Editora Unoesc (E-Journals)
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CONTROLE DE QUALIDADE DE SUPLEMENTOS ALIMENTARES: ESTUDO PRELIMINAR DE PARÂMETROS DE QUALIDADE FÍSICO-QUÍMICA
FINANÇAS EM JOGO: PRODUTO TÉCNICO-TECNOLÓGICO SOBRE EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA CONSCIENTIZAÇÃO DE JOVENS SOBRE APOSTAS ONLINE
SAÚDE BUCAL DE PACIENTES ONCOLÓGICOS EM QUIMIOTERAPIA NO MEIO-OESTE-SC: ORIENTAÇÕES RECEBIDAS, ASSISTÊNCIA PRESTADA E AUTOPERCEPÇÃO
Introdução: Pacientes oncológicos em quimioterapia frequentemente apresentam complicações orais, como mucosite, xerostomia, dor, dificuldade alimentar e infecções, que afetam a qualidade de vida e a adesão terapêutica. Apesar da relevância da saúde bucal nesse contexto, orientações preventivas e acompanhamento odontológico ainda são limitados em muitos serviços, sobretudo fora dos grandes centros. Objetivo: Descrever a saúde bucal de pacientes oncológicos em tratamento quimioterápico no Meio-Oeste Catarinense, considerando orientações recebidas, assistência prestada e autopercepção das necessidades odontológicas. Metodologia: Estudo transversal realizado no setor de oncologia do Hospital Universitário Santa Terezinha, em Joaçaba-SC, referência para 55 municípios. A coleta ocorreu entre outubro de 2024 e julho de 2025, por entrevistas presenciais durante as sessões de quimioterapia. Foram incluídos pacientes maiores de 18 anos, de ambos os sexos. Utilizou-se questionário estruturado, que contemplou variáveis sociodemográficas, orientações recebidas, realização de exames orais, percepção de necessidade de atendimento odontológico, surgimento de problemas bucais após o início da quimioterapia e autoavaliação da saúde bucal. Os dados foram analisados no Stata 18, por estatística descritiva. Resultados: A amostra incluiu 363 pacientes, em sua maioria mulheres (65,6%), com média de idade de 58 anos (DP = 13,2), baixa escolaridade (43,0% com ensino fundamental incompleto) e residentes em área urbana (74,9%). O tempo médio desde a última consulta odontológica foi de 23,9 meses (DP = 46,2). Mais da metade dos pacientes (51,2%) não recebeu informações sobre possíveis alterações bucais relacionadas à quimioterapia, enquanto 36,9% receberam orientações sobre prevenção de problemas e 28,1% foram orientados pela equipe do hospital. Em relação à prática assistencial, 78,5% não tiveram a boca examinada durante o tratamento, apenas 10,2% relataram exame em algumas ocasiões e 4,7% com frequência. Apesar disso, 42,1% relataram o surgimento de problemas bucais novos desde o início da quimioterapia. Quanto à percepção de necessidade odontológica, 17,4% consideraram necessitar muito de tratamento, 15,4% mais ou menos, 19,6% pouco, enquanto 42,4% afirmaram não necessitar. Na autoavaliação da saúde bucal, 46,6% a classificaram como boa, 7,4% como muito boa, 37,7% regular e 8,3% como ruim ou muito ruim.Conclusão: Observou-se lacuna significativa no acompanhamento odontológico de pacientes oncológicos, caracterizada pela baixa oferta de orientações e exames orais, apesar da frequência de problemas relatados. Embora muitos avaliem sua saúde bucal como boa ou regular, uma parcela importante reconhece necessidade de atendimento. Os achados reforçam a importância de integrar ações odontológicas ao cuidado oncológico, com foco em prevenção, diagnóstico precoce e qualidade de vida.
