Portal de Periódicos UEPA (Universidade do Estado do Pará)
Not a member yet
    885 research outputs found

    A QUESTÃO DO SÓCRATES NA OBRA CREPÊSCULO DOS ÍDOLOS

    No full text
    O personagem Sócrates é uma temática importante dentro da filosofia de Friedrich Nietzsche (1844-1900),fazendo-se presente em várias de suas obras, porém de forma mais direta em três delas, a saber, O Nascimento daTragédia (1872), Crepúsculo dos ídolos (1888) e a obra inacabada Sócrates e a Tragédia. No presente trabalhoiremos nos ater apenas a duas das três obras aqui citadas, tendo como obra de analise central O Crepúsculos dosÍdolos. O objetivo deste trabalho é investigar acerca do personagem Sócrates e o que ele representa no pensamentodo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, utilizando como referência o segundo capítulo da obra Crepúsculo dosídolos intitulado "O Problema de Sócrates". Perpassaremos de forma sucinta pela obra O Nascimento da Tragédiapara melhor compreensão do personagem Sócrates enquanto a figura do decadente e como esse socratismo traz emsi a decadência e assim se dá o fim da cultura grega para Nietzsche, além de trazer consigo essa incessante buscapela verdade característica da filosofia dogmática

    Entre "Céticos" e "Românticos": um debate sobre as funções das inscrições rúnicas escandinavas

    Get PDF
    O propósito desse texto é discutir as possíveis funções das inscrições rúnicas escandinavas inseridas no debate sobre suas funções pragmáticas ou mágicas/religiosas/rituais. Este tema, por sinal, tem separado runólogos em dois "partidos", intitulados como "céticos" e "românticos". Neste ínterim, apresento a discussão sumarizada, com foco no século XIX em diante, os problemas propiciados pelos excessos interpretativos para ambas as posturas e seu impacto na contemporaneidade, seja no âmbito acadêmico, seja na esfera popular

    O EXISTENCIALISMO E O ABSURDO: UMA ANÁLISE LITERÁRIA E FILOSÓFICA DA OBRA "A METAMORFOSE" DE FRANZ KAFKA.

    No full text
    Esse trabalho traz uma análise crítica e literária da obra fantástica "A Metamorfose" de Franz Kafka, com enfoquenos recursos narrativos utilizados na construção do protagonista - Gregor Samsa -, tendo por objetivoproblematizar, à luz de conceitos do existencialismo, a relação de liberdade e de angústia, debatidos em Sartre(1946). Segundo o filósofo o homem é livre para escolher e responsável pelos resultados de tais escolhas, contudo,tal responsabilidade e liberdade possuem o poder de condená-lo. Em um primeiro momento, analisaremos como essarelação se dá no contexto de Gregor, e como, uma vez metamorfoseado, as consequências de suas decisões e arealidade de sua condição desencadeiam em si a angústia. Em seguida, entramos no segundo momento, quandoprovocaremos uma reflexão acerca do Absurdo teorizado por Albert Camus (1941), para entendê-lo como chaveteórica da relação do homem com o mundo, de modo que a metamorfose do protagonista seja representaçãoficcional desse conceito, o qual aponta para o cansaço existencial ao final dos atos de uma vida mecânica. Na obra,buscamos analisar como as escolhas feitas por Gregor, contribuíram para despertar nele tal cansaço. Por fim,analisamos o teor fantástico da obra pelo viés de Tzvetan Todorov (1970), com o intuito de indicar as relações entrea narrativa fantástica e a filosofia existencialista

    NELSON RODRIGUES E O DESEJO MIMÉTICO

    No full text
    A presente comunicação pretende mostrar que Nelson Rodrigues, em várias passagens da coletânea "A vida comoEla É", demonstra um arguto entendimento sobre o desejo amoroso. O banal tema do ciúme, recorrente em seuscontos, revela o seu caráter potencialmente teórico ao demonstrar que o amor e o ciúme estão inevitavelmenteindissociáveis. Logo, a promessa de um outro, rival/amante, real ou imaginária, torna-se indispensável para arealização amorosa das personagens rodriguianas. Para René Girard, filósofo francês, o desejo humano é sempremimético, porque, sempre, necessitamos de um modelo para avaliar nossas escolhas e legitimar nossos desejos.Todavia, a nossa falta de autonomia gera uma perpétua coincidência de desejos, pois, como o clichê rodriguiano dotriângulo amoroso, o sujeito passa a desejar o mesmo objeto que o modelo, o que os leva a uma inevitávelrivalidade. Portanto, o destino do desejo é sempre o fracasso, pois sempre caminha para uma inevitável frustração erivalidade. Ora, Nelson Rodrigues tinha total consciência desse paradoxo do desejo e é por isso que, na obrarodriguiana, para perseverar no amor se faz necessário nunca manter a posse absoluta do objeto. Daí as personagensmais felizes serem aquelas que, agindo como "O eterno marido", de Dostoiévski, sabem dividir seus casos amorososcomo um legítimo casal de três

