Editora Unoesc (E-Journals)
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    CONVIVÊNCIA ESCOLAR E SAÚDE: UMA EXPERIÊNCIA DE EXTENSÃO

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    Introdução: A extensão universitária, por meio do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG), consolida-se como um espaço de integração entre universidade e sociedade. Essa iniciativa fortalece a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, ao mesmo tempo em que promove ações formativas de caráter transformador e de impacto social. Ao articular diferentes níveis de ensino e aproximar a produção científica das demandas sociais, reafirma-se o papel da universidade como agente de mudança. Objetivo: Desenvolver ações de extensão universitária voltadas à promoção da convivência escolar e à prevenção do bullying e do cyberbullying, mediante a integração entre universidade, escola e comunidade, de modo a fortalecer a formação acadêmica e a transformação social. Método: Trata-se de uma pesquisa-ação, caracterizada pela integração entre investigação e intervenção. As atividades envolveram discentes e docente de cursos de Graduação da área da Saúde, estudantes da Pós-Graduação em Saúde e Educação e duas bolsistas de Iniciação à Extensão vinculadas à Unoesc. Inicialmente, aplicou-se um questionário sobre bullying e cyberbullying a estudantes do Ensino Fundamental II de cinco escolas do município de Joaçaba-SC. A partir da análise dos dados coletados, foram planejadas intervenções que incluíram capacitações para docentes e gestores, bem como devolutivas individualizadas para cada escola participante. Área: Ciências da Vida e Saúde Resultados: As atividades contemplaram 760 estudantes e 300 profissionais da educação. As ações promoveram a sensibilização de docentes e gestores acerca da saúde dos estudantes, da relevância das relações de convivência escolar e da necessidade de enfrentamento dos fenômenos do bullying e do cyberbullying. Observou-se que os encontros incentivaram a implementação de práticas pedagógicas voltadas à construção de um ambiente educativo mais saudável, inclusivo e acolhedor, contribuindo para a valorização do diálogo e da cooperação no contexto escolar. Conclusão: As ações de extensão realizadas evidenciam a importância da articulação entre universidade, escola e comunidade para a promoção de uma educação comprometida com a formação integral e com a mudança social. A atuação conjunta das bolsistas, da Secretaria Municipal de Educação, das equipes gestoras e dos docentes possibilitou a criação de espaços de aprendizagem coletiva sobre saúde, bullying e cyberbullying. O uso de metodologias participativas e intersetoriais favoreceu o engajamento dos atores escolares e fortaleceu vínculos institucionais. Além disso, as iniciativas qualificaram práticas pedagógicas e ampliaram, de forma concreta, o conhecimento acadêmico. Ao unir teoria e prática, a experiência reafirma o papel da universidade como agente de transformação, promovendo saber compartilhado, cidadania e desenvolvimento humano

    REDESCOBRIMENTO DA ONÇA-PARDA (PUMA CONCOLOR) NO EXTREMO OESTE DE SANTA CATARINA: NOVOS REGISTROS NO MUNICÍPIO DE CAMPO ERÊ

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    Introdução: A onça-parda (Puma concolor) apresenta ampla distribuição no Brasil, ocorrendo em todos os biomas. Entretanto, encontra-se categorizada como Vulnerável (VU) no estado de Santa Catarina, em razão da intensa perda de habitat, fragmentação florestal e conflitos com atividades humanas. Historicamente, os registros da espécie no estado concentraram-se em áreas serranas, de maior altitude, ou em remanescentes florestais contínuos inseridos em unidades de conservação. São escassos os registros para o extremo oeste catarinense, inexistindo evidências confiáveis por cerca de duas décadas. Objetivo: Relatar dois registros recentes de ocorrência da onça-parda no extremo oeste de Santa Catarina, ampliando o conhecimento sobre a distribuição da espécie no estado. Método: Entre janeiro e abril de 2025, foram realizadas expedições curtas em fragmentos florestais do município de Campo Erê, localizado no extremo oeste do estado, com dois objetivos principais: (i) monitorar o estado de conservação dos remanescentes; e (ii) avaliar a ocorrência de mamíferos endêmicos e ameaçados. As atividades envolveram caminhadas ad libitum dentro e no entorno dos fragmentos, registros diretos e indiretos da fauna (observações, pegadas, fezes e outros vestígios), além da instalação de armadilhas fotográficas (câmera trap). Resultados: Foram documentados dois indivíduos de P. concolor no município de Campo Erê. O primeiro registro ocorreu em 29 de janeiro de 2025, quando um morador local fotografou um jovem em deslocamento por uma estrada vicinal inserida em matriz agrícola. O segundo, em 06 de abril de 2025, correspondeu a um indivíduo adulto registrado por armadilha fotográfica em um remanescente florestal de aproximadamente 700 hectares. Esses registros ampliam a distribuição conhecida da espécie em Santa Catarina e representam as primeiras evidências inequívocas de sua ocorrência no extremo oeste do estado. Conclusão: A presença de P. concolor fora de unidades de conservação ressalta a necessidade de estratégias de monitoramento sistemático e de conservação da fauna em ambientes não protegidos, até então considerados lacunas de conhecimento. Esses achados reforçam a relevância da conectividade entre fragmentos florestais e representam uma oportunidade singular para o fortalecimento de políticas públicas integradas, capazes de assegurar a persistência dessa espécie emblemática em Santa Catarina

