Universidade Federal de Mato Grosso do Sul: UFMS / SEER - Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas
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    DESVELANDO O MITO DA MODERNIDADE E A APOROFOBIA.: revelando outros rostos e saberes

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    A critical reflection on modernity, identified as a myth, is Dussel\u27s starting point for establishing analectics—a praxis of recognizing the face of the Other and fighting for their liberation. In Dussel, the face is embodied. It is the face of the landless peasant, the quilombola, the Black person, the woman, the indigenous peoples suffering from the invasion of their territories, and all those who are concretely victims of coloniality. In this way, the present investigation aims to reveal the genesis of the ideas that underpin the myth of modernity and the aporophobic domination over the Other, considering them poor and, therefore, without social value for a capitalist society based on exchange relations. Methodologically, we utilize what we term an unmasking pedagogy, meaning an analysis of the mechanisms that underpin the myth of modernity and the strategies it employs to establish itself as "truth."La reflexión crítica sobre la modernidad, identificada como mito, es el punto de partida utilizado por Dussel para establecer la analéctica, una praxis de reconocimiento del rostro del Otro y de lucha por su liberación. Para Dussel, el rostro se constituye como encarnado. Es el rostro del campesino sin tierra, del quilombola, del negro, de la mujer, de los pueblos originarios que sufren la invasión de sus territorios, y de todos y todas quienes, concretamente, son víctimas de la colonialidad. De esta manera, la presente investigación tiene como objetivo revelar la génesis de las ideas que fundamentan el mito de la modernidad, y el dominio aporófobo sobre el Otro, considerándolo pobre y, por lo tanto, sin valor social para una sociedad capitalista que se basa en las relaciones de intercambio. Metodológicamente, utilizamos lo que denominamos pedagogía desenmascaradora, es decir, un análisis de los mecanismos que fundamentan el mito de la modernidad y de las estrategias que se utilizan para establecerse como "verdad".A reflexão crítica sobre a modernidade, identificada como mito, é o ponto de partida, utilizado por Dussel, para estabelecer a analética, práxis de reconhecimento do rosto do Outro e de luta por sua libertação. Em Dussel o rosto se constitui como encarnado. É o rosto do camponês sem-terra, do quilombola, do negro, da mulher, dos povos originários que sofrem com a invasão de seus territórios, e de todos e todas que, concretamente, são vítimas da colonialidade. Dessa maneira, a presente investigação tem por objetivo revelar a gênese das ideias que fundamentam o mito da modernidade, e o domínio aporófobo sobre o Outro, considerando-o pobre e, portanto, sem valor social para uma sociedade capitalista que se baseia nas relações de troca. Metodologicamente, utilizamos do que designamos de pedagogia desmascaradora, ou seja, uma análise dos mecanismos que fundamentam o mito da modernidade e das estratégias que se utiliza para estabelecer-se como “verdade”