    A MEDICINA SOCIAL COMO BASE PARA UMA BIOPOLÍTICA: LASTRO, EMERGÊNCIA

    No full text
    A temática da vida, dentre tantos outros temas presentes na obra de Michel Foucault, possui profundo destaque,emergindo através de suas análises históricas, em torno da interpretação dos mais variados momentos dahumanidade. É factual que, a partir da década de setenta, Foucault tenha nutrido profundo interesse peloentrelaçamento entre a análise do discurso, ou seja, estruturas de formações discursivas, de formação de enunciados;com questões relativas ao poder e à verdade, no âmbito institucional, e, mais tarde, no macro aspecto da população.Isto deu espaço, assim, para a análise da vida sob os termos conhecidos por biopolítica e biopoder. Apesar destestermos serem desenvolvidos com mais frequência em obras como Histoire de la Sexualité I: la volonté de savoir(1976); ou nos cursos Il faut défendre la société (1975/76); Securité, Territoire, Population (1977/78); Naissance dela biopolitique (1978/79), Foucault já tinha tratado a respeito deles, anteriormente, em 1974, quando de suapassagem pelo Brasil, para divulgar uma série de estudos acerca da história da medicina, na Universidade Estadualdo Rio de Janeiro. Esta ocasião é muito cara a nós, para o objetivo que se tem com esta apresentação que é o deesclarecer os principais pontos do início deste termo (a biopolítica) na obra de Foucault, a fim de averiguarmoscomo a discussão sobre a medicina é um forte viabilizador, "pedra-de-toque", para o lastro de sua obra. Para isto,serão utilizados principalmente os textos iniciais em que dá-se vazão ao termo, qual seja, "Crise da medicina oucrise da antimedicina?" e o famoso "O Nascimento da medicina social"

    O PROBLEMA DO DISCURSO IRÔNICO NA OBRA "UTOPIA" DE THOMAS MORE

    No full text
    Este artigo cientifico é resultante de uma pesquisa teórico-bibliográfica e analisa a concepção de Utopia na Obra de"Thomas More, escrita em latim por volta de 1516. O termo "Utopia" foi inventado por More e usado por diversos"pensadores (Em especial: Fernando De Mello Moser (1927-1984) e Ivan Monteiro de Barros Lins (1904-1975)"ambos utilizados como referência neste presente artigo.), nela exemplifica a sua ideia de sociedade perfeita. Embora"essencialmente a palavra tenha significado de civilização ideal, imaginária e irrealizável, a "Utopia" de More"modificou o pensamento político, econômico, social e religioso moderno, assim como conduziu à novas concepções"sobre o termo. No presente artigo é apresentado a Ironia escondida no Livro I da Obra (Discurso do notável Rafael"Hitlodeu sobre a melhor das repúblicas, registrado pelo ilustre Thomas More, cidadão e vice-xerife da gloriosa"cidade de Londres), onde a partir do diálogo dos personagens é possível visualizar uma relação intima do"pensamento de More em Hitlodeu. Ao analisar a Obra de Thomas More a Utopia ganha caráter de fonte"transformadora da realidade, na qual sua ideia impulsionou vários intelectuais, tomando para eles a Utopia como"modelo

    O PROBLEMA DA DIGNIDADE E LIBERDADE NA RENASCENÇA EM: PICO DELLA MIRANDOLA

    No full text
    Os estudos a cerca do renascimento não são estudos mortos, mas são cruciais para compreensão da construção dacultura europeia e sua disseminação. A importância de voltar a assuntos passados é para compreender a origem danossa cultura e os grandes problemas da modernidade. "Aqueles que não conseguem lembrar do passado - comoescreveu George Santayana - estão condenados a repeti-los", por isso conhecer sob quais ideais a humanidade seergueu é uma questão fundamental para qualquer tempo. A nossa pesquisa quer abordar o tema da liberdade edignidade em Giovanni Pico Della Mirandola, autor daquilo que foi definido como uma espécie de manifesto dacultura europeia do século XV "o discurso sobre a dignidade humana". É necessário considerar as ideiashumanísticas de liberdade e dignidade humanas como fundamentais e revolucionárias para a Europa. Assim como,salientar a importância destas ideias diante dos acontecimentos do século XX, refletindo especialmente sobrefascismo italiano versus a construção dos ideais iluministas. Pico trata da liberdade e do poder do homem nanatureza e apesar de ter vivido no século XV seu pensamento é muito significativo atualmente, especialmente nocontexto político brasileiro. Pico, trás de volta aos homens à fé em si mesmos. Assim como, o ser humano é capazde ser medíocre, diz ele, também pode ser o mais extraordinário entre todos os seres

    O ESCLARECIMENTO COMO DESPERTAR MORAL DO HOMEM: DA MINORIDADE À RAZÃO.

