Portal de Periódicos UEPA (Universidade do Estado do Pará)
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Ayahuasca, você conhece?
Este texto procura apresentar um panorama sobre a Ayahuasca, indicando aspectos históricos, situando os grupos usuários primários e atuais e apontando os campos de pesquisa, sem adentrar aos muitos detalhes que envolvem este fenômeno. Ao final indicamos algum bibliografia para aprofundament
A CONCEPÇÃO DE ESPAÇO E DE TEMPO SEGUNDO NEWTON, LEIBNIZ E KANT
Esse artigo tem como objetivo expor as diferentes concepções de espaço e de tempo, segundo Newton, Leibniz e"Kant. Para o primeiro, o espaço e tempo eram entendidos como grandezas absolutas, independentes do sujeito e das"coisas, sendo assim, existentes por si mesmas. O segundo, entendia esses conceitos, como uma relação recíproca dos"elementos da natureza e ligados às coisas, ou seja, o espaço e o tempo dependem da relação das coisas para"existirem. Quanto a Kant, sua concepção de espaço e de tempo dependem unicamente da capacidade cognitiva do"sujeito, pois essas são formas puras da sensibilidade. Esta é faculdade primaria e receptora de dados que geram o"conhecimento. Nos primeiros anos acadêmicos de Kant, na Universidade de Konigsberg, de 1740 a 1746 ele foi"influenciado por uma versão da metafísica de Leibniz que havia sido popularizada pelo filósofo alemão Christian"Von Wolff e também pela física matemática de Newton. O seu professor, Knutzen, mostrou as complexidades,"contradições e oposições desses dois grandes filósofos naturais (Coulston3, 2007, p.1263). Além desses dois"filósofos, Kant, teve conhecimento e influência dos escritos de Locke e Descartes, pois estes debateram a respeito de"tempo e a duração. Conceitos esses, que foram uma das bases de sua filosofia sobre o tempo (Caygill4, 2000)
DOS DIREITOS NATURAIS AOS DIREITOS HUMANOS: UMA ANÁLISE HISTÓRICA DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE
A palavra "pena" advém do latim "poena" e do grego "poiné", tem como significado "inflição de dor física ou"moral". Várias foram as modalidades de penas existentes, entre as quais estavam: a "vingança privada", a "Lei de"Talião" e, por fim, o Estado chamou para si a atribuição de resolver esses conflitos e a atribuição de aplicar as penas"correspondentes ao mal efetuado, chamando essa prática de "jurisdição". Com o tempo as modalidades de penas"foram se aperfeiçoando e sendo modificadas para melhor atender os anseios sociais. Entretanto, até o início do"período iluminista, as chamadas "penas aflitivas", ou seja, as penas em que o corpo do homem pagava pelo mal que"havia praticado, eram consideradas a regra quando se falando de punições. Os direitos naturais, aqueles que"independem da intervenção estatal, já eram debatidos séculos antes com a Magna Carta Libertatum, de 1215 e pela"Bill Of Rights, de 1689, onde já havia muitos debates sobre as penas de caráter corporais e privativas de liberdade. Entretanto, estas declarações não foram suficientes para que as penas corporais deixassem de ser a regra. Logo após a Revolução Francesa, foi necessária uma discussão acerca das atrocidades acometidas ao homem neste período e, então, nasceu a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão. Esta declaração foi base principal para a criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde as penas de caráter aflitivo foram abolidas dos Estados-membros
A CONFISSÃO NO PERÍODO ÉTICO DE MICHEL FOUCAULT
A confissão no período ético de Michel Foucault; trata-se de uma pesquisa teórico-bibliográfica, cujo objetivo geralé analisar a novidade aportada por Foucault no uso do conceito confissão em seu período ético. O problema destapesquisa é: Como Foucault aborda a confissão em seu período ético? Esta pesquisa parte da hipótese de que a partirde 1979 o conceito confissão além de se tornar central nas análises de Foucault é pensado diferentemente de outrosperíodos de sua obra. Trata-se que o conceito confissão foi submetido a certas variações de conteúdo devido algunsdeslocamentos teóricos presentes na obra de Foucault. Em meio a esses deslocamentos o conteúdo do conceitoconfissão foi sendo modificado de acordo com os interesses que ora instigava o espírito inquieto de Foucault. Nossointeresse ao trazer o tema da confissão não é de abarcar esse conceito na totalidade da obra foucaultiana, muitomenos de analisar a maneira pela qual essas mudanças ocorreram ao longo de suas pesquisas. Queremos, pois,realizar uma análise acerca da maneira pela qual Foucault aborda o tema da confissão em seu período ético. Comosuporte teórico, além das obras do período ético de Michel Foucault, buscaremos fundamentação teórica noscomentadores: Cesar Candiotto, Frédéric Gros, Edgardo Castro, Jean-François Bert, Michel Senellart e PhilippeChevallier
O "EU" TRÁGICO ENTRE A VIDA E A ARTE: GRITOS E SILÊNCIOS EM OS SOFRIMENTOS DO JOVEM WERTHER, DE GOETHE.
