Universidade Federal de Mato Grosso do Sul: UFMS / SEER - Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas
Not a member yet
12184 research outputs found
Sort by
Investigação Matemática versus Resolução de Problemas: (des)conformidades
In this essay I address Mathematical Investigation and Problem Solving in Mathematics Education, aiming to shed light on some (in)congruities between them. For this purpose, I use as a backdrop João Pedro da Ponte\u27s paradigm on Mathematical Investigation, which is foundational and influential in Brazil, and two Problem-Solving paradigms: a global and classical one, with George Polya as a prominent figure, and a national and contemporary one, represented by Lourdes de la Rosa Onuchic and collaborators. Broadly, I understand that the (in)congruities lie in the ways the terms "problem" and "investigation" are defined, in the typology of related tasks and activities, and in the ways lessons are structured. Finally, I emphasize the need to clarify the contextual references of these perspectives, as well as the urgency of advancing the discussion initiated here from an epistemological standpoint.Neste ensaio tematizo a Investigação Matemática e a Resolução de Problemas na Educação Matemática, com a intenção de trazer à luz algumas (des)conformidades entre elas. Para tanto, assumo como pano de fundo para as discussões o paradigma de João Pedro da Ponte e colaboradores sobre a Investigação Matemática, por ser inaugural e influente no Brasil; e dois paradigmas de Resolução de Problemas: um globalizante e clássico, tendo George Polya como figura de destaque, e outro nacional e contemporâneo, representado por Lourdes de la Rosa Onuchic e colaboradores. Em linhas gerais, compreendo que as (des)conformidades residem nos modos como são significados os termos problema e investigação, na tipologia das tarefas e atividades correlatas, e nos modos de estruturar a aula. Destaco, por fim, a necessidade de esclarecer o contexto de referência dessas perspectivas, bem como a urgência em avançar com a discussão aqui engendrada em termos epistemológicos
ENTRE SABERES E PRÁTICAS: UM RELATO SOBRE A PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS DE POVOS TRADICIONAIS, QUILOMBOLAS E INDIGENAS EM CUIABÁ-MT
This paper reports an experience lived by the author at the I Olympiad and II State scientific exhibition of traditional communities, quilombolas, and Indigenous at Cuiabá -MT. Furthermore, relates this experience report to the subject “Geography Teaching and Teacher Training", offered by Geography Master Degree Programme from Universidade do Estado de Mato Grosso. The discussion proposed aims to understand the importance of the geography teacher\u27s role in the transformation of the bodies and minds of students who participated in this event. The methodology used was based on bibliographical references and on participant observation to understand primordial data for the elaboration of the work. It is hoped that this discussion can contribute to promoting the continued participation of teachers, students, and volunteers in events like this since they are lessons learned and acquired for a lifetime
Este artículo relata una experiencia vivida por el autor en la 1ª Olimpiada y 2ª Exposición Científica Estatal de Pueblos Tradicionales, Quilombolas e Indígenas, que se realizó en la UFMT en Cuiabá -MT. Además, relaciona esta experiencia con la disciplina “Enseñanza de Geografía y Formación de Profesores”, ofrecida por el Programa de Maestría en Geografía de la Universidad Estadual de Mato Grosso. La discusión propuesta tiene como objetivo comprender la importancia del papel del profesor de geografía en la transformación de los cuerpos y las mentes de los estudiantes que participaron en este evento. La metodología utilizada se basó en la referencia bibliográfica y la observación participante, para comprender datos esenciales para la elaboración del trabajo. Se espera que esta discusión pueda contribuir a promover la participación continua de docentes, estudiantes y voluntarios en eventos como este que brindan lecciones aprendidas y adquiridas para toda la vida.
