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    A ARTE E A COR COMO FERRAMENTAS DE EXPRESSÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA ATIVIDADE REALIZADA NO CAPS I

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    Introdução: a saúde mental, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), constitui um pilar fundamental para a sustentação das habilidades do ser humano, responsável por auxiliar na tomada de decisões, no estabelecimento de relacionamentos e no desenvolvimento pessoal, comunitário e socioeconômico do indivíduo. Considerada um processo integral e individual com diferentes graus de sofrimento, dificuldades e resultados, a saúde mental ultrapassa a ausência de transtornos mentais e envolve o corpo, emoções e a forma como interagimos com o ambiente, resultando da interação de diferentes fatores biopsicossociais. Ela podendo estar associada a diferentes condições de risco, como transtornos mentais, deficiências psicossociais, estado de alto nível de incapacidade e comportamentos de risco ou autodestrutíveis (OPAS, 2025). Posto isso, entende-se que um bom estado mental confere ao homem o amplo e pleno exercício dos seus direitos sociais e de cidadania, além de favorecer condições adequadas para sua interação com a sociedade. Em contrapartida, quando fragilizada, compromete as condições sociais do indivíduo, aumentando sua vulnerabilidade frente à exclusão social, condições de trabalho e educação precárias, violência e situações de risco. Essa situação intensifica a possibilidade de desenvolvimento de desequilíbrios mentais, comportamentos autolesivos, suicídio e dependência em jogos, álcool e drogas (Hospital Santa Mônica, 2024). Nesse contexto, a saúde mental faz parte de um determinante essencial para a promoção da qualidade de vida e é um constante desafio para os serviços de saúde. Frente a isso, o Ministério da Saúde, em 2011, através da Portaria GM/MS Nº 3.088, instituiu a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com o propósito de unificar diferentes tipos de serviços destinados ao cuidado de pessoas com necessidade de atendimento mental, transtornos e com problemas decorrentes do uso de álcool e drogas, atuando nas necessidades individuais de cada um (Ministério da Saúde, 2017). A rede foi consolidada em 2017 pela Portaria GM/MS Nº 3.588 e estabelece pontos de atenção integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS), que são capazes de atender diferentes graus de complexidade clínica e oferecer assistência integral com abordagens baseadas em evidências científicas, promovendo maior integração e participação do usuário (Ministério da Saúde, 2017). Desse modo, a assistência em saúde mental é realizada de forma articulada entre o Governo Federal, Estados e Municípios, sendo implementada na Atenção Primária à Saúde (APS) e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que se dividem nas modalidades de CAPS I, CAPS II, CAPS i, CAPS ad Álcool e Drogas, CAPS III e CAPS ad III Álcool e Drogas (Ministério da Saúde, 2017). Com o propósito de enfatizar a valorização da vida, prevenção ao suicídio, promover conscientização, educação, diálogo aberto, combater preconceitos, discriminação, exclusão e a criação de estereótipos, em 2013, foi lançada a “Campanha Setembro Amarelo” que, mais tarde, foi incorporada no calendário nacional. Desde 2015, ano da primeira edição, a campanha tem apresentado crescimento constante, conquistando reconhecimento e adesão da população, que utiliza diferentes estratégias para envolver o maior público em suas ações. Assim, o mês de setembro tem sido dedicado à conscientização sobre a saúde mental e a prevenção do suicídio. À vista disso, desenvolveu-se uma atividade com o grupo de saúde mental do CAPS I de São Miguel do Oeste, Santa Catarina, com a finalidade de proporcionar um momento de expressão de sentimentos através da arte e da cor, estimular a comunicação, a escuta ativa e a troca de vivências. Objetivo: relatar uma atividade de educação em saúde sobre o Setembro Amarelo desenvolvida junto ao grupo de saúde mental do CAPS I. Método: trata-se de um relato de experiência de uma atividade desenvolvida com o grupo de saúde mental no CAPS I do município de São Miguel do Oeste, SC. A atividade se refere à Atividade Prática de Extensão (APEx) e ocorreu em 17 de setembro de 2025, desenvolvida por acadêmicas da 6º fase do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC), campus São Miguel do Oeste, que atuaram como mediadoras do diálogo e asseguraram um momento de escuta e reflexão entre os participantes por meio de recursos artísticos e da expressão