Palavras-chave: Saúde Bucal; Neoplasias; Quimioterapia; Qualidade de Vid
O IMPACTO DA SOCIALIZAÇÃO E HÁBITOS SAUDÁVEIS PARA A LONGEVIDADE
Introdução: A promoção da longevidade é um processo multifatorial em saúde que requer a integração de diferentes práticas que vão além do cuidado clínico tradicional. A participação em atividades sociais, como música e dança, associada ao convívio familiar, à prática regular de atividade física e a uma alimentação equilibrada, desempenha papel essencial na manutenção da saúde e qualidade de vida. Esses elementos, muitas vezes subestimados, contribuem para o bem-estar físico, emocional e cognitivo, atuando de forma preventiva contra doenças crônicas e promovendo um envelhecimento mais saudável, ativo e feliz. Objetivo: Orientar idosos por meio de uma dinâmica interativa sobre a importância de hábitos saudáveis, como: atividade física, socialização, alimentação balanceada e qualidade do sono, para alcançar a longevidade. Metodologia: Realizou-se uma oficina de duas horas do componente de Prática Profissional e Inserção Comunitária I. Os participantes, estudantes da Universidade da Melhor Idade (UNIVIDA), foram divididos em pequenos grupos para favorecer o contato próximo. Iniciou-se o trabalho com um diálogo abordando questões do dia a dia dos idosos e entendendo suas rotinas para que, posteriormente, fossem expostos assuntos sobre a prática de hábitos saudáveis como, alimentação saudável, exercício físico e interação social, por meio de um bingo interativo. Resultado: Participaram 20 idosos. No bingo interativo, especialmente na abordagem sobre os alimentos saudáveis aliados a hábitos de vida equilibrados, os idosos demonstraram grande interesse e engajamento, refletindo sobre suas escolhas cotidianas. Foi observado que os participantes estiveram ativos em todas as etapas da oficina, interagindo, com interesse nos assuntos. Além disso, trouxeram relatos de situações de suas próprias vidas, e compartilharam exemplos de longevos de seu convívio. O contato próximo possibilitou conversas mais profundas, favorecendo a troca de experiências e o fortalecimento do vínculo entre os participantes. Essa atividade permitiu que compreendessem de forma prática e dinâmica como a alimentação e hábitos saudáveis estão diretamente relacionados à longevidade, reforçando o papel central da nutrição no envelhecimento saudável. Conclusão: Ficou constatado que a longevidade está diretamente relacionada com os hábitos saudáveis, socialização e equilíbrio em todos os aspectos da vida, conduzindo o envelhecimento de forma leve e feliz. Ademais, o trabalho teve impacto positivo, tanto para os idosos quanto para nós acadêmicos. Visto que, foi uma troca de experiências de grande valia, que nos fez refletir a importância da escuta ativa, e de transmitir informações de forma clara e simples para esse público
MÉTODOS DE CONTROLE DO ESCURECIMENTO ENZIMÁTICO EM MAÇÃ
Introdução: O escurecimento enzimático é um fenômeno amplamente observado em frutas e hortaliças, caracterizado pela rápida alteração da coloração de sua polpa após o corte, batimento ou amassamento. Esse processo é desencadeado principalmente pela ação da enzima polifenoloxidase, um termo genérico que se refere a um conjunto de enzimas capazes de acelerar a oxidação de compostos fenólicos naturalmente presentes nos tecidos vegetais. Objetivo: Estudar a influência de alguns métodos de controle do escurecimento enzimático nas maçãs. Método: Para a realização do experimento, os alunos foram divididos em 10 grupos. Cada um desses grupos recebeu as amostras de maçãs já higienizadas em uma solução de agentes conservantes. Após o recebimento das frutas, as sementes foram retiradas, e as maçãs cortadas em fatias finas com no máximo de 5 mm e em formato de meia lua e mergulhadas por 5 min em soluções contendo ácido ascórbico, ácido cítrico, metabissulfito de sódio e soluções de sacarose a 60 %. Em seguida as amostras foram escorridas, secas com o auxílio de um papel toalha e acondicionadas em bandejas com papel, após alguns minutos foi possível observar as transformações provocadas por cada tipo de tratamento e levado ao secador a 70 °C por 24 h. Resultados: Com este experimento foi possível analisar que os tratamentos mais eficazes para a prevenção do escurecimento enzimático na maçã foi a solução de 1,0% de Metabissulfito de sódio e a solução contendo 1,0% de ácido cítrico, 1,0% de