Portal de Periódicos UEPA (Universidade do Estado do Pará)
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A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA POR MEIO DO JOGO E DA BRINCADEIRA
A psicopedagogia é uma área de conhecimento reconhecida, que tem como objeto de estudo a aprendizagem e seu processo. No espaço clínico encontram-se aprendizes que enfrentam dificuldades em seus processos de aprendizagem, nesse caso o psicopedagogo é o profissional que atua como alguém que vai possibilitar elaborações simbólicas e sínteses, que ajuda o aprendiz a enfrentar e superar suas dificuldades. Para tanto, o psicopedagogo pode utilizar recursos de caráter objetivos e recursos de caráter subjetivos. Nesta pesquisa, foi realizada pesquisa teórica, se utilizou como metodologia a revisão bibliográfica de estudos de diversos autores, dentre os quais se destacam: Barbosa (2010), Kishimoto (2005), Grassi (2008). Foi dado destaque ao recurso psicopedagógico de caráter objetivo que utiliza a brincadeira e o jogo como elementos de ação para prevenção e/ou tratamento/superação de dificuldades de aprendizagem, no espaço escolar (pedagógico) e clínico (psicopedagógico). Também foi dado destaque a proposta de Grassi (2008) a qual defende utilização de oficinas psicopedagógicas como recursos para o trabalho psicopedagógico preventivo e/ou terapêutico. Por fim, considerou-se de extrema relevância utilizar os jogos e brincadeiras e as oficinas psicopedagógicas, como recursos psicopedagógicos objetivos, para a prevenção e tratamento dos problemas de aprendizagem, bem como na avaliação e diagnóstico destes, visando a produção de conhecimento pelo sujeito aprendiz.
Apreciações Dramatúrgicas: apontamentos cênicos de José Eustáchio de Azevedo - reflexões sobre a crítica e o sobre crítico teatral brasileiros”
Este texto consiste numa breve reflexão sobre a crítica teatral no Brasil, a partir do texto “Apreciações dramatúrgicas: teatro nacional, autores e atores”, de 1910, de autoria do escritor e crítico teatral paraense Eustáchio de Azevedo (1867-1943). Nossa leitura, motivada pelo autor, apresentará figura do crítico teatral quanto à sua função, formação e como poderia desempenhar seu trabalho, além do registro parcial de obras, dramaturgos, atores, atrizes do teatro no Pará e no Brasil; e possibilidades de interseção entre teatro e conhecimento histórico
Vivências Culturais: narrativas fantásticas das crianças ribeirinhas da Amazônia marajoara
A pesquisa objetivou analisar os sentidos das práticas culturais das crianças ribeirinhas da Vila do Piriá, Curralinho-PA, a partir de suas oralidades acerca das narrativas fantásticas que constroem sobre esse território. Foi realizada por meio de uma abordagem qualitativa baseada numa etnografia com crianças. O referencial teórico foi pautado nos Estudos Sociais da Infância destacando as narrativas fantásticas das crianças do Marajó, em diálogo com Alves (2007), Benjamin (2012), Camarani (2014), Loureiro (2000a, 2000b, 2007), Niels (2014), Todorov (2017), entre outros. Nossos interlocutores foram 25 crianças, na faixa etária de 5 a 11 anos. As conclusões mostram que as crianças têm a capacidade de dizer do seu lugar de uma maneira simples, concreta e sensível, com a predominância da cultura oral sobre a escrita, produzindo histórias que geram multiplicidades de enfoques da cultura e do lugar.
Palavras-chave: Vivências Culturais. Crianças amazônicas. Narrativas fantásticas
O Teatro no Território Federal do Amapá: contextos sociais, políticos e culturais (1940-1950)
O presente artigo tem por objetivo apresentar discussões sobre a história do teatro no Amapá, presentes na pesquisa de doutoramento, em andamento, preliminarmente intitulada: “Cine Teatro Territorial de Macapá: confluências culturais em meados do século XX”, desenvolvido no PPGARTES-UFPA. Nesse contexto, apresenta-se parte da história e dos conflitos, pontuais e adjacentes, em torno da construção do Território Federal do Amapá (TFA) para a compreensão de sua formação social, política, cultural e identitária no período 1940-1950, a partir do teatro e outras manifestações artísticas que tangenciaram o Cine Teatro Territorial de Macapá. Dessa maneira, destaca-se a importância do olhar crítico sobre o teatro e outras manifestações artísticas no TFA, 1940-1950, por se tratar de um período de inúmeras transformações sociais, políticas e culturais, como mecanismo de fomento para a discussão de outros vieses e consequente crescimento do Teatro no/do Norte e no/do Brasil
Religiosidade e Cultura: a performance de Maria Padilha Rainha das Encruzilhadas em Belém do Pará
A cultura constitui-se de um mosaico diversificado das práticas sociais, historicamente, construídas na natureza humana em sua vivência sócio espacial, entre essas práticas destacam-se as de caráter religioso. Este artigo tem por objetivo analisar a espetacularidade da performance ritual da entidade Maria Padilha como fonte de estudo da Etnocenologia, tendo em vista a relação religiosidade e cultura. Inicialmente, ressaltam-se os cultos afro-brasileiros como parte da cultura brasileira. Em seguida, é apresenta a concepção de Etnocenologia como campo de estudo das manifestações espetaculares, dedicando um item especifico acerca da performance ritual e do visagismo na apresentação da entidade Maria Padilha
