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Colonialismo digital e educação: entrelaçamentos de pedagogias decoloniais para a promoção da democracia cognitivo-digital
The paper constitutes a theoretical-conceptual study aiming to analyze the relationship between digital colonialism and technological discourse in the field of education, advocating for dialogue between decolonial pedagogical proposals to confront coloniality. It is understood that digital colonialism not only reinforces but also reconfigures and exacerbates coloniality by producing a supposedly universal technological discourse, based on the logic of digital inclusion, innovation, and digital graphocentrism. We argue for a dialogue between the decolonial pedagogical propositions of Catherine Walsh, Luiz Rufino, and Karina Menezes. The conjunction of these three proposals is potentially transgressive, as it creates a path of hope and anti-racist, anti-colonial, and anti-capitalist struggle, serving as an alternative to open gaps and enable transmodern intercultural dialogue in the field of education. We advocate for a cognitive-digital democracy, in place of the empire of coloniality that produces and reproduces abyssal differences, dehumanizations, and abstract universalities.El artículo constituye un estudio teórico-conceptual cuyo objetivo es analizar la relación entre el colonialismo digital y el discurso tecnológico en el ámbito educativo, apostando por el diálogo entre propuestas pedagógicas decoloniales para enfrentar la colonialidad. Se entiende que el colonialismo digital no solo refuerza, sino que también reconfigura y recrudece la colonialidad, en la medida en que produce un discurso tecnológico supuestamente universal, basado en la lógica de la inclusión digital, la innovación y el grafocentrismo digital. Defendemos que se pongan en diálogo las propuestas pedagógicas decoloniales de Catherine Walsh, Luiz Rufino y Karina Menezes. La conjunción de estas tres propuestas es potencialmente transgresora, ya que crea un camino de esperanza y de lucha antirracista, anticolonial y anticapitalista, sirviendo como una alternativa para abrir brechas y viabilizar el diálogo intercultural transmoderno en el ámbito educativo. Reivindicamos una democracia cognitivo-digital, en sustitución al imperio de la colonialidad que produce y reproduce diferencias abismales, deshumanizaciones y universalidades abstractas.O artigo configura-se como um estudo teórico-conceitual cujo objetivo consiste em analisar a relação entre o colonialismo digital e o discurso tecnológico no campo da educação, apostando no diálogo entre propostas pedagógicas decoloniais para o enfrentamento da colonialidade. Entende-se que o colonialismo digital não apenas reforça, como também reconfigura e recrudesce a colonialidade, na medida em que produz um discurso tecnológico supostamente universal, pautado na lógica da inclusão digital, da inovação e do grafocentrismo digital. Defendemos que se coloquem em diálogo as proposições pedagógicas decoloniais de Catherine Walsh, de Luiz Rufino e de Karina Menezes. O enlace destas três propostas é potencialmente transgressor, pois produz um caminho de esperança e de luta antirracista, anticolonial e anticapitalista, servindo de alternativa para abrir frestas e viabilizar o diálogo intercultural transmoderno no campo da educação. Reivindicamos uma democracia cognitivo-digital, em substituição ao império da colonialidade que produz e reproduz diferenças abissais, desumanizações e universalidades abstratas
Diversidade e potencial antibacteriano de fungos endofíticos cultiváveis de folhas de Triplaris gardneriana Wedd
