Revista Direitos Fundamentais & Democracia (UniBrasil)
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DEMOCRACIA, ESTADOS DE EXCEÇÃO E EXCLUSÃO SOCIAL: ENTRE LONAS DE INVISIBILIDADE E O AMANHÃ
The study seeks to demonstrate how structurally negative legal, economic, political and social conditions cooperate for the invisibization of specific groups (blacks, women and LGBTQIA+) as a result of states of exeption and detrimental to the institutional requirements of polyarchic democracy. Methodologically, a deductive approach is used, with support in indirect documentation – encompassing bibliographic and documentar research techniques. In conclusion, it is understood that the brazilian scotoma implies the invisibility of blacks, women and LGBTQIA+. This is due to the fact that indirect discrimination, in the contexto of violence permitted by states of exeption, to distance these social groups from the possibility of contesting and participating politically. Democracy is not available to everyone in Brazil. Finally, it is understood that invisibility and states of exception supplant the relevant institutions in polyarchy – a democratic model. Is is essential to review, with management of transformative measures, the brazilian democratic structure.O estudo busca demonstrar a forma em que condições estruturais negativas jurídicas, econômicas, políticas e sociais cooperam para a invisibilização de grupos específicos, negros, mulheres e LGBTQIA+, enquanto resultados dos estados de exceção e prejudiciais aos requisitos institucionais da democracia poliárquica. Metodologicamente é empregada abordagem dedutiva, com apoio em documentação indireta – englobando técnicas de pesquisa bibliográfica e documental. À guisa de conclusão, entende-se que o escotoma brasileiro implica na invisibilização de negros, mulheres e LGBTQIA+. Isso ocorre pelo fato de a discriminação indireta, no âmbito das violências permitidas por estados de exceção, distanciar esses grupos sociais da possibilidade de contestar e participar politicamente. Assim, a democracia não está disponível para todos no Brasil. Por fim, compreende-se que a invisibilização e os estados de exceção suplantam as instituições relevantes na poliarquia – um paradigma democrático. É indispensável rever, com manejo de medidas transformativas, a estrutura democrática brasileira
CONFLITTO FAMILIARE SULLE VACCINAZIONI ANTI COVID AI MINORI : CONFLITTO FAMILIARE SULLE VACCINAZIONI ANTI COVID AI MINORI
Le decisioni che attengono alla salute dei minori, inclusa quella relativa alle vaccinazioni, sono prese congiuntamente dai genitori o, in mancanza, dal tutore. L’articolo analizza le ipotesi in cui sulla scelta di somministrare il vaccino ai minori e, in particolare, il vaccino anticovid, manchi l’accordo tra i genitori o tra essi ed il minore. La questione, analizzata dalla giurisprudenza, è stata risolta con la sospensione temporanea della responsabilità genitoriale del genitore contrario alla vaccinazione per consentire all’altro di dare il consenso al trattamento terapeutico sul proprio figlio. Procedendo dal caso deciso dal Tribunale di Monza il 22 luglio 2021 è stato possibile effettuare delle considerazioni più generali sul ruolo della vaccinazione anticovid come atto di solidarietà sociale, sulla valorizzazione del consenso del minore che accetta di vaccinanrsi, e sull’attuazione del principio di precauzione, richiamato dalla giurisprudenza amministrativa italiana per suffragare che la vaccinazione sia suggerita proprio dalla probabilità di contrarre malattie molto contagiose.Le decisioni che attengono alla salute dei minori, inclusa quella relativa alle vaccinazioni, sono prese congiuntamente dai genitori o, in mancanza, dal tutore. L’articolo analizza le ipotesi in cui sulla scelta di somministrare il vaccino ai minori e, in particolare, il vaccino anticovid, manchi l’accordo tra i genitori o tra essi ed il minore. La questione, analizzata dalla giurisprudenza, è stata risolta con la sospensione temporanea della responsabilità genitoriale del genitore contrario alla vaccinazione per consentire all’altro di dare il consenso al trattamento terapeutico sul proprio figlio. Procedendo dal caso deciso dal Tribunale di Monza il 22 luglio 2021 è stato possibile effettuare delle considerazioni più generali sul ruolo della vaccinazione anticovid come atto di solidarietà sociale, sulla valorizzazione del consenso del minore che accetta di vaccinanrsi, e sull’attuazione del principio di precauzione, richiamato dalla giurisprudenza amministrativa italiana per suffragare che la vaccinazione sia suggerita proprio dalla probabilità di contrarre malattie molto contagiose
