Biblioteca Digital de Periódicos da UFPR (Universidade Federal do Paraná)
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DESAFIOS PARA O FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA EM TERRITÓRIOS DA AMAZÔNIA PARAENSE
The text discusses the challenges of financing education in areas of the Amazon region of Pará that affect the right to education of rural, riverine, and forest populations. It examines the financing of basic education based on data from schools located in these areas, indicators of school deficits, and the precarious state of school infrastructure. The data sources are the 2023 school census (INEP, 2024), IBGE (2022) and FNDE (2023). The data analysis uses a critical approach, limited by economic and educational policies and from the perspective of the territories. It concludes that despite the ongoing struggles to establish education as a right, much remains to be done. Among the urgent and necessary policies is the need to rethink the financing of education in order to effectively address differences and combat inequalities. To this end, it is necessary to assess the financial capacity of municipalities, review the level and criteria for the distribution of additional resources, and evaluate the local use of resources. In order to effectively combat educational inequalities and promote the guarantee of quality public education in the diverse realities of the Amazon, it is necessary to defend adequate financing based on the right to equality and difference.O texto discute os desafios para o financiamento da educação em territórios da Amazônia Paraense que impactam na garantia do direito à educação das populações do campo, das águas e das florestas. Problematiza o financiamento da educação básica, a partir de dados de escolas localizadas nesses espaços, de indicadores de déficit escolar e de precarização da infraestrutura das escolas. As fontes dos dados são o Censo Escolar de 2023 (INEP, 2024), o IBGE (2022) e o FNDE (202). A análise dos dados utiliza uma abordagem crítica, circunscrita pelas políticas econômicas, educacionais e na perspectiva dos territórios. Conclui-se que, apesar das lutas permanentes para que a educação se afirme como direito, muito ainda precisa ser feito. Dentre as políticas urgentes e necessárias, impõe-se a de repensar o financiamento da educação, de modo a atender efetivamente as diferenças para combater as desigualdades. Para isso, é necessário avaliar a capacidade de financiamento dos municípios, rever o montante e os critérios de distribuição dos recursos suplementares, avaliar a aplicação local dos recursos. Combater efetivamente as desigualdades educacionais e avançar na garantia da educação pública de qualidade nas múltiplas realidades da Amazônia requer a defesa de financiamento adequado, sustentado no direito à igualdade e à diferença.: El texto analiza los retos que plantea la financiación de la educación en la región amazónica de Pará que afectan al derecho a la educación de las poblaciones rurales, ribereñas y forestales. Examina la financiación de la educación básica a partir de datos de escuelas situadas en estas zonas, indicadores de déficit escolar y el precario estado de las infraestructuras escolares. Las fuentes de datos son el censo escolar de 2023 (INEP, 2024), el IBGE (2022) y el FNDE (2023). El análisis se realiza desde un enfoque crítico, limitado por las políticas económicas y educativas y desde la perspectiva de los territorios. Se concluye que, a pesar de las luchas para establecer la educación como un derecho, aún queda mucho por hacer. Entre las políticas urgentes tenemos la necesidad de repensar la financiación de la educación para abordar eficazmente y combatir las desigualdades. Para ello, es necesario evaluar la capacidad financiera de los municipios, revisar los criterios de distribución de los recursos y evaluar el uso de los recursos. Para combatir eficazmente las desigualdades educativas y promover la garantía de una educación pública de calidad en las diversas realidades de la Amazonía, es necesario defender una financiación adecuada basada en el derecho a la igualdad y a la diferenci
Nacionalização e institucionalização do rugby no Brasil: 1945 -1986
O artigo discute o desenvolvimento histórico do rugby no Brasil, no período entre 1945 e 1986, com foco no processo de nacionalização e institucionalização da modalidade, a partir de uma análise exploratória de fontes documentais primárias e secundárias. O artigo discute a retomada da modalidade a partir de 1945 por membros da comunidade britânica nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, e sua expansão nos anos 60 para outros grupos de expatriados, principalmente argentinos franceses e japoneses. O processo de expansão e nacionalização dos atletas com a criação da União de Rugby do Brasil (URB) em 1963 e da Associação Brasileira de Rugby (ABR) em 1972, que tiveram sucesso em introduzir o rugby em escolas e universidades e a crise que atravessará a modalidade a partir de 1986 com a piora das condições econômicas do país e a mudança no perfil dos atletas que deixa de ser composta na maioria por estrangeiros para dar lugar a geração formada no Brasil pela própria iniciativa das instituições.  
