Portal de Periódicos UEPA (Universidade do Estado do Pará)
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ACESSO DESIGUAL À EDUCAÇÃO NAS REDES DE ENSINO NO BRASIL
Este artigo investiga as desigualdades de acesso à educação nas redes de ensino brasileiras durante a pandemia de COVID-19. O objetivo é compreender como as disparidades entre escolas públicas e privadas impactaram as oportunidades de aprendizagem e o desenvolvimento acadêmico dos estudantes. Este estudo é fundamentado pela necessidade de avaliar as respostas institucionais de diferentes redes de ensino e de identificar mecanismos que possam ajudar a reduzir estas desigualdades. A pesquisa se baseia nas Teorias da Reprodução para responder a seguinte questão: como as diferenças de acesso às aulas durante a pandemia perpetuam as dinâmicas de exclusão e reprodução social? Os procedimentos metodológicos consistiram na análise qualitativa dos dados da pesquisa Resposta Educacional à Pandemia de Covid-19, suplemento do Censo da Educação Básica de 2021, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Os resultados mostram uma diferença significativa entre escolas públicas e privadas no acesso às aulas e na resposta destas redes de ensino ao contexto pandêmico. O artigo conclui que as assimetrias de acesso ao processo de ensino-aprendizagem tendem a favorecer mecanismos sociais de reprodução, podendo legitimar e perpetuar desigualdades educacionais preexistentes no Brasil
Memórias de Belém em testemunho do escritor Benedicto Monteiro
Esta entrevista é resultado de parte da pesquisa Memórias de Belém em Testemunho de Artistas (2005-2006), coordenada e executada por professores e discentes do Grupo de Pesquisa Culturas e Memórias Amazônicas (CUMA), registrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil 5/CNPq, ligado ao Centro de Ciências Sociais e Educação, da Universidade do Estado do Pará. O projeto teve como proposta contribuir para a recuperação da memória sociocultural de Belém/PA e processou a urdidura de uma cartografia de Belém, de meados do século XX (1940-1960), por meio da voz das lembranças de idosos com mais de 65 anos. Como pesquisa qualitativa, utilizou-se da metodologia da História Oral. O trabalho desenvolveu-se em três partes. A primeira etapa constituiu-se do projeto Memória de Belém em histórias de velhos (2004), os intérpretes foram moradores do Asilo Pão de Santo Antônio[1] e se registrou a cidade no aspecto sociocultural, de forma geral, como bairro, moradia, equipamentos urbanos, transporte, saúde, escolaridade, divertimento, moda, política. A segunda etapa, Memória de Belém em Testemunho de Artistas (2005-2006), por meio de vozes de artistas das diferentes expressões estéticas, a Belém desenhou-se, especialmente, pelas narrativas vindas do mundo das artes, os aspectos artísticos da cidade: espaço, formação e circulação. Na terceira parte, Memória de Mestre: Belém Antiga em Narrativas de Professores da Educação Básica (2007-2009), prosseguiu-se a urdidura do município por meio da voz de educadores de diferentes graus de ensino, e assim reconstruir as dimensões da educação e da história social, com traços expressos nos relatos sobre escolas, professores, métodos de ensino, bem como movimentos educacionais para além do instituído
CURRÍCULO E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS E DESAFIOS POLÍTICOS
Este artigo analisa o currículo à luz das interações entre raça, cultura e conhecimento, destacando a importância de uma abordagem pluriversal frente à diversidade presente na sociedade brasileira contemporânea. Parte-se de uma pesquisa teórica para discutir as influências eurocêntricas persistentes na educação formal, mesmo após a promulgação da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. O estudo propõe quatro eixos de análise: pluralidade cultural e saber; diversidade epistemológica e relações étnico-raciais; identidade e desenvolvimento humano; e transculturação e poder. Os resultados apontam para a urgência de um currículo que valorize saberes plurais e enfrente o epistemicídio ainda vigente
DIÁRIO DE IDEIAS: NARRATIVAS DE FORMAÇÃO CONTINUADA DOCENTE
