Editora Unoesc (E-Journals)
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GESTÃO DE RISCOS COMO VETOR DE SUSTENTABILIDADE NO AGRONEGÓCIO: UMA ANÁLISE DA LITERATURA VIA REVISÃO SISTEMÁTICA
EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NA FORMAÇÃO CONTÁBIL: APLICAÇÃO DA MATEMÁTICA FINANCEIRA COM A HP-12C NO ENSINO MÉDIO
Introdução: A Matemática Financeira é uma ferramenta fundamental para a compreensão das relações entre valor e tempo, constituindo-se em base essencial para a formação acadêmica e profissional do contador. O domínio de seus conceitos, aliado ao uso de instrumentos como a calculadora HP-12C, possibilita a resolução de problemas monetários e financeiros presentes no cotidiano organizacional e social. Nesse sentido, a atividade proposta na primeira fase do curso de Ciências Contábeis justifica-se por integrar teoria e prática, ao promover a aplicação dos conteúdos em sala de aula e sua extensão à comunidade escolar, em consonância com a curricularização da extensão estabelecida pela Resolução nº 7 de dezembro de 2018 do Ministério da Educação. Objetivo: Sendo assim, este projeto de extensão teve por objetivo, aplicar os conhecimentos de Matemática Financeira adquiridos em sala de aula em uma escola pública estadual, utilizando a calculadora HP-12C, para integrar teoria e prática e promover a interação entre universidade e comunidade escolar. Método: O projeto foi realizado em etapas sequenciais durante o primeiro semestre de 2025 por 49 estudantes matriculados no componente de Prática Profissional e Inserção Comunitária I (PRATIC) e dois docentes do curso. As atividades iniciaram com um questionário diagnóstico para avaliar o conhecimento prévio dos acadêmicos sobre os fundamentos básicos de Matemática Financeira. Depois, ocorreu uma revisão teórica dos conceitos essenciais, seguida de aulas práticas focadas no uso da calculadora HP-12C. Posteriormente, ocorreram treinamentos de resolução de problemas financeiros usando o mesmo instrumento. Finalmente, os acadêmicos realizaram uma aula interativa, seguida da aplicação das atividades realizadas em sala de aula, sobre a utilização da Matemática Financeira no cotidiano, aos estudantes do ensino médio do Colégio Estadual Professora Adelina Régis (CEPAR), promovendo a integração entre a formação universitária e a comunidade escolar. Resultados: Os resultados apontam que a realização da Prática Profissional e Inserção Comunitária I (PRATIC) destacou a relevância da educação financeira para o crescimento pessoal e social. A atividade expandiu o entendimento dos estudantes do ensino médio sobre o uso da Matemática Financeira no planejamento financeiro, além de conscientizar sobre o consumo consciente. Para os acadêmicos, a iniciativa permitiu colocar em prática os conhecimentos teóricos e aprimorar habilidades em comunicação, empatia, responsabilidade e didática. Conclusão: Conclui-se que, a experiência mostrou-se eficaz e com potencial de ser replicada em diversos contextos educacionais. Esse resultado reforça o papel da universidade como um agente de transformação social
TECNOLOGIAS DA INDÚSTRIA 4.0 E SUA INFLUÊNCIA NA MODERNIZAÇÃO DAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS E PECUÁRIAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Introdução: A expansão dos sistemas produtivos e o aumento dos empreendimentos agrícolas impulsionam a eficiência e a sustentabilidade na agricultura. Esse domínio enfrenta desafios (mudanças climáticas, volatilidade de mercados e complexidade das cadeias de suprimentos). Assim, as tecnologias da I4.0 (IoT, IA, big data, robótica e blockchain) vêm transformando a agricultura, com maior conectividade, digitalização e automação dos processos produtivos. A agricultura digital demonstra impactos significativos em países desenvolvidos e em desenvolvimento, com tomadas de decisão mais assertivas, ganhos de produtividade, redução de custos e menor impacto ambiental. Porém, há uma lacuna teórica na efetiva