Educação Especial, Educação Física e esporte nas APAEs do Paraná:: percurso histórico e contexto atual
The study aimed to describe the consolidation path of the Associations of Parents and Friends of Exceptional People (APAEs) as Basic Education Schools, Special Education Modality in the State of Paraná, Brazil, as well as identify formative characteristics of Physical Education and sport in this context. This is a qualitative study with documentary and historical characteristics. To systematize the research, we consulted relevant legislation, resolutions, instructions, and information, as well as curricular documents related to Physical Education in Special Education. The integration of these schools into the Paraná state education system can be considered a significant victory and an example to be followed by other states. The conclusion is that there is a gradual appreciation of people with disabilities in society, especially those of school age. Sports, both as part of the Physical Education curriculum and as an extracurricular activity, play a fundamental role in the process of social inclusion for students with various disabilities. In Paraná, the privilege of learning and practicing sports in schools is observed, as an environment universally recognized as a place of development and belonging.O estudo objetivou descrever o percurso de consolidação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs) como Escolas de Educação Básica, Modalidade de Educação Especial no Estado do Paraná, Brasil, bem como identificar características formativas da Educação Física e do esporte nesse contexto. Trata-se uma pesquisa qualitativa, de características documental e histórica. Para sistematização da pesquisa, consultou-se: a legislação pertinente, resoluções, instruções e informações e documentos curriculares relacionados à Educação Física na Educação Especial. A integração dessas escolas ao sistema estadual de ensino do Paraná pode ser considerada uma grande vitória e um exemplo a ser seguido por outras Unidades Federativas. Concluiu-se que há uma valorização gradativa das pessoas com deficiência na sociedade, em especial as que se encontram em idade escolar. Quanto ao esporte, tanto como conteúdo do componente curricular Educação Física quanto como atividade extracurricular, este desenvolve papel fundamental no processo de inclusão social dos alunos com diferentes deficiências. No Paraná, observa-se o privilégio da aprendizagem e prática esportiva na escola, ambiente universalmente reconhecido como de formação e pertencimento
A EDUCAÇÃO INDÍGENA GUARANI MBYÁ
This work is the result of an investigation carried out during the Bachelor's degree in Rural Education - Natural Sciences, which aimed to understand how the Guarani Mbyá people experience indigenous education in their lived experience at Tekoá Araça'í, located in the municipality of Piraquara, Paraná. It is the systematization of the collective understanding of our people, reported from personal experience, in dialogue with other Guarani indigenous people, and with books or articles that have already systematized a little of our culture and struggles. This work presents what the Guarani Mbyá people understand by Indigenous Education, which refers to the traditional education of indigenous people in their communities, and by Indigenous School Education, which is an institution that guarantees the right to basic education for indigenous people. They complement and nourish each other in the path of indigenous resistance.Este trabajo es resultado de una investigación realizada durante la Licenciatura en Educación Rural – Ciencias Naturales, que tuvo como objetivo comprender cómo el pueblo Guaraní Mbyá vive la educación indígena en su experiencia vivida en Tekoá Araça´í, ubicada en el municipio de Piraquara, Paraná. Es la sistematización del conocimiento colectivo de nuestro pueblo, relatado desde la experiencia personal, en diálogo con otros indígenas guaraníes, y con libros o artículos que ya han sistematizado un poco de nuestra cultura y luchas. Este trabajo presenta lo que el pueblo Guaraní Mbyá entiende por Educación Indígena, que se refiere a la educación tradicional de los pueblos indígenas en sus comunidades, y por Educación Escolar Indígena, que es una institución que garantiza el derecho a la educación básica de los pueblos indígenas. Se complementan y se nutren mutuamente en el camino de la resistencia indígena.Este trabalho é o resultado de uma investigação realizada durante o curso de Licenciatura em Educação do Campo - Ciências da Natureza, que teve como objetivo compreender como o povo Guarani Mbyá faz sua experiência de educação indígena em sua experiência vivida na Tekoá Araça´í, localizada no município de Piraquara, Paraná. É a sistematização da compreensão coletiva de nosso povo, relatado a partir da experiência pessoal, em diálogo com outros indígenas guaranis, e, com livros ou artigos que já sistematizaram um pouco de nossa cultura e lutas. Este trabalho apresenta o que o povo Guarani Mbyá compreende por Educação Indígena que se refere à educação tradicional dos povos indígenas em suas comunidades, e, por Educação Escolar Indígena, que é uma instituição que garante o direito à educação básica dos povos indígenas. Elas se complementam e se nutrem no caminhar da resistência indígena
Inserción Curricular de la Agroecología en el Municipio de Santa Cruz Cabrália, Bahía: un contexto general
