresegóticos (aqueles que são incapazes de ver a totalidade do outro seres), por serem responsáveis pela dominação,violência e ofuscamento do Outro, impossibilitando-os a sua manifestação existencial em sua totalidade. Destaforma, Buber propõe as palavras-princípios das relações huamanas: Eu-tu e Eu-isso; e sugestiona uma relação doencontro e do face-a-face através do diálogo e dialógico como meio de compreensão e transformação da realidadeem favor daqueles que não são vistos. Partindo em busca da comunhão, reciprocidade, atuação plena e autenticaentre os seres humanos
O CONCEITO DE ANGÊSTIA DE KIERKEGAARD PARA A CONSTRUÇÃO DA EXISTÊNCIA AUTÊNTICA
O trabalho corresponde ao aprofundamento da concepção filosófica da angústia iniciada por Soren AabyeKierkegaard (1813-1855), explanando a fundamentação e a relação que a angústia possui com a existência humana.O artigo é fundamentado pela obra "O Conceito de Angústia" (1968) onde, através de uma pesquisa bibliográfica,iremos compreender a origem, o conceito e a finalidade da angústia enquanto sentimento inerente ao homem. Oobjeto problematizado pretende investigar o pensamento do filósofo sobre o homem existencial e as determinaçõesimpostas sobre ele, a origem da possibilidade da liberdade humana de escolher e se responsabilizar por suas escolhasao interpretar a angústia presente nos três estágios da existência até a autenticidade. A análise profunda feita porKierkegaard sobre a angústia como fundamento da existência autêntica reflete no homem contemporâneo e nosfilósofos da corrente existencialista, especificando, assim, a importância de retomarmos seu pensamento para umamelhor compreensão do ser hodierno
TEORIA DO CONHECIMENTO E LIBERDADE NA ÉTICA DE ESPINOSA.
O presente artigo tem como objetivo demonstrar de que maneira Espinosa (1632-1677), em sua "Ética", relaciona osgêneros do conhecimento com a liberdade humana. Em outras palavras: busca-se esclarecer o caráter fundamentalda teoria do conhecimento no processo de passagem do homem da servidão de seus afetos para a liberdade reguladapela razão. Partindo da leitura da parte II da "Ética", buscar-se-á reconstruir a teoria dos três gêneros doconhecimento para explicitar, a partir da parte III, de que forma os afetos se relacionam com a mente determinandoo pensamento e o comportamento humano. Em seguida, de acordo com a parte IV da "Ética", será preciso esclareceras condições da servidão do homem e como ela está intrinsecamente relacionada ao desgoverno dos afetos que, porsua vez, é o resultado do conhecimento inadequado destes. Por fim, será preciso demonstrar, com base na parte II eV, como o conhecimento adequado e, portanto, verdadeiro dos afetos constitui o processo de passagem da servidão àliberdade
NIILISMO E MELANCOLIA: O MUTILAMENTO DO EU E O "ESPIRITO LIVRE"
A partir das ideias de Nietzsche sobre as categorias do niilismo e o conceito freudiano de melancolia se demonstraas relações entre o sujeito melancólico e o individuo niilista-passivo. "Ao longo deste trabalho se debaterá as formaspelas quais o sujeito chega ao estado niilista-melancólico e quais os traços dos conceitos que se ligam e qualcomportamento os autores sugerem para uma ‘existência ativa". "A critica ao niilismo" esclarece a condiçãopsicológica estabelecida com uma incansável busca monista, como se seu fim fosse abandonar a si mesmo emfunção da totalidade. O sujeito melancólico tem por essência a passividade diante da realidade que o ‘’engole’’ e o‘’escraviza’’, ou seja, a melancolia (independente dos mecanismos de defesa neuro psicóticos do aparelho psíquico)fixa sua existência em momentos positivamente extasiantes na iminência de dissipar (tentar esquecer) experiênciasextremamente opostas, sobre a qual o individuo compreende tão real quanto suas experiências positivamentevaloradas, contudo, viciando sua percepção psíquica a extrair uma imagem global, sempre parada, extasiada doobjeto, no outro . Nietzsche propõe uma vontade de potencia e Freud uma sublimação para fugir do comportamentomelancólico, o que outrora (a libido) era condicionado por objeto(s) e objetivo(s) da natureza sexual deve serrevertido por objetos e objetivos da expressão do "espirito livre" por meio das artes, ciências, filosofias, et
O PROBLEMA DA ORDEM SOCIAL: A ÉTICA DA PROPRIEDADE PRIVADA