implementação e nas práticas tecnológicas em contextos agrícolas e pecuários. Objetivo: Busca analisar, com a revisão sistemática da literatura, como as tecnologias da Indústria 4.0 têm apoiado e transformado práticas na agricultura e pecuária, identificando benefícios, desafios e contribuições para a sustentabilidade, produtividade e competitividade do setor agroalimentar. Método: Adotou-se a revisão sistemática, usando as bases Scopus e Web of Science, de 2013 a 2023, com os termos Agriculture 4.0, Smart Agriculture, Precision Agriculture e Agri-Food 4.0. Identificou-se 312 artigos, sendo 244 após a remoção de duplicatas. Destes, 177 estavam acessíveis em PDF e foram importados para o software Parsifal. Após etapas de triagem por critérios de inclusão e exclusão, restaram 37 artigos que compuseram a amostra final. Esses estudos foram analisados segundo categorias como tecnologias aplicadas, impactos produtivos e implicações ambientais e sociais. Resultados: Os resultados evidenciam ampla aplicação de tecnologias digitais no agronegócio. A agricultura de precisão mostra potencial em fertilização, plantio e uso eficiente de insumos, gerando redução de custos e aumento de rendimentos. O IoT permite monitoramento em tempo real de cultivos e rebanhos, otimizando irrigação e rastreabilidade. O big data e a IA viabilizam previsões mais precisas sobre clima, produtividade e saúde animal. A robótica e a automação ampliam a eficiência em tarefas repetitivas, como colheita e ordenha, enquanto o blockchain fortalece a transparência e a confiança nas cadeias agroalimentares. Porém, existem barreiras relacionadas à exclusão digital, falta de capacitação e limitações de infraestrutura que dificultam a adoção plena. Conclusão: A revisão sistemática demonstra que as tecnologias da Indústria 4.0 representam um vetor estratégico para enfrentar os desafios do setor agrícola e pecuário, promovendo eficiência, sustentabilidade e competitividade. Elas contribuem para reduzir impactos ambientais, aumentar a resiliência frente às mudanças climáticas e ampliar a segurança alimentar. A difusão depende de políticas públicas de incentivo, investimentos em infraestrutura digital e capacitação dos produtores. 
CENTRO DE INTEGRAÇÃO EDUCACIONAL NO MUNICÍPIO DE VIDEIRA (SC)
Introdução: A educação é uma constante em todas as sociedades, mas suas formas e significados variamconforme as épocas e os contextos, vinculando-se diretamente ao ideal de cidadania e ao modelo socialdesejado, conforme apontam Dias e Pinto, em 2019. No ano de 2022, o Programa Internacional de Avaliação deEstudantes (PISA), realizado a cada 3 anos, divulgou a lista dos 81 países participantes de uma prova que avalia odesempenho de alunos de 15 anos em ciências, leitura e matemática. O Brasil contou com 10.798 alunos de 599escolas, entre públicas e privadas. No conteúdo de ciências, 55% dos alunos não conseguiram explicar fenômenosbásicos da natureza, e o país se estabeleceu na posição 61 do ranking. Em leitura, o país ocupa a posição 52, com50% dos alunos apresentando dificuldade em interpretação textual. O desempenho em matemática foi o maisalarmante, registrando 73% dos alunos que apresentavam dificuldade em operações simples e em comparativosde distâncias, colocando o país na posição 65, conforme é mostrado nos resultados do Instituto Nacional deEstudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, no ano de 2023. Objetivo: Portanto, o objetivo desta pesquisa édesenvolver uma base teórica para a criação de um anteprojeto de referente a um Centro de IntegraçãoEducacional em Videira - SC, voltado ao acolhimento pedagógico de pessoas em situação de vulnerabilidade,imigrantes, jovens com dificuldades nas disciplinas básicas e evadidos escolares, por meio de um ensino sustentávele inovador. Método: Para o desenvolvimento da pesquisa teórica, adotou-se uma abordagem qualitativa, ondebuscou-se compreender as relações educacionais em seus respectivos contextos, como também ancorar-se