Transgressão estética e comicidade: O riso e o grotesco no teatro Souziano
O presente artigo propõe uma discussão sobre a produção artística do dramaturgo amazonense Márcio Souza e concomitantemente sobre seus recursos cênicos que dialogam com categorias como a memória, a cultura popular, a modernidade e problematizam o processo histórico de marginalização dos povos da Amazônia. As categorias estéticas do cômico e do grotesco estão presentes na sua produção artística como interlocutoras fundamentais para estabelecer e impulsionar novos caminhos que possibilitem refletir sobre as manifestações teatrais produzidas na Amazônia. Diante disso, a articulação entre arte, estética e comicidade potencializa possibilidades teórico-metodológicas, novos objetos de discussão, novas linguagens que dessacralizam valores, paradigmas e discursos produzidos a cerca da história da arte e do teatro brasileiro e suas práticas de presentificação e (re)significação do passado, onde o riso assume um papel de subversão e revela uma sensibilidade crítica de mundo e desmistificadora de padrões hierárquicos estabelecidos
PRECONCEITO LINGUÍSTICO: A SALA DE AULA E O MEIO DIGITAL NO ÂMBITO DAS POLÍTICAS LINGUÍSTICAS
Trata-se de uma proposta que visa analisar o preconceito linguístico mergulhado em dinâmica de causalidades, em especial, no âmbito das práticas, crenças e gestão da língua. Para tanto, consideramos o arcabouço teórico-metodológico de Marcos Bagno (2017; 2009), Xoán Lagares (2018) e Bernard Spolsky (2004; 2009) no quadro dos estudos da Sociologia da Linguagem. Almeja-se, com este artigo, observar a constituição de um regime de gerenciamento linguístico, a partir do mapeamento de enunciados transversais, instituidor de uma discursivização excludente no que diz respeito ao uso de uma determinada variedade linguística. Considera-se, por fim, que a complexidade de determinados conflitos linguísticos produz também a emergência de várias tensões discursivas as quais atravessam, de certa maneira, o uso real do português brasileiro
VIDAS E MORTES NO POEMA NA NOITE CALUNGA, NO BAIRRO CABULA, DE RICARDO ALEIXO
O presente artigo se propõe a uma análise do poema Na noite calunga, no bairro cabula, de Ricardo Aleixo, tomando como ponto de partida matrizes afro-brasileiras e considerando a importância da voz e do corpo nos processos de semantização do texto poético. Ressoa, igualmente na análise a dimensão política da obra, o fato de ela ter sido escrita como uma “resposta” a uma chacina e como um modo de elaboração do luto pela morte de garotos do Bairro Cabula, em Salvador. Considerando as imbricações entre política e literatura, bem como o potencial de (re)criação de realidades que tem a escrita literária, este trabalho se aterá a oposições fundamentais do poema – vida/morte; passado/presente – no intuito de desdobrar as camadas do texto, significando-as por meio de matrizes e mitos de origem africana
As Lutas na perspectiva Crítico- Superadora aliada ao uso de tecnologias audiovisuais: um relato de experiência
Nesse trabalho, o conteúdo de Lutas foi abordado dentro das possibilidades da abordagem Crítico-Superadora. Tal temática se mostra como um objeto de estudo importante para desenvolver o aluno em diversas esferas, como social e física. O objetivo dessa pesquisa foi desenvolver o conteúdo de Lutas através da concepção Crítico-Superadora com auxílio de ferramentas audiovisuais. Como tratos metodológicos esta pesquisa caracteriza-se como qualitativa, em nível descritivo, do tipo relato de experiência. Foram aplicadas cinco aulas de Educação Física para uma turma de 8º ano do ensino fundamental de uma escola da periferia do município de Tucuruí, sudeste do Pará, utilizando a teoria Crítico-Superadora no desenvolvimento do conteúdo de Lutas. Com base no que foi exposto no decorrer deste relato, o conteúdo Lutas se mostra extremamente viável para ser desenvolvido na escola. O tema é potencializado com o auxílio da abordagem Crítico-Superadora e com o uso de ferramentas audiovisuais, que tornam o aluno um agente participante do processo ensino-aprendizagem, fazendo com que ele interaja com o tema de forma prazerosa. Ademais, os objetivos do estudo foram alcançados, uma vez que o conteúdo Lutas e a abordagem Crítico-Superadora, propostos para serem desenvolvidos, discorreram de forma natural e eficiente
GRUTA – Uma Experiência na contramão
O presente artigo pretende construir um olhar panorâmico sobre a trajetória do Grupo de Teatro Universitário do Amazonas, popularmente conhecido como Gruta. Formou-se em 1973, na antiga Universidade do Amazonas (UA), pelo filósofo Marcos José, e esteve ativo até meados dos anos de 1990. Composto por estudantes, em sua maioria da área de filosofia, o Gruta ansiou por uma prática de teatro popular, partindo para uma experiência de agitação e propaganda. Com o objetivo de reconstituir parte da trajetória do grupo, destacam-se importantes depoimentos, incluindo o livro A flecha do Teatro Cabocão (1993), de Marcos José, única publicação específica a respeito. Assim, a discussão pretende diminuir as lacunas da historiografia do teatro amazonense, versando por meio do Gruta, o papel do teatro engajado para a renovação teatral do Amazonas