Portal de Periódicos UEPA (Universidade do Estado do Pará)
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O ENSINO DA MATEMÁTICA NA 8ª SÉRIE
A origem dessa pesquisa deu-se a partir da leitura da obra "Na vida 10, na Escola 0", na qual se verificou que a disciplina Matemática é o "bicho" que amedronta a maioria dos alunos, demonstrando, estes, dificuldades quanto ao seu aprendizado na escola, porém apresentam grande facilidade em utilizar a mesma no dia-a-dia, embora inconscientemente. Desta forma, questiona-se: como pode um aluno utilizar, como rapidez e facilidade, a matemática em seu cotidiano e, na escola, os índices de notas "baixas" serem altíssimos? Serão os métodos utilizados pelos professores que, embora estejam diante de um outro paradigma, que tem como alavanca a revolução tecnológica, que provoca transformações significativas, não mudam? Que não conseguem ultrapassar o tradicionalismo? Serão os professores, que não saem da mesmice, com exercícios repetitivos e enfadonhos ou são os alunos que não se esmeram, não demonstram interesse? Contudo, esta é uma "eterna" busca de culpados. O que fazer diante desta situação? É a partir dessa inquietação que se desenvolveu este estudo, por meio de uma pesquisa bibliográfica e de campo, cujos resultados estão aqui sistematizados
A TRAJETÓRIA HISTÓRICO-CONCEITUAL DO AUTISMO NA PSICANÁLISE
Conjuntamente às mudanças da compreensão do autismo nas classificações diagnósticas, modificou-se também o seu lugar no mundo e sua incidência. Num primeiro momento, este foi considerado um sintoma, posteriormente um diagnóstico independente, até tornar-se uma espécie de epidemia diagnóstica. A psicanálise que, ainda nos anos 30, foi precursora na teorização, tratamento e publicação de caso clínico sobre o autismo, se distanciou do tema, retornando a ele com profundidade somente algumas décadas depois. A psiquiatria por sua vez, a cada nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), foi modificando a compreensão acerca do autismo, trazendo características gradativamente mais biológicas e comportamentais e menos subjetivas, ampliando os seus critérios diagnósticos até defini-lo atualmente como um Transtorno do Espectro Autista (TEA), ocasionando uma crescente de diagnósticos por todo o mundo. A psicanálise, que desde a última década vem contribuindo ativamente na investigação sobre o autismo, tem como uma de suas concepções mais atuais o modelo teórico de Jean-Claude Maleval, que localiza o autismo como um modo de estruturação psíquica do sujeito. Desta maneira, o olhar cauteloso sobre um possível excesso de diagnósticos de autismo no Brasil e no mundo foi o motor inicial desta pesquisa, que através de uma revisão da literatura, buscou percorrer a trajetória histórica deste diagnóstico, com o objetivo de compreender os impactos provocados pela lacuna de tempo em que a psicanálise, apesar de pioneira nas descobertas sobre o autismo, fez-se ausente à questão, bem como saber de que maneira ela pensa o autismo hoje
HABILIDADES SOCIAIS NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: INTERVENÇÃO EM GRUPO SOCIAL
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é conceituado como déficits na comunicação e interação social em múltiplos contextos, padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e/ou atividades que se mostram persistentes na vida dos indivíduos. As habilidades sociais são um conjunto de comportamentos necessários para a convivência entre os indivíduos e sua comunidade, e geralmente apresentam-se como deficitárias no repertório de pessoas diagnosticadas no TEA. A fim de contribuir com a literatura acerca do desenvolvimento de habilidades sociais no contexto do TEA, este trabalho tem como objetivo apresentar e comparar padrões comportamentais antes e após o treino em um grupo social. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva. Participaram do estudo crianças entre 4 e 12 anos de idade, que participaram de intervenção grupal em um espaço terapêutico. A análise dos dados foi realizada por meio de estatísticas descritivas e pelo teste não-paramétrico de Wilcoxon. Os resultados indicaram que os cuidadores relataram queixas comportamentais diversificadas relacionadas sobretudo a categorias de autorregulação e brincar social. Além disso, foi possível identificar que a partir de um ano de intervenção em sessões de grupo, houve ganhos de habilidades no repertório das crianças. Destaca-se a importância de intervenções nas habilidades sociais para pessoas no TEA e o treino de cuidadores para estratégias de generalização e manutenção das habilidades adquiridas na intervenção em ambiente clínico
Ausência, presença e socialização da escrita: amparo e desamparo na correspondência de Hilda Hilst e Caio Fernando Abreu
Atualmente, pode-se notar uma reflexão em torno do processo criativo do escritor. Com frequência, o ato de escrever é descrito como algo desconfortável. Vladimir Safatle, filósofo e psicanalista chileno, discute as definições de amparo e desamparo. Assim, é interessante avaliar quais movimentações realizadas por autores nesse processo. Tais relações são pensadas também pelo autor Marco Antônio de Moraes, no livro Orgulho de jamais aconselhar, que teoriza as minúcias da correspondência nestes casos. Dito isso, este artigo seleciona a correspondência entre alguns escritores (a saber, Manuel Bandeira e Mário de Andrade e Hilda Hilst e Caio Fernando Abreu) para analisar as relações que são travadas entre escritores que discutem sua própria obra juntos. Foi possível refletir que a carta, sendo uma amálgama de ausência, presença e socialização, representa amparo e desamparo.
 
Gênero e Sexualidade: Tabu, Controle dos Corpos e Sociede
O presente trabalho é resultado de uma revisão sistemática de literatura dos campos de conhecimento: Psicologia, Psicanálise, Sociologia, História e Biologia, com enfoque na temática de gênero e sexualidade, onde foram abordados desde uma contextualização histórica até debates da atualidade. Foi desenvolvido um percurso percorrendo a história e como os termos utilizados hoje foram constituídos, como estruturas sociais contemporâneas foram estabelecidas e também como se manifesta a sexualidade nos espaços de discussões sócio-políticos, levando em consideração a própria subjetividade de cada indivíduo. Também foi abordado as implicações dos termos relacionado ao assunto e seus desdobramentos dentro do tema gênero e sexualidade, além de apresentar que a sexualidade vai além da dimensão genital, sendo inteiramente subjetiva a partir do sujeito
PARA ALÉM DOS MUROS DA ESCOLA: AFETOS E SAÚDE MENTAL NO ESPAÇO ESCOLAR
Este relato de experiência compreende em uma prática direcionada a alunos de uma escola técnica do município de Teresina/PI. A iniciativa teve como objetivo fomentar espaços de discussão sobre o bem-estar social, possibilitando a fala e escuta das subjetividades dos alunos. Para isso, foram realizadas cinco oficinas de periodicidade quinzenal entre os meses de setembro a novembro de 2022, por meio de dinâmicas de grupo. Os resultados apontaram para uma série de questões que atravessam esses alunos e proporcionam alterações em sua saúde e qualidade de vida. Essas questões estão relacionadas desse aos seus relacionamentos, o período da escola e a sua vivência (ou não) em casa. Conclui-se a necessidade de promoção de espaços onde esses jovens possam desenvolver o autoconhecimento e acima de tudo, possam estreitar o laço de relacionamento com a escola e consigo mesmo. 
O PROBLEMA DO MODELO CONSERVATORIAL NA EDUCAÇÃO MUSICAL
O artigo reflete sobre o modelo conservatorial no ensino da música: suas origens e seus efeitos sobre o conhecimento, a prática musical e a ação pedagógica. Por fim, discute sobre esse modelo no processo de formação dos professores de música. Conclui apresentando algumas hipóteses de estudo para a compreensão dessa problemática no contexto da formação de professores de música em Belém do Pará