    ALGUMAS CONSIDERAÇÕES BREVES A PARTIR DOS POEMAS SALVAJES DE GLORIA ANZALDÚA

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    For this essay, we offer some considerations based on Gloria E. Anzaldúa\u27s poem collection, the second part of her work Borderlands/la frontera: the new mestiza, published in 1987. Our proposal throughout this essay is to bring to light, through the lens of decolonial epistemologies, fragments of some of her poems in the process of constructing her notions. The justification for discussing Anzaldúa\u27s poems is that there are still few works that propose studying them. Our theoretical framework includes authors such as Coracini (2007; 2014), Vigil (2016), Keating (2005; 2009), Curiel (2021), Nolasco (2013), and Anzaldúa herself (2012), who have discussed issues from the perspective of peoples who experience the in-between space. We can infer that, from the author\u27s poems, we encounter reflections that involve complex themes that can also be seen in her prose, such as Chicano and border identity, feminism, sexuality, queer studies, and spirituality.En este ensayo, ofrecemos algunas consideraciones basadas en el poemario de Gloria E. Anzaldúa, la segunda parte de su obra Borderlands/la frontera, publicada en 1987. Nuestra propuesta a lo largo de este ensayo es visibilizar, a través de las epistemologías decoloniales, fragmentos de algunos de sus poemas con el objetivo de comprender el proceso de construcción de sus nociones. La justificación para discutir los poemas de Anzaldúa es que aún hay pocos trabajos que se propongan estudiarlos. Nuestro marco teórico incluye autores como Coracini (2007; 2014), Vigil (2016), Keating (2005; 2009), Curiel (2021), Nolasco (2013) y la propia Anzaldúa (2012), quienes han abordado temas desde la perspectiva de los pueblos que experimentan el espacio intermedio. Podemos inferir que, de los poemas de la autora, nos encontramos con reflexiones que involucran temas complejos que también se pueden ver en su prosa, como identidad chicana y fronteriza, feminismo, sexualidad, estudios queer y espiritualidad.Para este ensaio, trazemos algumas considerações a partir do poemário de Gloria E. Anzaldúa, segunda parte de sua obra Borderlands/la frontera: the new mestiza, publicada em 1987. Nossa proposta ao longo desta escrita é trazer à baila, sob a pluma das epistemologias descoloniais, fragmentos de alguns de seus poemas com o desejo de compreender o processo da construção de suas noções. A justificativa para falarmos dos poemas anzaldúanos é que ainda há poucos trabalhos que propõem estudá-los. Nosso aporte teórico traz autores como Coracini (2007; 2014), Vigil (2016), Keating (2005; 2009), Curiel (2021), Nolasco (2013) e a própria Anzaldúa (2012) que têm discutido questões a partir dos povos que vivenciam o entrelugar. Inferimos que, a partir dos poemas da autora, entramos em contato com reflexões que envolvem temáticas complexas que aparecem também em sua prosa, como a identidade chicana e fronteiriça, o feminismo, a sexualidade, os estudos queer e espiritualidade

    FEIRA DE PROFISSÕES: INTEGRAÇÃO E DIVULGAÇÃO DOS CURSOS DO CÂMPUS DE CHAPADÃO DO SUL/UFMS

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    Orientações relacionadas a escolha de uma profissão ou carreira têm relevante importância na vida de estudantes ao final do Ensino Médio. Dessa forma, o grupo PET Agronomia e Engenharia Florestal do Câmpus de Chapadão do Sul (CPCS), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) promove anualmente a Feira de Profissões. São dois dias de intensas atividades em que grupo PET Agroflorestal busca envolver a comunidade interna do CPCS (cursos de Agronomia, Engenharia Florestal e Administração) com estudantes dos terceiros anos do Ensino Médio, de Chapadão do Sul e região. Este trabalho traz um relato de experiência acerca das últimas edições do projeto Feira de Profissões, e também relatos de ingressantes nos cursos do câmpus motivados pela participação no evento. As ações do projeto proporcionam a divulgação dos cursos com a experiência vivencial do ambiente universitário, despertando nos estudantes do Ensino Médio o interesse pela busca de uma qualificação profissional e integração à universidade. E para comunidade acadêmica participante, é uma oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissiona

    PET Farmácia UFPR: Construção, Formação e Resistência

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    O livro PET Farmácia UFPR - Construção, Formação e Resistência (2022), Curitiba, editora Íthala, idealizado por Fonte e coordenado por Barreira et al, traz de maneira sucinta a história do grupo PET Farmácia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), desde a sua origem em 1991 até os dias da publicação do livro. Nele, é possível entender a criação dos grupos PET no Brasil, quando ainda se chamavam “Programa Especial de Treinamento”, até as atividades do “Programa de Educação Tutorial” (nome atual) do grupo associado ao curso de Farmácia. O livro é construído a partir de pesquisas históricas sobre o programa, explicações sobre o trabalho desenvolvido pelo  grupo de Farmácia na UFPR e entrevistas com professores, integrantes e egressos. Dessarte, esta resenha tem o intuito de descrever cada um desses pontos elencados, com comentários críticos sobre a construção do livro e sua importância para o grupo PET Farmácia e o Programa como um todo.   &nbsp

