Escola Superior de Teologia, São Leopoldo: Periódicos da Faculdades EST
Not a member yet
2558 research outputs found
Sort by
O significado do batismo cristão a partir de três figuras veterotestamentárias
O que significa o batismo cristão? O que ele opera na pessoa batizada? Essas e outras questões podem surgir, quando se reflete sobre o batismo e o que ele tem a ver com a vida da pessoa batizada. Esse artigo se propõem a ser uma contribuição para o entendimento do batismo cristão e para a vivência do mesmo a partir de três figuras do Antigo Testamento, que ajudaram pessoas cristãs, desde muito cedo no cristianismo, a entenderem e a viverem seus batismos. O assunto é amplo e merece nossa atenção como pessoas cristãs. Veremos um pouco como a criação, o dilúvio e a travessia do Mar Vermelho podem nos ajudar a entender mais sobre este que é um dos mais antigos ritos do cristianismo. Boa leitura
COMPLEXIDADE E MUNDO COMUM APROXIMAÇÕES DO PENSAMENTO DE MORIN E ARENDT NO ÂMBITO EDUCACIONAL
O presente artigo problematiza, inicialmente, o pensar simplificador, tendo a hiperespecialização como um dos seus elementos constitutivos. Em contrapartida, enquanto alternativa sempre aberta e em constante elaboração, é apresentado o paradigma da complexidade, tendo como principais referências o pensamento de Edgar Morin em diálogo com Hannah Arendt, apontando para a possibilidade e a necessidade de um fazer educacional voltado ao pensar o mundo comum em sua complexidade. Em um mundo cada vez mais regido pela técnica e pela tecnologia, com uma educação voltada à aquisição de competências, tendo a hiperespecialização como forma de produção de conhecimentos e de transmissão dos mesmos, pensar o mundo comum milenarmente constituído, é o desafio aqui assumido
Religião, periferia e leitura popular da Bíblia: uma análise do documentário Santa Cruz à luz da pneumatologia pentecostal
O presente artigo faz uma análise do Documentário Santa Cruz, gravado em 1999, que retrata o desenvolvimento de uma pequena igreja de matriz pentecostal que opera em Santa Cruz, uma comunidade carente do Rio de Janeiro. O Documentário, dirigido por João Moreira Salles, acompanhou durante o período de um ano o desenvolvimento da igreja "Casa de Oração Jesus é o General", e registrou diversos momentos dessa pequena comunidade eclesial. O objetivo do presente texto é observar como a interação religiosa dessas pessoas e sua relação com a Leitura Popular da Bíblia irá gerar benefícios sociais concretos em suas próprias vidas e na comunidade inteira, respondendo assim à pergunta: Qual o impacto causado por uma igreja evangélica atuante? Para tanto, estabeleceu-se um diálogo com autores como Antonio Gilberto, teólogo pentecostal, e Frei Carlos Mesters, que pesquisou extensivamente o tema da Leitura Popular da Bíblia
LUTERO E SEUS MONSTROS: COMO O REFORMADOR ERIGIU FRONTEIRAS AO SE REFERIR À ALTERIDADE
A Reforma protestante iniciada por Lutero no século 16 representou uma reação do espírito cristão a eventos de forte tensão nas esferas política, cultural e religiosa. As ameaças turcas à ordem cristã europeia e os problemas decorrentes do poder papal abriram espaço para um choque de culturas e desencadearam um processo de mudanças de grandes proporções. Como elementos linguísticos desse choque, encontra-se o arsenal de metáforas monstruosas empregadas pelo reformador na nomeação de seus opositores, tais como monstros, bestas, anticristos, quimeras, asnos e porcos. Com esses recursos de linguagem, Lutero começou a erigir as fronteiras entre o que ele considerava o verdadeiro cristianismo e sua oposição ou falsificação. O estudo dessas metáforas indica como a Reforma reproduziu e projetou um mundo dividido entre o próprio e o alheio, o bem e o mal. As metáforas monstruosas empregadas por Lutero são aqui analisadas sob o pano-de-fundo de A Cidade de Deus, a semiótica da cultura e o conceito do monstro como texto da cultura
A TEOLOGIA DE JÜRGEN MOLTMANN E A PSICANÁLISE DE FREUD
