Editora Unoesc (E-Journals)
Not a member yet
17293 research outputs found
Sort by
ESCUTA, VÍNCULO E TRANSFORMAÇÃO: A POTÊNCIA DA GRUPOTERAPIA COM BASE NA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA NO CONTEXTO ESCOLAR
O estudo apresenta uma reflexão sobre a aplicação da grupoterapia no contexto escolar, fundamentada na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), de Carl Rogers, a partir de um estágio supervisionado em Psicologia Escolar realizado em uma escola pública do extremo-oeste de Santa Catarina. A grupoterapia mostra-se um recurso potente por promover um espaço de escuta, empatia e fortalecimento de vínculos entre os participantes. O papel do facilitador, inspirado nos princípios rogerianos — empatia, congruência e aceitação incondicional positiva —, se faz essencial para a criação de um ambiente terapêutico autêntico, no qual os participantes podem expressar-se com liberdade, segurança e respeito. Assim, reafirma-se o compromisso com uma Psicologia humanizada e coletiva, que reconhece no grupo um espaço de cuidado, transformação e florescimento
LUDOTERAPIA E VÍNCULO: A RELAÇÃO PSICOTERAPÊUTICA COMO ESPAÇO DE ACOLHIMENTO INFANTIL.
Experiência de estágio em psicologia voltada ao atendimento infantil, com foco no acompanhamento psicoterapêutico de uma criança de seis anos com diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Os atendimentos foram realizados com base na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). O setting psicoterapêutico foi estruturado para promover a expressão livre por meio do brincar, respeitando o ritmo da criança, aceitando-a incondicionalmente e valorizando sua subjetividade. Durante os atendimentos, observou-se que, além da desatenção e impulsividade, a criança demonstrava necessidade de controle, baixa tolerância à frustração e dificuldades de expressão emocional. A experiência evidenciou a importância de uma escuta clínica sensível às necessidades infantil, percebendo a criança além dos critérios diagnósticos, confiando no seu potencial. A ludoterapia mostrou-se uma ferramenta potente na construção de vínculo e na facilitação da expressão da criança e um ambiente psicoterapêutico acolhedor, respeitoso, que compreende e aceita o tempo da criança, contribui significativamente para o processo de desenvolvimento emocional do cliente
DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS EM UNIDADES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO: UMA ANÁLISE DE INTERVENÇÕES
O desperdício de alimentos em Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN) representa um desafio econômico, ambiental e nutricional, afetando desde o planejamento de cardápios até o consumo. Estudos apontam que fatores como falta de padronização, baixa aceitação dos preparos, falhas no controle de produção e ausência de indicadores de monitoramento contribuem para o desperdício. Intervenções eficazes incluem a padronização de fichas técnicas e porcionamento, uso de indicadores para acompanhamento das sobras, e ações de conscientização dos comensais por meio de campanhas educativas. A integração dessas estratégias com ajustes operacionais e gestão de resíduos permite reduzir significativamente odesperdício, gerando benefícios econômicos, sociais e ambientais, promovendo a sustentabilidade das UANs
IMPASSES ENCONTRADOS NO CONTROLE DE TEMPERATURAS DOS ALIMENTOS FORNECIDOS NAS UNIDADES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO
Todo alimento possui microrganismos e, durante o processo de cocção e conservação, pode ocorrer a sobrevivência e multiplicação deles, caso haja condições favoráveis. Assim, este trabalho teve por objetivo analisar os desafios encontrados no controle de temperaturas dos alimentos fornecidos em diferentes Unidades de Alimentação e Nutrição. Trata-se de um estudo derevisão bibliográfica, realizado através de banco de dados: Google Acadêmico, por meio dos descritores: Controle de temperaturas, Unidade de Alimentação e Nutrição, Boas Práticas de Manipulação, com diferentes combinações. Foram observadas inconformidades em todos os estabelecimentos avaliados nos estudos, as quais estão relacionadas com ausência de controle adequado de temperatura, equipamentos inadequados e falta de mão de obra capacitada. Para que a contaminação microbiológica seja evitada deve ocorrer a implementação de técnicas efetivas de controle de temperatura e capacitação dos profissionais envolvidos nessa ação
SANÇÕES ECONÔMICAS EM PAÍSES EMERGENTES IMPACTOS HUMANITÁRIOS, EFICÁCIA POLÍTICA E DESAFIOS ÉTICOS
As sanções econômicas são instrumentos utilizados pela comunidade internacional para responder a conflitos e violações de normas, mas seus efeitos acabam afetando a população civil de modo significativo e complexo. Nesse sentido, a organização recomenda que as sanções sejam implementadas com critérios rigorosos, buscando atingir seus objetivos de forma precisa e utilizando os meios adequados, além de serem temporárias, respeitando os princípios humanitários e a consciência pública (ONU, 2000). Conforme Nascimento et al (2023), de forma geral, embora as sanções econômicas sejam instrumentos poderosos para promover mudanças políticas e sociais, elas impõem um ônus considerável à população civil, exigindo uma abordagem estratégica que considere tanto os objetivos políticos quanto os impactos humanitários. Assim, ao realizar uma ação ou omissão prevista em lei, a resposta será a aplicação da sanção correspondente (Benevides Filho, 2013).