O presente trabalho pretende traçar um panorama de como a inserção curricular da Agroecologia nas escolas do campo do município de Santa Cruz Cabrália/BA está ou não em consonância com os princípios sociais e éticos da própria Agroecologia enquanto filosofia socialmente justa e culturalmente sensível; com preceitos da Educação Ambiental Crítica, da Educação Popular e da Educação do Campo; e com a transição para Sociedades Sustentáveis. Assim sendo, como a inserção da Agroecologia no currículo das escolas pode ou não confrontar o Antropoceno, e até onde se dão esses limites. Também é objetivo levantar os principais desafios que decorreram desse processo inicial da inserção curricular da disciplina no município e investigar como e se a Agroecologia pode se tornar uma ferramenta de consolidação identitária para as diferentes territorialidades. A partir de uma metodologia participativa e de entrevistas semiestruturadas, percebeu-se que a formação de educadoras em Agroecologia feita através do conhecimento popular e da práxis apresentou-se como aspecto fundamental para a consolidação da inserção curricular da Agroecologia e que os maiores desafios são envolver as populações em processos educativos condizentes com as próprias realidades e com propósitos críticos, solidários e transformadores, bem como coordenar os processos e os agentes sociais desde uma perspectiva institucional.El presente trabajo pretende esbozar un panorama de cómo la inserción curricular de la Agroecología en las escuelas rurales del municipio de Santa Cruz Cabrália/BA está o no alineada con los principios sociales y éticos de la propia Agroecología como filosofía socialmente justa y culturalmente sensible; con preceptos de Educación Ambiental Crítica, Educación Popular y Educación Rural; y la transición hacia Sociedades Sostenibles. Por lo tanto, cómo la inserción de la Agroecología en el currículo de las escuelas puede o no enfrentar el Antropoceno, y en qué medida se producen estos límites. También se pretende plantear los principales desafíos que surgieron de este proceso inicial de inserción curricular de la disciplina en el municipio e indagar cómo y si la Agroecología puede convertirse en una herramienta de consolidación identitaria para las diferentes territorialidades. A partir de una metodología participativa y entrevistas semiestructuradas, se observó que la formación de educadores en Agroecología a través del conocimiento popular y la praxis se presentó como un aspecto fundamental para la consolidación de la inserción curricular de la Agroecología y que los mayores desafíos son involucrar a las poblaciones en procesos educativos coherentes con sus propias realidades y con propósitos críticos, solidarios y transformadores, así como coordinar procesos y agentes sociales desde una perspectiva institucional.The present work intends to outline an overview of how the curricular insertion of Agroecology in rural schools in the municipality of Santa Cruz Cabrália/BA is or is not in line with the social and ethical principles of Agroecology itself as a socially just and culturally sensitive philosophy; with precepts of Critical Environmental Education, Popular Education and Rural Education; and the transition to Sustainable Societies. Therefore, how the insertion of Agroecology in the curriculum of schools may or may not confront the Anthropocene, and to what extent these limits occur. It also aims to raise the main challenges that arose from this initial process of curricular insertion of the discipline in the municipality and to investigate how and if Agroecology can become a tool for identity consolidation for the different territorialities. From a participatory methodology and semi-structured interviews, it was noticed that the training of educators in Agroecology through popular knowledge and praxis was presented as a fundamental aspect for the consolidation of the curricular insertion of Agroecology and that the greatest challenges are to involve populations in educational processes consistent with their own realities and with critical, solidary and transformative purposes, as well as to coordinate social processes and agents from an institutional perspective
EXPERIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO DO CAMPO E AGROECOLOGIA NA UNEB
Abstract
This article aims to analyze the theoretical and practical foundations that support the educational processes of the Bachelor's Degree in Agroecology and the Agroecological-Based Fair held on UNEB campuses. The goal is to highlight the counter-hegemonic perspective present in these formative processes and to expand the debate on the social role of scientific knowledge production within the university context. The methodology is based on bibliographic review and documentary research. The discussions indicate that the university advances as a producer of critical knowledge when it approaches and engages with the demands of local communities, as exemplified by the Agroecology courses and the agroecological-based fairs. However, there are many tensions and challenges to strengthening counter-hegemonic actions and projects. Agroecological education positions itself in opposition to the dominant class structures within the university; due to its formative needs, it calls for a university that focuses on society’s problems and develops forms of teaching, knowledge, and action that drive processes of social transformation.
