Revista Estudos Anglo-Americanos (E-Journal - Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC)
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    MÚSICAS NORTE-AMERICANAS DE PROTESTO: UMA ANÁLISE DIALÓGICA

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    Este artigo expõe resultados de um estudo cujo objetivo foi compreender como se constituem os sentidos em algumas letras de músicas de protesto escritas nos Estados Unidos no século XX. Filiada à concepção bakhtiniana de texto e de discurso,a leitura aqui praticada acredita que todo texto se constitui por sua relação com outros textos e que, por esta razão, não é somente uma sequência de palavras e frases organizadas logicamente, mas uma unidade comunicativa formada por linguagem,sujeito,história e sociedade relacionados dialogicamente. A leitura dialógica dos textos selecionados demonstrou que o sentido nas músicas enquanto enunciados se dá pelo diálogo entre vozes que pertencem a diversos grupos sociais cujo interesse nem sempre é concordante, principalmente quando o assunto que lhes toca de modo comum diz respeito aos direitos civis. Pertencentes a religiosos, a governantes autoritários, a quem é a favor (ou contra) a guerra, aos que denunciam a omissão que atinge alguns e o preconceito que humilha outros,as vozes em diálogo trazem velhos e novos discursos à tona fazendo com que a música de protesto presuma responsividade aos avanços e retrocessos da sociedade estaduniense através das décadas. Palavras-Chave: Músicas norte-americanas de protesto. Concepção bakhtiniana. Relações dialógicas. Linguagem

    O ELEMENTO AUTOBIOGRÁFICO NA OBRA DE PHILIP ROTH: BREVE PANORAMA

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    O presente artigo se propõe a um breve inventário dos elementos autobiográficos dentro da obra de Philip Roth, seguido de uma investigação quanto aos possíveis motivadores para a inserção desses elementos e seu efeito na recepção das obras pelo leitor. Isso se mostra relevante dado o papel central que a mistura entre autobiografia e ficção assume na obra de Philip Roth desde seu início. O trabalho centra sua análise na chamada fase “autobiográfica” de Roth, a publicação em sequência de cinco livros cujos personagem principal é o escritor Philip Roth, mas que exibem graus diferentes de ficcionalização. Por fim, será tecida uma reflexão sobre esse elemento e as questões meta-ficcionais e a reflexão a respeito do papel do escritor elaborada por Roth

    RAYMOND CARVER E OS DISCURSOS SOBRE O AMOR

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    Este artigo visa a discussão do conto What we talk about when we talk about love, de Raymond Carver, considerando a impossibilidade de falar do amor em si diretamente, restando-nos falar sobre os discursos que moldam nossa percepção desse sentimento e refletir sobre o papel cumprido pelas palavras em suas representações. Por um lado, há a complexidade do discurso amoroso e a dificuldade em expressá-lo; por outro, a riqueza deste sentimento e a variedade como diferentes sujeitos o sentem têm constituído um desafio aos escritores em materializá-lo como objeto artístico. Essas tensões, representadas por Carver em seu conto, acabam por adensar-se no encontro com o leitor.PALAVRAS-CHAVE: Conto contemporâneo. Amor. Discurso

    Apresentação

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    O ENTRE-LUGAR REPRESENTADO NA OBRA CALL ME MARÍA, DE JUDITH ORTIZ COFER

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    A abordagem de uma literatura influenciada pela experiência migratória evidencia não somente identidades construídas em trânsito, mas também o fato de que durante o processo de (re) construção identitária surge um novo espaço, motivado pelas diferenças culturais e que serve de estímulo para produções artísticas, inclusive na Literatura. No âmbito da crítica literária, este espaço recebe denominações como “terceiro espaço” (BHABHA, 1998) e “entre-lugar” (SANTIAGO, 1978, 2000; BHABHA, 1998). A partir desta prospectiva, propõe-se a leitura da obra Call me María, de Judith Ortiz Cofer, uma literatura produzida nesse espaço, caracterizada, principalmente, pela (re) construção identitária da protagonista, mas que também enfatiza a rememoração, um tema muito explorado quando se trata da Literatura de Migração

    CRIME POLÍTICO E DEFLAGRAÇÃO DO MAL: UMA LEITURA DE MACBETH, DE WILLIAM SHAKESPEARE

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    Este trabalho pretende estudar a relação entre o ato do regicídio e a representação do mal na tragédia Macbeth (1606), de William Shakespeare. O objetivo é investigar como se estabelece a dimensão política na construção de Macbeth, tendo como foco o uso do regicídio como instrumento que deflagra a desordem cósmica. A pesquisa procura apresentar um quadro contextual da produção e da inserção do drama na sociedade elisabetana, bem como um breve estudo da mentalidade da época, centrada na ideia de ordem hierárquica e teológica do mundo natural e do corpo político. Espera-se, assim, uma melhor compreensão do uso do crime político como fator de ruptura cosmológica na tragédia shakespeariana