Sendo assim, a problemática da pesquisa se baseia na contradição entre os objetivos das sanções (pressionar governos) e os efeitos reais, que atingem de maneira desproporcional a população mais vulnerável. Diante desse cenário, tem como objetivo analisar os impactos sociais das sanções econômicas impostas pela comunidade internacional, destacando seus efeitos sobre a população civil e discutindo a necessidade de critérios mais humanitários e eficazes na aplicação dessas medidas. Justifica-se esta pesquisa pela necessidade de compreender como as sanções, embora previstas como instrumentos diplomáticos legítimos, muitas vezes se mostram contraproducentes, agravando crises humanitárias e sociais. Como exemplo, Amorim (2022) destaca que as sanções frequentemente afetam as populações mais pobres, exacerbando problemas sociais e econômicos nos países-alvo.
A metodologia adotada foi a revisão bibliográfica com abordagem qualitativa. Foram consultados fontes acadêmicas, artigos científicos, relatórios de instituições internacionais e análises de centros de pesquisa. As buscas foram realizadas em bases como o Repositório da Universidade Federal da Bahia (UFBA), publicações do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), o portal do CEBRI e sites de análise política como Teoria e Debate. Os termos-chave utilizados incluíram: "sanções econômicas", "países emergentes", "impacto social", "comércio internacional", "direitos humanos" e "diversificação econômica". O período analisado compreende publicações dos últimos 10 anos, com ênfase em textos atualizados até 2024.
Os resultados apontam que os impactos das sanções econômicas se manifestam principalmente na economia e nas condições sociais dos países afetados. Segundo Bittar (2023), essas medidas geram escassez de produtos básicos, inflação, desvalorização da moeda e desemprego em larga escala, atingindo sobretudo as classes mais baixas. A deterioração do bem-estar da população ocorre de forma sistêmica, uma vez que o bloqueio ao comércio e às finanças compromete o fornecimento de alimentos, medicamentos e combustíveis. No caso da Venezuela, por exemplo, as sanções dificultaram a importação de insumos essenciais, agravando a crise humanitária já existente (Aída Chávez, 2024).
Ainda que sejam justificadas como instrumentos de promoção de mudanças políticas, as sanções nem sempre atingem seus objetivos. De acordo com o estudo de Nascimento et al. (2023), sanções unilaterais tendem a ser menos eficazes, especialmente quando não contam com apoio multilateral. Isso porque os países-alvo encontram meios alternativos de financiamento e comércio, muitas vezes fortalecendo relações com potências não alinhadas às sanções, como China e Rússia. Assim, o isolamento pretendido pelas sanções acaba sendo contornado, e o governo sancionado mantém-se no poder, ao custo de maior sofrimento popular.
Além disso, o impacto das sanções vai além das fronteiras nacionais. Como destacado pelo CEBRI, a imposição de sanções contra grandes exportadores de energia ou matérias-primas (como o Irã, a Venezuela ou a Rússia) afeta o fornecimento global, provoca aumento de preços e instabilidade nos mercados internacionais. O setor portuário e logístico, por exemplo, tem enfrentado restrições severas decorrentes dessas medidas, como mostra o relatório do escritório Mattos Filho (2023), que analisa os efeitos das sanções no comércio marítimo.