Keywords: Field Education; Agroecology; Pedagogy of Alternation; Agroecological Fairs; Práxis.O artigo objetiva analisar os fundamentos teórico-práticos que subsidiam os processos educativos do Curso de Bacharelado em Agroecologia e da Feira de base Agroecológica nos campi da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), de modo que, se explicite a perspectiva contra-hegemônica nos processos formativos ali realizados e se amplie o debate acerca da função social da produção do conhecimento científico, no âmbito da Universidade. A metodologia ancora-se na revisão bibliográfica e pesquisa documental. As discussões apontam que, a Universidade avança como produtora de conhecimento crítico quando se aproxima e dialoga com as demandas das comunidades locais, a exemplo dos cursos de Agroecologia e das Feiras de base agroecológica. Todavia, são muitas as tensões e desafios para o fortalecimento das ações e projetos contra-hegemônicos. A educação em Agroecologia se coloca em posição de enfrentamento às estruturas dominantes de classe presentes na Universidade, que, por suas necessidades formativas exige uma Universidade que se volte para os problemas da sociedade e que produza formas de ensino, conhecimento e atuação que impulsione os processos de transformação social
AGROECOLOGIA E SUA RELAÇÃO COM A EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA COM PRÁTICAS EDUCATIVAS NA ESCOLA DO/NO CAMPO
As escolas no campo necessitam de práticas pedagógicas que valorizem a cultura e o trabalho camponês. O ato educacional envolve vários sujeitos: educando, educador e a comunidade, nesse sentido deve-se levar em conta as vivências dos sujeitos envolvidos nesse processo. A participação das famílias é essencial para um ensino e aprendizagem mais colaborativo e a escola deve pensar em propostas que possibilitem essa atuação conjunta. Pensando nas possibilidades da agroecologia como ferramenta para desenvolver uma Educação Ambiental crítica/emancipatória dentro do espaço escolar busca-se compreender como essa realidade é vivenciada dentro da Escola Municipal do Campo Deputado Leopoldo Jacomel. EIEF, na comunidade do Matulão, município de Tijucas do Sul- Paraná e quais os benefícios dessas práticas para o processo educativo? Dentro dessa perspectiva é importante olhar para a realidade local e diagnosticar as suas potencialidades bem como suas fragilidades socioambientais. Esse trabalho apresenta um conjunto de atividades desenvolvidas pela escola em conjunto com a comunidade, tentando amenizar alguns problemas comunitários. Esta pesquisa se caracterizou com uma abordagem qualitativa, do tipo pesquisa-ação com intervenção do pesquisador. Para tanto utilizou-se referenciais teóricos da Agroecologia, da Educação Ambiental crítica e da Educação do Campo. A partir dessas práticas constatou-se uma melhora significativa no processo de ensino e aprendizagem, na preservação do Morro do Araçatuba e a melhoria no abastecimento de água na comunidade. Para que a escola desempenhe uma aprendizagem relevante é primordial levar em conta o contexto onde os alunos estão inseridos, valorizando seus conhecimentos prévios e suas experiências de vida.Farm schools require pedagogical practices that value rural culture and peasant work. The education process involves multiple subjects: student, teacher, and community, in this sense, the experiences of the involved subjects must be taken into account. Family involvement is essential for more collaborative learning, and the school should consider proposals that allow for joint action. Thinking of Agroecology as a tool to develop a critical/revolutionary Environmental Education within the school space, this study seeks to understand how this reality is experienced within the Municipal School of Campo Deputado Leopoldo Jacomel. EIEF,, in the Matulão community, Tijucas do Sul municipality - Paraná, and what are the benefits of these practices for the educational process? Within this perspective, it is important to look at the local reality and diagnose its socioenvironmental potentialities as well as its vulnerabilities. This work presents a set of activities developed by the school in partnership with the community, aiming to alleviate some community problems. This qualitative research, research-action with the intervention of the researcher, used theoretical references of Agroecology, Critical Environmental Education, and Rural Education. As a result, significant improvement was observed in the teaching/learning process, conservation of the Morro do Araçatuba and improvement of the water supply in the community. In order for the school to provide relevant learning, it is essential to take into account the context where the students are located, valuing their pre-existing knowledge and life experiences
