Universidade Federal do Rio Grande (FURG): Portal de Periódicos Científicos
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    A educação ambiental crítica feminista e as redes socais: uma análise da atuação de sistemas de dominação patriarcal, capitalista e colonizadores

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    This paper aims to present a doctoral project that is being carried out in the Postgraduate Program in Environmental Education at the Federal University of Rio Grande. It adopts the approach of historical materialism and uses Netnography to analyze social networks focused on critical feminist themes, in addition to the study technique of Immanent Reading for theoretical and methodological deepening. The objective is to analyze how Critical Environmental Education can be shared through contemporary virtual culture, especially on social networks. The central hypothesis is that social networks can be used as a way to combat the systems of domination that sustain social inequality. It was concluded that integrating the foundations of critical and intersectional feminisms into Critical Environmental Education contributes to combating the oppressive narratives that dominate these environmentsEste trabajo busca presentar un proyecto de doctorado que se está realizando en el Programa de Posgrado en Educación Ambiental de la Universidad Federal de Río Grande. Adopta el enfoque del materialismo histórico y utiliza la Netnografía para analizar redes sociales enfocados en temas feministas de carácter crítico, además de la técnica de estudio de la Lectura Inmanente para la profundización teórico-metodológica. El objetivo es analizar cómo la Educación Ambiental Crítica puede ser compartida a través de la cultura virtual contemporánea, especialmente en las redes sociales. La hipótesis central es que las redes sociales pueden usarse como una forma de combatir sistemas de dominación que sustentan la desigualdad social. Se concluyó que integrar fundamentos de feminismos críticos e interseccionales en la Educación Ambiental Crítica contribuye a combatir las narrativas opresivas que dominan estos entornos.Este trabalho apresenta os resultados parciais de um projeto de doutorado que está sendo realizado em Programa de Pós-graduação, nível de doutorado, em uma instituição na região sul do país. Adota a abordagem do materialismo histórico e utiliza a Netnografia para analisar as redes sociais focando em temáticas feministas de cunho crítico, além da técnica de estudo da leitura imanente para os aprofundamentos teórico-metodológicos. O objetivo é analisar como a educação ambiental crítica pode ser compartilhada por meio da cultura virtual contemporânea, especialmente nas redes sociais. A hipótese central é que as redes sociais podem ser utilizadas como forma de combate aos sistemas de dominação que sustentam as desigualdades sociais. Concluiu-se que integrar fundamentos dos feminismos críticos e interseccionais à educação ambiental crítica contribui para o combate às narrativas opressivas que dominam esses ambientes

    O dispositivo da sustentabilidade constituindo sujeitos: moda e pedagogias de consumo

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    O presente artigo visa tensionar a produção de verdades a partir do dispositivo da sustentabilidade em sua intersecção com a moda. Para tanto, foram selecionados como corpus empírico alguns posts do Instagram de cinco de junho (2025), data em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente. A escolha desta plataforma se dá por considerá-la uma potente disparadora de pedagogias no corpo social. Como intercessor primeiro deste trabalho, destacam-se as contribuições de Michel Foucault acerca das noções de Dispositivo e Discurso (entre outros conceitos) na constituição de sujeitos contemporâneos. Problematiza-se, ainda, as conexões do dispositivo da sustentabilidade com o biopoder, a biopolítica e a ecopolítica. Foram analisadas algumas recorrências discursivas presentes nos posts em questão, as quais trazem pistas para tensionar de que modo determinados discursos são postos em circulação e participam na condução de condutas dos sujeitos

    A GESTÃO ESCOLAR E INTERSECCIONALIDADE: CONSTRUINDO UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

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    O artigo apresenta um recorte de uma pesquisa de mestrado que investiga a importância da formação da equipe gestora na promoção da educação inclusiva em uma escola municipal no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. A pesquisa destaca a necessidade de abordagens colaborativas e transformadoras na formação dos gestores e propõe uma reflexão sobre o papel da equipe gestora na inclusão escolar. O objetivo é contribuir para a construção de uma escola inclusiva e de qualidade, promovendo transformações no ambiente educacional. O texto também aborda a "dupla desvantagem" enfrentada por mulheres com deficiência, que sofrem tanto capacitismo como discriminação de gênero. Além disso, destaca a importância de políticas públicas e estratégias sociais que reconheçam e abordem essas intersecções para promover uma sociedade mais inclusiva e justa. O movimento negro é mencionado como um agente relevante na educação e na luta contra o racismo e o capacitismo. PALAVRAS-CHAVE:  equipe gestora. gênero e deficiência. inclusão social. interseccionalidade

