Editora Unoesc (E-Journals)
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    INFLUÊNCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES NA INOCULAÇÃO E COINOCULAÇÃO DE SEMENTES DE SOJA

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    A avaliação da influência do tratamento de sementes industrial (TSI) sobre a inoculação e coinoculação de sementes de soja se faz necessário devido ao elevado custo de produção com fertilizantes minerais. O objetivo do presente trabalho foi avaliar os componentes de rendimento da soja submetida a diferentes doses de inoculação com Bradyrhizobium japonicum, e coinoculação com Azospirillum brasilense, com e sem TSI. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados em esquema fatorial com três repetições com oito tratamentos.  Foram inoculadas com diferentes doses 0, 100, 150, 200 ml ha-1 de B. japonicum, e coinoculadas com A. brasilense com e sem TSI. Os dados foram submetidos a análise variância e as médias ao teste Tukey a 5%. O uso de diferentes doses de inoculantes não teve incremento de massa de grãos quando a soja foi submetida ao TSI. Sem o TSI na dose 0 ml 50 kg de sementes apresentou menor peso de mil sementes. O melhor rendimento de grãos obtido foi com TSI e inoculação/coinoculação 150 ml 50 kg de sementes A eficiência econômica do uso de inoculantes teve na dosagem de 150 ml/50kg de inoculantes associada ao tratamento industrial

    HOMEM COM H: ASPECTOS ADOECEDORES DA MASCULINIDADE AOS HOMENS E UM OLHAR DE CUIDADO PSICOLÓGICO ATRAVÉS DA TEORIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

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    O sofrimento psíquico masculino é fortemente influenciado por normas culturais de masculinidade hegemônica e pelo machismo, que prescrevem força, autossuficiência e supressão da vulnerabilidade emocional, dificultando a expressão de emoções e a busca por ajuda profissional (Connell; Messerschmidt, 2005). Essa repressão contribui para comportamentos disfuncionais, como isolamento, irritabilidade, abuso de substâncias e risco aumentado de suicídio, evidenciado pelos dados epidemiológicos brasileiros que mostram que mais de 77% dos suicídios em 2021 ocorreram entre homens (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2024). A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) surge como abordagem psicológica eficaz ao identificar e reestruturar crenças centrais e esquemas rígidos internalizados, promovendo psicoeducação, reestruturação cognitiva, ativação comportamental e desenvolvimento de habilidades emocionais e comportamentais, favorecendo a expressão afetiva, a redução do sofrimento e a prevenção de desfechos graves (Beck, 2013). Assim, promover masculinidades mais plurais, emocionalmente expressivas e socialmente menos opressivas é, portanto, uma estratégia essencial para garantir a saúde mental, bem como a qualidade de vida masculina (Opas, 2019)

    TELAS NA INFÂNCIA: IMPACTOS, DESAFIOS E POSSIBILIDADES

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    Entende-se por telas todos os dispositivos eletrônicos que fazem parte do nosso dia a dia, como televisão, celular, tablet, computador e até os videogames. As telas estão cada vez mais presentes na rotina das crianças e, muitas vezes, surgem como forma de distração ou companhia. O problema não está exatamente na presença das telas, mas no tempo e na forma como são utilizadas. Quando usadas em excesso, podem prejudicar o desenvolvimento da criança, afetando a atenção, o sono, o humor, a forma de se relacionar com os outros e até o interesse por brincadeiras fora do ambiente digital. O uso sem critério acaba ocupando o espaço de outras experiências importantes, como o brincar livre, o contato com a natureza, as conversas presenciais e o movimento do corpo (Souza; Moraes, 2025

    MIGRAÇÃO, DESIGUALDADE E CUIDADO: UM OLHAR CLÍNICO COM ÊNFASE NA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA.

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      O estudo discute o processo psicoterapêutico de uma mulher imigrante em situação de vulnerabilidade, atendida sob a perspectiva da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). A cliente, marcada por violência de gênero, pobreza e ruptura familiar, vivenciava intenso sofrimento decorrente da separação dos filhos e das condições precárias de sobrevivência no país de acolhida. O estudo apresenta o acompanhamento clínico como espaço de elaboração de experiências traumáticas e reconstrução da autonomia, destacando a importância da escuta empática, da aceitação incondicional e da presença autêntica da terapeuta. A discussão aborda os limites da empatia em contextos interculturais, reconhecendo que a vivência da cliente ultrapassa o universo experiencial da profissional. Além disso, analisa-se a imigração forçada como fenômeno atravessado por desigualdades sociais e estruturais, que não podem ser ignoradas no setting clínico. Por fim, evidenciam-se os potenciais da ACP na promoção do fortalecimento interno, possibilitando que a cliente recupere sua voz, reconheça seus recursos e reconstrua sentidos sobre sua própria história. Conclui-se que o atendimento clínico ético e sensível às diferenças culturais é fundamental no cuidado psicológico a imigrantes em situação de vulnerabilidade. 