Diante desses desafios, países emergentes buscam estratégias para mitigar os efeitos das sanções. Uma das principais é a diversificação econômica, reduzindo a dependência de setores vulneráveis a restrições externas. Outra estratégia é a busca por novos parceiros comerciais e financeiros. De acordo com o CEBRI, acordos bilaterais e regionais, assim como o fortalecimento de moedas locais nas transações, são caminhos adotados para driblar os efeitos das sanções. O fortalecimento do mercado interno, o incentivo à produção local e o investimento em tecnologia também são apontados como medidas eficazes.
A invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022 desencadeou uma série de reações da comunidade internacional, principalmente por parte de países ocidentais, que implementaram sanções econômicas severas contra o governo russo. Entre as medidas adotadas estiveram o bloqueio de ativos do Banco Central da Rússia, a exclusão de instituições financeiras do sistema SWIFT, restrições à exportação de tecnologias sensíveis e a suspensão de atividades de grandes empresas no território russo. Além disso, houve um redirecionamento da política energética europeia, com a busca por alternativas ao gás e petróleo russos (BBC News Brasil, 2022). Segundo a Organização das Nações Unidas, as sanções devem sempre observar critérios humanitários e serem desenhadas de forma a mitigar seus efeitos sobre a população civil, buscando atingir os responsáveis pelos conflitos sem agravar crises humanitárias (ONU, 2000).
Entretanto, um dos principais dilemas enfrentados pela comunidade internacional é o equilíbrio entre os objetivos políticos das sanções e a proteção dos direitos humanos. Conforme aponta Bittar (2022), sanções que não consideram salvaguardas humanitárias contribuem para o agravamento da pobreza e da desigualdade, minando a legitimidade dos próprios mecanismos de pressão. Nesse contexto, torna-se urgente discutir a reformulação das sanções, com critérios mais claros e mecanismos de monitoramento que garantam a proteção da população civil.
Conclui-se que, embora as sanções econômicas sejam uma ferramenta legítima do direito internacional, sua aplicação em países emergentes tende a gerar impactos desproporcionais, afetando principalmente as populações mais vulneráveis. A eficácia dessas medidas é questionável quando não há apoio multilateral e quando os países-alvo conseguem alternativas econômicas. É necessário, portanto, repensar o uso das sanções, privilegiando abordagens diplomáticas e estratégias de cooperação que preservem os direitos humanos e incentivem mudanças estruturais sustentáveis. A pesquisa reforça a importância de um debate internacional mais ético, baseado em evidências e voltado à construção de soluções justas para os conflitos geopolíticos contemporâneos
A DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS NO BRASIL: ANÁLISE DOS DESAFIOS JURÍDICOS, SOCIAIS E AMBIENTAIS
Os territórios indígenas são áreas geográficas tradicionalmente ocupadas e utilizadas por comunidades indígenas, que mantêm com esses espaços uma profunda conexão cultural, espiritual e econômica. Tais territórios são essenciais à sobrevivência física e simbólica desses povos e, não raramente, constituem foco de disputas com outros setores da sociedade, como o agronegócio, a mineração e grandes empreendimentos (Ricardo, 2017). Segundo Ricardo e Ricardo (2017), a demarcação de terras indígenas é um instrumento jurídico fundamental para assegurar os direitos constitucionais desses povos. Trata-se de um processo complexo, que demanda a participação de diversos agentes, incluindo as próprias comunidades indígenas, órgãos estatais como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), o Ministério Público Federal (MPF) e organizações da sociedade civil.
Diante disso, a presente pesquisa teve como problemática central o entendimento dos desafios relacionados à demarcação dos territórios indígenas no Brasil. Teve como objetivo principal analisar artigos científicos, reportagens e matérias de sites e revistas renomados a fim de compreender as demandas do tema. A mesma teve caráter descritivo e bibliográfico, com abordagem qualitativa. Deste modo foram utilizadas informações acessadas via periódico CAPES, reportagens de sites confiáveis e revistas de renome.
