Universidade Federal do Rio Grande (FURG): Portal de Periódicos Científicos
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    CADÊ OS PROFESSORES NEGROS DA EDUCAÇÃO INFANITL?:: INTERSECCIONALIDADES,RESISTÊNCIAS E PRATICAS ANTIRRACISTAS NA PRODUÇÃO ACADÊMICA BRASILEIRA (1998-2024)

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    Este artigo, parte integrante de uma dissertação de mestrado, analisa a invisibilidade de professores homens negros na Educação Infantil, destacando as interseções entre raça, gênero e práticas pedagógicas antirracistas. O objetivo é compreender os desafios e significados da presença masculina negra nesse espaço educativo. A pesquisa adota abordagem qualitativa, com base em revisão bibliográfica (1998–2024) e no relato de experiência do autor como homem negro e professor da Educação Infantil. A análise evidencia a escassez de produções acadêmicas sobre o tema e os impactos dessa ausência na formação de uma educação plural, inclusiva e representativa. Os dados revelam que a inserção de professores negros contribui para o enfrentamento do racismo estrutural e para o fortalecimento de práticas pedagógicas voltadas à equidade racial e à valorização das culturas infantis. Conclui-se que ampliar essa representatividade é urgente para a construção de uma educação mais justa e antirracista desde a educação infanfi

    PROFESSORES HOMENS NO ENSINO FUNDAMENTAL II: : REVISÃO DE LITERATURA DE DUAS DÉCADAS (2004-24)

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    Este artigo resulta de uma revisão de literatura sobre a presença de professores homens no Ensino Fundamental II, com foco nas relações de gênero e masculinidades no trabalho docente. A pesquisa analisou dissertações de mestrado disponíveis na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD/Ibict/MCTI), entre 2024 e 2025, abrangendo produções do período de 2004 a 2024. Foram identificadas 123 dissertações, das quais 10 foram analisadas em profundidade. Os estudos selecionados revelam a persistência de estereótipos de gênero na educação, a divisão sexual do trabalho e a urgência de uma formação docente voltada para práticas pedagógicas inclusivas. O artigo argumenta que a atuação de professores homens na Educação Básica constitui um campo relevante de investigação, especialmente em relação às dinâmicas de gênero presentes no ambiente escolar. A pesquisa evidencia a importância de refletir sobre a presença masculina na docência e seus impactos nas práticas educacionais. PALAVRAS-CHAVE: Revisão de literatura. Professores homens. Masculinidades. Gênero e educação

    “TODOS SOMOS KEN”: REDES, TORÇÕES CURRICULARES E MASCULINIDADES EM VÍDEOS NO YOUTUBE SOBRE O FILME DA BARBIE (2023)

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    O estudo analisa quatro vídeos do YouTube que comentam o filme “Barbie” (2023), com foco nas representações de masculinidades conservadoras. Utilizando etnografia digital e estudos pós-críticos em Educação, a pesquisa mostra como influenciadores de direita usam o filme como oportunidade para expressar e reforçar discursos antifeministas, homofóbicos e misóginos. Através da análise, observa-se um currículo e uma pedagogia cultural conservadora que tenta restaurar valores binários de gênero por meio da heterocompulsividade, mostrando como artefatos culturais na internet são espaços de disputa de poder, torções de significados e aprendizados sobre masculinidades

    EROTIZAÇÃO DE MENINOS: SCRIPTS DE GÊNERO, MASCULINIDADES E VULNERABILIDADES À VIOLÊNCIA/ABUSO SEXUAL

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    A erotização de meninos constitui um fenômeno socialmente invisibilizado, mas com graves consequências para o desenvolvimento infantil e a proteção da infância. Este artigo analisa como scripts de gênero, projetos de masculinização e pedagogias da sexualidade contribuem para a atribuição de sentidos eróticos precoces ao corpo e comportamento da criança, configurando processos de pedofilização. A partir de referenciais dos Estudos de Gênero, da Sexualidade e das Masculinidades, discutem-se práticas cotidianas que naturalizam a erotização de meninos, seus impactos na autoestima, na saúde mental, na aprendizagem e na vulnerabilidade à violência/abuso sexual. Considera-se que enfrentar essa realidade exige ações articuladas entre família, escola, mídia e políticas públicas, além de uma transformação cultural que reconheça meninos como sujeitos de direitos e valorize masculinidades diversas e não violentas

    POLICIAMENTO DE CORPOS MASCULINOS E A NORMALIZAÇÃO DA HETEROSSEXUALIDADE NO AMBIENTE ESCOLAR

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    A escola enquanto instituição social, tende a impor a masculinidade hegemônica e reproduzir mecanismos de policiamento e controle sobre os corpos visando a reprodução do binarismo de gênero e da heterossexualidade como um padrão normativo. O objetivo do artigo é compreender como estudantes LGBTQIA+ experienciam a normalização da heterossexualidade, que  disciplinam e controlam corpos dissidentes, no contexto escolar. É um estudo qualitativo, cujos dados foram produzidos através de entrevistas semiestruturadas com seis estudantes maiores de 18 anos, dos quais três eram egressos e três ainda cursavam o ensino médio em escolas públicas do estado de Santa Catarina. Para tratar as narrativas adotamos a análise compreensiva-interpretativa, com base nos pressupostos teóricos dos estudos de gênero e educação, na perspectiva pós-estruturalista. Os resultados evidenciam  que  estudantes LGBTQIA+ sentem-se inseguros para viver e expressar seu gênero no ambiente escolar, que continua sendo um lugar atravessado por relações de poder, vigilância e controle