    PROMOÇÃO DE COMPETÊNCIAS EM SUPORTE BÁSICO DE VIDA PEDIÁTRICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM

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    Introdução: O Suporte Básico de Vida (SBV) é um conjunto de manobras iniciais fundamentais para a manutençãoda vida em situações de parada cardiorrespiratória (PCR), contribuindo para a redução da morbimortalidade ememergências. No contexto pediátrico, a identificação precoce da PCR e a imediata realização das manobras deressuscitação são determinantes para o prognóstico, considerando as particularidades anatômicas e fisiológicasdas crianças. As Diretrizes da American Heart Association (AHA, 2020) destacam que intervenções rápidas podemdobrar ou triplicar as chances de sobrevivência. No Brasil, o Ministério da Saúde (2017) também reforça aimportância da capacitação de profissionais e estudantes de saúde em SBV, garantindo um atendimento seguro epadronizado. Nesse cenário, a capacitação em SBV representa uma estratégia essencial na formação acadêmicaem enfermagem. Objetivo: Descrever a experiência da realização de uma capacitação em SBV Pediátricoconduzida por acadêmicos de enfermagem, destacando sua relevância para a formação profissional e para apreparação da comunidade acadêmica diante de emergências. Método: Trata-se de um relato de experiênciasobre uma oficina realizada no Campus I da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC), conduzida poracadêmicos da 7a fase do curso de Enfermagem. A metodologia foi expositiva, dialogada e prática, com uso debonecos infantis para simulação de técnicas de reanimação cardiopulmonar (RCP) e manobras de desobstruçãode vias aéreas em crianças e lactentes. Participaram acadêmicos de diversos cursos, professores e colaboradoresda instituição. A atividade teve duração aproximada de quatro horas, com atendimentos em pequenos grupos de20 minutos, contemplando demonstração, prática supervisionada e discussão coletiva. Resultados: Observou-seampliação do conhecimento teórico-prático dos participantes, aumento da segurança na realização dasmanobras e fortalecimento de competências essenciais para o atendimento em emergências pediátricas. Aatividade também contribuiu para o desenvolvimento de habilidades como tomada de decisão rápida, trabalhoem equipe e prática assistencial segura. Destacou-se ainda a importância de a comunidade acadêmica estarapta a reconhecer e intervir em situações críticas, considerando o impacto direto da atuação precoce nasobrevida de crianças em PCR ou com obstrução de vias aéreas. Conclusão: A capacitação em SBV Pediátricorepresentou uma experiência significativa para a formação em enfermagem, favorecendo o desenvolvimento dehabilidades técnicas e o compromisso com a promoção da saúde. Recomenda-se a continuidade de açõessemelhantes para ampliar o alcance e consolidar a aprendizagem na comunidade acadêmica e social

    OS 7 CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE FINANÇAS: UMA ANÁLISE DIDÁTICA E APLICADA PARA TOMADA DE DECISÃO NAS EMPRESAS

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    Introdução: A gestão de riscos financeiros é um pilar fundamental para a sustentabilidade e competitividade das pequenas empresas. A relação entre risco e retorno é intrínseca: um maior risco pode levar a um maior retorno esperado, mas também a maiores perdas, como destacado pelo estudo da UFRJ. Objetivo: Identificar as estratégias e práticas recomendadas para avaliar o risco financeiro, entendendo a relação entre risco e retorno Método: : A revisão baseou-se em dados das plataformas Google Acadêmico e SciELO, onde foram encontrados 9 artigos científicos e 3 foram selecionados, através da combinação de palavras-chave “Risco e retorno”, “Riscos Financeiros” e “Pequenas Empresas”. Resultados: Atualmente, a relação direta entre risco e retorno é uma constante, com isso, cabe as pequenas empresa avaliar sua magnitude e garantir que o retorno potencial justifique a exposição a ele. Ademais, Riscos financeiros são amplos e interconectados, os riscos não se limitam apenas à inadimplência ou à falta de dinheiro. Eles se estendem para categorias como risco operacional, risco de mercado, e até mesmo risco de reputação. A gestão do fluxo de caixa é prioridade máxima, a falta de liquidez é a principal causa do fechamento de pequenas empresas, o monitoramento contínuo das entradas e saídas é fundamental. A diversificação é a estratégia de mitigação mais comum e eficaz, os artigos sugerem que a diversificação de clientes, fornecedores e produtos é uma forma poderosa de reduzir a exposição a riscos. Isso minimiza o impacto de crises em segmentos específicos e aumenta a resiliência do negócio. Por fim, visando o sucesso da entidade, empresas que adotam uma abordagem proativa de gerenciamento de riscos, como o modelo da norma ISO 31.000, têm maior probabilidade de sucesso, essas empresas não esperam o problema acontecer para agir, mas sim planejam cenários e criam planos de contingência antecipadamente. Conclusão: Conclui-se que, para ser eficaz, a gestão de riscos deve ser um processo contínuo e integrado às operações diárias do negócio. Não basta apenas reagir a problemas; é preciso antecipar ameaças, entender a natureza dos riscos e implementar estratégias de mitigação de forma sistemática. Ao fazer isso, a pequena empresa transforma o risco de uma ameaça potencial em uma oportunidade estratégica, permitindo que ela tome decisões mais informadas e seguras, e, assim, construa uma base sólida para um crescimento sustentável e lucrativo