de sentimentos. Participaram oito membros do grupo e a dinâmica durou aproximadamente 1h30. A atividade foi estruturada a partir da entrega de desenhos numerados e da elaboração prévia de uma legenda de cores associadas a sentimentos: azul para tristeza, vermelho para raiva, rosa para amor, laranja para ansiedade, roxo para liberdade, verde para coragem, amarelo para felicidade e preto para luto. Os participantes sentaram juntos em uma única mesa e foram orientados a pintar cada número do desenho de acordo com a cor que representasse seus sentimentos atuais, passados ou que refletissem sobre alguma vivência marcante, mantendo-se aberta a possibilidade de utilizarem cores que não estavam previstas na legenda. Após a finalização da pintura, promoveu-se uma roda de conversa para exposição dos desenhos, análise das cores predominantes, compreensão do estado psíquico dos participantes e das suas vivências emocionais. Nesse momento, todos foram incentivados a compartilhar com o grupo suas produções e as justificativas das cores escolhidas, estabelecendo um espaço de acolhimento e fortalecimento de vínculos dentro do grupo. E, para o encerramento, procedeu-se à entrega de um bombom acompanhado de um cartão com uma frase alusiva à Campanha Setembro Amarelo. Resultados e discussão: os resultados obtidos foram extremamente satisfatórios, uma vez que o encontro contou com participação ativa dos integrantes do grupo, que demonstraram interesse e envolvimento com a atividade proposta, confirmando que a utilização do desenho e das cores como recurso terapêutico foi bem recebida. Durante a pintura, observou-se que, apesar da diversidade na escolha das cores, houve predominância dos tons de azul, preto e laranja, evidenciando que as emoções negativas estão fortemente presentes e sobressaem sobre as emoções positivas. Além disso, foi registrado o uso da cor cinza, que não constava na legenda apresentada, a qual foi justificada pelos participantes como um “vazio”. O uso das cores como metáfora das emoções se mostrou eficiente para abrir espaço ao diálogo. Todos os usuários justificaram a escolha das suas cores, relataram experiências passadas e expuseram seus medos e dificuldades para o grande grupo, possibilitando a troca de vivências e um olhar acolhedor ao próximo. De forma geral, a atividade demonstrou potencial para ampliar a comunicação, promover o bem-estar individual e coletivo, incentivar a escuta ativa, compartilhar experiências e fortalecer vínculos dentro do CAPS. Nota-se, portanto, a utilização da arte como um recurso terapêutico capaz de favorecer a comunicação não verbal, ampliar expressões e sentimentos, quando utilizadas da maneira adequada. Conclusão: a atividade realizada no CAPS I, em alusão ao Setembro Amarelo, foi importante para a promoção da saúde mental. Ao incentivar a externalização de sentimentos através de uma abordagem lúdica, foi possível proporcionar um espaço acolhedor e reflexivo onde todos puderam falar sem medo de julgamentos, verbalizar emoções e refletir sobre o cuidado com si mesmo e com o outro. As práticas terapêuticas e educativas valorizam a subjetividade e a participação de cada um na construção de um ambiente confiável e respeitoso, eficiente na promoção da saúde mental e na prevenção de agravos, além de evidenciar os benefícios de conversas explicativas e acolhedoras para a desconstrução de estigmas associados à saúde mental e aos usuários do CAPS I. Atuando como uma rede estratégica do SUS, o CAPS I expande o acesso ao cuidado em saúde mental, reforça a importância de ações contínuas para prevenção, promoção e reabilitação psicossocial, permite o acolhimento daqueles que necessitam de atendimento e incentiva a busca por apoio especializado. O encontro proporcionou uma vivência enriquecedora, viabilizando a aproximação da teoria com a prática e reforçando a importância do trabalho multiprofissional no cuidado integral ao usuário.   REFERÊNCIAS Hospital Santa Mônica. A saúde mental e a importância dela na vida das pessoas. Hospital Santa Mônica, São Paulo, 2024. Disponível em: https://hospitalsantamonica.com.br/a-saude-mental-e-a-importancia-dela-na-vida-das-pessoas/. Acesso em 28 de set. de 2025. Ministério da Saúde (BR). Redes de Atenção Psicossocial (RAPS). Ministério da Saúde - Linhas de cuidado, Brasília, 2017. Disponível em: https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/tabagismo/rede-atencao-psicossocial/. Acesso em 29 de set. de 2025. OPAS. Organização Pan-Americana da Saúde. Saúde mental. Washington, D.C, 2025. Disponível em: https://www.paho.org/pt/topicos/saude-mental. Acesso em 28 de set. de 2025

