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PROJETO OFICINA ECOBAG - TRANSFORMANDO O COTIDIANO COM UMA SACOLA
O Projeto Oficina Ecobag, desenvolvido por pós-graduandos em Educação Ambiental do IFSC, Câmpus São José, abordou a problemática do impacto ambiental das sacolas plásticas. Objetivou conscientizar e oferecer alternativa sustentável, confeccionando sacolas reutilizáveis em tecido de algodão cru. A metodologia é um relato de experiência de uma oficina que teve com processo inicial informações e debates sobre poluição gerada por sacolas plásticas e possíveis caminhos para ações mais conscientes, depois a confecção e personalização com passo a passo das ecobags utilizando materiais acessíveis e que possibilitam o uso permanente. Os participantes, alunos do PROEJA e Ensino Médio, foram engajados ativamente, reforçando a educação ambiental como prática. O projeto demonstrou que a educação ambiental pode ser efetivamente integrada, formando professores preparados para promover a sustentabilidade por meio de atividades interdisciplinares e empoderadoras
OS METAIS E A POLUIÇÃO AMBIENTAL: O LADO POUCO COMENTADO DA TABELA PERIÓDICA
Durante o Estágio Supervisionado II do curso de Licenciatura em Química do IFSC – câmpus São José, no semestre 2025/1, foi realizada a observação de uma turma do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA) FIC em Operador de Computador. Com base nas observações, definiu-se que a temática a ser abordada durante as aulas será “metais, mineração e educação ambiental”, com foco no ensino de Química a partir da Tabela Periódica. A proposta busca proporcionar aos estudantes uma compreensão das propriedades dos elementos químicos, suas classificações e aplicações, relacionando teoria e prática. Para isso, elaborou-se um projeto de intervenção baseado na metodologia dos Projetos Criativos Ecoformadores, intitulado: “Projeto de Intervenção – Os metais e a poluição ambiental: o lado pouco comentado da Tabela Periódica”. O objetivo principal é desenvolver aulas dinâmicas, utilizando metodologias que incentivem a aprendizagem ativa, estimulem a curiosidade e promovam a participação dos estudantes. A proposta também visa integrar conteúdos interdisciplinares, como meio ambiente e tecnologia, destacando a importância da Química no cotidiano. O percurso metodológico está estruturado em cinco encontros com três aulas cada, abordando os conteúdos de Tabela Periódica e Ligações Químicas. Durante as atividades de regência, será realizada a apresentação da Tabela Periódica, com entrega de chaveiros que representam metais relevantes no dia a dia. Esses elementos servirão como ponto de partida para discussões sobre mineração e impactos ambientais. Também serão abordadas a organização da Tabela e suas divisões. Estão previstas listas de exercícios, pesquisa online orientada e experimentos relacionados ao tema. Filmes temáticos serão sugeridos como recurso complementar. Espera-se que a proposta desperte o interesse dos estudantes e contribua para uma melhor compreensão dos conteúdos químicos. As atividades ocorrerão no semestre 2025/2
A COLABORAÇÃO ENTRE ATORES EDUCACIONAIS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA
Este trabalho tem como temática o Ensino Colaborativo, entendido como uma prática pedagógica que promove a cooperação entre o professor de educação especial e o professor do ensino comum. Esta abordagem se caracteriza pela colaboração contínua entre os profissionais, com o propósito de desenvolver estratégias e práticas pedagógicas que favoreçam o desenvolvimento e aprendizagem dos estudantes, especialmente, estudantes com deficiência. O ensino colaborativo tem se mostrado como uma abordagem importante no contexto da educação inclusiva. No entanto, os estudos sobre ensino colaborativo ainda se mostram escassos e há dúvidas sobre como desenvolvê-lo de forma efetiva no contexto escolar. É a partir desta inquietação, somada às dificuldades vivenciadas no cotidiano escolar, para consolidar práticas colaborativas, que surge o objetivo desta pesquisa: Investigar que práticas pedagógicas contribuem para a efetivação do ensino colaborativo entre o professor de educação especial e o professor da sala de aula comum, visando a inclusão de estudantes com deficiência no contexto dos anos finais de uma Escola Regular de Ensino Fundamental. Esta pesquisa está em estágio inicial, vinculada ao Programa de Mestrado Profissional em Educação Inclusiva em Rede, da Universidade do Estado de Santa Catarina. Esta pesquisa se caracteriza como qualitativa. É um estudo exploratório e descritivo, que parte da revisão de literatura sobre educação especial e ensino colaborativo; passando por estudo documental desde a Constituição Federal de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA/90), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996), a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI/2015), Plano Nacional de Educação. Em contexto internacional a análise recai sobre a Declaração de Salamanca (1994) e a Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência. O estudo empírico será realizado em uma Escola Básica da Rede Municipal de Florianópolis. A técnica de coleta dos dados será entrevistas semiestruturadas. A análise de dados será a de Bardin (2011), análise de conteúdo. Espera-se como resultados desta pesquisa mapear práticas pedagógicas que estejam sendo utilizadas com sucesso e que possam ser uma base para formação de professores, assim como, compreender os desafios enfrentados para o desenvolvimento do ensino colaborativo no ambiente escolar. 
EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA
A proposta de aula de Educação Antirracista para o 1º ano do Ensino Fundamental busca valorizar a identidade e a autoestima das crianças negras, com foco na beleza e diversidade dos cabelos afros. O ponto de partida é a leitura do livro “O Cabelo de Lelê”, de Valéria Belém, que apresenta de forma sensível e acessível a importância do reconhecimento e valorização das raízes africanas. A atividade será realizada com os alunos reunidos em roda, proporcionando um ambiente acolhedor para a leitura e o diálogo. Durante a leitura, as ilustrações serão exploradas para enriquecer a compreensão e promover a identificação das crianças com a personagem. Após a história, os alunos serão incentivados a refletir sobre os diferentes tipos de cabelo, relacionando-os com sua realidade e experiências pessoais. A aula propõe atividades manuais criativas, nas quais as crianças construirão cartazes da personagem Lelê, utilizando materiais como papel colorido, cartolina, lápis de cor e outros. Essas produções artísticas permitirão a representação simbólica dos cabelos afros em diferentes formas e texturas, tais quais papel crepom, papel seda ou TNT, estimulando a expressão individual e coletiva. Além do aspecto artístico, a aula tem como objetivos pedagógicos desenvolver a consciência étnico-racial. Citemos Amelinha Teles, memorável feminista brasileira, que em seu livro Breve história do feminismo no Brasil, nos diz que “ser feminista é assumir uma postura incômoda”, reinvindicando nossos direitos, eu diria que, no antirracismo também, ao assumirmos o cabelo da forma que realmente é; concomitantemente, a autora Djamila Ribeiro, no Pequeno Manual Antirracista, nos atenta para o racismo estrutural, em que se têm um padrão social,e que devemos “quebrar” esses paradigmas, desenvolver discussões e práticas que abordem o assunto como: Quais os penteados que vocês gostariam de fazer que valorizam mais os cachos? O que vocês acham dos cabelos serem diferentes uns dos outros? A proposta está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), atendendo aos objetivos de aprendizagem em História, Ciências e Artes. A avaliação será contínua e ocorrerá por meio da observação da participação, escuta e envolvimento das crianças, tanto em Língua Portuguesa quanto em Libras, considerando sua compreensão dos valores discutidos e sua capacidade de expressar-se artisticamente e respeitosamente
IFÍSICA: DESCOMPLICANDO A FÍSICA DO ENSINO MÉDIO
Ensinar Física ainda é um desafio, especialmente na rede pública, onde muitos alunos têm dificuldades e percepções negativas sobre a disciplina (Bernardes, 2012). Para tornar o ensino mais significativo, é essencial contextualizar os conteúdos com a realidade dos estudantes e utilizar recursos como tecnologias digitais e práticas experimentais. Ferramentas como o YouTube e outras plataformas digitais ampliam as possibilidades de aprendizagem, oferecendo conteúdos acessíveis e dinâmicos que podem apoiar alunos e professores (Almeida, 2015). Diante dessa realidade, resolvemos, junto ao nosso professor orientador, desenvolver um projeto em que iremos gravar vídeos com a resolução de exercícios relacionados ao conteúdo trabalhado em sala de aula. O projeto já está em desenvolvimento e os vídeos estão sendo disponibilizados em plataformas digitais, permitindo aos estudantes acessá-los de casa ou de qualquer outro ambiente, no momento que acharem mais conveniente para estudar. Os conteúdos podem ser encontrados no canal do YouTube: www.youtube.com/channel/UCRvNnnireRm72uw6jDgokWA e no perfil do Instagram @IFísica_SC, criados especialmente para apoiar o aprendizado dos alunos. A proposta tem como objetivo tornar o estudo mais acessível, dinâmico e próximo da realidade dos estudantes, utilizando como estratégia as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), como plataformas digitais, materiais audiovisuais e redes sociais como aliadas no processo de ensino e aprendizagem. Essa iniciativa se alinha ao que destaca Almeida (2015), ao afirmarem que o uso das redes sociais e das plataformas digitais pode contribuir de forma significativa para a construção de conhecimento, ampliando as possibilidades de interação e aprendizagem fora do ambiente escolar tradicional