    RELATO DE EXPERIÊNCIA PSICOTERAPÊUTICA À LUZ DA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA

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    O estudo apresenta um relato de experiência decorrente de estágio supervisionado em Psicologia, realizado na Clínica-Escola da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC), espaço destinado à articulação entre formação prática, reflexão ética e atendimento à comunidade. Trata-se de um estudo de caso referente ao acompanhamento psicoterapêutico individual de uma mulher de 25 anos, desenvolvido ao longo de três meses, totalizando catorze sessões agendadas, das quais cinco foram canceladas. A demanda inicial envolvia dificuldades relacionadas a uma relação amorosa instável, questões laborais, pensamentos acelerados e queixas de memória. As intervenções foram fundamentadas nos pressupostos da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), proposta por Carl Rogers. Ao longo do processo terapêutico, observou-se que, à medida que a cliente entrou em contato com seus sentimentos e formas de auto percepção, iniciou-se um movimento progressivo de ampliação da autocompreensão. A postura não diretiva adotada pela estagiária favoreceu a condução do processo pela própria cliente, de acordo com suas necessidades emergentes, contribuindo para o fortalecimento da autonomia e para a expansão de sua tendência atualizante

    EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E SAÚDE DA MULHER: AÇÃO PREVENTIVA SOBRE O CÂNCER DE MAMA

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    Como parte da Atividade Prática de Extensão (APEX), estudantes da sexta fase do curso de Farmácia da Unoesc promoveram uma ação educativa sobre o câncer de mama, integrada à campanha Outubro Rosa, com foco na promoção da saúde e prevenção entre o público universitário. A atividade ocorreu no campus de São Miguel do Oeste, em um espaço de ampla circulação, e contou com materiais expositivos como cartazes, folders, laço rosa simbólico, modelos anatômicos com alterações mamárias sugestivas e cartões com orientações para a realização do autoexame. A ação gerou impacto positivo na comunidade acadêmica, despertando atenção para a saúde e incentivando práticas preventivas

    BEM-ESTAR SUBJETIVO, ESTRESSORES DA DOCÊNCIA E MOTIVAÇÃO PARA O TRABALHO EM PROFESSORES DE ENSINO FUNDAMENTAL DE JOAÇABA (SC)

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    Introdução: O trabalho docente é exigente, mobilizando recursos físicos, emocionais e cognitivos, e está associado a múltiplos estressores capazes de comprometer a saúde e a motivação profissional. No Brasil, dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação revelam alta prevalência de doenças relacionadas ao estresse, agravadas por sobrecarga, falta de recursos e condições adversas. Compreender como motivação, bem-estar e estresse interagem pode subsidiar políticas e intervenções voltadas à saúde docente. Objetivo: Analisar a relação entre o bem-estar subjetivo, os estressores da docência, as estratégias de enfrentamento e a motivação para o trabalho de professores do ensino fundamental do município de Joaçaba (SC). Método: Estudo transversal com 107 docentes da rede municipal de ensino de Joaçaba (SC), que responderam a questionário sociodemográfico e às seguintes escalas validadas: Escala de Bem-Estar Subjetivo, Escala de Coping Ocupacional, Escala de Necessidades Psicológicas Básicas (NPB), Escala de Motivação do Professor para o Ensino e Questionário de Estresse nos Professores. Foram realizadas análises descritivas, correlações de Pearson, análise de clusters (Ward e k-means) para perfis motivacionais e MANOVA para comparação entre grupos. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da Unoesc/HUST. Resultados: A amostra foi predominantemente feminina (90,7%), média de 42 anos, 86,9% com carga horária de 40 horas e 71% com especialização. Identificou-se correlação positiva entre afetos positivos e as NPB de autonomia (r=0,30) e pertencimento (r=0,34), e entre estas e a motivação autônoma (r=0,51). Afetos negativos correlacionaram-se negativamente com autonomia (r=-0,35) e pertencimento (r=-0,31), e positivamente com todas as dimensões de estressores. A análise de clusters revelou dois perfis: Cluster 1 (n=58), com maior motivação autodeterminada, NPB atendidas, maiores níveis de afetos positivos e uso mais frequente de estratégias de enfrentamento; e Cluster 2 (n=49), com menor motivação, maior vulnerabilidade ao estresse e menor uso das estratégias de enfrentamento. Diferenças significativas entre grupos favoreceram o Cluster 1 (com maior motivação autodeterminada) nas variáveis afetos positivos (p=0,010), manejo de sintomas (p=0,004), controle (p=0,001) e esquiva (p=0,037). Conclusão: A motivação autodeterminada associou-se a maior bem-estar subjetivo e uso de estratégias de enfrentamento positivas, reforçando a importância de ambientes escolares que atendam às NPB de autonomia, competência e pertencimento. Políticas institucionais que fortaleçam esses aspectos podem reduzir os estressores da docência e promover qualidade de vida. Sugere-se ampliar a investigação para diferentes contextos e níveis de ensino, incluindo abordagens longitudinais

    OBA: AÇÕES INTEGRADAS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM INFANTIL E SAÚDE MENTAL DOCENTE NO CONTEXTO PÓS-PANDÊMICO

