Universidade Federal da Bahia, Escola de Administração: Periódicos EAUFBA
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    Pesquisa científica no Laboratório Interdisciplinar de Estudos em Gestão Social da Universidade Federal do Cariri (LIEGS/UFCA): análise de uma década de produção e difusão de conhecimentos em Gestão Social

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    O Laboratório Interdisciplinar de Estudos em Gestão Social (LIEGS), criado em 2006, vem se firmando como grupo que produz cientificamente na área. Comemorando uma década de sua existência, propomos uma reflexão sistemática do material científico produzido. Para tanto, elaboramos levantamento detalhado dos textos produzidos por membros do grupo sobre temáticas pertinentes às linhas de pesquisa e selecionamos critérios de análise alinhados ao estudo de Pagotto e Borges-Andrade (2010). Os dados apontaram predominância dos textos produzidos em parceria (80,4%) sobretudo aquelas com três autores. A maior parte da produção do LIEGS é assinada por pesquisadores da UFCA. Nas publicações com dois ou três autores observou-se que a parceria mais comum se estabeleceu entre pesquisadores da UFCA e UFBA. Quanto ao tipo de produção, publicações em anais de eventos são as mais comuns (44,2%) e quanto a natureza, as pesquisas com desenho (45,9%) superam trabalhos de outra natureza. Estudos de análise sistemática da produção proporcionam o desenvolvimento científico da área, pois apresentam limitações e lacunas da produção, além de apontar uma agenda de pesquisa. Desta forma observou-se alguns aspectos que precisam ser considerados no planejamento de publicações vindouras: ampliar colaborações de autorias com pesquisadores de outras IES e ampliar publicações em periódicos, são alguns exemplos

    PROBLEMATIZANDO O “VELHO” E O “IDOSO” SOB A ÓTICA DO CAPITAL

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    O objetivo deste trabalho centra-se na discussão sobre a marginalização do idoso perante a sociedade capitalista, tendo em vista suas limitações físicas e psicológicas e o consequente desprezo do ser humano idoso por sua inaptidão ao trabalho e ao capital. Este trabalho buscou, por meio de entrevistas semiestruturadas, construir a noção do “ser idoso” através das práticas de sociabilidade desenvolvida por estes no espaço urbano em Belo Horizonte. Para tanto, trabalhou-se com doze idosos frequentadores da Praça Sete em Belo Horizonte. O método de análise adotado para as entrevistas foi a análise de discurso, em sua vertente francesa. Concluiu-se que, à exceção daqueles que ainda pode ter habilidades ou conhecimentos aproveitados pelo capital, a maioria dos idosos são tidos como velhos e, portanto, desprezados assim que passam a não satisfazer as necessidades do mercado de trabalho. A aposentadoria, por outro lado, que serviria de sustento aos idosos e retribuição aos anos de contribuição ao sistema de seguridade, acaba por ser insuficiente, lançando-os ao mercado de trabalho novamente e, mais uma vez, reafirmando sua posição marginalizada – ocupando vagas no trabalho informal e subempregos

    Percepções da Realidade dos Serviços de Saúde a Partir do Programa Nacional de Avaliação dos Serviços de Saúde (PNASS): um Relato de Experiência

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    O presente trabalho constitui um relato de experiência sobre a atuação de pesquisadores durante a execução do Programa Nacional de Avaliação dos Serviços de Saúde – PNASS, entre julho e setembro de 2015, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. O PNASS consiste num programa de avaliação da eficácia de estruturas, processos e resultados relacionados ao risco, ao acesso e à satisfação dos usuários frente aos serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A metodologia do PNASS consistiu numa abordagem quantitativa, por meio da aplicação de um Roteiro de Itens de Verificação (RIV), previamente testado, no qual foram avaliadas as seguintes dimensões dos estabelecimentos: a) estrutura; b) processos de trabalho; c) resultados relacionados ao risco; e d) satisfação dos usuários em relação ao atendimento recebido. Dentre as principais percepções extraídas durante a aplicação do RIV nos estabelecimentos públicos de saúde encontram-se: a) a ausência de uma cultura de avaliação; b) dificuldade para os estabelecimentos atingirem as metas do Ministério da Saúde; c) tensão entre as normas pactuadas e os contextos locais e; d) a possibilidade de atualização das práticas cotidianas por meio das políticas de avaliação. A partir da experiência da equipe na execução do PNASS, conclui-se que, embora haja uma cultura incipiente de avaliação dos serviços públicos de saúde, o PNASS pode contribuir para a melhoria da gestão e dos processos de decisão dos estabelecimentos visitados, e na qualidade serviços prestados à população em saúde pública