Este artigo relata uma experiência vivida pela autora na I Olimpíada e II Mostra Científica Estadual de Povos tradicionais, quilombolas e indígenas, em Cuiabá -MT. Além disso, relaciona essa experiência com a disciplina “Ensino de Geografia e Formação de Professores”, oferecida pelo Programa de Mestrado em Geografia da Universidade do Estado de Mato Grosso. A discussão proposta visa compreender a importância do papel do professor de geografia na transformação dos corpos e mentes dos alunos que participaram deste evento. A metodologia utilizada se baseou no referencial bibliográfico e na observação participante, para compreender dados primordiais para a elaboração do trabalho. Espera-se que esta discussão possa contribuir para promover a participação continuada de professores, alunos e voluntários em eventos como este que propiciam lições aprendidas e adquiridas para toda a vid
Obstáculos animistas na Educação Infantil: o caso do bolinho de Tatiana Belinky
O objeto desta pesquisa foi a análise da utilização do animismo na Educação Infantil, com foco na sequência didática proposta a partir do livro "O Caso do Bolinho" de Tatiana Belinky (1986). O objetivo geral foi explorar como o animismo pode ser utilizado como recurso pedagógico para o desenvolvimento cognitivo das crianças, a partir de uma abordagem mediada por práticas pedagógicas. Como problema de pesquisa buscamos investigar de que maneira o animismo, ao ser explorado no contexto da Educação Infantil, pode facilitar a superação de obstáculos cognitivos/obstáculos epistemológicos, promovendo diferentes aprendizagens de forma a respeitar o desenvolvimento infantil. A pesquisa foi fundamentada em referenciais teóricos como Piaget (2005), Zabala (1998), Ausubel (2003), Bachelard (1996), dentre outros, que abordam a construção do conhecimento infantil e a importância de respeitar o estágio de desenvolvimento da criança. A metodologia utilizada foi qualitativa, com a aplicação de uma sequência didática em sala de aula, envolvendo atividades lúdicas, dramatizações e recursos concretos que visavam melhor apreender obstáculos animistas e sua relação com as aprendizagens. As análises das interações das crianças durante as atividades permitiram observar como o animismo pode ser mediado de forma pedagógica para promover a aprendizagem. Os principais resultados da pesquisa indicaram que o animismo, quando abordado de maneira pedagógica, pode ser um recurso valioso para a aprendizagem na Educação Infantil. A utilização de imagens reais, dramatizações e recursos concretos possibilitou que as crianças construíssem conexões entre o imaginário e o real, facilitando a compreensão de conceitos abstratos e promovendo o desenvolvimento cognitivo de maneira concreta
Aritmética como manda o figurino? O Método de Projetos e a Matemática para ensinar
Este texto analisa o Método de Projetos - MP, uma das vertentes do movimento que ficou conhecido como Escola Nova. Circulando entre os professores brasileiros, por meio de revistas pedagógicas, a partir de finais dos anos 1920, tal pedagogia chega aos dias atuais, no âmbito de perspectiva interdisciplinar, como um modo integrado de ensino. O objetivo do texto é caracterizar o saber que o professor deveria mobilizar, para ensinar por projetos, a Aritmética nos primeiros anos escolares. Valendo-se da categoria “matemática para ensinar”, no enquadramento teórico de uma história cultural, o estudo busca resposta para a seguinte questão: Que matemática para ensinar está presente no Método de Projetos, analisada a partir de um exemplo de prática pedagógica difundida pela Revista do Professor, de 1935, a docentes do curso primário? A resposta à questão revela que a Aritmética não sofreu transformação como saber escolar, em sua mobilização pelo MP. Foi a temática do projeto a ser desenvolvido – no exemplo, de confecção de um vestido - que teve que ser adaptada a exercícios aritméticos. Assim, como conclusões, tem-se que desde que circulou entre os professores, no Brasil, a proposta de ensinar por projetos representou um desafio interdisciplinar. O Método de Projetos travou embates com os programas de ensino de cada matéria. Como representantes da escola tradicional, os programas eram vistos como fins em si mesmos, a despeito de um método para ensinar saberes a partir das experiências dos alunos
Apresentação Dossiê - Formação de Professores que Ensinam Matemática: Contribuições da História da Educação Matemática