emestudos de caso que apresentassem alternativas essenciais para a criação de um Centro de IntegraçãoEducacional no município de Videira. Resultados: Expressada a problemática educacional no largo escoponacional, os resultados, focados nas disciplinas basilares do ensino, apontam para um baixo rendimento dacapacidade do aluno enquanto integrante do ensino médio, desenhando um cenário de preocupação naevolução da aprendizagem em comparação com a jornada dos anos vividos no ensino fundamental. Conclusão:A criação de um Centro de Integração Educacional torna-se essencial diante de um cenário de evasão escolar,assim como o baixo desempenho dos alunos nas disciplinas básicas. O constante fluxo de imigrantes também exigedo município um ambiente de acolhimento pedagógico, melhor estabelecido por meio de um ensino sistemático ede uma arquitetura humanizada
PRÁTICAS EDUCATIVAS EM SUPORTE BÁSICOS DA VIDA PEDIÁTRICO: EXPERIÊCIA VIVENCIADA EM AMBIENTE UNIVERSITARIO
RELATÓRIO DE ATIVIDADE DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM UMA EMPRESA SOBRE PRIMEIROS SOCORROS
INTRODUÇÃO: Os acidentes no ambiente de trabalho podem variar de simples a complexos, resultando em lesões de diferentes gravidades. O atendimento inicial deve ser ágil e eficaz, mesmo em locais onde não há presença de médicos ou enfermeiros, desde que haja funcionários devidamente capacitados para atuar como socorristas. (Rosa et al., 2001). Os primeiros socorros consistem nos cuidados imediatos dados à vítima de um acidente, com o objetivo de estabilizar seu estado e prevenir complicações até o atendimento profissional (Loureiro, 2022). É fundamental destacar o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletiva (EPCs), que são essenciais para prevenir acidentes e proteger a integridade dos trabalhadores (Chaves; Oliveira, 2024). Além da proteção física, a integração dos EPIs e EPCs contribui para um ambiente de trabalho mais eficiente, pois trabalhadores seguros executam suas funções com maior confiança, reduzindo custos e paradas causadas por acidentes (Araújo, 2019). A legislação trabalhista, por meio das normas NR 6 e NR 10, reforça a obrigatoriedade do uso desses equipamentos e define responsabilidades para empregadores e empregados, assegurando conformidade legal e segurança (Amaral, 2023). Para garantir o uso contínuo e consciente, campanhas, treinamentos e uma cultura de segurança são indispensáveis (Chaves; Oliveira, 2024). OBJETIVO: Orientar funcionários de uma empresa na prevenção de sinistros, orientar sobre fluxos de melhores práticas na ocorrência de sinistros e orientar sobre a importância do uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e dos Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs). METODOLOGIA: A capacitação foi realizada em uma empresa situada em São Miguel do Oeste, Santa Catarina, como parte das atividades da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT) de 2025. A ação ocorreu no dia 28 de abril de 2025, no período vespertino, e contou com a participação de aproximadamente 10 colaboradores da empresa. A atividade teve duração total de uma hora. As acadêmicas foram recebidas cordialmente e conduzidas à sala destinada à apresentação. Após a organização do espaço e a acomodação dos funcionários deu-se início a apresentação que teve como foco principal os primeiros socorros, abordando temas fundamentais para a atuação segura em situações emergenciais. Inicialmente, foi explicado o conceito de primeiros socorros e quem está apto a prestá-los, ressaltando a importância de agir com calma, segurança e precisão. Foram apresentados os principais números de emergência, com orientações claras sobre quando e como acioná-los, reforçando a importância de uma resposta rápida e eficaz em casos críticos. Além disso, foi realizado um alerta sobre o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), apresentando exemplos práticos de cada tipo e destacando seu papel fundamental na prevenção de acidentes