    AVALIAÇÃO DO USO DE FERTILIZANTES ORGANOMINERAIS E QUÍMICOS NA PRODUTIVIDADE DE MILHO (ZEA MAYS) E TRIGO (TRITICUM AESTIVUM)

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    Introdução: O emprego de fertilizantes orgânicos é de suma importância para aumentar o rendimento das culturas agrícolas e diminuir os impactos negativos do uso incorretos de orgânicos. O uso de fertilizantes organominerais possuem maior capacidade de fixação de nutrientes, uma vez uma vez que a matéria orgânica presente nos compostos atua como condicionantes dos fertilizantes minerais, que entram em sua composição, aumentando o poder de retenção dos nutrientes no solo. Objetivo: Avaliar o desempenho das culturas de trigo (triticum aestivum) e milho (Zea mays) submetido ao uso de fertilizantes organomineral e químico. Método: O experimento será conduzido no campo, na área experimental da Unoesc, na Linha Esquina Derrubada no município de São José do Cedro – SC, durante o ano de 2020/2021. O experimento foi conduzido na safra 22/23 em delineamento em blocos casualizados, com 10 tratamentos e 3 repetições, utilizando fertilizantes organominerais e minerais em doses crescentes, sendo: T0: Tratamento referência, sem utilização de fertilizantes. D0: Tratamento referencia, sem uso de fettilizante. D2: 2 T/ha de organomineral. D4: 4 T/ha de organmineral. D6: 6T/ha de organomineral. D8: 8 T/ha de organomineral. D10: 10T/ha de organomineral. MI: 400 Kg de fettilizante mineral. MIO: 2 T/ha de organomineral +200 kg de fertilizante mineral. Foram feitas avaliação de rendimento e componentes agronômicos (SPAD, altura, diâmetro de colmo, PH e severidade de doenças). Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey (5%). Resultados: As analises efetuada na cultura do trigo e milho tiveram resultados promissores sobre a utilização das fontes organominerais no desempenho final das culturas como exemplo na cultura do milho alcançou patamares superior a 13876,3 T/ha, mostrando assim o ganho de produtividade com diminuição de custo e na cultura do trigo obtiveram produção superior 5293 T/ha, o uso de fertilizantes orgânomineral pode ser uma alternativa para sistemas de produção agrícola. Conclusão: O uso de adubação organomineral não alterou significativamente os componentes de rendimento do milho e do trigo, porém proporcionou elevados rendimentos (≥11 t/ha no milho e >5200 kg/ha no trigo), demonstrando viabilidade como fonte de adubação e permitindo determinar doses mais eficientes em termos de produtividade e custo

    O PAPEL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS NA ECONOMIA CIRCULAR: UMA REVISÃO TEÓRICA SOB A PERSPECTIVA DA ADMINISTRAÇÃO SUSTENTÁVEL

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    Este artigo tem como objetivo analisar criticamente o papel das políticas públicas na promoção da economia circular, buscando responder à seguinte questão: como as políticas públicas têm influenciado, viabilizado ou limitado a transição para modelos econômicos circulares em diferentes contextos? Por meio de uma revisão integrativa e qualitativa da literatura científica produzida entre 2016 e 2024, foram selecionados artigos de periódicos reconhecidos, legislações brasileiras, documentos institucionais e experiências práticas de países da América Latina e da União Europeia. A metodologia adotada consistiu em uma análise bibliográfica de base conceitual com categorização temática, permitindo estruturar e sistematizar os principais conceitos, abordagens e modelos teóricos sobre economia circular, bem como identificar tipologias de políticas públicas de apoio à economia circular, organizadas em três categorias: políticas regulatórias, políticas de incentivo econômico e políticas educacionais e de capacitação. Os resultados evidenciam que, apesar da crescente valorização da economia circular como estratégia de desenvolvimento sustentável, persistem desafios relacionados à articulação entre os setores público e privado, à efetividade dos marcos regulatórios e à adaptação das políticas às especificidades locais. O estudo contribui ao propor uma tipologia original de políticas públicas voltadas à economia circular, que pode orientar gestores e formuladores de políticas na criação de estratégias mais eficazes e adaptáveis a diferentes realidades socioeconômicas

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