    RELATÓRIO DE ATIVIDADE DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM UMA ESCOLA SOBRE PRIMEIROS SOCORROS

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    INTRODUÇÃO: Os primeiros socorros são os cuidados iniciais prestados à vítima de um acidente, com o objetivo de estabilizar seu estado e prevenir complicações mais graves ou sequelas, até a chegada da equipe de saúde para o atendimento especializado (Loureiro, et. al, 2022). Segundo Grimaldi (2020), em diversas situações de emergência, um leigo pode rapidamente identificar o ocorrido e iniciar os primeiros socorros. A ativação ágil dos serviços de emergência especializados torna essa pessoa crucial para a sobrevivência da vítima. A maior taxa de sobrevivência, especialmente fora do ambiente hospitalar, está diretamente associada à atuação eficaz dos socorristas leigos. Os acidentes nas escolas são bastante frequentes, pois crianças e adolescentes passam, em média, um terço do seu dia no ambiente escolar. Nesse contexto, são os colegas, professores e funcionários que estarão, em primeiro lugar, no local do acidente e, por isso, devem estar capacitados para oferecer os primeiros socorros de forma adequada (Loureiro, et. al, 2022). Os estudantes desempenham um papel crucial como multiplicadores de conhecimento, compartilhando as informações que aprendem com seus colegas e familiares. Dessa forma, o ensino de primeiros socorros nas escolas tem o potencial de impactar uma grande parte da comunidade. Segundo pesquisas, crianças e adolescentes estão dispostos a realizar os primeiros socorros quando necessário, e que o treinamento adequado aumenta tanto a confiança quanto a eficácia na assistência prestada (Cruz, et. al 2020). OBJETIVO: Capacitar os estudantes para agir de forma segura e responsável em situações de emergência, oferecendo conhecimentos básicos que podem fazer a diferença. METODOLOGIA: A atividade foi realizada  em uma escola estadual do Extremo Oeste de Santa Catarina, no município de Descanso/SC. Participaram aproximadamente 40 alunos e 2 professores que estavam presentes em sala de aula naquele momento. A atividade teve uma duração total de cerca de 1 hora e 15 minutos. O evento foi iniciado com as acadêmicas apresentando-se à direção da escola, que as recebeu cordialmente e as direcionou à sala onde a apresentação seria realizada. Após organizar o espaço e aguardar os alunos se acomodarem, houve a introdução das estudantes para com os alunos, onde se apresentaram, citando nomes, o curso e a universidade que representam. A apresentação teve como foco os primeiros socorros, abrangendo uma série de temas essenciais. A explicação inicial abordou o que são os primeiros socorros e quem está capacitado para realizá-los, destacando a importância de agir com segurança e precisão. Também foram discutidos os números de emergência, orientando os alunos sobre quando e como acioná-los para garantir uma resposta rápida e eficaz em situações críticas. Além das noções gerais, foram discutidas situações específicas, como a maneira correta de agir durante uma crise convulsiva, a resposta adequada em casos de desmaios e o procedimento correto diante de uma obstrução das vias aéreas (OVACE) em adultos, crianças e lactentes. Também foram abordadas as medidas apropriadas para lidar com queimaduras, fraturas e parada cardiorrespiratória, com instruções detalhadas para cada faixa etária. A apresentação seguiu uma estrutura clara e didática, contando com slides para apoiar o conteúdo visualmente. A teoria foi complementada por demonstrações práticas, com explicações passo a passo sobre como reagir em cada situação apresentada. No encerramento, houve uma atividade prática com os alunos, permitindo que aplicassem os conhecimentos adquiridos de forma concreta. Durante essa prática, cada grupo teve a oportunidade de treinar as técnicas apresentadas, sob a orientação atenta das acadêmicas. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Professores, colaboradores e alunos ainda demonstram preparo insuficiente para a realização de primeiros socorros no ambiente escolar. Os estudos indicam que a implementação de ações educativas, em diferentes metodologias de ensino, contribui para a ampliação e o aprimoramento significativo do conhecimento sobre o tema (Cruz, et. al 2020). Durante a atividade, foi evidente o alto nível de interesse e envolvimento dos participantes. Aproximadamente 40 alunos, acompanhados por 2 professores, participaram de forma ativa durante toda a apresentação e nas demonstrações práticas de primeiros socorros. Os estudantes mostraram grande motivação para aprender e praticar as técnicas apresentadas, com destaque para o engajamento nas simulações de parada cardiorrespiratória, que despertaram particular atenção. Após a atividade prática, ficou claro que a maioria dos alunos adquiriu mais confiança nos procedimentos de primeiros socorros, demonstrando uma compreensão sólida das ações necessárias em situações de emergência. Os primeiros socorros no ambiente escolar constituem uma importante estratégia de promoção da saúde. Por meio de ações didáticas, os estudantes desenvolvem competências que contribuem para a prevenção de acidentes e, quando estes ocorrem, tornam-se capazes de reconhecer e manejar situações emergenciais mais comuns. Essa preparação é essencial para a proteção e a preservação da vida (Loureiro, et. al 2022). Além disso, foi perceptível um aumento na conscientização sobre a importância de receber formação em primeiros socorros, reforçando o valor dessa capacitação para a segurança e o bem-estar de toda a comunidade escolar. O interesse genuíno dos alunos em dominar as técnicas, somado à participação ativa dos professores, destacou o sucesso da iniciativa e evidenciou a relevância de promover atividades como essa no contexto educacional. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O treinamento de primeiros socorros, especialmente no ambiente escolar, desempenha um papel fundamental na promoção da segurança, já que, em muitos casos, é crucial que alunos, professores e funcionários saibam como agir até a chegada da assistência especializada. Essa prática age contribuindo para o desenvolvimento de habilidades práticas essenciais nos alunos e preparando-os para agir de forma rápida e eficiente em situações de emergência. O ensino de primeiros socorros nas escolas não apenas capacita os estudantes para responder de forma adequada a emergências, mas também os transforma em agentes multiplicadores de conhecimento, fortalecendo a rede de apoio dentro da comunidade escolar. No entanto, é importante destacar que a continuidade dessas atividades e a realização regular de treinamentos são essenciais para manter os conhecimentos atualizados. Dessa forma, os alunos estarão sempre preparados para agir com eficiência, mesmo em situações inesperadas