Este artigo tem como objetivo analisar narrativas de experiências que emergiram em um momento formativo, no contexto de um espaço de formação doutoral de um grupo de professores de Ciências e de Matemática. Sendo uma pesquisa de natureza qualitativa e do tipo narrativa, este estudo está assentado no paradigma da racionalidade crítica, cuja abordagem evidencia a compreensão do trabalho docente sob um viés orgânico, problematizador e transformador. Como estratégia metodológica, propomos uma dinâmica formativa inspirada na experiência metodológica do “Diário de Ideias”, de Muniz (2020), em associação ao texto que nos mobilizou nesta investigação: o artigo “Por que ensino do jeito que ensino? Reflexões de uma professora para pensar a docência em química”, de Mesquita e Fraiha-Martins (2022). A análise e a discussão dos dados estão orientadas pela Análise de Conteúdo, de Bardin (2011), com os dados agrupados em três categorias, correspondentes aos eixos de discussão que emergiram dos escritos dos participantes. Os resultados expressam que os atravessamentos das experiências constituem um processo de autoformação, construção da identidade docente e desenvolvimento profissional
A magia dos objetos na narrativa de Benedicto Monteiro
Este artigo analisa a importância do maravilhoso épico, desde as epopeias mais antigas, como a Ilíada e a Odisseia, e as suas manifestações nas narrativas modernas. Neste texto, salienta-se a relevância de três elementos considerados mágicos pela personagem Miguel dos Santos Prazeres: o terçado 128, a canoa e a cachaça. No decorrer das histórias criadas pelo romancista Benedicto Monteiro, esses objetos são mostrados como possuidores de forças mágicas que ajudam o herói a vencer obstáculos, durante a sua viagem mítica. Ao final da pesquisa, se conclui que os três objetos mágicos se completam. O suporte teórico para a análise do tema está baseado nas ideias de Joseph Campbell (1994), de Gilbert Durand (1992), de Gaston Bachelard (1989), de Mircea Eliade (1992) e de outros escritores, no que se refere ao mito; de Chevalier & Gheerbrant (1994) e de Jean Suberville (1948), para o estudo da simbologia
O Verde Mundo de Benedicto Monteiro
Entrevista realizada como trabalho de conclusão da disciplina A construção da personagem do texto de perfil jornalístico, ministrada pelo Prof. Dr. Oswaldo Coimbra, no Curso de Mestrado em Letras/ Teoria Literária, da Universidade Federal do Pará, em 1999
Cartas de Zuleika no Minossauro de Benedicto Monteiro - violação dos Direitos Humanos na ditatura militar pós-1964 na Amazônia brasileira
Este artigo discute quatro cartas, da personagem Zuleika, do romance O Minossauro de Benedicto Monteiro, de dez cartas dela que estão publicadas na referida obra, refletindo a respeito da violação dos Direitos Humanos no período da ditadura militar pós-1964 na Amazônia brasileira, considerando o título II, Dos Direitos e Garantias Fundamentais e alguns incisos do Capítulo 1 Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos da “Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, até a emenda 99/2017”, haja vista que o romancista Benedito Monteiro sofreu perseguição política, foi preso e torturado em Belém do Pará, logo após o golpe militar no Brasil
CENTRO DE CIÊNCIAS E PLANETÁRIO DO PARÁ: BIOLOGIA EVOLUTIVA HUMANA EM UM ESPAÇO DE APRENDIZAGEM NÃO FORMAL
Esta pesquisa relata as experiências de uma estudante de graduação no Centro de Ciências e Planetário do Pará, no espaço de aprendizagem "Evolução" (Ciências/Biologia). De abordagem qualitativa, descreve práticas de ensino realizadas em um estágio não obrigatório (2016-2017), analisadas sob o viés filosófico de Gaston Bachelard, por meio de dois obstáculos epistemológicos, quais seja: Primeira Experiência e Generalização. Observou-se que, durante as visitas ao centro, os obstáculos epistemológicos são, frequentemente, marcados por concepções equivocadas, por generalizações e por abordagens superficiais. Contudo, conclui-se que, apesar desses desafios, é possível construir conhecimento sobre biologia evolutiva humana no contexto educacional não formal, evidenciando a relevância da reflexão filosófica de Bachelard na mitigação de tais barreiras
Memórias, Artesanias e outras Narrativas: uma metodologia de trabalho no campo do Patrimônio Cultural
Este artigo é um texto recorrente de uma pesquisa que explora as memórias e identidades em diálogos com a Arteterapia. No entanto, questiona suas abordagens essencialistas, embora acolha suas técnicas. O estudo questiona a concepção de identidade fixa, destacando sua complexidade e transformação constante. Ele enfatiza a importância de investigar memórias e identidades por meio de expressão artística e narrativas. Conclui-se que as histórias de vida são merecedoras de reflexões no campo do Patrimônio Cultural, não como saberes fixos, mas como narrativas dignas de preservação e reconfigurações