    A ESCOLHA DO CAMPO DE ATUAÇÃO DE ESTUDANTES HOMENS NO CURSO DE PEDAGOGIA: A INFLUÊNCIA DOS ELEMENTOS DE GÊNERO E MASCULINIDADES, NA OPÇÃO PELA EDUCAÇÃO INFANTIL

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    Nessa pesquisa, buscamos compreender como se constitui a identidade profissional de estudantes homens do curso de Pedagogia frente às construções de gênero e masculinidades, na escolha pela Educação Infantil como área de atuação, a partir do discurso pós-estruturalista acerca de identidades (Hall,2006), gênero (Louro,1997) e masculinidades (Connell,1995). Com ênfase na abordagem qualitativa, foram entrevistados 6 graduandos de uma universidade pública em Pernambuco. Os dados foram analisados a partir da análise temática de Bardin (1979) e indicaram que apesar de haver desconstruções quanto às noções de gênero e masculinidades atualmente, ainda permanece latente a noção de feminilidade da identidade profissional docente. Além disso, existem estigmas sociais associados à figura masculina nessa etapa, que opõe o trabalho de homens e mulheres, e que também são encontrados e validados nos discursos dos pesquisados, provocando receios quanto a essa escolha profissional por parte dos futuros pedagogos

    “ISSO É TRABALHO DE HOMEM"? PERCEPÇÕES DE FAMÍLIAS SOBRE PROFESSORES HOMENS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNAMENTAL

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    Este artigo analisa as percepções de famílias sobre a presença de professores homens nos anos iniciais do ensino fundamental, campo historicamente marcado pela feminização do magistério. A pesquisa, de abordagem qualitativa, foi realizada na região da AMUREL (Santa Catarina) e envolveu entrevistas com quatro responsáveis por crianças que tiveram um professor homem como regente. As narrativas destacam a ideia de “dom” como justificativa para a docência, naturalizando estereótipos de gênero sobre cuidar e ensinar, além de revelarem tensões entre aceitação e desconfiança: de um lado, a figura do professor é associada à autoridade e ao respeito; de outro, persiste a vigilância sobre suas práticas afetivas, sustentando uma “cultura da suspeita”. Ao problematizar esses discursos, o estudo evidencia tanto a reprodução quanto a contestação de estereótipos, iluminando os desafios e as possibilidades da atuação de homens pedagogos nos anos iniciais

    A PRESENÇA DO PROFESSOR NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: MASCULINIDADE E RAÇA EM DEBATE

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    Este estudo teve como objetivo investigar a presença de homens negros exercendo a docência na Educação Infantil, considerando seus impactos em um campo historicamente marcado pela feminização do magistério. Utiliza-se uma abordagem qualitativa, por meio de entrevistas compreensivas, com docentes que compartilham o perfil racial e profissional de um dos autores deste artigo. As narrativas revelam experiências atravessadas por racismo, desafios à masculinidade, resistência e estranhamento social diante da presença masculina negra no cuidado infantil. A análise dos relatos evidencia a construção de novas formas de ser homem, educador e a comprovação do potencial afetivo do homem negro que lhe possibilita atuar devidamente na educação de crianças pequenas. Como conclusão, o estudo propõe um reposicionamento simbólico e político da presença negra masculina na infância, reconhecendo suas contribuições para a promoção da diversidade e para a construção de uma educação mais justa e representativa

    PEDAGOGIAS ALGORÍTMICAS DA MASCULINIDADE:: INCELS, FAMÍLIAS E A DISPUTA POR SENTIDOS NO DIGITAL

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    Este artigo analisa duas publicações no Instagram sobre a minissérie Adolescência (Netflix, 2025), à luz dos Estudos de Gênero, dos Estudos Culturais e das teorias foucaultianas, em perspectiva pós-crítica. A pesquisa, de caráter qualitativo e documental, utiliza a uma metodologia inspirada na análise do discurso para examinar como famílias são convocadas pelas redes para se responsabilizar pela prevenção da radicalização incel de meninos, em contraste com a invisibilização da responsabilidade das plataformas digitais. Os resultados apontam que as narrativas observadas tendem a individualizar o problema, reforçando a responsabilização materna e familiar, ao mesmo tempo em que desconsideram o papel das big techs, suas lógicas algorítmicas e a ausência de regulação. Argumenta-se que as redes sociais não funcionam como meros reflexos sociais, mas são produções socioculturais que operam como dispositivos pedagógicos que produzem subjetividades e pedagogias de gênero. Assim, evidencia-se a urgência de compreender a relação entre masculinidades, algoritmos e radicalização na cultura digital contemporânea

    ENTRE NORMAS E TRANSGRESSÕES: : MASCULINIDADES ADOLESCENTES EM CONTEXTOS DE ENSINO A PARTIR DO CINEMA

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    Este artigo analisa a construção das masculinidades adolescentes em contextos educacionais a partir do filme As Melhores Coisas do Mundo (2010), de Laís Bodanzky. Com base em aportes dos estudos de gênero, pós-críticos e interseccionais, problematiza como a escola, a família e as pedagogias culturais atuam na regulação e normalização dos corpos e subjetividades juvenis. A narrativa cinematográfica evidencia conflitos vividos por adolescentes diante das normas de gênero, especialmente quando a masculinidade hegemônica é questionada. Por intermédio de uma metodologia fundamentada na análise fílmica, identifica-se que, ao não problematizar corpo, sexualidade, raça, subjetividade e gênero, a escola tende a reproduzir discriminações, hierarquizações e exclusões, reforçando desigualdades. Argumenta-se que os processos de ensino, ao privilegiar práticas biológicas, quantificáveis e comparativas, contribuem para a naturalização das desigualdades. Conclui-se pela necessidade de alternativas pedagógicas que promovam equidade de gênero, respeito às diferenças e valorização das subjetividades, destacando o cinema como recurso formativo potente

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