    PROMOÇÃO DA SAÚDE FEMININA: PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA E COLO DO ÚTERO EM EMPRESA

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    Introdução: Diante da relevância e do impacto do câncer de mama e do colo do útero na sociedade, as empresas tornam-se espaços estratégicos para difundir informações claras, orientar suas equipes e fortalecer uma cultura de cuidado. Objetivo: Relatar uma atividade de educação em saúde voltada à prevenção do câncer de mama e do colo do útero com colaboradoras e clientes de uma empresa. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência de uma atividade de educação em saúde, desenvolvida em uma empresa do município de Descanso/SC, durante o Estágio Supervisionado II por uma acadêmica da 10ª fase, em conjunto com a enfermeira responsável da unidade básica de saúde, no mês de outubro de 2025. Resultados: A atividade permitiu a realização de uma conversa com as colaboradoras sobre a campanha, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dos cânceres de mama e colo do útero. Uma dinâmica de reconhecimento pelo toque trouxe descontração ao encontro, e destacou o autocuidado. Em seguida, discutiram-se autoexame, mamografia, preventivo e sinais de alerta, com entrega de cartilhas e lembrancinhas pela empresa. Conclusão: As empresas desempenham papel significativo na promoção do diagnóstico precoce do câncer de mama. Quando assumem o compromisso de conscientizar suas colaboradoras e abrir espaço para diálogos sobre a saúde da mulher, fortalecem o cuidado contínuo e incentivam que cada mulher priorize sua própria saúde. Palavras-chave: Saúde da mulher. Neoplasias. Empresas. Educação em saúde.&nbsp