VIVÊNCIAS INTERDISCIPLINARES NO ENSINO DE FÍSICA: A PRODUÇÃO DE VELAS COMO ESTRATÉGIA DIDÁTICA PARA O ENSINO DE TERMODINÂMICA
O presente trabalho descreve uma oficina interdisciplinar cujo objetivo foi ensinar os princípios básicos da termodinâmica por meio da produção de velas. A atividade foi planejada e implementada no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), vinculado ao curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal de Santa Catarina câmpus Jaraguá do Sul - Centro, e aplicada durante a Feira de Conhecimentos da Escola de Educação Básica Lino Floriani, com a participação de estudantes do ensino fundamental e médio, bem como de seus familiares. A proposta envolveu a reciclagem de óleo de cozinha, transformando-o em matéria-prima para a confecção de velas aromáticas, em consonância com o tema central da feira: sustentabilidade. A produção de velas foi baseada na oficina “Reuso de óleo de cozinha: produzindo sabão e velas artesanais”, da Universidade de Passo Fundo (2021), adaptada para a abordagem da primeira lei da termodinâmica. Os participantes puderam vivenciar fenômenos físicos relacionados à transferência de calor e às mudanças de estado físico, como a fusão e a solidificação da cera, a partir dos quais foi discutido o princípio da conservação de energia. Com base nos relatos obtidos durante a oficina pedagógica, observou-se que a aplicação prática e contextualizada dos conceitos favoreceu a motivação dos estudantes. Ademais, a abordagem experimental contribuiu para a compreensão da articulação entre teoria e prática, reforçando o papel da experimentação no ensino de Física e evidenciando a relevância da Ciência em contextos do cotidiano
Divisão temática 3: Ação social, desafios educacionais no Brasil de hoje, inovação didática e fazer profissional inclusivo
Divisão temática 3Ação social, desafios educacionais no Brasil de hoje, inovação didática e fazer profissional inclusiv
O Micélio Em Produtos Decorativos: Reforço de Base Celulose e Experimento de Moldagem
A busca por materiais inovadores e sustentáveis na indústria de design de produtos decorativos é cada vez mais crescente. Nesse contexto, o micélio, estrutura fúngica ramificada, se apresenta como uma alternativa promissora devido às suas propriedades únicas
CONSTRUINDO O 3º CONGRESSO POPULAR DO CONTESTADO: ACESSÍVEL EM LIBRAS
Este trabalho vem se concentrando em tornar materiais audiovisuais acessíveis à comunidade surda, incluindo usuários da Língua Brasileira de Sinais (Libras), intérpretes e familiares. Utilizamos a tradução e interpretação em Libras para transformar os materiais compreensíveis a todos. Estes materiais são produtos audiovisuais como documentários produzidos com diversos fomentos do CNPq. Como resultado, buscamos promover a inclusão, assegurando que o 3º Congresso Popular do Contestado seja acessível a todos os públicos. Essa abordagem inovadora demonstra nosso compromisso com a acessibilidade e ressalta a importância da inclusão em eventos acadêmicos e culturais
O DESENVOLVIMENTO DE EMBALAGENS DE DESODORANTES: UM ESTUDO DE CASO PARA PESSOAS COM ATROFIA MUSCULAR ESPINHAL
Neste estudo aborda-se a problemática das embalagens de desodorantes no Brasil em relação à inclusão e acessibilidade para pessoas com Atrofia Muscular Espinhal (AME). O objetivo geral é identificar problemas nessas embalagens, fornecendo orientações para designers e empresas desenvolverem produtos inclusivos. Utilizou-se o modelo de usabilidade para construir perguntas para a realização de um roteiro de caráter qualitativo. Espera-se com isso contribuir para que empresas e designers utilizem dessa linguagem para desenvolver produtos voltados às pessoas com Atrofia Muscular Espinhal. Ademais, busca-se promover não apenas a melhoria da qualidade de vida e o fortalecimento da autoestima das pessoas afetadas pela Atrofia Muscular Espinhal (AME), mas também almeja-se fomentar a inclusão social dessas pessoas na sociedade