e na proteção da saúde dos trabalhadores. Entre os temas discutidos, destacaram-se os procedimentos corretos durante uma crise convulsiva, desmaios e as técnicas apropriadas para desobstrução das vias aéreas (OVACE) em adultos, os cuidados necessários em casos de queimaduras, esmagamentos, fraturas e parada cardiorrespiratória visando garantir a eficácia do atendimento inicial até a chegada do suporte profissional. Durante a apresentação, foi realizada uma revisão detalhada da caixa de primeiros socorros disponível em cada setor da empresa, bem como nos veículos de entrega. Em conjunto com a responsável pelo material, foram realizadas melhorias na organização e na disposição dos itens, garantindo que cada insumo esteja corretamente adequado ao tipo de ocorrência que possa vir a surgir. A equipe foi orientada quanto à importância da conservação e do uso adequado desses recursos, reforçando a necessidade de preservá-los para garantir sua efetividade em situações de emergência. Ao final foi feito um reforço adicional a pedido da empresa, sobre a importância do uso constante dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e dos Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), devido à dificuldade que alguns trabalhadores apresentam em utilizá-los corretamente. Para conscientizar e motivar, foram destacadas frases de efeito como: “Quem usa EPI escolhe viver com segurança e voltar para casa todos os dias” e “Proteger-se é um ato de responsabilidade", enfatizando que a segurança no trabalho depende da colaboração e do comprometimento de cada colaborador. A apresentação foi conduzida de forma organizada e pedagógica, utilizando slides como apoio visual para facilitar a compreensão do conteúdo. As explicações teóricas foram complementadas por demonstrações práticas. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Durante a ação, foi possível observar o interesse e a atenção dos colaboradores ao longo de toda a apresentação. A exposição contribuiu significativamente para ampliar a percepção sobre a importância do conhecimento em primeiros socorros, reforçando a necessidade desse tipo de capacitação como ferramenta de prevenção e cuidado no ambiente de trabalho. Nas empresas, os riscos de acidentes e de males súbitos são reais e significativos. Por isso, torna-se essencial a implantação de um programa de primeiros socorros destinado a todos os trabalhadores, de modo a capacitá-los para o atendimento inicial em situações de emergência (Rosa, et. al, 2001). Além disso, despertou maior interesse entre os colaboradores quanto ao uso correto dos equipamentos de proteção individual e coletiva, fortalecendo o compromisso com a segurança e a saúde no ambiente laboral. Medidas preventivas, o uso de tecnologias e a avaliação do impacto das práticas de segurança no ambiente de trabalho podem ampliar o conhecimento (Cheves; Oliveira, 2024). Os colaboradores apresentaram dúvidas relacionadas a algumas crenças populares. Com base em evidências científicas, essas dúvidas foram esclarecidas. Percebeu-se uma preocupação em evitar práticas que pudessem agravar o acidente ocorrido. A atenção demonstrada pelos participantes, aliada ao suporte dos representantes da empresa, evidenciou o êxito da iniciativa e ressaltou a importância de ações educativas voltadas à promoção da segurança e ao bem-estar no contexto corporativo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O treinamento de primeiros socorros e o reforço sobre a utilização correta dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e coletiva (EPCs), realizado junto aos colaboradores da empresa de pré-moldados demonstrou-se uma ação de extrema relevância para o fortalecimento da cultura de segurança no ambiente de trabalho. Por fim, destaca-se a importância da continuidade dessas ações por meio de treinamentos periódicos e atualizações constantes, garantindo que o conhecimento adquirido seja mantido e ampliado. Investir em formação contínua é investir na segurança da equipe, na prevenção de acidentes e na construção de um ambiente de trabalho mais protegido e eficiente