    Desafios da Autogestão na Reciclagem Popular

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    Este artigo tem por objetivo sistematizar os principais fatores no processo de autogestão das associações e cooperativas de catadoras/es de materiais recicláveis identificando desafios e estratégias adotadas. Será apresentado o conceito e o processo de construção da reciclagem popular. A mobilização das/os catadoras/es através do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), resultou em avanços nas políticas públicas no Brasil na última década. O conceito de reciclagem popular, elaborado pelo MNCR, aborda o modelo de gestão integrada de resíduos sólidos onde a reciclagem é feita por catadoras/es organizadas/os em associações e cooperativas autogestionárias. O 1º Plano Nacional de Economia Solidária (2015-2019) afirma que as práticas autogestionárias estão contribuindo para a emancipação das/os trabalhadoras/es associadas/os. De acordo com Antônio Cruz (2013) a autogestão resulta na construção de novas relações sociais de produção igualitárias. Neusa Maria Dal Ri e Candido Giraldez Vieitez (2013) realçam o protagonismo das/os trabalhadoras/es coletivas/os no processo de produção e reprodução da vida social. A análise das características sócio-políticas e econômicas de 36 empreendimentos de catadoras/es no Estado do Rio Grande do Sul, abordando vários aspectos da autogestão como participação das catadoras, processos de formação, inclusão socioeconômica de catadoras/es e atuação em rede, apresenta desafios da autogestão e capacidades potenciais. A análise da experiência de catadoras/es em Gravataí/RS aponta o desafio de combinar a prestação de serviços de qualidade, com autogestão, cultivando relações baseadas em princípios de cooperação e solidariedade. O artigo finaliza com considerações sobre avanços e desafios para as práticas autogestionárias na reciclagem popular

    Pós-modernidade e gestão estratégica: implicações para as políticas públicas

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    Este artigo propõe uma análise dialógica transdisciplinar perante a recorrência explicativa de algumas razões de fracasso quanto às políticas públicas estudadas. Assim, navega conscientemente desde o referencial tradicional, desde manuais e visões consolidadas, até produções pós-estruturalistas e pós-modernas; trilhando a fragmentação dos discursos de poder, desnudando-os em elementos conceito-contextuais mais gerais às Ciências Sociais. Clarifica os limites das análises unidirecionais da gestão, empunhadas nos casos em que algo do plano não dera certo, redirecionando a responsabilidade para atores sociais que sequer participaram dos processos decisórios específicos. Então, após apresentação rápida de alguns olhares que configuram padrões de entendimento emergentes, apresentamos os fundamentos da Etnografia Customizada, desenvolvimento transdisciplinar em Gestão Social. Portanto, para entender tais fracassos, as explicações precisariam avançar para além das análises normativo-funcionalistas, em direção à incorporação de elementos simbólico-explicativos que estiverem protagonizando os contextos de ação pesquisados; igualmente, recolocamos a ideia de que os modelos funcionalistas, eficientes no gerenciamento de rotinas, teriam desempenho inferior quando em contextos de mudança

    Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social (Cneas) Como Instrumento de Gestão: a Experiência do Rio de Janeiro

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    O presente artigo se debruça sobre o Cadastro Nacional da Rede Socioassistencial – CNEAS (Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social), com foco para o município do Rio de Janeiro. A Resolução CNAS Nº 04 de 11 de fevereiro de 2014 institui o Programa Nacional de Aprimoramento da Rede Socioassistencial Privada do SUAS – Aprimora-Rede, visando promover a qualificação dos serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais por meio do Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social – CNEAS. A intenção, aqui, é trazer ao debate a importância da rede socioassistencial privada atuar em conjunto com a rede socioassistencial pública, numa busca constante pela intersetorialidade e pela garantia da qualidade dos serviços prestados. As principais referências teóricas são as orientações do MDS – Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, as legislações pertinentes ao tema, bem como a autora Sposati, dentre outros autores. O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) prevê um sistema descentralizado e participativo, com ênfase no território; cabendo à assistência social a constituição de rede de serviços, programas, projetos e benefícios, executados pelas três esferas de governo e de modo articulado. Nesse âmbito, o CRAS – Centro de Referência da Assistência Social é responsável pelos serviços de proteção social básica, a organização e coordenação da rede de serviços socioassistenciais locais, bem como se articular com a rede de proteção social local no que se refere aos direitos de cidadania, mantendo ativo um serviço de vigilância da exclusão social. Realiza, ainda, sob orientação do gestor municipal de Assistência Social, o mapeamento e a organização da rede socioassistencial de proteção básica e promove a inserção das famílias nos serviços de assistência social local. Desse modo, o CNEAS na Cidade do Rio de Janeiro tem, ainda que de modo provocativo e embrionário, provocado um repensar sobre a relação entre o poder público e as entidades privadas

    Fábricas Recuperadas na América Latina: estudo comparado entre Brasil e Argentina