O DIREITO DE CRIANÇAS À VISITAÇÃO A FAMILIARES EM RESTRIÇÃO DE LIBERDADE E A GESTÃO DECISÓRIA: UMA REVISÃO NORMATIVA
The theme of this paper is the right of children to visit family members who are in prison. The research sought to carry out a mapping of the norms that deal with the right of children to visitation, presenting an overview of the organization of this right in Brazilian norms and, more specifically, in the Federal District, focusing on its legal and institutional limits. For that, in the first topic, the organization of administrative, legislative and decision-making powers on visiting rights are described. In the second topic, the text articulates the visit as a right in the norms, recent changes and their foundations, based on data about prisons in Brazil. The third topic presents an empirical discussion about visitation in prison and the regulatory context of the Federal District analyzed. The last section is dedicated to the regulation of social visits in the Federal District. It was identified the existence of conflicts of rights in the decision on visitation, opposing the full protection of the child as a basis contrary to the visit and the right to family life and the re-socialization of the inmate as a favorable basis. The paper starts a dialogue between legislation and theory, particularly Fundamental Rights section. Finally, we present a list of research gaps on the topic that were not yet been explored.O artigo discute o direito das crianças à visitação de familiares em privação de liberdade, enquadrando o ato de visitar como procedimento da execução penal e como situação de violação a direitos fundamentais. A pesquisa investiga limites legais e institucionais do direito de visitação de crianças a familiares no Brasil e, mais especificamente, no Distrito Federal. Para isto, o texto discute o sentido de prioridade absoluta dado à proteção à criança e ao adolescente, pela Constituição Federal, correlacionando-o a competências administrativas, legislativas e decisórias sobre o direito de visita. Apresentam-se, na segunda seção, dados sobre a execução penal no Brasil, que indicam a invisibilidade sobre a infância que transita pelo cárcere, em uma tentativa de “sanitarização” da discussão, reduzida à informação sobre a existência ou não de estruturas de visitação no cárceres. O terceiro tópico levanta discussões empíricas, discutindo o conceito de família, a titularidade do direito à visita e a (in)compatibilidade de tal direito a medidas intensas de privação de liberdade. A quarta seção é dedicada à regulação da visita social no Distrito Federal, indicando a revisão normativa correspondente, suas práticas e limites institucionais, apontando dois casos em que se verificam a atuação do Poder Judiciário. O artigo dialoga com a análise qualitativa das normas e da produção teórica em execução penal, com especial orientação à defesa de direitos fundamentais. Por fim, o texto indica uma agenda de pesquisa em torno do tema, que deve ser objeto de trabalhos futuros
THE CORONAVIRUS PANDEMIC AND LEGAL-THEORETICAL REFLECTIONS ON THE PRACTICAL INCIDENCE CONCERNING THE PROTECTION OF THE CONSTITUTION BASED ON HANS KELSEN AND CARL SCHMITT THEORIES: CONFLICTING RELATIONSHIPS BETWEEN INSTITUTIONS AND FEDERATIVE DEGREES IN BRAZIL
This legal article, subdivided into two parts, analyzes the effects of the relationship between the acts of the Brazilian federal Executive Powers, of first and second degrees, and well-defined classic theories about who should be the guardian of the Constitution. Although the Brazilian constitutional order is formally and expressly under the custody of a Court, namely the Federal Supreme Court (STF), the central objective is to verify the existence, in Brazil, during the 2019/2020 Pandemic period, of a real and concrete oscillation concerning the protection of the Constitution. And this, either through normative acts, which are nothing more than two decrees chosen in this text as an example, or through interpretations by the