    A ferida aberta da formação docente de línguas no Brasil: uma análise crítica sob a perspectiva decolonial

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    A formação docente de línguas no Brasil é atravessada por tensões históricas que revelam contradições profundas. Embora o país seja marcado por intensa diversidade cultural e linguística, os currículos e políticas educacionais seguem pautados em um projeto eurocentrado que privilegia determinadas línguas e epistemologias, sobretudo o português e o inglês, os Estados Unidos e o Reino Unido, em detrimento da pluralidade de vozes e saberes. Este artigo analisa criticamente a formação docente sob a perspectiva decolonial, discutindo conceitos como colonialidade do saber, pedagogia decolonial e literatura decolonial. Parte-se da análise das Diretrizes Curriculares Nacionais para a oferta da Educação Plurilíngue (2020), que reconhecem a necessidade de docentes preparados para lidar com a diversidade, mas não oferecem mecanismos concretos de formação. Busca-se demonstrar que a formação docente de línguas ainda constitui uma \u27ferida aberta\u27, marcada pela colonialidade, precarização e pela hegemonia de línguas e suas epistemologias coloniais. Ao mesmo tempo, argumenta-se que há horizontes possíveis de transformação a partir de pedagogias e práticas decoloniais que valorizem epistemologias outras dentro e fora da das línguas portuguesa e inglesa, bem como experiências literárias que ressignificam identidades e imaginários

    Sinais que vêm da serra: a sintaxe da língua indígena de sinais makuxi

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    O artigo investiga a sintaxe da Língua Indígena de Sinais Makuxi (LIS Mak), uma língua de sinais emergente utilizada por uma família de surdos do povo Makuxi, no município de Uiramutã em Roraima. O objetivo é descrever os padrões de ordenação dos constituintes e os processos de topicalização, bem como analisar o papel sintático e discursivo dos apontamentos em enunciados existenciais. A metodologia baseia-se na observação e registro de dados em contexto natural de uso, com análise de vídeos gravados e transcritos no software ELAN, a partir de uma abordagem descritiva e comparativa fundamentada em teorias linguísticas sobre línguas de sinais emergentes (Zeshan, 2004; Meir et al., 2010; Sandler et al., 2011; de Vos, 2012; Coppola e Brentari, 2014). Os resultados apontam que a LIS Mak tende à ordem básica Sujeito–Objeto–Verbo (SOV), apresentando, contudo, variações determinadas por fatores pragmáticos e informacionais. Evidencia-se que o apontamento, além de indicar lugar, pode exercer função predicativa, expressando existência localizada e sugerindo um verbo existencial implícito. Conclui-se que a LIS Mak se encontra em um estágio intermediário de gramaticalização, no qual a iconicidade e a pragmática desempenham papel central na estruturação sintática. O estudo contribui para a documentação e descrição das línguas de sinais indígenas e amplia a compreensão dos processos de emergência e convencionalização sintática na modalidade visuoespacial

    Contato linguístico entre as línguas terena e portuguesa: observações sobre a Aldeia Moreira, no Mato Grosso do Sul

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    O presente trabalho aborda o contato linguístico entre a língua portuguesa e a língua indígena terena. O objetivo é identificar e analisar palavras que têm origem no português e foram assimiladas e alteradas pelos falantes terena em seu cotidiano. A pesquisa foi feita por meio da observação pessoal de conversas em família, no dia a dia, sendo todos falantes nativos da língua terena. Durante o estudo, foi possível perceber que muitas palavras ligadas à tecnologia e a objetos modernos foram assimiladas e alteradas, adequando-se à fonética da língua indígena. Os resultados mostram que o contato com o português trouxe novas palavras para o vocabulário terena e que isso resulta em um processo de adaptação linguística. Conclui-se que as alterações fonéticas mostram a força e a criatividade do povo terena, que continua mantendo viva sua língua, mesmo com a forte influência do português

    Proposições gerais de território surdo (análise do estudo)

