Portal das Publicações Periódicas do ISPA-Instituto Universitário (- Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida)
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    Estudo normativo da versão Portuguesa do YLS/CMI – Inventário de avaliação do risco de reincidência e de gestão de caso para jovens

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    O presente artigo reporta o processo de adaptação e validação da versão portuguesa do Youth Level of Service/Case Management Inventory (YLS/CMI) numa amostra de 2363 jovens em contacto com a ex-Direção Geral de Reinserção Social, Ministério da Justiça, Portugal. Este inventário avalia risco/necessidades criminógenas e fatores de proteção dos jovens delinquentes para utilização na assessoria técnica aos tribunais e na gestão de casos. Procedeu-se à tradução, retroversão e adaptação linguística do instrumento e à acreditação de profissionais como seus utilizadores. Foram estabelecidos os dados normativos para Portugal e perfis de risco que permitem diferenciar os jovens em função da fase processual, medida aplicada, antecedentes criminais, tipo de crime e diversas variáveis relativas ao seu contexto sociocultural

    Habilidades sociais e adaptação à Universidade: convergências e divergências dos construtos

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    Este ensaio visa analisar possíveis relações entre os conceitos de habilidades sociais e de adaptação acadêmica à Universidade, buscando identificar aspectos em que apresentam convergências e divergências. O termo habilidades sociais define o conjunto de comportamentos requeridos para a competência social, conforme critérios especificamente associados a esse construto. A adaptação acadêmica envolve uma integração e uma acomodação das vivências acadêmicas às demandas que são exigidas no contexto universitário. Defende-se que um bom repertório de habilidades sociais contribui para o desempenho socialmente competente, o que pode aumentar a qualidade das vivências acadêmicas e do rendimento acadêmico no processo de adaptação à Universidade. Por outro lado, que o cotidiano e as demandas da vida na Universidade constituem experiências de aprendizagem não somente acadêmicas, mas também sociais. Com base em evidências empíricas de correlação entre medidas de habilidades sociais e de adaptação acadêmica, são discutidas e apontadas possíveis convergências entre esses construtos

    As virtudes nas organizações

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    O termo “virtudes” andou arredado do léxicoorganizacional. Todavia, mais recentemente, uma vaga de interesse motivada porescândalos no mundo empresarial (particularmente no setor financeiro) trouxe asvirtudes para o centro do palco. Neste artigo, discutimos a noção de virtude,apresentamos um quarteto de perspetivas complementares sobre a virtude enquantoprocesso organizacional, e discutimos formas possíveis de estimular a práticaorganizacional virtuosa numa perspetiva de comportamento organizacional

    Implicações da Vinculação Amorosa e Suporte Social na Autoestima em Jovens Universitários

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    O estudo debruça-se sobre a vinculação amorosa e a perceção de suporte social no desenvolvimento da autoestima dos jovens. A amostra é composta por 334 jovens universitários, de ambos os géneros, com idades entre os 18 e os 25 anos. O método utilizado para recolha de dados foi uma análise quantitativa. Os instrumentos utilizados, o Social Support Appraisals, o Questionário de Vinculação Amorosa e o Rosenberg Self-Esteem Scale revelaram qualidades psicométricas adequadas. Os resultados sugerem correlações positivas e negativas entre as principais variáveis de vinculação amorosa, suporte social e autoestima. A ambivalência e a dependência (na vinculação ao par romântico) sugerem um efeito negativo sobre a autoestima, ao invés da perceção de apoio dos professores que apresenta um efeito positivo na autoestima. Constatou-se também que a vinculação amorosa exerce o seu papel moderador na associação entre a perceção de suporte social e a autoestima

    Conciliação família-trabalho vivida a dois: Um estudo qualitativo com casais de duplo emprego

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    O presente estudo, de caráter exploratório, pretende conhecer o modo como casais com crianças em idade pré-escolar conciliam a vida profissional e familiar, recorrendo a uma metodologia qualitativa. A amostra foi constituída por 8 casais de duplo emprego, 16 participantes, com filhos em idade pré-escolar, com os quais foi realizada individualmente uma entrevista semiestruturada, construída para o efeito. Na análise de conteúdo utilizou-se o QSR NVivo 8. Os resultados apontam para a existência de experiências de compensação, segmentação e sobretudo de interferência na conciliação do trabalho e da família. Para além das estratégias mais funcionais, emergiram nos discursos outras do domínio da intimidade, nomeadamente a importância da atenção e respeito pelo outro, da autenticidade e do self-disclosure para um balanço positivo do envolvimento familiar e profissional. Assim, o parceiro romântico é descrito como base segura e porto seguro, sugerindo que a vinculação e a intimidade têm um papel relevante no processo de conciliação dos casais

    Psychosocial and psychopathological predictors of HIV-risk injecting behavior among drug users in Portugal