heads of the State and Federal Executive Powers. The use of deductive and inductive methods, with theoretical frameworks based, above all, on Constitutional Law and Law theory, focused especially on authors such as Carl Schmitt and Hans Kelsen, parallely supported by legislative and normative sources, contribute to give and bring some new possibilities, reflections and legal immersions in concrete situations understood as of highly practical and, mainly, theoretical relevance.This legal article, subdivided into two parts, analyzes the effects of the relationship between the acts of the Brazilian federal Executive Powers, of first and second degrees, and well-defined classic theories about who should be the guardian of the Constitution. Although the Brazilian constitutional order is formally and expressly under the custody of a Court, namely the Federal Supreme Court (STF), the central objective is to verify the existence, in Brazil, during the 2019/2021 Pandemic period, of a real and concrete oscillation concerning the protection of the Constitution. And this, either through normative acts, which are nothing more than two decrees chosen in this text as an example, or through interpretations by the heads of the State and Federal Executive Powers. The use of deductive and inductive methods, with theoretical frameworks based, above all, on Constitutional Law and Law theory, focused especially on authors such as Carl Schmitt and Hans Kelsen, parallely supported by legislative and normative sources, contribute to give and bring some new possibilities, reflections and legal immersions in concrete situations understood as of highly practical and, mainly, theoretical relevance
I NUOVI ORIZZONTI DELLA SPERIMENTAZIONE SUGLI ESSERI UMANI E SUGLI EMBRIONI ED I MOLTI INTERROGATIVI ETICO-GIURIDICI ANCORA DA SCIOGLIERE
La possibilità di manipolare il genoma umano non è mai stata così vicina, come lo è oggi grazie alla recente evoluzione della tecnologia CRISPR. Le opportunità di superare i problemi di salute o migliorare gli esseri umani sono in esponenziale aumento. Pertanto, il dibattito sulla terapia genica nelle persone umane e negli embrioni umani non è solo un tema rilevante discusso nel mondo accademico, ma un imperativo di urgenza in tutta la società. L’articolo muove dal considerare dapprima il quadro normativo offerto dalle diverse convenzioni internazionali esistenti in materia – con un particolare focus dedicato alla legislazione portoghese ed italiana – al fine di far emergere i principi, per lo più di carattere negativo, che ispirano la disciplina in tema di editing genetico. La riflessione si sposta poi sulla considerazione della tematica relativa alla sperimentazione sugli embrioni umani, i cui limiti, nei diversi Stati, risentono della diversità delle visioni morali con le quali si affronta la questione della dignità dell’embrione. Ma, nonostante la varietà di tali posizioni di partenza, è parso possibile fissare taluni divieti accolti in tutti gli ordinamenti. Infine, il tema della difficile individuazione di confini chiari utili a distinguere tra l’utilizzazione delle terapie geniche e il diffondersi di una cultura eugenetica vera e propria, il cui rischio pare palesarsi non tanto a livello di scelte pubbliche, quanto piuttosto a livello di opzioni che le moderne biotecnologie in tema di procreazione medicalmente assistita mettono a disposizione dei privati cittadini
REPENSANDO O PLURALISMO JURÍDICO E O DIREITO ASIÁTICO EM FACE DA GLOBALIZAÇÃO
O direito ocidental é um conjunto de regras sistemáticas e abrangentes baseadas, em primeiro lugar, nos sistemas jurídicos dos Estados ocidentais modernos; segundo, o constitucionalismo baseado na democracia liberal; terceiro, economias de mercado capitalistas baseadas na liberdade individual; quarto, a tradição do direito romano; e, quinto, a ética cristã. O direito não ocidental, ao contrário, em muitos casos, não tem uma estrutura elaborada ou sólida baseada em um mecanismo especial, e não é bem definido de forma a demarcar a fronteira entre legalidade e ilegalidade; em vez disso, é flexível. O direito não ocidental também é chamado de direito consuetudinário e outros nomes semelhantes. Assim, “direito”, conforme usado no sentido de direito não ocidental, é um híbrido cultural e, portanto, é impossível compreender com precisão o direito não ocidental usando os padrões de legalidade e ilegalidade empregados no estudo do direito ocidental. Neste artigo, irei focar no estilo chinês do "rule of law” por meio da análise e classificação de pontos de vista sobre o "rule of law” nos círculos acadêmicos jurídicos chineses e discutir as questões que cercam o "postulado de identidade da cultura jurídica" no direito asiático em face da globalização, descrevendo o problema causado pela combinação do direito ocidental com o direito não ocidental