Os estudos analisados evidenciam que a luta dos povos indígenas no Brasil está intrinsecamente ligada à defesa do território, da saúde, da educação, da cultura e da autonomia política. Um grande exemplo da dificuldade dos povos indígenas é a TI Jaraguá, localizada no estado de Verdejante, que possui cerca de 50 mil hectares e abriga aproximadamente 2 mil indígenas. A área é rica em biodiversidade e recursos naturais, como madeira, minérios e água, o que a torna alvo de interesses econômicos, e por consequência atrapalha a demarcação da terra que está paralisada há mais de 10 ano. Conforme apontam Lima, Corrêa e Gugelmin (2022), os impactos do agronegócio, sobretudo o uso intensivo de agrotóxicos, afetam diretamente a saúde dos povos indígenas, gerando doenças respiratórias, neurológicas e endócrinas, além de comprometer a soberania alimentar. A ausência de uma atuação estatal eficaz favorece as invasões e o desmatamento. Como sugerem Pinto e Pires (2022), é necessário fortalecer as instâncias de mediação fundiária, aumentar a fiscalização e, implementar políticas de reassentamento de ocupantes não indígenas de boa-fé, sem violar os direitos originários. Entretanto, a revista Foco trás que a CRFB determina que as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são bens da União, que deve garantir os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, por meio da demarcação. Isso inclui medidas para prevenir ocupações ilegais, punir invasores e implementar políticas públicas de saúde, educação e cultura (Colares, 2023). Para garantir esses direitos, são necessárias ações articuladas em três eixos: jurídico, ambiental e social. No plano jurídico, destaca-se a necessidade de simplificação dos trâmites administrativos da FUNAI e o cumprimento das decisões do Supremo Tribunal Federal, em especial quanto à inconstitucionalidade da tese do marco temporal. Referente ainda ao campo jurídico cabe destacar a reportagem do G1 onde cita-se que no ano de 2022 63% da população indígena encontrava-se alojada em terras não oficializadas. No aspecto ambiental, os territórios indígenas devem ser reconhecidos como áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade (Oliveira; Silva 2019). No campo social, é imprescindível o fortalecimento do protagonismo indígena por meio da educação intercultural e da ampliação da representatividade política (Leal; César; Silva, 2021). Como afirmam Leal, César e Silva (2021), “ampliar a participação política indígena e investir em educação intercultural são medidas essenciais para fortalecer a gestão autônoma dos territórios, promovendo justiça socioambiental e o respeito à diversidade cultural” (p. 91). Por fim, Licório et al. (2025) concluem que “a autodeterminação dos povos indígenas é chave para o desenvolvimento sustentável e a preservação cultural, exigindo reconhecimento e apoio às formas próprias de organização econômica e social” (p. 105). No campo político, o chamado novo constitucionalismo latino-americano, especialmente na Bolívia, apresenta avanços importantes. Segundo Pinto e Pires (2022), a Constituição boliviana de 2009 reconhece a plurinacionalidade do Estado e garante aos povos originários direitos à autodeterminação, à justiça própria e ao controle de seus territórios, embora sua efetivação enfrente desafios operacionais e institucionais.