ácido ascórbico, 0,5 % de cloreto de cálcio e 0,05% de cloreto de sódio. Ambos os tratamentos apresentaram resultados satisfatórios mantendo as características organolépticas da fruta. Porém, o tratamento da amostra com solução de 1,0% de metabissulfito, sendo a mais utilizada pelas indústrias alimentícias, possui mais eficácia em relação a outra amostra realizada pelo grupo 7. Entretanto a sua utilização causa diversos problemas à saúde, e em consequência torna-se uma substância cancerígena. A solução de 1,0% de ácido cítrico, 1,0% de ácido ascórbico, 0,5% de cloreto de cálcio e 0,05% de cloreto de sódio, sendo também muito eficaz, mostra-se como uma alternativa para substituir o metabissulfito, visto que na exportação para outros países ele não é permitido. Conclusão: Pode-se concluir que, com relação ao escurecimento enzimático e que os tratamentos com metabissulfito de sódio e solução de ácido cítrico e ácido ascórbico, cloreto de sódio e cloreto de cálcio foram o mais eficiente no controle do escurecimento enzimático
ABORDAGEM CLÍNICA E CIRÚRGICA DE HEMANGIOSSARCOMA ESPLÊNICO CANINO - RELATO DE CASO
Introdução: O hemangiossarcoma é uma neoplasia maligna de origem endotelial, caracterizada por
comportamento agressivo e elevada taxa metastática. Em cães, o baço é um órgão frequentemente acometido,
sendo comum manifestações clínicas inespecíficas, como síncope, hiporexia, dor abdominal e letargia. O
diagnóstico definitivo baseia-se na associação entre exames complementares e análise histopatológica. Objetivo:
O objetivo do presente relato foi descrever um caso de hemangiossarcoma esplênico em um cão idoso, atendido
na Clínica Veterinária SOS dos Bichos, em Maravilha-SC, enfatizando a conduta terapêutica adotada e evolução
clínica. O relato foi autorizado pelo responsável do paciente. Método: Foi atendido um canino Pastor Alemão,
macho, 10 anos de idade, pesando 42 kg, apresentando hipofagia, êmese e episódio de síncope. No exame físico,
observou-se apatia, taquicardia, taquipneia, hipertermia (40 °C) e dor à palpação abdominal, estando os demais
parâmetros dentro da normalidade para a espécie. Foram solicitados exames laboratoriais (hemograma e
bioquímica sérica: ALT, AST, FA, glicemia, colesterol, triglicerídeos e proteínas totais), além de ultrassonografia
abdominal. Diante dos achados, foi indicada esplenectomia. O procedimento cirúrgico foi realizado sob anestesia
geral balanceada, utilizando acepromazina (0,05 mg/kg, IM) e metadona (0,2 mg/kg, IM) como pré-medicação,
propofol (2 mg/kg, IV) para indução e isoflurano em oxigênio para manutenção. No pós-operatório, o paciente foi
monitorado quanto a parâmetros vitais, perfusão e dor, recebendo suporte intensivo. Para analgesia multimodal,
administraram-se tramadol (2,8 mg/kg, SC, a cada 12h), meloxicam (0,1 mg/kg, SC, SID) e dipirona (25 mg/kg, SC, a
cada 8h), além de ondansetrona (0,1 mg/kg, SC, a cada 12h). Considerando a drenagem de conteúdo purulento
para a cavidade abdominal, instituiu-se antibioticoterapia com metronidazol (15 mg/kg, IV, a cada 12h) e
ceftriaxona (35 mg/kg, IV, a cada 12h). Resultados: Os exames laboratoriais não apresentaram alterações
significativas. A ultrassonografia abdominal evidenciou uma massa esplênica de aproximadamente 10 cm
associada a sinais de peritonite. O transoperatório ocorreu sem intercorrências, e o paciente permaneceu
internado por 13 dias, apresentando evolução satisfatória até a alta. O exame histopatológico confirmou
hemangiossarcoma esplênico, com áreas de necrose, hemorragia e intensa atividade mitótica. Foi recomendado
tratamento quimioterápico adjuvante, porém o responsável optou por tratamento paliativo. Conclusão: Conclui-se
que o hemangiossarcoma esplênico em cães representa um desafio clínico e cirúrgico, uma vez que, apesar da
esplenectomia permitir estabilização do paciente e confirmação diagnóstica, o prognóstico permanece reservado
devido ao seu comportamento metastático. Ressalta-se a importância da adoção de protocolos adjuvantes e do
acompanhamento contínuo para manutenção da qualidade de vid
A BIOSSEGURANÇA COM MATERIAIS DE MANICURE E PEDICURE