Triplaris gardneriana (Pajeu) is a tree species belonging to the Polygonaceae family that occurs in areas of the Caatinga, although it is not exclusive to this biome. Several parts of this plant are widely used by traditional communities in the treatment of sick parties. Endophytic fungi, which live inside plant tissues without causing any harm to the host, can secrete secondary metabolites with similar characteristics from the host. No studies were found that addressed the endophytic biota of this species, so the objective of this work was to isolate, identify and estimate the diversity of endophytic fungi of T. gardneriana. As well as evaluating the antibacterial potential of these fungi in relation to Escherichia coli (ATCC 25922) and Staphylococcus aureus (ATCC 25923). The material was collected in October 2022 at three different points in the municipality of Petrolina, Pernambuco. The leaves were taken to the Laboratório de Microbiologia at the Headquarters Campus of the Universidade Federal do Vale do São Francisco where they were processed for isolation. The identification was observed observing the macro and microscopic characteristics. The well diffusion technique was used to estimate the antibacterial potential. 131 endophytic fungi were recovered, three belonging to the Mucoromycota phylum and 128 to the Ascomycota phylum. Resulting in 33 taxa, where 23 were identified at genus level, most belonging to the genus Aspergillus spp (51%) followed by Alternaria sp. (22%) and Penicillium sp. (4%). Regarding the antibacterial action analyses, one isolate (Aspergillus sp6) presented an inhibition halo (12mm) for Escherichia coli, while five other isolates (Aspergillus fumigatus, Aspergillus sp 5, Aspergillus sp7, Curvularia sp. and Trichoderma sp2) presented inhibition for Staphylococcus aureus, with inhibition halos varying between 8 and 13.5mm. This was one of the first works to correlate an antibacterial action attributed to pajeú to endophytic fungi present in its leaves. In addition to estimating the diversity of these endophytes. Being useful for carrying out new biotechnological studies involving this tree species.Triplaris gardneriana (pajeú) é uma espécie arbórea pertencente à família Polygonaceae que ocorre em áreas de Caatinga, embora não seja exclusiva desse bioma. Diversas partes dessa planta são amplamente utilizadas por comunidades tradicionais no tratamento de variadas moléstias. Fungos endofíticos, que vivem no interior de tecidos vegetais sem causar quaisquer prejuízos ao hospedeiro, podem produzir metabólitos secundários com características semelhantes àquelas secretadas pelo hospedeiro. Não foram encontrados trabalhos que abordassem a biota endofítica dessa espécie. Desse modo, o objetivo deste trabalho foi isolar, identificar e estimar a diversidade de fungos endofíticos de T. gardneriana. Assim como avaliar o potencial antibacteriano desses fungos em relação à Escherichia coli (ATCC 25922) e Staphylococcus aureus (ATCC 25923). A coleta do material ocorreu em outubro de 2022 em três pontos distintos no município de Petrolina, Pernambuco. As folhas foram levadas ao Laboratório de Microbiologia onde foram processadas para o isolamento. A identificação dos fungos foi realizada observando as características macro e microscópicas. Foi utilizada a técnica de difusão em poço para as avaliações do potencial antibacteriano. Foram recuperados 131 fungos endofíticos, três pertencentes ao filo Mucoromycota e 128 ao filo Ascomycota, resultando em 33 táxons. Destes, 23 foram identificados a nível de gênero, sendo a maioria pertencente ao gênero Aspergillus spp (51%) seguidos de Alternaria sp. (22%) e Penicillium sp. (4%). Em relação às análises de ação antibacteriana, um isolado (Aspergillus sp6) apresentou halo de inibição (12mm) para Escherichia coli, enquanto outros cinco isolados (Aspergillus fumigatus, Aspergillus sp 5, Aspergillus sp7, Curvularia sp. e Trichoderma sp2) apresentaram halos de inibição para Staphylococcus aureus, com halos de inibição variando entre 8 a 13,5mm. Esse foi um dos primeiros trabalhos a correlacionar a ação antibacteriana atribuída ao pajeú a fungos endofíticos presentes em suas folhas, além de estimar a diversidade desses endófitos, sendo útil para a realização de novos estudos biotecnológicos envolvendo essa espécie arbórea
MOTIVOS E IMPACTOS DA BAIXA COBERTURA VACINAL PARA A SAÚDE PÚBLICA: UMA REVISÃO NARRATIVA