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    Abstract Despite the introduction of needle and syringe exchange programs (NSPs), sharing of syringes and other materials remains common among injection drug users (IDUs) worldwide. For this reason, IDUs are at high-risk of HIV transmission. This paper studies the psychosocial and psychopathological determinants of sharing among IDUs. Understanding the relationship between psychological morbidity, HIV knowledge, HIV risk perception, and sharing behaviors is important to developing campaigns to curb sharing among IDUs. We recruited 120 male (76.7%) and female (23.3%) IDUs at a public outpatient treatment service in northern Portugal whose age average was 34 (sd=7.56). They were characterized for sociodemographic, clinical, and behavioral variables, as well as for knowledge on HIV transmission and prevention, HIV risk perception, and psychopathological symptoms. Almost all patients (95.8%) were tested for HIV and 31.7% were HIV positive. Half of them had a chronic disease (50.8%) and declared to engage in sharing (51.7%). Most had accurate knowledge of HIV transmission and prevention. A great majority deemed HIV risk to be high in their communities (80.8%) but deemed their personal risk to be zero or low (72.5%). Statistical analysis showed that sociodemographic variables (female sex, lower education, living alone) and psychopathological symptoms (obsession-compulsion and somatization) predict sharing. We conclude that the development and implementation of campaigns to reduce sharing among IDUs should focus more on women, IDUs living alone, as well as early assessment and intervention on psychopathological disorders.   Keywords: HIV-risk injecting behavior, HIV knowledge, HIV risk perception, psychopathology, injection drug users (IDUs), Portuga

    As casas de abrigo em Portugal: Caraterização estrutural e funcional destas respostas sociais

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    Em Portugal existem diversas respostas sociais orientadas para o apoio a vítimas de violência doméstica e seus familiares, caracterizadas por estruturas de atendimento especializado e as estruturas de acolhimento. Atualmente, no nosso país existem 37 estruturas de acolhimento às vítimas designadas por casas de abrigo. Neste texto firmada primeiramente a importância destas estruturas e descrita a sua emergência no panorama internacional e nacional, faz-se uma breve caracterização destas instituições apoiados em dados de um estudo que procurou fazer uma caraterização estrutural e funcional deste tipo de resposta social. Os dados qualitativos foram recolhidos junto de uma amostra intencional, composta por11 técnicos de nove casas de abrigo, através de uma entrevista estruturada preenchida em formulário próprio disponibilizada eletronicamente. Verificamos que há ligeira variabilidade quanto às características estruturais das instituições, as quais acolhem maioritariamente mulheres e seus filhos menores, com o objetivo funcional de assegurar a segurança e proteção destes. Concluímos, refletindo sobre o papel destas estruturas de resposta social na estabilização emocional, apoio à autonomia e restabelecimento de um projeto de vida de vítimas de violência doméstica

    Colaboração terapêutica: Estudo comparativo de um caso finalizado e de um caso de desistência

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    A qualidade da interação terapêutica constitui-se como um importante preditor dos resultados terapêuticos e como crucial na decisão dos clientes para se manterem na terapia. O presente estudo teve como objetivo descrever e comparar o desenvolvimento da colaboração terapêutica em dois casos clínicos, um finalizado e um de desistência, ambos de insucesso e seguidos em Terapia Narrativa. Foi utilizado o Sistema de Codificação da Colaboração Terapêutica, que permite distinguir episódios colaborativos, não colaborativos e de ambivalência por referência à Zona de Desenvolvimento Proximal Terapêutica (ZDPT) dos clientes. A codificação foi realizada independentemente por dois pares de juízas, tendo as discrepâncias sido resolvidas por consenso e mediante posterior auditoria. Os resultados mostram que no caso de desistência os episódios não colaborativos foram cinco vezes mais frequentes do que no caso finalizado. Em ambos os casos, verificou-se uma tendência crescente do terapeuta para estimular o movimento das clientes ao longo da ZDPT no sentido da inovação. Contudo, se nas últimas sessões do caso finalizado a cliente foi capaz de com o terapeuta, no caso de desistência ocorreu um aumento de episódios não colaborativos entre a díade

    Comunicação com o/a parceiro/a sexual, auto-eficácia contracetiva e satisfação sexual

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    A satisfação sexual tem sido relacionada com a comunicação com o/a parceiro/a e com o sentido de auto-eficácia. Este estudo pretende explorar diferenças entre homens e mulheres a nível da satisfação sexual, comunicação com um/a novo/a parceiro/a e autoeficácia contracetiva, e as relações evidenciadas entre elas. Participaram 537 universitários (271 homens e 266 mulheres), dos 18 aos 25 anos e sexualmente ativos. Utilizou-se as versões portuguesas das escalas Golombok Rust Inventory of Sexual Satisfaction - GRISS, Health Protective Sexual Comunication Scale, e Contaceptive Self-Efficacy. Verificou-se que as mulheres apresentam maior capacidade de comunicação com um/a novo/a parceiro/a e maior auto-eficácia contracetiva, sem diferenças entre os sexos na satisfação sexual. A auto-eficácia associa-se positivamente à satisfação sexual, mas de modo diferencial nos dois sexos. A eficácia contracetiva e a capacidade de comunicação com um/a novo/a parceiro/a estão também positivamente associadas, mas apenas nas mulheres

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