Gestão de Dados de Comunidades Tradicionais
Introduction: the interview addresses data management involving Indigenous peoples and traditional communities, focusing on the ethical, political, and epistemological implications of handling such data. It highlights how governance principles and instruments can guide open science practices while respecting community knowledge sovereignty. Method: qualitative interview based on semi-structured questions and supported by a selective literature review on Indigenous data governance, FAIR and CARE principles, TK/BC labels, and international legal frameworks related to Indigenous peoples and traditional communities. Results: analysis shows that data management involving traditional communities is intrinsically linked to knowledge sovereignty, cognitive justice, and the decolonization of research methodologies; distinguishes conventional scientific data from records of traditional knowledge; highlights ethical, political, and legal tensions in data collection, integration, and openness; discusses how CARE and FAIR principles can be jointly mobilized; and presents TK (Traditional Knowledge) and BC (Biocultural) labels, along with national and international initiatives, as instruments for community-based governance, cultural integrity preservation, and recognition of the original knowledge holders. Conclusions: the interview indicates that incorporating community epistemologies and protocols into scientific data management requires rethinking repositories, open science policies, and regulatory frameworks, acknowledging the centrality of collective rights, active participation of traditional communities in all stages of the data life cycle, and the possibility of defining differentiated levels of openness, sharing, or restriction, thus advancing towards more ethical, contextual, and equitable models of data governance.
Introdução: a entrevista discute a gestão de dados de povos e comunidades tradicionais, com foco nas implicações éticas, políticas e epistemológicas de seu tratamento. Destaca-se como princípios e instrumentos de governança podem orientar práticas de ciência aberta sem violar a soberania dos saberes comunitários. Método: entrevista qualitativa guiada por questões semiestruturadas e ancorada em revisão seletiva da literatura sobre governança de dados indígenas, princípios FAIR e CARE, rótulos TK/BC e marcos normativos internacionais aplicáveis aos povos e comunidades tradicionais. Resultados: a discussão evidencia que a gestão de dados de comunidades tradicionais está intrinsecamente ligada à soberania dos saberes, à justiça cognitiva e à decolonização das metodologias de pesquisa; diferencia dados científicos convencionais de registros de conhecimentos tradicionais; explicita tensões éticas, políticas e jurídicas na coleta, integração e abertura de dados; discute o papel articulado dos princípios CARE e FAIR; e apresenta os rótulos Traditional Knowledge Labels (TK) e Biocultural Labels (BC), bem como experiências nacionais e internacionais, como instrumentos de governança comunitária, preservação da integridade cultural e reconhecimento dos detentores originais do conhecimento. Conclusão: demonstra que incorporar epistemologias e protocolos comunitários à gestão de dados científicos exige reposicionar repositórios, políticas de ciência aberta e marcos regulatórios, reconhecendo a centralidade dos direitos coletivos, da participação ativa das comunidades tradicionais em todas as etapas do ciclo de vida dos dados e da possibilidade de definir graus diferenciados de abertura, compartilhamento ou restrição, em direção a modelos de governança mais éticos, contextuais e equitativos
Política Externa Feminista : Avanços e limitações a partir do caso mexicano (2020-2024)