Este artigo, resultante de uma pesquisa teórico-bibliográfica, foi desenvolvido objetivando trazer a tona o Problemada Ordem Social que, de forma geral, consiste existência de seres racionais que podem fugir ao conflito - em nomedo convívio social - pela argumentação e por consequência na busca de uma norma que seja universalmenteaplicável e com coerência em suas estruturas lógicas tendo como finalidade a prevenção e resolução de conflitosinterpessoais. Por conseguinte, foi visado fornecer uma resposta para este problema, onde a única soluçãocondizente com as exigências pode ser apenas a Lei de Propriedade, usada para definir a quem pertence o usoexclusivo de cada recurso escasso, ademais, essa norma tem como sustentáculo básico a Ética Argumentativa dofilósofo libertário Hans-Hermann Hoppe, no que diz respeito a este autor, sua teoria ética é demonstravelmenteirrefutável, pois se baseia na estrutura transcendental apriori argumentação. Uma comunidade que faça o uso devidoda Lei de Propriedade necessariamente é uma sociedade de mercado e seguem um agrupamento por meio de umaordem espontânea, sem coerções, sem taxações arbitrárias por serviços que nunca foram solicitados, portanto, seriaum exemplo sem de uma sociedade sem instituições com essência análoga a das máfias
A PORNOGRAFIA ENQUANTO AGENTE CORRUPTOR DE UMA SOCIEDADE
Abordar-se-ão os efeitos da pornografia, analisando como esta deprava e corrompe a sociedade e as relação sociais,conforme apresentado por John Finnis. O primeiro efeito é a corrupção da imaginação, compreendido pelo estimuloaos desejos e às imagens que afloram o egoísmo que, a seu turno, retira a mutualidade do ato sexual,transformando-o em uma espécie de masturbação. A segunda maneira pela qual a pornografia deprava e corrompe éproduzindo um profundo desprezo pelas pessoas, compreendendo o outro como um objeto a ser usado. Essas formasde corrupção da sociedade privam os indivíduos das relações humanas, que deveriam ser o foco de toda ação, comopor exemplo a amizade e o casamento. Por isso, não existe um nível normal de pornografia, assim como não existe um nível normal de escravidão. Logo, uma sociedade que permite que símbolos da degradação sexual ressoem com um grande fascínio em um meio de comunicação, por exemplo, está ensinando à sociedade que certas relações são mais gratificantes que outras. E, ainda que algumas pessoas deixem de adotar essa atitude em suas disposições e ações, isso deve ser à custa de uma profunda desintegração e dissociação de sua vida imaginativa e emocional. Portanto, a pornografia corrompe a sociedade, posto que a privacidade, o sigilo e a intimidade da relação sexual devem ser valorizados para que o ato não seja uma mera excitação dos sentidos e alívio da tensão e sim uma expressão clímax da afeição, da amizade e do amor que moldam a vida pública
DÓCEIS MENINAS: REFLETINDO QUESTÕES DE GÊNERO EM CHUVAS E TROVOADAS
Este trabalho é um recorte da pesquisa de Iniciação Científica intitulada Discursos subversivos na literaturaamazônica: ideologias e relações de poder, orientada pela Dra. Rosângela Sousa e financiada pelo PIBIC-ProDoutor(2017-2018). O gênero é parte das estruturas sociais que são prévias às nossas ações, entretanto, através da agênciahumana as estruturas sociais podem ser mantidas ou transformadas, isto é, o gênero, enquanto estrutura, é passívelde mudança. O discurso é uma forma de ação/representação/identificação da qual lançamos mão para agir sobre asestruturas, pois, apesar de ser por elas constrangido, ele também é socialmente constitutivo. Portanto, nestaapresentação, objetivamos refletir sobre os discursos (modos de representar) acerca da mulher no texto Chuvas etrovoadas, de Maria Lúcia Medeiros (2009). Para tanto, baseamo-nos na Análise de Discurso Crítica(FAIRCLOUGH, 2003, 2016; VIERA; RESENDE, 2016; VAN LEEUWEN, 1997), no Realismo Crítico(BARROS, 2015; RESENDE, 2009) e na Teoria Queer (BUTLER, 2018). Os resultados apontam que o textomaterializa dois discursos díspares: o machista, em que a mulher é um ser dócil, suas práticas são essencialmenteligadas ao lar e a ser uma boa esposa; e o subversivo, onde há possibilidades outras de ser mulher/performatizar.Dessa forma, o discurso machista é alçado no texto para ser ironizado e questionado pelo discurso subversivo
DA INTERVENÇÃO ESTATAL A CRISE ECONÔMICA E SOCIAL: UM CONFRONTO EM FAVOR DA LIBERDADE
Este artigo resultante de uma pesquisa teórica, no campo da economia e da filosofia, tem como objetivo exporAtravés das obras de Ludwig Von Mises e Murray N. Rothbard Permeados por outros pensadores defensores daliberdade do individuo como Frederic Bastiat, F. W. Nietzsche e Ayn Rand investigando a intervenção estatal ecomo ela pode ser prejudicial para a liberdade independente de seus motivos ou seus fins. Reapresentar conceitosesclarecidos pelos libertários do século XX como a definição de imposto, neoliberalismo, inflação, estado e livremercado. Desenvolver e analisar até as ultimas conseqüências as idéias que toda e qualquer intervenção é menosvalorosas e efetivas que a simples livre iniciativa de civis em serviço para seus iguais. Que o que começa com leisde proibição moral e pode ir até uma ditadura; e como a intervenção pode gerar crises financeiras e sócias.Demonstrar que a intervenção é o mecanismo que a maquina estatal tem para se manter viva. argumentar o queacontece quando intervenções não forem administradas de forma coerente