No presente trabalho busco pensar o "eu" sob o contexto do trágico, tecendo não apenas uma reflexão conceitual,mas direcionando o debate para "Os sofrimentos do jovem Werther", de Goethe, no sentido de destacar asconcepções de dor e amor, que ao longo da narrativa da obra se mostram por meio de dois recursos, que classificocomo gritos e silêncios. A natureza trágica do personagemgoethiano será ressaltada a partir da concepção kierkegaardiana de sofrimento, como uma condição que pode serpensada a partir de aspectos variados de expressão do pathos, como o estético, o ético e o religioso. O sofrimento éinerente à própria existência humana, aspecto concentrado pelo pensador alemão na figura do jovem Werther. Oincômodo do personagem é o mesmo que afeta a existência de seres reais. Destacar seu caráter trágico, é mostrá-losob a perspectiva de uma estrutura psíquica abalada por um profundo sofrimento; a angústia e o desespero de nãocaber em si, o incomoda a ponto de saltar o plano contingencial, marcado pela busca do Absoluto. A recusa dosofrimento, categoria trabalhada por Kierkegaard, encontra no suicídio, o alívio para as inquietações de um euatormentado; Goethe registra o processo de desintegração do psiquismo de Werther, a partir de elementos poéticos eestéticos, enfatizando a índole trágica do protagonista do romance
GEOTALES: NARRANDO AS HISTÓRIAS PETRIFICADAS PELA TERRA
Este relato abarca as origens, o nascimento e asvivências do GeoTales, grupo da UNIRIO quetem como objetivo divulgar as Geociências pormeio de performances baseadas na narração dehistórias em prosa e verso, possibilitando umavivência dos conteúdos científicos por meio dasArtes. Estando associado a diversos projetos deextensão, pesquisa e ensino, o escopo dostemas abordados pelo GeoTales também incluia valorização das culturas indígena e afrobrasileirae o empoderamento feminino,destacando que a integração das Artes com asGeociências também visa aprofundar a reflexãosobre as relações do “eu” com o outro e com oplaneta Terra, a fim de promover a conservaçãodo Patrimônio Natural e Cultural de formaintegrada
A Religião e o Aborto no Estado Nacional: do racismo de Estado à vida nua da mulher
A presença religiosa em cargos públicos tem suas consequências reais no cotidiano do brasileiro. Leis de inspiração religiosa são comumente debatidas e validadas em plenário nacional ocasionando a obrigatoriedade de seu cumprimento pela sociedade civil independente de filiação religiosa. Dentro desse cenário se insere a descriminalização do aborto voluntário. Sendo condenado por perspectivas religiosas e pela constituição nacional - com a exceção de casos específicos - a interrupção voluntária da gravidez é constantemente debatida em plenário. Devido às condições legais em que a questão é tratada é progressivo o número de abortos realizados clandestinamente, os quais devido às suas condições põe em risco a vida da mulher. Nesse contexto, o presente artigo propõe analisar a questão a partir dos conceitos de biopolítica e racismo de Estado, do filósofo francês Michel Foucault, demonstrando que as práticas em plenário nacional obrigam o Estado a decidir quem merece ou não viver
Os Colégios como instituição global do século XVI: projeto pedagógico e religioso da Companhia de Jesus
Esta pesquisa propõe mostrar como os colégios jesuítas, no século XVI, colocaram em marcha o projeto pedagógico e religioso da Companhia de Jesus, a partir de modelos da Universidade de Paris (modus parisiensis) e de instrumentos homogeneizadores do ensino, como a RatioStudiorum. A partir da tentativa de criar o homem ideal do seu tempo, construtor de uma nova humanidade, católica e abrangente, do ponto de vista dos conhecimentos e áreas do saber, a Ordem religiosa dos inacianos apostou no ensino como forma de evangelização e combate à heresia. Em época contrarreformista, a Igreja necessitou que a Companhia de Jesus se tornasse cada vez mais atuante. Os esteios teóricos que embasam esta pesquisa são as obras de Émile Durkheim, Norbert Elias e Dominique Julia
CAPA, FOLHA DE EXPEDIENTE E SUMÁRIO
Sentidos da Cultura é um periódico semestral do Núcleo de Pesquisa Culturas e Memórias Amazônicas (CUMA), que publica artigos, relatos de experiência, entrevistas, resenhas, no campo referente às linhas de pesquisa do Núcleo, ligadas às áreas de letras, linguística, artes, ciências humanas e sociais, incluindo educação/ensino, com contribuições de autores brasileiros e estrangeiros.A nomeação da revista Sentidos da Cultura é uma escolha originária de projetos do Núcleo, que objetivam promover espaços de disseminação de estudos, pesquisa e reflexão sobre a cultura, trocas de experiência e estímulo à produção intelectual. Cultura, eixo temático, é entendida como amálgama de elementos materiais ou imaginários construídos ou modificados por homens e mulheres que dão forma às sociedades. No CUMA, tentamos visibilizar essa pluralidade cultural na organização das linhas de pesquisa, composta de Audiovisual, Diversidade Linguística, Estudos em PLE/PLA(Português como Língua Estrangeira/ Língua Adicional); Memória e História, Ludicidade, Poéticas, Contadores de Histórias e ainda aberto para novas possibilidades.Na capa, a cada edição, trará um brinquedo de miriti, que representa a cultura ribeirinha materializada em forma de brinquedo, que tem como matéria prima o braço da palmeira do miritizeiro, cujo nome científico é Mauritia Flexuosa. São canoas, barcos, pássaros, borboletas, cobras, elementos da fauna e da flora amazônica, cenas do cotidiano ribeirinho, que ganham forma nas mãos dos artesãos
MEMÓRIAS DO OUVIR, DO CONTAR E DO LER
A autora destas memórias afirma não ter dúvidade que as histórias sempre foram um chamadopara o mundo das poéticas, das letras, do ofíciode professora, porque acredita piamente quetodo (a) professor(a) deva ser contador(a) dehistórias. As narrativas chegaram até ela nãocomo uma palavra qualquer, mas sim umapalavra afetiva, de vozes que preencheram avida e fizeram o primeiro chamado para o queseria anos depois. As histórias talvez ali jáabrissem um caminho para o que mais tarde sedesenharia e a traria até aqui. Este artigo faladeste lugar