CUSTOS E GESTÃO DE RISCOS: ESTRATÉGIAS PARA MINIMIZAR IMPACTOS FINANCEIROS EM AMBIENTES DE INCERTEZA
1. INTRODUÇÃOO cenário econômico atual é marcado por instabilidade, volatilidade cambial eincertezas políticas e regulatórias. Esses fatores impactam diretamente as empresas,elevando seus custos e comprometendo sua capacidade de planejamento e degeração de resultados consistentes. Nesse contexto, a integração entre gestão decustos e gestão de riscos financeiros torna-se uma estratégia fundamental parareduzir vulnerabilidades e fortalecer a sustentabilidade organizacional.A gestão de riscos busca identificar, avaliar e mitigar eventos que possamcomprometer o desempenho e a continuidade das operações. Quando aliada apráticas eficientes de gestão de custos, ela proporciona maior previsibilidade, controlee capacidade de reação frente a crises econômicas. Essa relação torna o processode decisão mais estratégico e orientado à eficiência, permitindo às empresasmanterem-se competitivas mesmo em ambientes incertos.2. PROBLEMA DE PESQUISAQuais as formas de gestão de custos podem auxiliar na mitigação de riscosfinanceiros em cenários de instabilidade econômica?3. OBJETIVO GERALInvestigar como a gestão de custos pode ser utilizada como ferramentaestratégica para reduzir riscos e incertezas no ambiente empresarial.3.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOSIdentificar os principais riscos que impactam a estrutura de custos dasempresas;• Analisar os métodos de custeio aplicados à gestão de riscos;• Verificar quais estratégias de monitoramento e controle de custos sãomais eficazes para mitigar impactos financeiros;• Relacionar práticas de governança e controle com a redução devulnerabilidades financeiras.4. METODOLOGIAA pesquisa é de natureza qualitativa e exploratória, fundamentada em revisãobibliográfica e documental. Foram consultadas publicações acadêmicas, relatóriosinstitucionais e estudos técnicos sobre gestão de riscos e custos. Também foramutilizados manuais e materiais produzidos por entidades e empresas de referência naárea de gestão empresarial, permitindo uma visão prática e teórica do tema.5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA5.1 Gestão de Riscos e sua Importância OrganizacionalA gestão de riscos representa um conjunto de práticas voltadas à identificação,avaliação e tratamento de ameaças que possam comprometer o alcance dos objetivosempresariais. Ela se apoia em processos estruturados de monitoramento e controle,que devem estar integrados à cultura e à governança organizacional. O fortalecimentodessa prática permite antecipar situações de vulnerabilidade e estabelecer planos deação preventivos, reduzindo perdas e incertezas.O modelo de gestão de riscos preconizado por instituições públicas e privadassegue etapas fundamentais: identificação, análise, tratamento, comunicação emonitoramento contínuo. Esse ciclo, quando aplicado corretamente, garante maiorresiliência organizacional e melhora a tomada de decisões.5.2 Riscos que Impactam os Custos EmpresariaisEntre os principais riscos que afetam a estrutura de custos estão:• Variações cambiais e de juros, que alteram o custo de importações efinanciamentos;• Aumento do preço de insumos e matérias-primas, impactandodiretamente o custo de produção;• Riscos operacionais, como falhas em processos, retrabalhos edesperdícios;• Riscos de crédito, resultantes da inadimplência de clientes;• Riscos regulatórios e ambientais, que podem gerar novas obrigaçõeslegais e financeiras.Esses fatores exigem planejamento financeiro e sistemas de controle capazesde acompanhar variações de mercado e responder de forma rápida às mudanças doambiente externo.5.3Gestão de Custos como Estratégia de MitigaçãoA gestão de custos atua como um instrumento de apoio à tomada de decisões,permitindo identificar quais atividades e processos consomem mais recursos e quaisoferecem