    ENSINO PERSONALIZADO DE INGLÊS PARA ADULTOS

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     Resumo: O  ensino e a aprendizagem da língua inglesa na idade adulta é o tema central deste artigo, que tem por objetivo propor um ‘ensino personalizado’ de inglês como segunda língua (L2), voltado para as necessidades e especificidades dos aprendizes. A inquietação que motivou este trabalho surgiu de posicionamentos negativos recorrentes, que parecem habitar o senso comum, sobre o aprendizado de inglês por adultos. Por meio de uma revisão bibliográfica, discorremos sobre a aquisição de L2, bem como sobre as principais características do aprendiz, nesse mesmo contexto. Abordamos também alguns dos aspectos afetivos que  impactam na aprendizagem na idade adulta, com ênfase na motivação. Verificamos, por fim, que as possíveis dificuldades de aprendizagem de L2 por adultos podem ser superadas, desde que a abordagem de ensino considere as idiossincrasias e necessidades desses aprendizes. As questões suscitadas neste artigo poderão ser úteis na elaboração de cursos e material didático, bem como na formação de professores para o ensino específico de inglês para adultos. Palavras-chave: Ensino personalizado; Aprendizes adultos; Inglês como segunda língua.

    “AIN’T THAT THE SAME?”: INTERSECTIONALITY AND THE SUPPLEMENTS IN TONI MORRISON’S SULA.

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    This research aims at discussing what happens when the concept of the “supplement”, as discussed by Ki Namaste (1994), is interfered by intersectionality, as coined by Kimberlé Crenshaw (1991). More specifically, this research establishes a dialogue between the theory of intersectional feminism and deconstruction by analyzing an excerpt from Toni Morrison’s Sula. This research shows how an argument between the characters Nel and Sula’s relates to the theory of intersectionality by illustrating the ways in which both gender and race issues shape black women’s experience. Moreover, this investigation argues that Sula’s interpretation of her own experience of race and gender relates to the concept of the “supplement” because she exposes how traditional (white, male) notions of womanhood are flawed and allow the concept “men” to be supplemented. This analysis suggests that Sula exposes how the meanings imposed upon gender are blurred and socially constructed, contributing to their reinterpretation and questioning. From this perspective, this research argues that Sula (subconsciously) engages in deconstruction by breaking with structuralist binary thinking and showing how this line of thought is questionable. Furthermore, this work points out the belief that the meanings imposed upon what it means to be a woman and to what it means to be a man are “always already” racialized. Finally, this research argues that, for Sula, the intersection of multiple forms of oppression gives her the possibility of agency, which indicates that “intersectionality” and “agency” seems to be somewhat intertwined

    CLAIRE ARCHER: A TRAGIC HEROINE ON THE VERGE

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    This paper studies a contemporary female character in relation to Greek mythological heroines. The character is Claire Archer in Susan Glaspell’s 1921 play The Verge.

    INNOCENCE, RACE, CLASS AND RELIGION IN J.D. SALINGER’S “DOWN AT THE DINGHY” (1949): AN ANALYSIS IN PERSPECTIVE

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    Esse artigo tem como objetivo principal analisar o conto moderno “Down at the dinghy” (1949), de J.D. Salinger, com ênfase nos aspectos temáticos de inocência, raça, classe e religião. Esse é um conto que apresenta duas personagens da família Glass — família essa que aparece em oito diferentes narrativas de Salinger. Portanto, esse artigo apresenta em sua primeira parte uma análise breve em perspectiva com relação a duas outras histórias anteriormente publicadas: “A perfect day for bananafish” (1948) e “Uncle Wiggily in Connecticut” (1948). Isso significa que  esse artigo apresenta uma análise comparative quando discute aspectos formais do conto, como a construção de personagens, as estruturas das narrativas e do gênero. Ademais, a análise é feita com base em aspectos de inocência, raça, classe e religião. Como resultado, é possível concluir que o conto de Salinger é tão relevante quanto outras histórias da saga da família Glass e que esta apresenta crítica social no que diz respeito à raça, classe e religião no contexto do pós II Guerra Mundial nos Estados Unidos da América nos anos 1950 e 1960

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