Portal das Publicações Periódicas do ISPA-Instituto Universitário (- Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida)
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Avaliação da eficácia de um programa de treino de visualização mental num escalão de formação desportiva no basquetebol
Neste artigo apresentam-se os resultados da implementação de um programa de visualização mental junto de uma equipa de basquetebol do escalão de Cadetes A, ao longo de seis meses, correspondendo a grande parte da época desportiva. A avaliação psicológica foi efectuada ao longo do programa, utilizando-se um plano longitudinal com medidas repetidas, no sentido de observar a frequência e a qualidade da visualização mental (VM). Os resultados sugerem a eficácia do programa desenvolvido, nomeadamente na maior tendência dos atletas aplicarem as técnicas treinadas entre o início e o final da intervenção. Por outro lado, os dados recolhidos sobre as dimensões da VM que mais beneficiaram com a intervenção, indicam um efeito particularmente positivo sobre a capacidade dos atletas anteciparem e prepararem o tipo de acções e movimentações a efectuar durante as competições (função cognitiva geral da VM). No final, são discutidas algumas sugestões para a investigação futura neste domínio da intervenção psicológica
Avaliação das intenções comportamentais relacionadas com a promoção e protecção da saúde e com a prevenção das doenças
O Estilo de Vida ou Wellness está associado à saúde e às doenças. O presente estudo desenvolve um questionário para avaliar o estilo de vida em áreas decisivas para uma boa saúde. O questionário inclui 28 itens distribuídos por categorias cinco categorias e é inspirado no questionário desenvolvido por Hettler em 1982. O questionário está organizado como uma lista de comportamentos (rating scale) em vez de como uma escala. Participaram no estudo 609 indivíduos saudáveis que constituíram uma amostra de conveniência, e que preencheram voluntariamente um questionário anónimo e confidencial. O estudo das qualidades do questionário enquanto medida mostram que possui propriedades adequadas enquanto medida de comportamentos relacionados com a saúde e com as doenças, é uma medida breve e útil para ser utilizada, quer em estudos de investigação quer de intervenção em programas depromoção da saúde ou de prevenção de doenças
Qualidade da experiência subjectiva no quotidiano escolar de adolescentes: Implicações desenvolvimentais e educacionais
Nos últimos anos tem existido um crescente interesse por parte da comunidade científica pelo estudo da qualidade da experiência subjectiva do adolescente nos seus contextos de vida diários. De entre estes, destaca-se o contexto escolar, pela relevância que assume na construção da trajectória de vida do adolescente. O presente artigo tem como objectivo fazer uma revisão da investigação que tem sido desenvolvida no âmbito do estudo da qualidade da experiência subjectiva no contexto escolar, tendo como referencial teórico o Experience Fluctuation Model. Centrando-se, em particular, no conceito de experiência óptima, é discutido o seu impacto na qualidade da experiência escolar assim como na criação de oportunidades de aprendizagem óptima e no desenvolvimento de trajectórias educacionais positivas e gratificantes. Por fim, salientam-se os contributos desta perspectiva para a investigação e intervenção no contexto educativo
Técnica mista
A autora começa por descrever a “técnica mista”, indicando o tipo de doentes para os quais lhe vê as principais aplicações. Faz em seguida uma rápida revisão: da concepção de Jean Bergeret sobre a classificação das psicoterapias (de orientação analítica ou não); dos conceitos de transferência e contra-transferência (revisitando Freud, Klein e Bion, entre outros); finalmente da técnica psicodramática. Para a autora, a expansão da mente – consequente ao crescimento afectivo e cognitivo do indivíduo, é dificilmente concebível num processo terapêutico, se a evolução e interpretação da transferência e resistência, bem como a análise da contra-transferência, não forem continuamente trabalhadas. Elabora em seguida sobre o material clínico, dado por uma jovem em sessões psicodramáticas e individuais, nas quais vivia uma ansiedade de morte, desimbricada da esperança de viver.A paciente sofrendo de psicose, despia-se de toda a significação humana, ficando ligada a uma espécie de objecto primário. Esta paciente fazia uma transferência tão maciça sobre os terapeutas, que se não utilizássemos os instrumentos que nos são dados através da técnica e teoria psicanalíticas, para através da dramatização compreender os movimentos transferenciais, para interpretar, dominar e dar sentido às reacções contra-transferenciais, dificilmente conceberíamos a acção terapêutica
Factores de risco relacionados com as várias fases da “carreira” de fumador: Implicações para a prevenção
O maior risco que os jovens correm quando começam a fumar é o de ficar dependentes do tabaco, muitas vezes para a vida inteira, expondo-se a um risco imediato e futuro de contrair doenças graves. Tem-se verificado, nos últimos anos, um aumento da prevalência do consumo de tabaco nos jovens dos dois sexos, particularmente nas raparigas. Determinar os factores de risco relacionados com o consumo experimental, ocasional e regular de cigarros. Aplicou-se um questionário a uma amostra de 330 alunos, dos quais 173 (52%) eram rapazes e 157 (48%) raparigas. A média de idades é de treze anos. A maioria dos alunos da amostra começou a fumar por volta dos onze anos de idade, sendo a escola o principal local de iniciação. Factores individuais (curiosidade, baixa assertividade, etc.), micro sociais (consumo de tabaco dos pais e dos amigos) e ambientais (facilidade em adquirir cigarros), entre outros, estão relacionados com as várias fases da “carreira de fumador”. Tratando-se de um comportamento multifactorial, é necessário desenvolver e implementar estratégias abrangentes, destinadas a contrariar o conjunto de factores de risco relacionados com o tabagismo, de forma contínua, para evitar que os/as jovens comecem uma prejudicial carreira de fumadores/as
Factores de personalidade e comportamento alimentar em mulheres portuguesas com obesidade mórbida: Estudo exploratório
O objectivo deste estudo foi relacionar factores de personalidade e comportamento alimentar em mulheres diagnosticadas com obesidade mórbida, sendo esta amostra constituída por 48 sujeitos candidatos a cirurgia bariátrica, ou que a tenham efectuado num passado próximo. Foram utilizados nesta investigação os seguintes Instrumentos: Questionário de Caracterização da Amostra, Inventário de Personalidade NEO-PI-R na Forma S, e Questionário Holandês do Comportamento Alimentar (DEBQ). Os resultados obtidos mostram diferenças muito significativas, por comparação com a população normativa, nos domínios Neuroticismo e Abertura à Experiência, e nas facetas Impulsividade, Assertividade, Fantasia, Sentimentos, Ideias, Valores, Altruísmo, Competência e Deliberação; assim como nas dimensões Restrição Alimentar e Ingestão Emocional. Estão presentes sentimentos de inadequação com respostas de coping desadequadas e baixa tolerância à frustração; características de dominância nas relações sociais; criatividade com elaboração de fantasias e presença de respostas emocionais situacionais; comportamentos altruístas, de auto-disciplina e planificação; efectuando uma ingestão de ordem emocional associada a características de restrição alimentar