melhor retorno. Entre os métodos utilizados, destacam-se:Custeio por Absorção: reúne todos os custos fixos e variáveis no produto,adequado para fins fiscais, mas menos eficaz para controle gerencial em cenáriosvoláteis.Custeio Variável: evidencia a margem de contribuição, permitindo compreendero quanto cada produto contribui para cobrir custos fixos e gerar lucro.Custeio Baseado em Atividades (ABC): identifica atividades que geram maiorcusto e oferece visão detalhada dos processos, sendo ideal para análises deeficiência.Essas metodologias, quando associadas à gestão de riscos, permitem projetarcenários, estimar impactos e desenvolver políticas preventivas de controle financeiro.5.4 Estratégias de Controle e PrevençãoA integração entre custos e riscos demanda a adoção de práticas contínuas demonitoramento e ajuste. Algumas estratégias eficazes incluem:• Planejamento orçamentário flexível e revisões periódicas de metas;• Diversificação de fornecedores e contratos com cláusulas de proteção;• Uso de ferramentas tecnológicas para simulação de cenários e previsãofinanceira;• Políticas de governança corporativa e comitês de risco para supervisãoconstante;• Programas de melhoria contínua e eliminação de desperdíciosoperacionais.Essas ações promovem maior estabilidade financeira, reduzem incertezas econtribuem para o fortalecimento da competitividade organizacional.6. RESULTADOS ESPERADOSEspera-se demonstrar que a gestão de custos, quando alinhada à gestão deriscos, contribui significativamente para a mitigação de impactos financeiros. O estudobusca evidenciar que a aplicação integrada dessas práticas melhora o desempenhoorganizacional, amplia a previsibilidade orçamentária e fortalece a sustentabilidadedas empresas em períodos de instabilidade.7. CONSIDERAÇÕES FINAISA complexidade dos ambientes empresariais modernos exige que asorganizações adotem uma postura preventiva diante das incertezas. Integrar a gestãode custos à gestão de riscos permite que as empresas compreendam melhor suasvulnerabilidades e elaborem estratégias de resposta eficazes.Mais do que um controle contábil, a gestão de custos passa a ser umaferramenta estratégica de sobrevivência e crescimento, capaz de transformar riscosem oportunidades e garantir que as empresas se mantenham sólidas diante dasadversidades econômicas.8. REFERÊNCIASMoro Contabilidade. Gestão de riscos financeiros em tempos de incerteza econômica.2025.Tribunal de Contas da União (TCU). Referencial Básico de Gestão de Riscos. 2018.Senior Sistemas. Gestão de risco: o que é, importância, etapas e como implementar.2023.Revista Tópicos. Gestão de riscos: identificação, avaliação e mitigação de riscosfinanceiros nas empresas. 2025.TOTVS. Gestão de risco financeiro: o que é, importância e como aplicar nasempresas. 2024
TECNOLOGIAS DIGITAIS NA CONSTRUÇÃO CIVIL: EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA E PERSPECTIVAS PARA O SETOR
O campo da Arquitetura e Urbanismo vem sendo aprimorado pelo avanço das tecnologias digitais, que impactam diretamente os processos de projeto, execução e gestão de obras. Ferramentas como modelagem tridimensional, impressão 3D e realidade ampliadas são exemplos de recursos inovadores, promovendo maiores precisão, interatividade e eficiência no setor da construção civil, características enfatizadas por autores ao discutir o contexto da Construção 4.0. O presente trabalho originou-se de uma ação extensionista universitária que buscou aproximar alunos do ensino médio das inovações presentes na profissão do arquiteto, contextualizando as principais tendências tecnológicas relacionadas à Construção 4.0. O objetivo principal foi apresentar, de forma acessível e dinâmica, as principais tecnologias tecnológicas utilizadas na construção civil contemporânea, incentivando o interesse dos estudantes pelo curso de Arquitetura e Urbanismo e pelas inovações do setor, acompanhando recomendações feitas em estudos de divulgação científica e experiências extensionistas.