HERANÇA DIGITAL: A REVERBERAÇÃO DE UMA NEÓFITA REALIDADE NO ORDENAMENTO JURÍDICO PÁTRIO
As a result of the inseparable societal evolution and, entering into the notorious reality of the homeland legal system, it is possible to contemplate the social outcry as a result of the legislative recognition of a right that gains accentuated prominence: the digital heritage.Therefore, what is the relevance of the right to digital inheritance in the homeland scenario? It is important to point out that the main objective of this research will be to explain some healthy considerations about digital succession and its main peculiarities and implications today, in order to demonstrate its importance as the fruit of a hypermodern society that is in constant evolution and the need for express regulation and defense around the theme. The techniques of weighting and extensive interpretation in cases of conflicts of the right to privacy of the deceased vs. the right to digital succession of the heirs. Furthermore, it was concluded that some bills (PL), like PL no. 4,099/2012, tend to adapt the homeland reality to these new requirements. However, the digital inheritance and its concrete defense still lack the proper regulation in order to crystallize its effective prediction. Regarding the relevance of this subject, we briefly point out the use of doctrines, monographs and articles that deal with the points under consideration, using the deductive-qualitative method to achieve the present purpose.Como fruto da insofismável evolução societária e, adentrando-se na realidade notória do ordenamento jurídico pátrio, é possível contemplar o clamor social em decorrência do reconhecimento legislativo de um direito que ganha acentuado destaque: á herança digital. Pelo exposto, qual é a relevância do direito á herança digital no cenário pátrio? Mister se faz ressaltar que o objetivo cerne da presente pesquisa será o de explanar algumas salutares considerações sobre a sucessão digital e suas principais peculiaridades e implicações hodiernas, de modo a demonstrar sua importância como fruto de uma sociedade hipermoderna que encontra-se em constante evolução e que necessidade de regulamentação expressa e defesa em torno da temática. Abordam-se as técnicas de ponderação e interpretação extensiva nos casos dos conflitos do direito á privacidade do falecido vs. o direito a sucessão digital dos herdeiros sucessores. Ademais, concluiu-se que, alguns projetos de lei (PL), a exemplo da PL nº 4.099/2012, tendem a adaptar a realidade pátria a essas novas exigências. Todavia, a herança digital e sua defesa concreta ainda carecem da devida regulamentação em prol de cristalizar sua previsão efetiva. Acerca da relevância desse assunto, são fomentados breves apontamos com o uso de doutrinas, monografias e artigos que tratam dos pontos em apreço, utilizando-se, para atingir o presente fim, o método dedutivo-qualitativo
EM BUSCA DO PLURALISMO JURÍDICO GLOBAL
Globalização não é um termo descritivo para retratar a realidade contemporânea do direito; ela funciona principalmente como uma concepção regulatória para reforçar certas regularidades da evolução social para que sejam respeitadas por estudiosos, juristas e políticos. Os reflexos jurídicos em tempos de globalização não representam o direito como é, mas descrevem o direito necessário para que a humanidade encontre os perigos dos tempos de transição. Rejeitando por unanimidade o modelo Hobbesiano, os pluralistas apresentam as sociedades humanas como entidades auto-organizadas capazes de produzir suas próprias normas autônomas, independentes da vontade e da discricionariedade dos indivíduos particulares. Os fenômenos resumidos sob o título de pluralismo jurídico não têm originalidade histórica ou social. Pluralismo jurídico não revela novos direitos sociais ou