    GESTÃO DE CUSTOS SUSTENTÁVEIS: UMA ANÁLISE DA INTEGRAÇÃO ENTRE DESEMPENHO ECONÔMICO E RESPONSABILIDADE AMBIENTAL

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    crescimento exponencial da pressão por responsabilidade ambientalimpõe um desafio operacional e estratégico crítico às organizaçõesmodernas, exigindo a revisão urgente de seus modelos de gestão. O problemade pesquisa fundamental que orienta este trabalho reside na questão: "Comoas organizações podem integrar práticas sustentáveis em sua gestão decustos sem comprometer a competitividade econômica?". Historicamente, asustentabilidade tem sido percebida no ambiente corporativo como umencargo financeiro ou um mero centro de custo. Contudo, este estudopropõe-se a refutar essa visão, demonstrando que a gestão de custossustentáveis é, na realidade, uma poderosa alavanca para a eficiênciaoperacional, a inovação e a criação de valor a longo prazo. O objetivo éfornecer um panorama prático e referenciado sobre como essa integraçãopode ser alcançada, focando especificamente na identificação de métodosde custeio capazes de tornar visível o real impacto ambiental e na avaliaçãodos benefícios econômicos diretos e indiretos resultantes da adoção depráticas ecologicamente responsáveis

    MODELAGEM CINÉTICA DA DEGRADAÇÃO FOTOCATALÍTICA DE ÁCIDO BENZOICO POR CATALISADOR HETEROGÊNEO

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    A degradação de compostos orgânicos persistentes, como o ácido benzoico, representa um desafio ambiental significativo devido à sua estabilidade e baixa biodegradabilidade. Neste trabalho, avaliou-se a degradação fotocatalítica do ácido benzoico em meio aquoso, empregando dióxido de titânio (TiO₂) como catalisador heterogêneo sob radiação ultravioleta (UVC). As concentrações residuais foram determinadas por espectrofotometria UV-Vis (λ = 227 nm), utilizando uma curva de calibração construída previamente. A análise cinética baseou-se no modelo de Langmuir-Hinshelwood. Os resultados indicaram uma redução progressiva da absorbância ao longo do tempo, evidenciando a degradação do ácido benzoico. A linearidade observada na relação ln(C₀/Cₜ) versus tempo confirmou o comportamento de primeira ordem, permitindo a determinação da constante de velocidade k como sendo igual a 0,0037 min⁻¹.O processo fotocatalítico com TiO₂ sob radiação UVC é eficaz para a degradação do ácido benzoico, atingindo uma eficiência de remoção de 31,10% após os 105 minutos de reação, demonstrando potencial aplicação em tratamentos avançados de efluentes contendo compostos aromáticos.Palavras-chave: cínetica heterogênea, dióxido de titânio, ácido benzoico, modelo de Langmuir-Hinshelwood

    PRÁTICA DE OBSERVAÇÄO CRAS NO CENTRO COMUNITÁRIO GERMANO MIOTTO COM CRIANÇAS

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    Este trabalho tem como objetivo relatar as impressões e reflexões construídas a partir da observação não-participante, no Centro Comunitário Germano Miotto, no bairro Água Verde, em Videira/SC, filiado ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), onde o orientador Hygor Phelippe Dal Moro Alves tendo o acompanhamento da psicóloga Thais Hepp, realiza atividades lúdicas num grupo com crianças de 6 a 12 anos em situação de vulnerabilidade social no período vespertino

    MUSCULAÇÃO COM IDOSOS: VIVÊNCIAS EM ESTÁGIO SUPERVISIONADO

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    O estágio supervisionado em Educação Física constitui etapa essencial na formação profissional, permitindo a imersão prática em contextos reais de ensino. Este trabalho apresenta as vivências e análises realizadas durante estágio no Studio Prime (Videira-SC), com foco na musculação aplicada a idosos. O objetivo foi observar, refletir e compreender os impactos físicos, pedagógicos e psicossociais do treinamento resistido na terceira idade. A metodologia baseou-se em observação direta e participativa, com registro em diário de campo e análise qualitativa. Os resultados apontaram melhorias progressivas na postura, controle motor, força muscular e autoestima dos praticantes. Também se destacou a atuação do professor como mediador técnico e emocional, adaptando exercícios conforme as limitações dos alunos. Conclui-se que a musculação representa uma ferramenta eficaz para promoção da saúde e da autonomia funcional dos idosos, além de oferecer ao estagiário uma formação crítica, reflexiva e humanizada. A experiência reforça a importância do estágio como elo entre teoria acadêmica e realidade profissional, consolidando competências práticas essenciais ao profissional de Educação Física. Palavras-chave: Musculação. Idosos. Estágio supervisionado. Saúde funcional. Educação Física