    No full text
    Este trabalho tem por objetivo explicitar as reflexões kantianas a respeito do esclarecimento tomando como base otexto: "O que é o esclarecimento?" de 1783 e refletir as implicações resultantes desta concepção no que tange osprincípios morais e educacionais.Neste texto, Kant esboça seu conceito de esclarecimento baseado no principio daliberdade. e este princípio deve ser entendido como característica apenas do estado civil. Para Kant, a saída dohomem do estado de natureza para a construção social é o eixo que o faz um animal no minimo estranho. Ao seapresentar moralizado, o homem é agora, humano. Um ser detentor de liberdade, de escolha, e que precisa fazê-la sobre os domínios de suaprópria razão. A educação seria então o meio pelo qual o homem se constrói. O meio pelo qual se tona dono da suaprópria razão e se torna, assim, de fato, livre. Mostraremos que, na visão deste filósofo, a moralidade tem principiono esclarecimento. Assim, destacaremos a atualidade desta percepção na proposta de uma "educação para o pensar"que promova o exercício do esclarecimento

    Pode a Espiritualidade Tornar Adultos e Idosos Mais Resilientes? Estudo sobre espiritualidade e coping resiliente

    Get PDF
    A espiritualidade pode funcionar como um mecanismo de proteção, podendo ser considerada como estratégia de adaptação a perdas e situações adversas. As estratégias de coping (resiliente), caraterísticas de pessoas resilientes, funcionam como um pré-requisito fundamental para uma adaptação com sucesso, enquanto variáveis mediadoras dos efeitos do stress. Este estudo tem como objetivos: (1) avaliar a Espiritualidade e o Coping Resiliente na adultez e velhice e (2) analisar a Espiritualidade como fator preditor de resiliência na adultez e velhice. Participaram no estudo 402 indivíduos adultos e idosos. Os instrumentos utilizados foram a Escala de Avaliação de Espiritualidade em contextos de saúde e a Escala Breve de Coping Resiliente. Os resultados do estudo indicaram que a espiritualidade, na sua dimensão Esperança/Otimismo, se apresenta como sendo um preditor moderado do"coping"resiliente na adultez e velhice. Os resultados revelam, assim, a importância que a dimensão da espiritualidade pode desempenhar no processo de adaptação psicológica às mudanças e adversidades que possam ocorrer no processo desenvolvimental

    A CENSURA NO DISCURSO: UMA ANÁLISE DOS BENS HUMANOS DO CONHECIMENTO E DA AMIZADE

    No full text
    Abordar-se-á a relação entre a censura e os bens humanos básicos da amizade e do conhecimento, conformeapresentados por John Finnis. O conhecimento é compreendido como a capacidade de identificar a conexão entre asperguntas realizadas e as respostas obtidas, criando diversas possibilidades. Enquanto que a amizade é um conjuntode esforços que vão desde a garantia do necessário à convivência harmoniosa até o desenvolvimento de umaamizade plena. Após conceituá-los, ater-se-á a relação entre aqueles e o discurso, o qual, possui condições pararealizar-se. Estas são: conhecimento, boa vontade e franqueza. O conhecimento constitui-se numa educação sólida eabrangente; a boa vontade significa tratar as partes do discurso com a consideração que se tem com os amigos; e, afranqueza que é compreendida como o ato de adentrar no diálogo de forma humilde, reconhecendo suascontradições sem fingir concordância. Estas condições traduzem-se no respeito ao cnhecimento e a amizade.Entretanto, alguns participantes do diálogo fecham-se em padrões comportamentais e não dispõem-se a criticá-losou abandoná-los. Para Finnis, esta postura deve ser evitada, mas os participantes não devem ser excluídos dodiálogo. Ao contrário, enquanto estiverem dispostos a ouvir, deve-se explicar a eles, pois o valor da amizade ébaseado no reconhecimento mútuo e no respeito aos bens humanos. Logo, a censura prévia não favorece o diálogo e,portanto, viola o bem humano básico da amizade, devendo ser evitada

    637

    full texts

    885

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Portal de Periódicos UEPA (Universidade do Estado do Pará)
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