INQUIETAÇÕES EM CENA:: RASTROS, ECOS E DEVORAMENTOS NA/DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
Se o conhecimento não é algo a ser descoberto, mas sim algo que emerge de encontros e relações, como podemos abandonar a própria ideia de "pesquisa" enquanto um ato de busca e apropriação? Como pensar caminhos que não sejam estratégias de captura, mas, sim, formas de deixar o mundo agir sobre nós, sem importar sentido, direção ou finalidade? É a partir dessa provocação que propomos uma abordagem pós-qualitativa da pesquisa em Educação Matemática, orientada por uma epistemologia da equivocidade, da antropofagia e da multiplicidade. A partir de uma escrita ensaística, o trabalho tensiona a lógica colonial e domesticadora do conhecimento científico tradicional, propondo, em seu lugar, uma pesquisa que se constrói no atravessamento de perspectivas, na abertura ao outro e na recusa à linearidade, em que o equívoco não é um erro a ser corrigido, mas uma condição do encontro e uma possibilidade de criação. Por fim, o texto convoca a pesquisa e o ensino a abrirem mão da expectativa de totalidade e controle, propondo uma Educação Matemática que não domestica, mas que compõe com o diverso, com o indócil, com o que escapa. Uma matemática que, em vez de gaiola, seja voo; em vez de exatidão, canto. Trata-se, portanto, de habitar o risco, o desvio e a dúvida como condições ético-estéticas para a produção de um conhecimento menos colonizador e mais criador
ENTRE TEORIA E PRÁTICA: : ELABORANDO E EXPERIMENTANDO SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS COM USO DE RECURSOS NA LICENCIATURA EM MATEMÁTICA
Neste trabalho apresentaremos um relato de experiência evidenciando uma atividade desenvolvida no decorrer do estágio docência, por graduandos da disciplina de Estágio III do curso de Licenciatura em Matemática, com a supervisão da professora orientadora. A proposta consistiu na elaboração de uma sequência didática com uso de recursos didáticos, a ser experimentada entre os próprios colegas da disciplina. A atividade teve como base o estudo epistemológico de sequências didáticas, previamente discutido com os estudantes. Segundo Zabala, a Sequência Didática é “Um conjunto de atividades ordenadas, estruturadas e articuladas para a realização de certos objetivos educacionais, que têm um princípio e um fim conhecidos tanto pelo professor como pelos alunos” (ZABALA, 1998, p. 18). Assim, dividimos os estudantes em grupos de 4 a 5 e demos início ao percurso, disponibilizamos livros didáticos do 1º e 2º ano do ensino médio, pois são as turmas com as quais eles terão contato durante a realização do Estágio III, e permitimos que eles escolhessem um objeto matemático para a construção da sequência didática. Os objetos escolhidos foram: análise combinatória; probabilidade; função do 2º grau; exatidão das medidas e dedução de áreas de trapézio, paralelogramo e losango a partir de fórmula de outras figuras. Na aula seguinte, de acordo com as orientações, os estudantes apresentaram suas ideias sobre suas construções. Surpreendentemente, os estudantes fizeram o uso de recursos didáticos em suas sequências, antes mesmo de qualquer orientação nesse sentido. Assim, iniciamos a discussão sobre potencialidades e limitações do uso do recurso didático, enfatizando a importância do cuidado ao se escolhê-lo e manuseá-lo em suas aulas, Lorenzato (2012, p.25) corrobora com essa discussão dizendo que a “eficiência do MD depende mais do professor do que do próprio MD, e ainda mostra a importância que a utilização correta do MD tem no desenvolvimento cognitivo e afetivo do aluno”. Feito isso, sugerimos os seguintes recursos: Jogo da senha; Dado; Geogebra; Trena e o Geoplano. No decorrer dessa atividade, orientamos os estudantes na correção da escrita do relatório de suas sequências didáticas, que deveria ser entregue à professora regente do estágio. Além disso, sugerimos alguns pontos que ao nosso olhar serviriam para alinhar suas ideias com a execução das propostas. A experiência foi finalizada com a experimentação das propostas entre os próprios grupos. Cada grupo ficou responsável por vivenciar com os colegas a sequência que elaborou, o que permitiu o aprimoramento das estratégias e uma compreensão mais clara do desenvolvimento da sequência didática atrelada ao objetivo de aprendizagem firmado nos primeiros encontros. As discussões geradas nesse momento foram muito importantes, pois evidenciaram tanto os acertos quanto os pontos a melhorar na sequência didática. A atividade mostrou-se potente para os estudantes ao permitir que assumissem o protagonismo no planejamento, na execução e na análise crítica de suas propostas. Para nós, também estagiárias, a potência dessa experiência esteve justamente em observar a transformação do olhar dos estudantes sobre o ensino, reconhecendo o papel ativo do professor na mediação do conhecimento e na escolha e manuseio consciente dos recursos utilizados em sala de aula