    A PSICOLOGIA ANALÍTICA DE JUNG E A TÉCNICA DA IMAGINAÇÃO ATIVA NA VIDA DOS PACIENTES

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    Aprofundamentos sobre a técnica da Imaginação Ativa, de Carl Gustav Jung na vida dos pacientes e os resultados que podem ser trazidos em psicoterapia. Importante ressaltar que a técnica tem sido utilizada e a aperfeiçoada por inúmeros psicólogos.&nbsp

    Técnica Psicoterapêutica - Psicanalista

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    A psicodinâmica tem como objetivo promover insight sobre conflitos inconscientesque afetam pensamentos, comportamentos e relações interpessoais. De acordo com Gabbard(2016), o terapeuta atua explorando emoções e padrões relacionais por meio de uma escutaatenta, incluindo a observação de mecanismos de defesa, da resistência e da transferência, queserão abordados nos casos clínicos. Nesse contexto, se torna essencial a utilização daassociação livre, interpretação e o manejo das defesas utilizadas.A associação livre é um dos pilares fundamentais da psicanálise, introduzida porFreud, representa um método clínico e investigativo, que tem por objetivo acessar conteúdosinconscientes do sujeito. Seu desenvolvimento marca a ruptura com métodos hipnóticosutilizados anteriormente, no tratamento de histeria. Ademais, consiste na orientação dada aopaciente para verbalizar, sem censura, tudo o que lhe vier à mente, independente do conteúdoparecer irrelevante, ilógico ou constrangedor, possibilitando que o discurso do sujeito fluaespontaneamente, permitindo a emersão da formação inconsciente, como lapsos, contradições,silêncios e deslocamentos de sentido.Segundo, Gabbard (2016) a psicoterapia psicodinâmica é uma abordagem que exploraconteúdos inconscientes e padrões relacionais, permitindo que os pacientes reconheçamconflitos e desenvolvam insight. O uso da técnica da associação livre é ferramenta essencialpara compreender a dinâmica emocional do paciente, além da interpretação e observação datransferência e contratransferência que ocorre entre o terapeuta e o paciente. Gutfreind (2019)destaca que a psicoterapia não se limita à interpretação racional, mas envolve uma dimensãoestética, na qual a sensibilidade do terapeuta permite a ressignificação de afetos e a construçãode narrativas subjetivas mais autênticas.Os conceitos de transferência e contratransferência ocupam um lugar importante nacompreensão e condução do processo terapêutico, ambos sobre a relação emocional que seestabelece entre paciente e analista, constituindo elementos fundamentais da dinâmica clínicae do método psicanalítico. A partir de observações clínicas com pacientes histéricos é quesurgiram estes nomes. Freud percebeu que durante o tratamento, os pacientes tinham atendência em repetir, na relação como o analista, sentimentos, desejos e padrões de vínculosoriginários de experiências passadas, sobretudo da infância. A transferência é entendidacomo um processo de atualização do inconsciente na relação analítica, o paciente projeta noanalista, representações e afetos originalmente dirigidos a pessoas significativas de suahistória. Contratransferência é um obstáculo à neutralidade analítica, recomendando que oanalista mantivesse vigilância sobre seus próprios afetos.A psicoterapia psicodinâmica estabelece um ambiente seguro para que os conteúdosinconscientes sejam elaborados, e que os mecanismos de defesa possam ser vistos einterpretados. O manejo técnico das defesas, a compreensão da estrutura da personalidade decada indivíduo e a sensibilidade terapêutica evidenciam a relação direta entre teoria, prática eética profissional. Assim sendo, os mecanismos de defesa são processos psíquicosinconscientes, sistematizados por Anna Freud, com a função de proteger o ego diante desentimentos de angústia, culpa, ou de impulsos e desejos que entram em conflito com asexigências da realidade externa ou com normas morais internas. Não são patológicos em si,fazem parte do funcionamento normal da mente, tornando-se problemáticos quando usados deforma rígida, frequente ou desadaptativa, impedindo de encarar a realidade de maneirasaudável. Fazem parte deles a repressão, negação, projeção, formação reativa, racionalização,deslocamento, sublimação, regressão, intelectualização, identificação

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