Portal das Publicações Periódicas do ISPA-Instituto Universitário (- Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida)
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Comportamentos e traços de personalidade: Traços gerados para comportamentos de duas dimensões de personalidade
Neste artigo são apresentados traços de personalidade (correspondentes e não correspondentes) gerados para 96 comportamentos de duas dimensões de personalidade (simpatia-antipatia, e inteligência-estupidez) num contexto de formação de impressões de personalidade. Os comportamentos de cada dimensão de personalidade foram apresentados a duas amostras independentes de 15 e 17 participantes (n=32), respectivamente para simpatia-antipatia e inteligência-estupidez. Os resultados são apresentados por tipo de comportamento
Escala de Comportamento Interpessoal: Adaptação para a língua portuguesa
O presente trabalho apresenta o resultado da tradução e adaptação de uma medida de assertividade para a língua portuguesa, indo de encontro a trabalhos recentes que indicam a multidimensionalidade deste constructo. A tradução do instrumento foi avaliada pelo método de reflexão falada e retroversão. A versão portuguesa foi aplicada a uma amostra de 1125 estudantes do ensino secundário e superior nacional. Os resultados obtidos indicam a fidelidade e validade factorial do instrumento, sendo composto por duas escalas de medida, divididas em quatro subescalas correspondentes. A versão portuguesa da Escala de Comportamento Interpessoal parece ter adequabilidade psicométrica. Estudos futuros serão importantes, nomeadamente para avaliar a validade de constructo e outro tipo de amostras
“Experiências em Relações Próximas”, um questionário de avaliação das dimensões básicas dos estilos de vinculação nos adultos: Tradução e validação para a população Portuguesa
Este artigo apresenta o desenvolvimento do questionário “Experiências em Relações Próximas”, versão Portuguesa do “Experiences in Close Relationships” (Brennan, Clark, & Shaver, 1998), bem como dados relativos à sua precisão e validade. Este questionário pretende avaliar as duas dimensões básicas das diferenças individuais no estilo de vinculação dos adultos, a evitação e a preocupação, as quais emergiram da análise factorial de um conjunto abrangente de itens em uso corrente na avaliação da vinculação nos adultos. Os dados relativos à versão Portuguesa mostram que, embora se verifiquem alguns problemas no ajustamento dos dados ao modelo de medida pressuposto, os resultados revelam elevados níveis de precisão por consistência interna e relações significativas com outras variáveis, tal como seria de prever a partir da teoria da vinculação. Estas variáveis incluem não só medidas de auto-relato, como também variáveis de outros tipos, mostrando que as correlações encontradas não correspondem apenas a factores de método
Paradigma subjacente ao estudo das correlações ilusórias na percepção de grupos
Neste artigo é apresentado efeito de correlações ilusórias na percepção de grupos e o paradigma experimental que esteve subjacente à descoberta desse efeito. Neste sentido são apresentados os estudos originais que deram origem ao paradigma, o método habitualmente utilizado pelos investigadores nesta área, algumas variações experimentais do paradigma, as principais variáveis moderadoras do efeito e as principais teorias explicativas das correlações ilusórias na percepção de grupos
Sensibilidade e bom senso: Princípios fundamentais da teoria de detecção de sinal na investigação em Psicologia
Com várias aplicações, a Teoria de Detecção de Sinal (TDS) proporciona um método eficaz de análise do desempenho em identificação de sinal na presença de ruído. Uma das aplicações mais conhecidas da TDS é na área da memória, especificamente nos testes de reconhecimento. Ao permitir calcular a sensibilidade à existência de determinados atributos associados ao sinal e o grau de especificidade da detecção do mesmo, a TDS facilita a compreensão dos padrões de resposta obtidos em testes de memória. Este artigo faz uma revisão detalhada da TDS e dos seus pressupostos e medidas associadas, permitindo uma utilização adequada da teoria em paradigmas de reconhecimento do tipo sim/não e em paradigmas de escolha forçada
Procedimento de indução de estados de espírito, de Velten. Tradução e adaptação à língua portuguesa
Este artigo apresenta a tradução e validação para a população portuguesa de um dos procedimento de indução de estados-de-espírito mais utilizados na literatura: o procedimento de Velten. Este procedimento define-se pela leitura de um conjunto de frases que promovem um de três estados-de-espírito: positivo, neutro, negativo. A adaptação realizada do procedimento de Velten, foi “crítica”, no sentido em que se introduziram algumas modificações que poderiam potenciar e/ou explicar a eficiência do procedimento. Assim, em vez de se utilizar a versão original de Velten recorreu-se a uma versão reduzida; em vez de se realizar aplicações individuais adaptou-se o procedimento a uma situação grupal; e testou-se a importância das instruções originais de Velten que tornam o processo de indução consciente. Os resultados sugerem a eficácia geral do procedimento, sendo esta maior na versão que utilizou as instruções originais