    ENTRE O RACISMO E O SILÊNCIO: MASCULINIDADES SUBALTERNIZADAS NOS ESPAÇOS EDUCACIONAIS BRASILEIROS

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    Este artigo discute como os marcadores de raça e cor atravessam a construção das masculinidades de jovens pretos e pardos no Brasil, com foco nos espaços educacionais. A partir de uma abordagem interseccional e decolonial, são analisados dados oficiais — como o Atlas da Violência 2021, o relatório Desigualdades Sociais por Cor e Raça no Brasil (IBGE, 2019), e a publicação Aprendizagem em Foco n. 56 (Instituto Unibanco, 2019) — que evidenciam os estigmas, a exclusão e o silenciamento que incidem sobre esses sujeitos. O texto articula referências teóricas dos estudos sobre masculinidades e relações étnico-raciais para refletir sobre como a escola contribui tanto para a reprodução da masculinidade hegemônica quanto para a emergência de práticas de resistência. Ao problematizar o uso generalizante da categoria “masculinidade negra”, propõe o reconhecimento das especificidades das masculinidades pretas e pardas, marcadas por diferentes graus de vulnerabilização e racismo. Conclui-se que é urgente repensar as práticas pedagógicas e políticas educacionais para que se construam espaços formativos antirracistas, plurais e afetivos, capazes de acolher e potencializar a diversidade das masculinidades subalternizadas. &nbsp

    EDUCAÇÃO “PARA” E “COM” OS HOMENS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA UMA (DES)CONSTRUÇÃO DA “CASA DOS HOMENS”

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    O artigo discute os desafios e possibilidades de uma educação crítica voltada a homens, a partir de experiências formativas de dois pesquisadores no campo dos estudos sobre masculinidades. Tem como objetivo analisar como práticas educativas podem tensionar discursos hegemônicos de masculinidade e favorecer relações mais equitativas. A metodologia é qualitativa, de inspiração etnográfica, baseada na análise de situações vividas pelos autores em diferentes contextos de atuação docente. Os resultados evidenciam que os espaços formativos “para” e “com” homens, embora marcados por resistências e pactos de silêncio, também abrem brechas para práticas pedagógicas de escuta, cuidado e questionamento das cumplicidades machistas. Conclui-se que tais espaços, quando orientados por perspectivas críticas e dialógicas, tornam-se férteis para a desconstrução da masculinidade hegemônica e para a promoção da equidade de gênero

    AINDA UMA QUESTÃO EM ABERTO? O QUE DIZEM PESQUISAS RECENTES SOBRE MASCULINIDADES NEGRAS

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    O presente artigo é fruto do desdobramento de uma dissertação de mestrado onde foi investigado em revistas científicas nas áreas da Educação e Gênero e Sexualidade (2012 a 2022), artigos que debatessem a temática das Masculinidades Negras. Desse modo, as atenções miraram sobretudo na compreensão de como o campo científico se organizou para pensar tal assunto, além de seus referenciais teórico-metodológicos, desenvolvimento e conclusões de pesquisa. Para isso, a seleção desse levantamento contou com as melhores qualificações no sistema Qualis/Capes (A1 a A4) devido aos impactos acadêmicos na divulgação. Como critério de seleção dos textos, foram lidos os títulos, resumos e conclusões de cada produção