Introdução: Diante dos riscos de contaminação do mercado estético, pode-se observar que ocorreu um aumento das exigências com relação à biossegurança dos materiais utilizados nos salões de beleza e clínicas de estética, implementando medidas para impedir a liberação e/ou a proliferação dos agentes patológicos capazes de comprometer a saúde dos pacientes. Objetivo: Ressaltar a importância da biossegurança com relação aos materiais e utensílios manuseados pelos profissionais da área de manicure e pedicure, seja por negligência e/ou falta de informação adequada, bem como observância do mínimo exigido pelo órgão responsável (ANVISA). Método: Está pesquisa trata-se de uma revisão da literatura sobre: Biossegurança em institutos de beleza, Podologia, estética das unhas, processamento de artigos críticos (perfurocortante), treinamento, educação permanente. Realizada no mês de agosto de 2025, nas bases de dados Sciello, PubMed e Google Scholar, foram utilizados artigos escritos na língua portuguesa publicados no período entre 2014 e 2025. Resultados: A quantidade final de publicações selecionadas para a fundamentação das discussões e alcance do objetivo da pesquisa foram 09 artigos abordando: Adoção e conhecimento de práticas da biossegurança pelos profissionais da beleza; Uso de EPI´S; Práticas de biossegurança por manicure/pedicure; Nível de conhecimento de manicures sobre transmissão de hepatite B e C e abordagem das diversas faces da biossegurança e sua relação com o trabalho Os profissionais da estética precisam trabalhar na promoção da beleza, mas também estar apropriado para reconhecer os agentes transmissores no seu ambiente de trabalho, saber que, a transmissão de qualquer tipo de doença, pode ser tanto do cliente para o profissional quanto da não esterilização correta dos instrumentos usados para a prática da profissão. Conclusão: A presente pesquisa tem uma relevância social, pois aborda riscos de contaminação com materiais indevidamente esterilizados. Este material contribui para conscientizar os profissionais da área de manicure e pedicure da importância da biossegurança, a qual é de fato, necessária para qualquer ambiente de trabalho, seja ela em salões de beleza, clínicas de estética, consultórios, entre outros
O IMPACTO AMBIENTAL DA MODA FAST FASHION
Introdução: A indústria da moda é uma das mais lucrativas do mundo, mas também altamente poluente. O modelofast fashion, caracterizado pela produção em massa de roupas a preços baixos e ciclos rápidos de tendências,gera impactos ambientais significativos. A produção excessiva consome muitos recursos naturais, aumenta asemissões de gases de efeito estufa e gera grande quantidade de resíduos têxteis.
Objetivo: Este estudo tem comoobjetivo analisar os impactos ambientais do fast fashion e explorar alternativas sustentáveis na indústria têxtil.
Método: Este estudo foi realizado por meio de revisão bibliográfica, com base em artigos acadêmicos, relatóriosambientais e estudos de caso sobre o impacto do fast fashion. Foram analisados dados sobre consumo de água,emissões de carbono, contaminação química e desperdício têxtil. Também foram identificadas iniciativassustentáveis, como uso de materiais ecológicos e implementação de economia circular. Resultados: A indústria damoda é responsável por cerca de 10% das emissões globais de carbono e consome aproximadamente 79 bilhõesde metros cúbicos de água por ano. Estima-se que 85% dos tecidos produzidos terminam em aterros sanitários.Corantes têxteis poluem recursos hídricos, enquanto o cultivo intensivo de algodão degrada solos e depende depesticidas e fertilizantes químicos. O poliéster, fibra amplamente usada, libera microplásticos nos oceanos; cerca de35% dos microplásticos marinhos vêm de têxteis sintéticos. Além disso, a produção em larga escala está associada acondições de trabalho precárias em países em desenvolvimento. Alternativas como slow fashion, brechós,reutilização de tecidos, tecidos reciclados e processos de produção mais limpos têm se mostrado eficazes naredução de impactos ambientais.
Conclusão: O fast fashion causa grande impacto ambiental e social. A adoçãode práticas sustentáveis, como moda circular, upcycling e consumo consciente, é essencial. Consumidores,empresas e governos devem trabalhar juntos para tornar a moda mais responsável. Regulamentações ambientaisrigorosas, incentivo a materiais sustentáveis (algodão orgânico, linho, cânhamo, fibras recicladas) econscientização do consumidor são fundamentais para minimizar os danos da indústria têxtil e promover um setormais sustentável.
Agradecimentos: Agradeço aos pesquisadores e instituições que forneceram dados e referências para a realização deste estudo