Introdução: criado em 1973 e regulamentado em 1975 pelo Ministério da Saúde (MS), o Programa Nacional de Imunização (PNI) é responsável por promover a saúde da população brasileira e coordenar ações e campanhas anuais de vacinação, além de assegurar a todas as idades e grupos sociais o acesso gratuito à vacinação através do Sistema Único de Saúde (SUS). Sua finalidade é prevenir doenças transmissíveis, reduzir a disseminação de agentes infecciosos nas comunidades e preservar a saúde da população. Por meio da aplicação de versões inativadas ou atenuadas de vírus ou bactérias, as vacinas fazem com que o organismo produza anticorpos contra o invasor e criem a chamada memória imunológica, capaz de combater determinadas doenças caso haja adoecimento (Pfizer, 2023). Atualmente, os sistemas de saúde disponibilizam 47 imunobiológicos diferentes, sendo 30 vacinas, 13 soros e quatro imunoglobulinas, que incluem desde as vacinas presentes no Calendário Nacional de Vacinação, que oferecem proteção ao indivíduo durante todo o seu ciclo vital, até aquelas que são indicadas para grupos em condições de saúde especiais ou que devem ser administradas em situações específicas (Ministério da Saúde, [s.d]). De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que três milhões de mortes são evitadas todos os anos por conta da vacinação e, dentre as doenças imunopreveníveis, estão a poliomielite, sarampo, rubéola, tétano, coqueluche e outras doenças graves que podem ser fatais. No entanto, nem sempre essas informações chegam às pessoas e, por causa disso, é observada uma demora na aceitação vacinal ou até mesmo a recusa à imunização. Dessa forma, isso não apenas aumenta a probabilidade do retorno de doenças erradicadas, mas também contribui para um crescente problema de saúde pública. Objetivo: compreender os principais motivos e impactos da baixa cobertura vacinal para a saúde individual e coletiva. Método: trata-se de uma revisão narrativa, a qual tem como objetivo a análise e a interpretação de dados que não segue critérios sistemáticos. É uma forma de mapear os conhecimentos produzidos sobre um determinado tema. A motivação para essa pesquisa se deu após uma palestra ministrada na 5º fase do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC), campus São Miguel do Oeste, Santa Catarina. A palestra intitulada “A importância da vacinação e os impactos causados pela baixa cobertura vacinal” foi ministrada pela enfermeira responsável da sala de vacinação do município e abordou sobre os riscos oferecidos à população devido aos baixos índices da cobertura vacinal. Para isso, os materiais da revisão foram selecionados através de artigos científicos disponíveis em formato online e gratuito, sites do governo e instituições farmacêuticas. Resultados e discussão: em 2016, o Brasil recebeu o certificado de erradicação do sarampo, porém, em 2018, o vírus voltou a circular no país após a cobertura vacinal não alcançar bons índices em algumas regiões. Na época, estimava-se que cerca de 142 milhões de crianças no mundo não foram vacinadas e que o surto ocorreu devido a baixa conscientização da comunidade e da hesitação com as vacinas (Ministério da Saúde, [s.d]). Mesmo após o surto e a tentativa de conscientização da população, não houve sucesso em alcançar bons índices da cobertura vacinal. Por isso, em 2023, após um pedido da Pfizer, o Instituto Locomotiva conduziu uma pesquisa para investigar os motivos da queda da vacinação nos últimos anos. O estudo contou com a participação de duas mil mães de crianças e adolescentes de até 15 anos de idade e, para o levantamento dos dados, foi aplicado um questionário sobre os motivos para as mães não vacinarem seus filhos. Na primeira etapa, 50% das mães não lembravam da data da vacina, 38% não vacinaram seus filhos por falta de tempo, 35% moram longe do posto de vacinação e 25% perderam a caderneta de vacina. Na segunda etapa, quando questionadas sobre os motivos que mais atrapalham a vacinação, 45% justificaram a falta de informação ou conhecimento sobre o calendário vacinal, 39% o horário de funcionamento dos serviços de saúde, 39% a dificuldade de acesso à Unidade Básica de Saúde (UBS) ou clínicas, 39% a falta de informação sobre vacinas, 26% a falta de vacinas específicas do SUS, 18% falta de tempo, 17% falta de confiança nas vacinas, 10% falta de algum documento que impede a