Produção de evocações e reconhecimentos falsos em 100 listas de palavras associadas portuguesas
O paradigma DRM tem sido usado de forma intensa na produção de ilusões de memória em contexto laboratorial a partir de materiais tão simples quanto o são listas de palavras associadas a um item crítico. O objectivo deste artigo é o de apresentar os índices de evocação falsa e reconhecimento falso para 100 listas de palavras portuguesas criadas a partir de uma tarefa de produção de associados (Albuquerque, 2001). Os participantes deste estudo foram estudantes universitários portugueses que realizaram o procedimento criado por Roediger e McDermott (1995, experiência 1). Os resultados, à semelhança do que acontece noutras línguas, revelam que as percentagens de falsa evocação e falso reconhecimento produzidas através do paradigma são muito robustas (30% e 59%, respectivamente)
Identificabilidade dos temas de listas formadas por associação retrógrada (backward): Contributo para o estudo das memórias falsas
oai:ojs.localhost:article/634O paradigma DRM tem sido frequentemente usado no estudo das memórias falsas e baseia-se na utilização de listas de palavras associadas convergindo para um determinado tema. Neste estudo são apresentadas as percentagens de identificabilidade dos temas de 79 listas formadas por associação retrógrada. Cada grupo de listas (composto por 15/16 listas) foi testado por um número mínimo de 98 participantes. Após a apresentação auditiva de cada lista DRM, os participantes geraram uma palavra que consideraram como o melhor definidor do tema dessa lista. Os resultados evidenciam grande variabilidade na percentagem de identificação dos temas das listas e incentivam a realização de estudos futuros para melhor compreender o papel da identificabilidade dos temas das listas na formação de memórias falsas
A perturbação de hiperatividade/défice de atenção em idade pré-escolar: Especificidades e desafios ao diagnóstico e intervenção
Com a presente revisão da literatura, pretende-se caraterizar a PH/DA em idade pré-escolar. Nos últimos anos este diagnóstico tem vindo a ser aplicado cada vez com mais frequência antes dos 5 anos de idade, alertando para a necessidade de proceder a uma clarificação da identificação e diagnóstico precoces. A utilização do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM) em idade pré-escolar tem sido objeto de debate, devido ao risco de psicopatologização e sobrediagnóstico de problemas de desenvolvimento que podem ser transitórios. Através do estudo dos indicadores precoces de risco implicados nas diferentes trajetórias da PH/DA poderemos responder de forma mais apropriada aos primeiros sinais da hiperatividade e proporcionar intervenções precoces. O presente artigo faz uma síntese das áreas a avaliar e dos instrumentos que é possível utilizar, bem como das principais evidências científicas e diretrizes práticas sobre a avaliação e intervenção na PH/DA em idade pré-escolar
Interacção terapêutica em momentos de ambivalência: Um estudo exploratório de um caso de insucesso
No processo psicoterapêutico a mudança constrói-se através da emergência e expansão de excepções ao funcionamento problemático do cliente. Contudo, o potencial de mudança destas excepções ou inovações pode ser abortado através da atenuação do seu significado quando o cliente as desvaloriza, trivializa ou nega. Quando este processo se repete ao longo da terapia estamos na presença de ambivalência, na medida em que ocorre uma oscilação recorrente entre duas posições opostas (inovação-retorno ao funcionamento problemático). O presente estudo exploratório tem como principal objectivo descrever a interacção terapêutica nestes momentos de ambivalência, num caso de insucesso psicoterapêutico, recorrendo ao Sistema de Codificação da Colaboração Terapêutica. Os resultados sugerem que a ambivalência emerge maioritariamente no seguimento de intervenções em que a terapeuta desafia a perspectiva habitual da cliente. Os resultados mostram ainda que a terapeuta tende a responder à ambivalência da cliente com um novo desafio, sendo que a cliente tende a expressar novamente ambivalência ou a discordar da terapeuta. Deste modo, quando a terapeuta persiste no desafio verifica-se frequentemente uma escalada no desconforto da cliente, que se manifesta na evolução de uma resposta de ambivalência para uma resposta de invalidação por parte da cliente