regularidades, não provê um esquema explicativo novo (em vez disso, apenas muda as palavras do esquema antigo), e os desafios da globalização são apenas relativamente novos. Ao menos a realidade referida a esses termos esboça um clima intelectual renovado que oferece novos eixos aos discursos. Desse ponto de vista, o problema do pluralismo jurídico e a questão da globalização, não são desprovidos de interesse científico, e discussões sobre o tema podem efetivamente contribuir para o progresso do conhecimento social. Mas, de todas as possibilidades, não é razoável esperar que da substituição dos termos e dados factuais, se possa obter um conhecimento inovador sobre a inter-relação entre direito e sociedade
DIREITO À PRIVACIDADE E À PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS: ANÁLISE DAS PRÁTICAS OBSCURAS DE DIRECIONAMENTO DE PUBLICIDADE CONSOANTE A LEI Nº 13.709 DE 14 DE AGOSTO DE 2018
Este artigo tem como escopo apresentar estudos sobre o direito à privacidade relacionado com a proteção dos dados pessoais, destacando os desafios apresentados ao ambiente jurídico pela utilização de práticas obscuras de direcionamento de publicidade. Em 14 de agosto de 2018 foi promulgada a Lei nº 13.709, também conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD. Realizou-se uma breve análise sobre as alterações sociais promovidas pela sociedade de informação, principalmente quanto às novas feições do direito à privacidade. Ademais, analisou-se as técnicas de monitoramento de usuários a partir de seus rastros digitais. Destacou-se, ademais, os casos mais marcantes sobre as consequências da criação de perfis comportamentais e a sua prejudicialidade aos consumidores. Dessa forma, este trabalho visa discutir tais problemáticas, aprofundando, ao final, sobre as principais inovações da nova legislação, apresentando possíveis alternativas e tecendo críticas e sugestões sobre o modelo a ser estabelecido
NÃO É NÃO – COMO CONTRACONDUTAS NA DIREÇÃO DO “CUIDADO DE SI”
This article looks at the No Is Not campaign and some of its developments. We discuss this campaign as a manifestation of resistance, of counter-conduct (FOUCAULT, 2008) regarding harassment attitudes perceived as acts of violence, which limit individual and collective freedoms regarding women\u27s bodies in public spaces. We propose a theoretical-methodological path for analysis inspired by the Foucaultian perspective. The corpus of analysis consists of clippings of enunciative words and images posted on pages of digital social networks. From the analysis, we highlight that No Is Not claims the right of women to have their bodies preserved from harassment and violence, moving from the submissive place that was (is) imposed on them. Thus, in the campaign Is Not Does not mobilize writing, which produces a shift in uses and establishing a singularity in relation to what has already been done with and through the bodies, and, as it has been said, indicates changes in enunciability rules, inaugurating the (public) place of speech of this group of women. We understand these actions as counter-conduct, as availability in an ethical relationship of “self-care”.Este artigo analisa a campanha Não É Não e alguns de seus desdobramentos. Discutimos essa campanha como manifestação de resistência, de contracondutas (FOUCAULT, 2008) em relação as atitudes de assédio percebidas como atos de violência, que limitam as liberdades individuais e coletivas no que se refere aos corpos das mulheres nos espaços públicos. Propomos um percurso teórico-metodológico para análise inspirado na perspectiva foucaultiana. O corpus de análise é constituído por recortes de dizeres enunciativos e de imagens postadas em páginas das redes sociais digitais. Das análises, destacamos que Não É Não reivindica o direito das mulheres de terem seus corpos preservados do assédio e de violências, deslocando-se do lugar submisso que lhes foi (é) imposto. Assim, na campanha Não É Não mobiliza-se a escrita, que produz um deslocamento nos usos e instaurando uma singularidade em relação ao que já foi feito com e por meio dos corpos, e, aos modos de como já foi dito, indica transformações nas regras de enunciabilidades, inaugurando o lugar de fala (pública) desse grupo de mulheres. Entendemos essas ações como contracondutas, como disponibilidade numa relação ética de “cuidado de si”