vacinação, 9% falta de profissionais para aplicação das vacinas, 9% baixa percepção do risco das doenças e 0,2% outros motivos (Pfizer, 2023). No mesmo ano, o Ministério da Saúde realizou um levantamento de dados abordando as principais dúvidas dos brasileiros em relação às vacinas. Os maiores questionamentos foram: “A vacina contra a Covid-19 causa câncer?”, “É possível as vacinas transmitirem câncer, substâncias tóxicas e outras doenças?”, “O que devo fazer para me vacinar?”, “Vacinas são fatais?”, “Vacinas causam autismo?”, “Vacinas contém microchips para controle populacional?”, “Se muitas vacinas estão erradicadas, para que me vacinar?”. Diante disso, percebe-se que, apesar das diferentes razões para a queda da cobertura vacinal, como a desconfiança na eficácia dos imunobiológicos, aspectos socioculturais, desigualdade social e a dificuldade em relação a acessibilidade em serviços de saúde, a desinformação é a maior responsável pela hesitação/recusa vacinal. Sabe-se que notícias falsas e sem bases científicas circulam facilmente nas comunidades e causam a disseminação de informações falsas e movimentos antivacinas, dificultando o acesso a informações verdadeiras sobre o calendário vacinal, a eficácia e a importância da vacinação. Confirma-se também, após a pesquisa, os riscos que a falta de imunização causa para a saúde como um todo, afinal, a vacinação individual protege também a imunidade de indivíduos não vacinados, sendo uma estratégia para promoção à saúde coletiva. Dentre os riscos descritos, tem-se o favorecimento da criação de ambientes favoráveis para o surgimento de doenças que já foram erradicadas do Brasil, como, por exemplo, o surto de sarampo em 2018, o surgimento de variantes mais agressivas, aumento na mortalidade infantil, aumento na exposição de grupos vulneráveis às doenças, maior circulação de patógenos, aumento na procura por atendimento médico nas redes de saúde e, consequentemente, os gastos com exames, internações e tratamento de doenças que poderiam ser evitadas através da vacinação adequada. Ainda, é possível entender como a escassez de informação pode ser favorecido pelas redes sociais, em função de que, na maioria das vezes, nos deparamos com conteúdos que não possuem verificação de dados e referências para melhor entendimento ou justificativa do que foi publicado. No levantamento de dados do MS, desperta interesse em relação as perguntas feitas pela população, são questionamentos alarmantes e impactantes que precisam ser debatidos para reforçar que não há verdade nas afirmações. Conclusão: nota-se que parte da população ainda apresenta resistência em se vacinar e, portanto, entende-se que o conhecimento técnico-científico e a participação ativa dos profissionais da enfermagem e demais áreas da saúde são indispensáveis, uma vez que eles desempenham um papel fundamental na reeducação da população, compartilhando orientações e conhecimentos de fontes seguras, confiáveis, verídicas e desmascarando mitos e fake news que circulam pelas redes sociais. A partir desse contexto, fica evidente a necessidade da implementação de novas estratégias para conscientização da população sobre a importância da vacinação e seus benefícios para a saúde individual e coletiva. Logo, sugere-se a promoção de encontros comunitários, educação digital, maior divulgação científica, palestras, verificação de dados de redes sociais, ações e atividades em escolas, visando aumentar a acessibilidade dos cidadãos a informações precisas, verdadeiras e embasadas na ciência. Além disso, deve-se proporcionar aos profissionais da saúde cursos de capacitação e ações em educação continuada com o propósito de mantê-los atualizados sobre novas recomendações e dados vacinais. A adoção de métodos para conscientização da população é imprescindível para que haja maior adesão das comunidades às vacinas disponibilizadas e para evitar que doenças preveníveis voltem a representar uma ameaça à saúde pública.
Palavras-chave: Vacinação. Saúde. Doenças imunopreveníveis.
REFERÊNCIAS
Machado, L. F. B. et al. Recusa vacinal e o impacto no surgimento de doenças erradicadas. BJSCR, v. 32, n. 1, p. 2317–4404, 2020.