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    Introdução: Diante dos impactos negativos da pandemia de Covid-19 no desenvolvimento e na aprendizagem infantil — especialmente na alfabetização — surge o Observatório da Aprendizagem (OBA), implantado em 2023. Objetivo: O OBA busca mapear os efeitos da pandemia na aprendizagem e alfabetização, articulando ações com o SAP (Serviço de Atendimento Psicológico), com outros cursos de graduação e pós-graduação, e com agentes públicos (secretarias de educação), visando apoiar as necessidades da comunidade escolar por meio de ações de ensino, pesquisa e extensão. Método: No ano de 2025 as atividades foram ampliadas para além das avaliações clínicas, e desenvolveu-se um protocolo de avaliação breve inicial para crianças no contexto escolar, aplicado em sala de aula, abrangendo testes de leitura e escrita de palavras, compreensão leitora e exames do estado mental. Em etapas posteriores, para aquelas identificadas com dificuldades, a continuidade da investigação por meio de uma avaliação aprofundada, utilizando de instrumentos para investigar o desempenho em nomeação automática e outras habilidades pré-alfabetização, atenção, memória, funções executivas e inteligência, culminando com devolutiva, encaminhamentos e orientações aos responsáveis pelas crianças. As ações seguem sendo realizadas no ano de 2025 e todos os dados estão sendo tabulados para a realização de análises estatísticas. Paralelamente, também está sendo investigada a saúde mental dos professores — reconhecendo a escola como espaço laboral — durante capacitações docentes em 2025, com aplicação de instrumentos para investigação de sintomas ansiosos depressivos, de estressse e burnout. Resultados: Até o momento a pesquisa já avaliou mais de 1.200 crianças no ambiente escolar e 500 professores. O universo potencial inclui 44 escolas municipais, 38 estaduais (totalizando cerca de 54 mil alunos e 5.300 professores), além de instituições privadas parceiras. Conclusão: Espera-se que os resultados subsidiem estratégias de intervenção e políticas educativas voltadas ao desenvolvimento e recuperação das aprendizagens no contexto pós-pandêmico

    DISFUNÇÕES OROFARÍNGEAS PÓS-INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL: ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

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    Introdução: A intubação orotraqueal (IOT) é um procedimento essencial em unidades de terapia intensiva, especialmente durante a pandemia da COVID-19, quando a ventilação mecânica invasiva foi amplamente utilizada. Apesar de sua importância na preservação da vida, a IOT está associada a complicações significativas que comprometem funções vitais, como deglutição, voz e motricidade orofacial. Objetivo: Analisar as principais disfunções orofaríngeas decorrentes da IOT e discutir estratégias de intervenção fonoaudiológica voltadas à recuperação funcional, à segurança alimentar e à qualidade de vida dos pacientes. Metodologia: O estudo foi realizado por meio de revisão integrativa da literatura, incluindo artigos publicados entre 2014 e 2024, nas bases PubMed, SciELO e Lilacs. Foram selecionadas publicações que investigaram complicações orofaríngeas associadas à IOT, com ênfase em disfagia, disfonia e alterações motoras orofaciais, bem como intervenções fonoaudiológicas em contextos hospitalares e ambulatoriais. Resultados: Entre as disfunções mais prevalentes, destacam-se a disfagia orofaríngea, a disfonia, os granulomas, a estenose laríngea e a paralisia de pregas vocais, resultantes de traumas mecânicos e da redução da sensibilidade laríngea. Os estudos analisados apontam elevada prevalência de disfagia em pacientes submetidos à intubação orotraqueal, condição que compromete a segurança alimentar e pode ocasionar pneumonia aspirativa, desnutrição e prolongamento da internação. A atuação precoce da Fonoaudiologia mostrou-se fundamental tanto na avaliação quanto na intervenção, favorecendo a retomada da alimentação oral segura, a redução do tempo de dependência de sonda enteral e a prevenção de complicações respiratórias. A utilização de protocolos específicos, associada a exercícios miofuncionais, manobras de proteção das vias aéreas e ajustes nas consistências alimentares, contribuiu de forma significativa para a melhora funcional dos pacientes. Evidências indicam que a implementação de estratégias individualizadas, especialmente em contexto hospitalar durante a pandemia de COVID-19, permitiu uma reabilitação mais rápida e eficiente, mesmo diante de restrições e limitações clínicas. Assim, constata-se que a intervenção fonoaudiológica exerce papel essencial na reabilitação das funções de deglutição e voz em pacientes pós-intubação, reduzindo impactos clínicos e favorecendo a qualidade de vida durante o processo de recuperação. Conclusão: A IOT, embora indispensável em situações críticas, pode gerar disfunções orofaríngeas relevantes que impactam diretamente a deglutição e a voz. A atuação do fonoaudiólogo é imprescindível na avaliação e no tratamento desses pacientes, favorecendo a recuperação funcional, a segurança alimentar e a qualidade de vida. A inclusão sistemática da Fonoaudiologia no plano terapêutico pós-extubação revela-se essencial, sobretudo em cenários de alta complexidade como os intensificados pela pandemia da COVID-19

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