A atividade foi conduzida por acadêmicos do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNOESC, que organizaram uma apresentação expositiva realizada na Escola de Educação Básica São José, em Treze Tílias-SC. Foram utilizados instrumentos didáticos como slides, exemplos práticos, vídeos e imagens das tecnologias, adaptando a linguagem ao público do ensino médio e proporcionando espaço para interação e perguntas. O método se caracteriza como pesquisa exploratória de natureza extensionista, envolvendo divulgação científica e apresentação prática das inovações, alinhada ao objetivo de promoção da cultura digital entre os participantes. Essa abordagem está em consonância com recomendações metodológicas encontradas na revisão de literatura sobre processos formativos e extensão universitária. A expansão das tecnologias digitais na construção civil, como a adoção do BIM (Building Information Modeling), desafiou desafios importantes no Brasil, principalmente de ordem financeira, formacional e cultural, como analisado por Guimarães (2025) em estudo sobre as principais barreiras à digitalização. Estudos indicam que a transformação digital depende de investimentos em formação profissional, incentivo à inovação e desenvolvimento de políticas públicas que promovam o acesso e a sustentabilidade das práticas tecnológicas no setor da construção civil. Embora tecnologias como modelagem 3D e realidade virtual agreguem produtividade e engajamento ao processo construtivo, sua implementação ainda é limitada por barreiras estruturais, organizacionais e pela necessidade de atualização da formação técnica dos profissionais, elementos destacados por Landim (2020) e corroborados pelos estudos nacionais da área. A atividade extensionista contribuiu para ampliar o conhecimento dos alunos do ensino médio sobre o campo da arquitetura, destacando o papel do arquiteto como agente de inovação digital. Por meio da apresentação das tecnologias digitais, foi possível desmistificar a visão tradicional do arquiteto e fortalecer o vínculo entre a educação básica, o ensino superior e o mercado de trabalho, integrando aspectos de comunicação e percepção profissional que aparecem em iniciativas semelhantes apresentadas na literatura especializada. Para os acadêmicos envolvidos, a ação contribuiu para o desenvolvimento de habilidades de comunicação e organização, além de fortalecer o papel da extensão universitária como articuladora da cultura tecnológica. Conclui-se que a aproximação entre o ensino básico e o ensino superior, mediada pela extensão universitária, é fundamental para a difusão do conhecimento acerca das tecnologias digitais na construção civil. Tal interação estimula o interesse dos jovens pela inovação e fornece subsídios para superar as barreiras que dificultam a transformação digital do setor, conforme demonstrado pelas pesquisas recentes. Palavras-chave: Construção civil, Tecnologias digitais, Extensão universitári
PILATES NA GESTAÇÃO: BENEFÍCIOS, ADAPTAÇÕES E VIVÊNCIAS NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Este projeto de estágio supervisionado analisa a aplicação do método Pilates durante a gestação, considerando as alterações fisiológicas e biomecânicas que ocorrem ao longo dos três trimestres. A prática regular de exercícios físicos é fundamental para o bem-estar da gestante, auxiliando na prevenção de dores, no fortalecimento muscular, na melhora da postura e na preparação para o parto. O Pilates destaca-se por ser uma atividade segura, adaptável e de baixo impacto, capaz de promover consciência corporal, estabilidade e mobilidade, respeitando as limitações e necessidades de cada fase gestacional.
No primeiro trimestre, o foco está no fortalecimento da musculatura estabilizadora do tronco e da pelve, com exercícios leves e controlados devido ao maior risco de aborto espontâneo. No segundo trimestre, com o crescimento abdominal e o deslocamento do centro de gravidade, priorizam-se a mobilidade, o fortalecimento global e a estabilidade da coluna, evitando movimentos que possam gerar sobrecarga. Já no terceiro trimestre, as práticas passam a enfatizar o alongamento, o relaxamento e o preparo físico para o parto, utilizando recursos que proporcionam conforto e segurança.
A vivência no Studio de Pilates permitiu observar diferentes perfis de alunos e compreender, na prática, a importância do atendimento individualizado. A experiência possibilitou integrar teoria e prática, reforçando o papel do Pilates na promoção de saúde física e emocional da gestante
FUNDAÇÃO LAR ANIMAL: CENTRO DE ACOLHIMENTO PARA CÃES E GATOS EM SITUAÇÃO DE RUA E VÍTIMAS DE MAUS-TRATOS
A relação entre humano e animais sofreu uma evolução entre os milhares de anos, contudo o abandono vem se tornando um grave problema global, no Brasil em média 30 milhões de cães e gatos vivem nas ruas, expostos a várias doenças, violência e baixa expectativa de vida se tornando também um problema de saúde publica. Várias ONGs atuam no resgate, cuidado e adoção desses animais de rua, porem sofrendo com a falta de recursos e instalações adequadas, precisando do auxílio de lares temporários e também voluntários para ajudar. Com isso é proposto a criação de um centro de acolhimentos em Videira-SC, garantindo bem-estar dos animais, o projeto deve proporcional ambientes adequados, bem ventilados e iluminados atendendo todas as necessidades dos cães e gatos, usando a arquitetura como ferramenta principal.
Palavras chave: Cães. Gatos. Adoção. Centro de acolhimento