Ministério da Saúde (BR). Organização Mundial da Saúde volta a alertar para o aumento de casos de sarampo em todo o mundo. Ministério da Saúde, Brasília, [s.d].
Ministério da Saúde (BR). Vacinação. Ministério da saúde, 2023.
Pfizer. Mães apontam falta de tempo, desinformação e dificuldades de acesso como barreiras para manter a vacinação dos filhos em dia. Pfizer, 2023
PREPARAÇÃO DE RISOTO COM INGREDIENTES FUNCIONAIS: UMA PROPOSTA GASTRONÔMICA SUSTENTÁVEL
Este artigo de extensão relata uma experiência prática desenvolvida na disciplina de Tópicos Especiais I, com foco nos benefícios funcionais da cúrcuma e do iogurte natural. Para isso, elaborou-se um risoto utilizando esses ingredientes como base, seguindo três etapas: seleção dos insumos, preparo da receita e análise sensorial. A cúrcuma (Curcuma longa) é conhecida por suas ações hipolipidêmica, antioxidante e anti-inflamatória, enquanto o iogurte natural contribui com nutrientes e probióticos benéficos à saúde intestinal. Uma revisão integrativa da literatura (Google Acadêmico, Web of Science e PubMed, últimos seis anos) fundamentou a escolha dos ingredientes. Os resultados indicaram que ambos são acessíveis e eficazes na promoção da saúde. A preparação teve boa aceitação sensorial, confirmando sua viabilidade como proposta nutricional e gastronômica funcional
GENÉTICA E DESEMPENHO ESPORTIVO: LIMITES ÉTICOS DA TERAPIA GÊNICA
Introdução: Os genes podem ser modificados a partir da interação de um indivíduo com o ambiente e a abordagem da terapia gênica etnicamente responsável deveria ser utilizada apenas com fins terapêuticos, e não para a melhora do desempenho físico. Objetivo: Reconhecer como a genética influencia o desempenho físico de um atleta e como o ambiente pode influenciar a expressão dos genótipos. Método: Após a leitura de dois artigos em sala, foi pesquisado um terceiro artigo na plataforma Perplexity. Com base nessas fontes, foi elaborado um resumo com as principais informações. Resultados: As atividades físicas impulsionaram estudos sobre como o ambiente influencia a manifestação dos genótipos em diferentes indivíduos. Pesquisadores constataram que indivíduos com características genéticas semelhantes tendem a apresentar melhor desempenho em diferentes atividades. Essa diferença de desempenho está ligada à atuação de distintos genótipos. Buscando a melhora da performance, alguns atletas recorrem ao doping genético. No entanto, a terapia genética ainda é experimental, não é possível mensurar os danos que podem ser causados ao organismo pois a maioria dos estudos realizados até o momento foi conduzida em animais. O uso eticamente correto da terapia gênica deve ser restrito ao tratamento de patologias. Conclusão: Dessa forma, fica evidente que os genes podem ser modificados pelo ambiente. Também deixa claro que a terapia gênica deveria ser utilizada apenas para tratamentos terapêuticos, não sendo eticamente correto seu uso como doping genético, pois não há estudos suficientes
OBSERVAÇÃO DE ESPORTES COLETIVOS
Durante os meses abril e junho, foram observadas diferentes modalidades de esportes coletivos, em diferentes idades no município de Videira, Santa Catarina. As mesmas ocorream para obsevar como é ensinado na prática as modalidades para o atleta
APLICABILIDADE DE DOSES DE ADUBO MINERAL 12-16-13 NO DESENVOLVIMENTO VEGETATIVO E PRODUTIVO NA CULTURA DA ALFACE
A cultura da alface é altamente dependente de um bom manejo de adubação. O presente trabalha tem como objetivo avaliar a aplicabilidade de diferentes doses do adubo mineral no desenvolvimento e produtividade da alface (Lactuca sativa). O estudo foi conduzido na Unoesc, em São José do Cedro – SC, utilizando delineamento inteiramente casualizado com cinco tratamentos (0, 5, 10, 15 e 20g de fertilizante) e cinco repetições para cada. Foram analisados parâmetros como índice de clorofila foliar (SPAD), número de folhas, área foliar, biomassa e desenvolvimento radicular, os dados foram submetidos ao teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. A adubação mineral é fundamental para suprir a alta exigência nutricional da alface, influenciando diretamente sua qualidade e produtividade.Palavras chave: Adubação mineral; produtividade; alface