A partir da análise mundial da problemática consegue-se visualizar as semelhanças de ambos os povos, independente de localização geográfica, com o exemplo supracitado, a Terra Indígena Jaraguá, assim é possível o entendimento de que garantir os territórios indígenas é garantir não apenas os direitos constitucionais desses povos, mas também a construção de uma democracia plural, justa e sustentável, alicerçada no respeito à diversidade étnica e cultural do Brasil. Essa proteção territorial assegura a continuidade dos modos de vida tradicionais, essenciais para a preservação ambiental. Além disso, fortalece a identidade e a autonomia dos povos originários, promovendo uma sociedade mais inclusiva e equitativa. Ao assegurar esses territórios, o Estado reconhece o papel histórico e contemporâneo dos povos indígenas na proteção dos biomas brasileiros. Trata-se, portanto, de uma medida essencial para a promoção de justiça social e para o fortalecimento da soberania nacional sobre a diversidade de seus povos e territórios
ESTRATÉGIAS DE INSERÇÃO DE PRODUTOS REGIONAIS EM CARDÁPIOS HOSPITALARES: IMPACTOS ECONÔMICOS, NUTRICIONAIS E CULTURAIS
A alimentação hospitalar exerce papel essencial na recuperação clínica, no estado nutricional e no bem-estar emocional dos pacientes. Quando pouco atrativa ou insuficiente em nutrientes, pode contribuir para quadros de desnutrição e rejeição das refeições. Nesse cenário, a inclusão de alimentos sazonais e regionais nos cardápios hospitalares desponta como estratégia para unir sustentabilidade, qualidade nutricional e valorização cultural, em consonância com as diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira (2014), que incentiva o uso de alimentos in natura e minimamente processados, aliados à diversidade e à cultura local. O objetivo do resumo foi desenvolver estratégias para a inclusão de produtos sazonais e regionais nos cardápios hospitalares, analisando seus impactos econômicos, nutricionais e culturais. Assim, à alimentação hospitalar é influenciada por fatores sensoriais, culturais e sazonais. E a inserção de produtos locais e sazonais contribui não apenas para a recuperação clínica e nutricional dos pacientes, mas também para a sustentabilidade institucional, ao reduzir desperdícios e custos logísticos. Trata-se de uma prática integrativa que fortalece o elo entre saúde, cultura e sustentabilidade, resultando em cuidado humanizado e eficaz
RELATÓRIO ATIVIDADE PRÁTICA ANÁLISE DE DESEMPENHO E VIABILIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA ENTRE EMPRESAS LISTADAS NA B3, NO SEGUIMENTO DE ENERGETICO – 7° FASE
O setor energético exerce papel fundamental na economia brasileira, sendo composto por empresas que operam em segmentos estratégicos, como distribuição de combustíveis, geração e transmissão de energia elétrica. Diante disso, este estudo tem como objetivo analisar o desempenho econômico-financeiro e a viabilidade de investimento em duas empresas listadas na B3: Vibra Energia S.A. (VBBR3) e Eletrobras S.A. (ELET3). A escolha dessas empresas justifica-se por sua representatividade no setor, além de sua relevância no mercado nacional e internacional. Ambas passaram recentemente por processos de reestruturação, sendo a Vibra fruto da privatização da antiga BR Distribuidora, e a Eletrobras uma companhia que também enfrentou recente processo de privatização. Este cenário cria um ambiente propício para avaliar o impacto dessas transformações na sustentabilidade financeira e no potencial de retorno para investidores.
Este trabalho tem como objetivo geral realizar uma análise comparativa do desempenho econômico-financeiro das empresas Vibra Energia S.A. e Eletrobras S.A., buscando compreender sua viabilidade de investimento no contexto atual do mercado.
Entre os objetivos específicos, destacam-se: avaliar os indicadores de liquidez, estrutura de capital, rentabilidade e ficiência operacional das empresas analisadas; analisar os indicadores de viabilidade econômico-financeira, como Valor Presente Líquido (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR) e Payback; interpretar os resultados obtidos, relacionando-os ao contexto econômico do setor energético; oferecer subsídios para a tomada de decisão de investidores e gestores, com foco na sustentabilidade e retorno de longo prazo.
A metodologia adotada é de caráter quantitativo, descritivo e comparativo, fundamentada na análise das demonstrações financeiras das empresas Vibra Energia S.A. e Eletrobras S.A., relativas aos anos de 2022, 2023 e 2024. As informações foram extraídas do site Investing.com e complementadas com o material didático da disciplina de Administração Financeira do curso de Ciências Contábeis da UNOESC – Campus Videira. Foram calculados indicadores de desempenho, como liquidez corrente, grau de endividamento, retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), margem líquida e giro do ativo, além dos indicadores de viabilidade econômica: VPL, TIR e Payback. A análise foi realizada de forma ética, utilizando apenas dados públicos, não sendo necessária a submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, visto que não envolveu seres humanos.