    QUANDO A ESCOLA NÃO PROTEGE: VIOLÊNCIAS E INVISIBILIDADES NOS PROCESSOS DE ESCOLARIZAÇÃO DE PESSOAS TRANS

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    O cotidiano de pessoas trans, incluindo o seu acesso e permanência na escola, é comumente marcado por impedimentos, violências e violações de direitos. Este artigo objetiva compreender os percursos construídos por pessoas trans durante suas trajetórias escolares. Trata-se de pesquisa qualitativa, seguindo os preceitos do método de história oral de vida, onde realizou-se entrevistas com 14 pessoas autoidentificadas como trans. Os resultados apontam para experiências escolares marcadas por violências físicas, simbólicas e institucionais, destacando-se a regulação de corpos em espaços como banheiros, atividades e uso de uniformes. Por outro lado, verificou-se acolhimentos, ainda que pontuais e não institucionalizados, expressos em relações interpessoais. Conclui-se que a escola opera como espaço regulador de gênero e sexualidade, reproduzindo desigualdades, mas também como possível território de resistência, desde que respaldada por políticas públicas efetivas de inclusão e reconhecimento da diversidade

    QUAL O PAPEL DO HOMEM NO MOVIMENTO FEMINISTA? UMA REFLEXÃO SOBRE O CONDICIONAMENTO SOCIAL IMPOSTO AOS GÊNEROS PELO PATRIARCADO

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    O presente artigo visa analisar o papel do homem no movimento feminista, trazendo reflexões sobre patriarcado, sexismo e suas influências na construção da sociedade. À medida que estes são entendidos como formatadores da conduta dos gêneros, enxerga-se o movimento feminista como instrumento de revolução, emancipação e de equidade entre eles. A abordagem metodológica utilizada foi exploratória, a partir da busca em materiais bibliográficos de autoras feministas, tendo como referencial de análise o materialismo histórico-dialético. Como resultado, concluímos que o homem deve questionar seus privilégios, conceitos e ações, cobrando de si uma postura antissexista, contribuindo, assim, com a luta feminista e com a construção de uma sociedade mais justa

    DOS MOVIMENTOS MASCULINISTAS AO MAL-ESTAR MASCULINO

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    Este trabalhou buscou elucidar, a partir de uma leitura de inspiração psicanalítica, alguns pontos relacionados à produção de masculinidades, seus efeitos subjetivos e sociais no âmbito do que vem sendo denominado de machosfera e da problematização de alguns movimentos masculinistas e/ou comunidades de homens na internet. Para isso, elegemos a minissérie Adolescência, de modo a nos interrogarmos sobre o que levaria um menino a performar e atuar o pior do discurso machista e patriarcal. Desse modo, apesar de reconhecermos o crescente aumento de pesquisas sobre homens e masculinidades nas últimas décadas, materializado a partir de pesquisas realizadas em diversos campos disciplinares, constatamos a existência de uma lacuna importante em um campo-tema, que ainda carece de maior sistematização. Por fim, esses movimentos indicam que, contrariamente ao reconhecimento da crise que se abre como possibilidade de reinterpretação das masculinidades, há um recrudescimento daquela que se pretende hegemônica

    MASCULINIDADES NEGRAS: UM OLHAR SOBRE AS JUVENTUDES NO SISTEMA SOCIOEDUCATIVO E OS DILEMAS DA ESCOLARIZAÇÃO

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    Neste artigo, buscamos analisar processos de escolarização de jovens negros do sistema socioeducativo, a partir das interseccionalidades entre raça, masculinidades e classe. O estudo fundamenta-se em referencial teórico sobre juventudes, racismo estrutural e socioeducação, considerando o marco legal do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo. De caráter qualitativo, a pesquisa foi realizada com quatro jovens negros residentes de áreas periféricas do Rio de Janeiro, utilizando entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdo. Os resultados evidenciam trajetórias marcadas por evasão e fracasso escolar, trabalho precoce e ausência de perspectivas de futuro ancoradas na escolarização. Concluiu-se que a escolarização não é reconhecida pelos sujeitos como possibilidade para mobilidade social ou emancipação, reforçando a necessidade de políticas públicas e práticas curriculares que transformem a escola em um espaço mais inclusivo e acolhedor, especialmente para jovens do sistema socioeducativo que retornam na Educação de Jovens e Adultos

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