SEGURANÇA ALIMENTAR E O CONTROLE DE TEMPERATURA
A segurança alimentar e o controle de temperatura são fundamentais para a prevenção de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) e para a promoção da saúde pública. A segurança alimentar envolve práticas que garantem a oferta de alimentos seguros, nutritivos e em quantidade adequada. Já o controle de temperatura é essencial para inibir o crescimento de microrganismos, devendo-se evitar a zona de perigo entre 5 °C e 60 °C. Procedimentos como refrigeração adequada, cocção completa e manutenção em temperaturas seguras são indispensáveis. O uso de termômetros, registros e monitoramento contínuo asseguram a eficácia dos processos. A aplicação desses princípios é imprescindível em serviços de alimentação e no contexto da educação nutricional, promovendo alimentos seguros desde a produção até o consumo
PLANEJAMENTO DE ATIVIDADES EDUCATIVAS EM ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PARA COLABORADORES DE UMA UNIDADE DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO
Introdução: As Unidades de Alimentação e Nutrição (UANs) são estabelecimentos responsáveis pela produção de refeições equilibradas nutricionalmente e seguras para os consumidores. No Brasil, cerca de 6 milhões de refeições são produzidas diariamente em UANs comerciais e institucionais, empregando milhares de trabalhadores (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE REFEIÇÕES COLETIVAS, 2023).
Estudos indicam que os trabalhadores de UANs apresentam perfis nutricionais preocupantes, com alta incidência de sobrepeso, obesidade e outras doenças crônicas (BARROS e COSTA, 2021). Segundo Vidal et al. (2018), esses profissionais, apesar de trabalharem diretamente com alimentos, muitas vezes não possuem conhecimentos adequados sobre alimentação saudável ou enfrentam dificuldades para aplicar esses conhecimentos no cotidiano.
Pesquisas científicas mostram que ações educativas no ambiente de trabalho podem ser eficazes para melhorar os hábitos alimentares e a saúde dos trabalhadores (PEREIRA et al., 2019). As UANs, por sua natureza, constituem espaços ideais para implementar ações de educação alimentar, beneficiando tanto os clientes quanto os funcionários (SOUZA et al., 2021).
Este trabalho propõe um projeto de atividades educativas sobre alimentação saudável para os colaboradores de uma UAN, a ser desenvolvido durante o estágio curricular obrigatório. A proposta visa integrar teoria e prática da educação alimentar, considerando as particularidades do público-alvo e seu ambiente de trabalho.
A relevância deste projeto está na possibilidade de contribuir tanto para a formação do estudante de Nutrição quanto para a saúde dos trabalhadores da UAN, criando um ambiente que valorize práticas alimentares saudáveis.
Metodologia: O projeto será desenvolvido em uma Unidade de Alimentação e Nutrição durante o estágio curricular obrigatório. O público-alvo será composto pelos colaboradores da UAN, incluindo manipuladores de alimentos, cozinheiros, auxiliares e demais funcionários envolvidos na produção de refeições.
Resultados: A implementação das atividades educativas poderá gerar benefícios significativos. Espera-se que, a partir das atividades propostas, os colaboradores possam:
Ampliem seus conhecimentos sobre alimentação saudável;
Desenvolvam habilidades para escolher e preparar alimentos mais nutritivos;
Refletem sobre suas próprias escolhas alimentares;
Iniciem mudanças em seus hábitos alimentares, com possível melhora em sua saúde.
Estes resultados são compatíveis com os estudos de Pereira et al. (2019), que demonstraram que ações educativas sobre nutrição no ambiente de trabalho podem aumentar o conhecimento e melhorar as práticas alimentares dos trabalhadores.