A análise dos indicadores demonstra que a Vibra Energia apresentou, ao longo dos três anos avaliados, evolução consistente em seus resultados operacionais, com aumento da lucratividade, crescimento do EBITDA e melhora nos índices de rentabilidade e liquidez. Seu VPL foi positivo, no valor de R 66.751.180,46, demonstrando viabilidade econômica. Seu desempenho operacional se mostrou robusto, com boa capacidade de geração de valor e uma estrutura de capital mais conservadora, evidenciada pelo menor grau de endividamento em relação à Vibra. Contudo, assim como a concorrente, os indicadores de TIR (-32%) e Payback (-7,11) apontam para um retorno financeiro mais demorado. Em termos de liquidez, ambas as empresas mantiveram boa capacidade de honrar seus compromissos de curto prazo, embora a Eletrobras tenha se destacado por sua menor dependência de capital de terceiros.
Os dados revelam que ambas as empresas possuem fundamentos sólidos para geração de valor no médio e longo prazo, sendo adequadas para investidores com perfil de menor aversão ao prazo de retorno. A Vibra Energia apresenta maior agressividade operacional, refletida em maiores receitas e lucros no período analisado, porém com maior dependência de capital de terceiros. Já a Eletrobras, mesmo com receita inferior, destaca-se pela solidez patrimonial e menor grau de endividamento.
A TIR negativa e o Payback desfavorável em ambas as empresas não indicam necessariamente inviabilidade, mas sim características comuns em setores de infraestrutura e energia, onde os projetos possuem ciclos longos de maturação e dependem de investimentos contínuos. Este cenário é amplamente discutido na literatura financeira, que aponta para a necessidade de analisar esses setores sob uma ótica de longo prazo. Quando comparado com outros estudos de empresas de energia, nota-se que esses indicadores seguem padrões semelhantes, evidenciando que o risco está mais relacionado ao tempo de retorno do que propriamente à inviabilidade econômica.
Outro fator relevante é que as recentes privatizações podem impactar significativamente a performance futura das empresas, tanto em termos de eficiência operacional quanto de geração de valor. Essa transformação estrutural pode gerar ganhos de produtividade, redução de custos e, consequentemente, melhoria nos indicadores financeiros ao longo dos próximos anos.
A análise realizada permite concluir que tanto a Vibra Energia quanto a Eletrobras são empresas financeiramente viáveis, segundo a ótica do Valor Presente Líquido positivo, demonstrando capacidade de gerar valor para seus acionistas. No entanto, os resultados também indicam que os retornos financeiros são mais consistentes no médio e longo prazo, dado que os indicadores de TIR e Payback refletem um horizonte de recuperação mais alongado.
A Vibra Energia se sobressai pela sua capacidade de geração de receita e lucratividade, porém apresenta maior exposição ao endividamento. Já a Eletrobras mantém uma estrutura de capital mais robusta e conservadora, oferecendo maior segurança financeira aos investidores. Ambas as empresas possuem boa liquidez, o que as torna aptas a enfrentar obrigações de curto prazo.
Portanto, os investidores devem estar atentos ao perfil de retorno esperado. Aqueles que buscam estabilidade, segurança e geração de valor no longo prazo encontram nessas empresas boas oportunidades, desde que estejam cientes de que os retornos não serão imediatos. O acompanhamento contínuo do desempenho operacional, dos movimentos de mercado e das variáveis macroeconômicas é essencial para mitigar riscos e tomar decisões mais assertivas.
O estudo reforça que, no setor energético, os investimentos são caracterizados por alta robustez de capital, longo prazo de maturação e dependência de fatores externos, como políticas governamentais e regulação setorial.
Referências
INVESTING.COM. Investing.com Brasil: cotações, gráficos e dados financeiros. Disponível em: https://www.investing.com/. Acesso em: 04 jun. 2025.
UNOESC – UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA. Material didático da disciplina de Administração Financeira. Prof.ª Márcia Regina Massignani. Curso de Ciências Contábeis – Campus Videira. 2025/1. (Não publicado).
Jogos Universitários de Videira
Resumo expandido do juvs em videira/SC no ano de 2025
 
OBSERVAÇÃO EM ESPORTES COLETIVOS
Relatório de es´tágio da 3º fase do curso de Educação Físic