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    Este estudo visa contribuir para o entendimento do processo de Adequação Sócio-Técnica (AST), caracterizado pelo reprojetamento de artefatos tecnológicos e criação de Tecnologia Social em Fábricas Recuperadas (FRs). Em segundo plano, identifica a intensificação da experiência autogestionária em FRs na Argentina e no Brasil , incentivadas pela atuação e/ou omissão das políticas públicas estatais. Para tanto, foi feito um levantamento bibliográfico sobre as políticas públicas nos países estudados e um posterior estudo de caso com base na realização de visitas e entrevistas estruturadas com trabalhadores, técnicos, representantes de movimentos sociais e pesquisadores. Constatou-se que em relação aos fatores analisados as experiências em Fábricas Recuperadas têm maior consolidação e maturidade na Argentina, fato que deve ser entendido como resultado da geração de tecnologias via AST e das políticas públicas para FRs. Embora a atual configuração das políticas públicas tem se limitado a subversão dos direitos de propriedade estabelecida, ao invés de incluí-lo como uma nova dinâmica econômica para o aprofundamento da experiência real de autogestão

    Incubação de Iniciativas de Finanças Solidárias: Perspectivas da Gestão Coletiva dos Bens Comuns do Banco Comunitário Olhos D'Água em Igaci, Alagoas

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    O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma perspectiva de incubação de empreendimentos de finanças solidárias com base na metodologia de Bancos Comunitários de Desenvolvimento (BCDs), a partir da experiência realizada pela Incubadora Tecnológica de Economia Solidária da Universidade Federal de Alagoas (ITES/UFAL), Campus Arapiraca na cidade de Igaci, estado de Alagoas, em que foi realizado o trabalho de incubação do Banco Comunitário Olhos D’Água. A metodologia consiste na análise do caso em questão, visando proporcionar uma visão detalhada do Banco Comunitário Olhos D’água, permitindo uma investigação empírica dentro de seu contexto real. A metodologia adotada, também, está sintonizada com uma perspectiva teórica da gestão coletiva dos bens comuns de Ostrom (2000). Busca-se demonstrar um conjunto de princípios e métodos úteis à avaliação e incubação de iniciativas de finanças solidárias, de um modo geral, e dos bancos comunitários em particular. Ademais, o intuito é contribuir com o debate acadêmico pelo exame dos desafios associado à prática de incubação em economia solidária

    A vigilância Socioassistencial e o Fortalecimento do Caráter Público na Política de Assistência Social

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    O presente artigo tem como objetivo analisar a configuração da vigilância socioassistencial – responsável pelo processo de produção, sistematização, análise e disseminação de informações territorializadas – no âmbito da gestão municipal e a importância desta função para o fortalecimento do caráter público da Política de Assistência Social. A vigilância socioassistencial não se encontra implementada plenamente em todos os estados e municípios, portanto, apresenta-se como desafio a gestão desta política pública. Além disso, esta função tem a responsabilidade de visibilizar as presenças e ausências de bens e serviços e as relações sociais vividas nos territórios. A pesquisa baseou-se na abordagem qualitativa e na pesquisa bibliográfica e documental. Foram pesquisados dois municípios da microrregião de Itapecerica da Serra/SP e realizadas entrevistas com profissionais da rede socioassistencial (Centro de Referência de Assistência Social - Cras e Centro de Referência Especializado de Assistência Social - Creas) e profissionais da gestão municipal. Os resultados apontaram que as dificuldades em implementar a vigilância socioassistencial têm dimensão relacionada à gestão do trabalho, já que equipes reduzidas possuem menor capacidade em realizar a vigilância nos territórios. Constatou-se que o tratamento da informação na Assistência Social é predominantemente manual, o que dificulta o aproveitamento da informação produzida e esta não tem sido incorporada para o planejamento da política, tampouco para orientar os processos de trabalho das equipes técnicas. As metodologias de conhecimento dos territórios devem ser aprimoradas, incluindo também a participação social. Em relação aos avanços, identificou-se ainda a preocupação dos profissionais em construir instrumentais, padronizar, registrar e armazenar a informação, visando gerar dados estratégicos e fidedignos para uso futuro, como na construção dos diagnósticos socioterritoriais e do plano municipal de assistência social. As equipes também reconhecem a necessidade de implementar a vigilância socioassistencial com urgência. Deste modo, esta função tem a responsabilidade sobretudo, de ofertar as ações socioassistenciais, a partir das necessidades dos territórios e de suas demandas coletivas

    A Emergência do Compartilhamento: O Futuro da Sociedade é Colaborativo?

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    No presente trabalho buscou-se introduzir a temática emergente da economia do compartilhamento expondo, para isto, três fatores que impulsionaram o seu surgimento: a Internet como forma de compartilhamento de bens e serviços, o momento econômico como necessidade de novas formas de rendimentos e de superar um modelo esgotado por suas crises e a sustentabilidade como meio de gerar uma sociedade mais consciente. Objetivou-se observar a capacidade da economia do compartilhamento de dar início a uma nova forma de se fazer trocas comerciais e mudar os rumos da economia global, criando-se assim uma nova sociedade colaborativa. Para responder às questões levantadas optou-se por pesquisa bibliográfica de cunho qualitativo em revistas, livros e documentos online do Brasil e, sobretudo, do exterior devido à escassez de publicações nacionais em torno do assunto abordado

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