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    O presente estudo tem como objetivo analisar o conceito de território surdo, compreendendo-o como espaço social, cultural, linguístico e político que se constitui a partir das práticas e identidades da comunidade surda. A investigação busca evidenciar de que maneira o território, tradicionalmente entendido apenas em sua dimensão geográfica, ganha novos sentidos quando aplicado à realidade da surdez. Nesse contexto, o território surdo não se limita a espaços físicos, mas é também simbólico, construído pelas interações em Língua Brasileira de Sinais (Libras), pelas experiências escolares, pelas associações, pelos eventos culturais e pelas lutas políticas em prol de direitos e reconhecimento social. A fundamentação teórica dialoga com autores que tratam das noções de território e territorialidade, bem como com pesquisadores da área da surdez que discutem identidade, diferença e educação bilíngue. A metodologia utilizada é de natureza qualitativa, fundamentada em pesquisa bibliográfica e análise documental, permitindo uma reflexão crítica e interpretativa sobre os significados atribuídos ao território surdo. Como resultados esperados, busca-se contribuir para o fortalecimento do reconhecimento da surdez enquanto diferença cultural e não apenas deficiência, além de valorizar o papel da Libras como língua de identidade e resistência. Conclui-se que o território surdo é um espaço de afirmação, pertencimento e empoderamento, cuja consolidação depende do respeito à diversidade linguística, da efetividade das políticas públicas e do fortalecimento das práticas coletivas da comunidade surda

    Goya e a imitação do pior: a deformação cômica em uma gravura de "Los Caprichos"

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    Nesta comunicação, vincula-se a gravura (14) intitulada “¡Qué sacrificio!” da série Los Caprichos (1799) do pintor e gravurista aragonês, Francisco Goya (1746-1828), com a doutrina do cômico e de seu subgênero, a sátira. A hipótese do trabalho parte da homologia entre as artes da pintura e da poesia estabelecidas nas Poéticas de Aristóteles, Horácio e Alberti, que estabelecem procedimentos retórico-poéticos para a figuração do gênero baixo, que tem por finalidade a imitação do pior. A doutrina do cômico impõe a criação de seres híbridos, fantásticos e monstruosos como fundamento e matéria dos ridículos e pressupõe, mimeticamente, um ponto de vista superior que corrige a desproporção dos vícios, avaliando e julgando a conveniência poética de sua inconveniência ética. Em termos de metodologia, a pesquisa evidencia que a maniera antiga do cômico ainda palpita caprichosamente nas gravuras do artista espanhol

    Analysis of Students\u27 Misconceptions on Mole Concept Materials and Chemical Formula Using Four-Tier Multiple Choice Diagnostic Test Based Indonesian Curriculum

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    This research aims to determine the percentage level of students\u27 misconceptions regarding the concept of moles and chemical formulas as well as each sub-concept where there are misconceptions and their causes in class XI-C SMA Negeri 5 Kupang. Misconceptions were measured using a four-tier diagnostic test instrument based on mixed method research with explanatory sequential design. The research sample was 32 students from class XI-C at SMAN 5 Kupang, who were determined using purposive sampling technique. Data collection techniques were carried out using a four-tier multiple choice diagnostic test, interview guide questionnaire and documentation. Based on the research results, the misconceptions that occur in class XI-C students at SMAN 5 Kupang are classified as moderate misconceptions with a percentage of 41.56%. Significant misconceptions were identified in 5 sub-concepts with an average CR (confidence rating) score above 4.00, namely: (1) Relative Atomic Mass and Relative Molecular Mass 18.75%; (2) Calculation of Mole Concept 24.99%; (3) Reaction Equalization 21.87%; (4) Empirical Formula and Molecular Formula 18.75%; (5) Hydrate Compound 23.43%. Students\u27 misconceptions are caused by 5 factors based on questionnaire and interview data, namely: (1) Students 35.416%; (2) Teachers 6.25%; (3) Learning methods 25.78%; (4) Teaching context 13.125%; (5) Textbooks 20%

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