O presente artigo parte do princípio que o sofrimento divino é, para Moltmann, reconhecer a humanidade de Deus – pré-requisito para uma compreensão madura da religião. Assim, as pessoas que permanecem apegadas a rituais obsessivos, que obedecem a uma religiosidade caricatural, são as que não atingiram a maturidade necessária para discernir entre o que é saudável e o que é neurótico, não entendendo Deus em sua totalidade. Abandonar essa religiosidade caricatural, assim como as ilusões e obsessões, é o único caminho possível para que o ser humano encontre a plenitude. À medida que o indivíduo amadurece e consegue superar suas conflituosas relações de ordem edipiana, indo ao encontro de sua maturidade psicológica, ele descobre-se capaz de vencer a onipotência (imatura, presumida) para encontrar-se com sua própria finitude, reconciliando-se com Deus. Assim, apesar das grandes diferenças entre a teologia e a psicanálise, acreditamos que existem entre elas convergências importantes, e que uma colaboração mútua se faz necessária
A TIPIFICAÇÃO IDEAL DA CORDIALIDADE: APORTES A PARTIR DO PENSAMENTO SOCIAL BRASILEIRO DE SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA
A obra do historiador Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil, constitui juntamente com Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, as obras teóricas iniciais da interpretação do Brasil que deixaram de lado as teorias racialistas e passaram ao tema da cultura. Neste sentido, o presente artigo busca analisar alguns elementos acerca do conceito de Homem Cordial, apresentado no capítulo quinto de Raízes do Brasil, no sentido de elencar alguns pontos da teorização do fazer historiográfico de seu autor. O texto a seguir está organizado da seguinte maneira: breve reflexão acerca da tipificação ideal usada por Holanda, seguida de um apanhado a respeito do tema do desterro na elaboração teórica da cordialidade, concluindo por uma análise do personalismo como gosto pelo superficial
O método histórico-crítico e a questão hermenêutica da intenção do autor: uma problematização
Problematiza-se a noção de que o método histórico-crítico vincule-se necessariamente ao pressuposto hermenêutico da leitura de textos a partir da intenção do autor. Problematiza-se o pressuposto de que o método histórico-crítico apresente ferramentas que propiciem ao intérprete o acesso teórico-metodológico à intenção do autor assumida como ainda plasmada no texto. A problematização se dá por meio de dois argumentos. Primeiro, a análise dos objetivos das ferramentas que constituem o método histórico-crítico não revela instrumentos que facultem acesso à intenção do autor dos textos analisados pelo método. Segundo, conclui-se que o pressuposto hermenêutico da leitura de textos com base na intenção de seus autores constitua um capítulo da hermenêutica de Schleiermacher, e não do método histórico-crítico. Conclui-se com a afirmação de que o método histórico-crítico não possui uma discussão interna relacionada à hermenêutica e que uma discussão nessa direção somente levaria à assunção da intentio auctoris como princípio hermenêutico caso o pressuposto de saída fosse a hermenêutica de Schleiermacher
EN VOZ Y ACCIÓN DE LAS DEFENSORAS, FRENTE AL FEMINICIDIO EN MÉXICO: MARÍA DE LA LUZ ESTRADA MENDOZA Entrevista feminista articulada
La entrevista que se presenta a continuación no solo adquiere relevancia en el contexto que se vive en México, donde diariamente 10 mujeres son asesinadas y las consecuencias de ello quedan en la mayoría de los casos cubiertas por la impunidad, sino también porque esta es la historia de muchas otras defensoras, que como María de la Luz Estrada están luchando cotidianamente en toda nuestra América Latina
A convocação para se reunir: A palavra ekklesia no uso popular, na LXX, nos evangelhos e na literatura paulina.
O Novo Testamento faz uso da palavra ekklesia. Os escritores cristãos empregam o termo para descrever as reuniões de comunhão que vieram a existir após a morte e ressurreição de Jesus. Em geral, a palavra é traduzida por Igreja, no sentido universal, de igrejas domésticas e de reunião religiosa. Esses sentidos podem ser visto na literatura paulina. Logo, a fim de compreender como a expressão assumiu o sentido que conhecemos no cristianismo primitivo, o presente artigo se propõe analisar o uso da palavra ekklesia no uso popular, na LXX, nos Evangelhos e na literatura paulina. Esta pesquisa é de natureza bibliográfica, considerando as contribuições de teóricos cujas obras são pertinentes ao foco deste estudo.