Conclusão: A proposta de atividades educativas sobre alimentação saudável para colaboradores de uma UAN alinha-se aos princípios da promoção da saúde e tem potencial para impactar positivamente os trabalhadores envolvidos na produção de refeições.
O desenvolvimento do projeto durante o estágio obrigatório permitirá ao estudante de Nutrição vivenciar na prática os desafios e possibilidades da educação alimentar, contribuindo para sua formação profissional e para a valorização do papel do nutricionista como educador em saúde. Por fim, destaca-se que o sucesso da proposta dependerá do engajamento de todos os participantes (estagiário, supervisor, gestores e colaboradores da UAN), bem como da capacidade de adaptação às necessidades identificadas durante o diagnóstico inicial.
Palavras-chave: Educação alimentar e nutricional; Promoção da saúde; Ambiente de trabalho; Hábitos alimentares; Serviços de alimentação.
Referências:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE REFEIÇÕES COLETIVAS. Mercado real de
refeições. 2023. Disponível em: https://www.abia.org.br/mercadorefeicoes. Acesso em: 22 abr. 2025.
BARROS, M. S. C.; COSTA, S. M. M. Estado nutricional e fatores associados em trabalhadores de Unidades de Alimentação e Nutrição. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, v. 15, n. 91, p. 47-56, 2021. Disponível em:
https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=7850604. Acesso em: 23 mar. 2025.
PEREIRA, L. M.; VIEIRA, A. L. S.; SANTOS, R. B. Efetividade de intervenções educativas em nutrição com trabalhadores de uma Unidade de Alimentação e Nutrição. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, v. 32, n. 1, p. 1-10, 2019. Disponível em: https://periodicos.unifor.br/RBPS/article/view/8643. Acesso em: 23 mar. 2025.
SOUZA, L. V.; OLIVEIRA, M. S.; NASCIMENTO, K. O. Educação alimentar e nutricional no ambiente de trabalho: revisão integrativa. Research, Society and Development, v. 10, n. 2, e49410212760, 2021. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/12760. Acesso em: 23 mar. 2025.
VIDAL, G. M.; BALTAZAR, L. C.; COSTA, L. C. F. Perfil nutricional de trabalhadores de unidades de alimentação e nutrição. Nutrição Brasil, v. 16, n. 4, p. 236-242, 2018. Disponível em:
https://www.atlanticaeditora.com.br/nutrire-brasil/artigo/perfil-nutricional-de-trabalhadores-de- unidades-de-alimentacao-e-nutricao. Acesso em: 23 mar. 2025.
 
Análise comparativa entre vigas maciças e vigas laminada colada utilizando à flexão
A madeira é um dos materiais mais antigo utilizados na construção civil, dada a sua importância e a necessidade de desenvolvimento de novas técnicas construtivas, desenvolveu-se o método de madeira laminada colada (MLC). Visando aprimorar o conhecimento da melhor forma de aplicar esse método construtivo, pesquisas vêm sendo realizadas utilizando lâminas de madeira em peças estruturais. Neste cenário, buscou-se avaliar vigas de madeira maciça (VM) e vigas de laminada colada (VC) quanto a sua resistência a flexão. Utilizando a espécie de madeira Pinheiro Araucária. Foram confeccionadas 9 vigas ao todo (170 x 7,5 x 16 cm), sendo elas, 3 vigas maciças (VM), 3 vigas de laminada colada (VCI) com espessura das lâminas de 2 cm e 3 vigas de laminada colada (VCII) com espessura das lâminas de 4 cm. Após montagem das vigas, submeteu-se ao ensaio de flexão a três pontos, sendo observado a resistência quanto a força aplicada. Os resultados obtidos demonstram que as vigas de laminada colada (VCI) atingiram uma média de 55,872 KN, pois, com a espessura menor da lâmina, observou-se que a viga é mais flexível / maleável e ocorre uma boa tratabilidade entre as lâminas. Sendo que em comparação a viga maciça (rígida) observou-se um aumento de 24,073 KN