En la última década, algunos países han definido una estrategia para unificar esfuerzos por la igualdad de género en la política exterior y han comenzado a adoptar una Política Exterior que se autodenomina explícitamente como “Feminista”. México se autodenomina como el primer país latinoamericano en adoptar explícitamente una política exterior feminista en 2020. Además de presentar el plan de acción adoptado por el gobierno mexicano en esta dirección, este artículo busca analizar la evolución y los resultados de la Política Exterior Feminista Mexicana, las limitaciones de este enfoque y las barreras impuestas por la realidad. Entre los resultados preliminares, se observa que la utilización de la agenda feminista y de los derechos de las mujeres en el contexto internacional contribuye a la adquisición de capital político y potencial soft power, difíciles de medir, pero que movilizan el discurso de las autoridades gubernamentales. Aún así, el desajuste con una realidad doméstica de graves violaciones de los derechos de las mujeres podría deslegitimar la Política Exterior Feminista ante la opinión pública nacional e internacional, lo que podría tener consecuencias en su implementación. Por último, se reiteró la importancia de incorporar a este debate la cuestión de la participación ciudadana y la democratización de la política exterior en general. Na última década, alguns países definiram uma estratégia para unificar esforços pela igualdade de gênero na política externa e passaram a adotar uma Política Externa que se autointitula explicitamente como “Feminista”. O México se autodenomina como o primeiro país latino-americano a adotar explicitamente uma política externa feminista, em 2020. Além de apresentar o plano de ação adotado pelo Governo mexicano nesta direção, este artigo busca analisar a evolução e os resultados da Política Externa Feminista Mexicana, as limitações dessa abordagem e as barreiras impostas pela realidade. Dentre os resultados preliminares, pode-se verificar que o uso da pauta feminista e do direito das mulheres no contexto internacional contribui para a aquisição de capital político e de um potencial soft power, que são dificilmente mensurados, mas que mobilizam os discursos das autoridades governamentais. Ainda assim, o descompasso com uma realidade doméstica de graves violações de direitos das mulheres pode deslegitimar a Política Externa Feminista diante da opinião pública tanto nacional como internacional, o que poderia trazer consequências à sua implementação. Finalmente, foi reiterada a importância de incorporar nesse debate a questão da participação cidadã e da democratização da política externa de maneira geral. In the last decade, some countries have defined a strategy to unify efforts for gender equality in foreign policy and have begun to adopt a Foreign Policy that explicitly calls itself “Feminist”. Mexico claims to be the first Latin American country to adopt a feminist foreign policy in 2020, explicitly. In addition to presenting the action plan adopted by the Mexican government in this direction, this article seeks to analyze the evolution and results of Mexico's Feminist Foreign Policy, the limitations of this approach, and the barriers imposed by reality. Among the preliminary results, the use of the feminist agenda and women's rights in the international context contributes to the acquisition of political capital and potential soft power, which are difficult to measure, but mobilize the discourse of government authorities. Even so, the mismatch with a domestic reality of serious violations of women's rights could delegitimize the Feminist Foreign Policy in the eyes of both national and international public opinion, which could bring consequences for its implementation. Finally, the importance of incorporating into this debate the issue of citizen participation and the democratization of foreign policy in general was also reiterated.
O PROJETO ATLANTROPA: UMA ABORDAGEM HISTÓRICA DAS AMBIÇÕES IMPERIALISTAS E UTOPISMO TECNOLÓGICO NA OBRA DE HERMAN SÖRGEL
Este artigo apresenta uma análise histórica do projeto Atlantropa, idealizado pelo arquiteto alemão Herman Sörgel no início do século XX. O plano visava a construção de uma grande barragem no Estreito de Gibraltar, o que permitiria a redução do nível do Mar Mediterrâneo, criando novas terras habitáveis e fornecendo energia hidrelétrica em larga escala.Contudo, as ambições de Sörgel iam além da engenharia: tratava-se de uma utopia imperialista na qual a Europa absorveria a África de forma definitiva, para solucionar os problemas estruturais e consolidar a supremacia europeia sobre o globo. Nisso, a análise busca compreender as motivações imperialistas e coloniais do projeto Atlantropa, argumentando que as ideias de Sörgel foram moldadas pelo pensamento oitocentista. O imperialismo, respaldado pelo sansimonismo, fomentou a criação de megaprojetos que passaram a aumentar em escala e incorporar elementos utópicos, inspirando Sörgel a buscar concretizar os anseios europeus de dominação sobre a África