OS EFEITOS DO DISCURSO DO PROFESSOR QUE ENSINA MATEMÁTICA EM LÍNGUA SEGUNDA NA PRODUÇÃO DE GATILHOS DE PROBLEMAS OCASIONAIS EM ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO SIMULTÂNEA
Interessamo-nos pelo discurso de professores (texto de partida) que ensinam matemática em língua segunda em ambientes nos quais estão presentes intérpretes educacionais. Conforme a complexidade do texto de partida, há um aumento das exigências procedimentais e operacionais por parte do intérprete, o que pode acarretar erros, isto é, produções interpretativas não equivalentes, omissões e infelicidades no texto de chegada. Nosso objetivo é identificar os efeitos do texto de partida que podem produzir gatilhos de problemas no texto de chegada (língua de sinais). Com base em Assude et al. (2014), Millon-Fauré (2021), Gile (2009, 2011, 2018, 2021) e Machado e Oliveira (2024), a pesquisa acompanhou uma aula ministrada por um professor de matemática (não-surdo), mediada por um intérprete educacional. Após nossa análise, identificamos gatilhos de problemas ligados ao texto de partida de diversas ordens: lexical, sintática, sintagmática, sentencial e semântica, os quais produziram efeitos de erros e omissões durante a aula. Também foi possível modelizar dois gatilhos de problemas relacionados à especificidade da linguagem matemática: a) a espacialidade do objeto matemático em relação ao posicionamento temporal (entre o professor e o intérprete), e b) a operacionalização didática do objeto matemático (planejamento e execução da aula de matemática). Assim, para que haja ostensivos partilhados (linguagens), ressaltamos que o discurso do professor deve considerar três elementos ligados aos mesogêneses, a saber: a espacialidade, a temporalidade e o uso do recurso (no caso, o intérprete educacional)
CURRÍCULO, FORMAÇÃO E TECNOLOGIAS DIGITAIS: : UM PROCESSO DE PESQUISA-FORMAÇÃO
O artigo apresenta movimentos iniciais de um processo de pesquisa-formação com professores de Matemática de uma escola pública de Aquidauana/MS. O objetivo geral deste trabalho é analisar dados de um processo de pesquisa-formação-integração com professores de Matemática dos anos finais do Ensino Fundamental para integrar Tecnologias Digitais (TD) ao currículo escolar. A metodologia da pesquisa é orientada pela epistemologia da complexidade e a formação é baseada no modelo F@R (Formação, Ação e Reflexão). A pesquisa-formação, nesta pesquisa caracteriza-se como encontros para planejamento e avaliação de aulas desenvolvidas, integrando tecnologias digitais, como aplicativos e softwares, ao currículo escolar. Os dados da pesquisa foram produzidos em encontros quinzenais da pesquisadora com professores de matemática dos anos finais do Ensino Fundamental, capturados em formato de áudio, além de registros em um diário de bordo da pesquisadora. A análise dos dados será apresentada em formato de narrativa da pesquisadora. Os resultados iniciais indicam que, apesar de desafios como demandas burocráticas e limitações de tempo, os professores parceiros da pesquisa começaram a ressignificar suas práticas pedagógicas e a explorar novas abordagens para o ensino de Matemática, com uso de tecnologias
SENTIDOS COMPARTILHADOS E LIÇÕES DAS PRÁTICAS DE PROFESSORES DE ENSINO MÉDIO EM TEMPOS DE PANDEMIA
Este artigo tem como objetivo identificar as representações sociais de escola de ensino médio em tempos de pandemia, construídas por professores indicando sentimentos e possíveis lições das práticas vivenciadas. Utilizando a entrevista semiestruturada, desenvolvemos um estudo de campo com 15 professores de diferentes escolas de ensino médio de Recife-PE. Os resultados revelaram representações sociais marcadas por mudanças, adaptação à novidade ruim, tristeza e atraso na educação. O trabalho confirma o valor da escola como espaço de convivência social e aprendizagem para os estudantes e professores, bem como os prejuízos do isolamento social decorrentes da pandemia para a educação