Universidade Federal do Amapá: Portal de Periódicos da UNIFAP
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Desenvolvimento e globalização: estratégias políticas, entraves e alternativas
O presente artigo está inserido no campo da revisão bibliográfica. Tem como fator central, discutir e analisar as questões acerca do desenvolvimento econômico numa era globalizada. Entretanto a ascensão do capitalismo na América Latina na metade do século XX apresentou uma nova perspectiva de mundo, a qual pode ser proclamada pelo termo globalização, impondo uma mesma ordem econômica a todos. No qual o capitalismo vem exercendo uma grande influência no cotidiano dos indivíduos por um viés da indústria cultural, provocando uma crise identitária em massa, pelo fato do consumismo acelerado e alienante. Neste sentido, surge, portanto estratégias politicas proposto pelos governos e alternativas elaboradas pelos teóricos contemporâneos, a fim de direcionar os indivíduos a romperem com os problemas presentes, conforme a inserção desta lógica devastadora. Portanto é neste paradigma que pretendemos contemplar com este trabalho
CORPORIFICAÇÕES URBANAS: GRAFITE E PICHAÇÃO
O texto discute grafite e pichação à luz do concreto conceito filosófico de homo sacer, que relaciona o profanar e o secularizar. Como ações de outros campos na história, tais como o sociólogo e o estético, aqui postos para refletir sobre os movimentos da arte no contemporâneo com a tradição. Visa um outro olhar para grafite e pichação em suas singularidades conceituais, crises de formação e visualização na cidade
Aspectos institucionais e urbanos para o desenvolvimento local do município de Pedra Branca do Amapari/Amapá
O presente artigo tem como propósito refletir sobre fenômenos institucionais recentes que vem acontecendo no município de Pedra Branca do Amaparí vislumbrando a possibilidade de um planejamento urbano participativo para o desenvolvimento local no município. O procedimento metodológico tem como principio a pesquisa exploratória (Gil, 1991) a partir do método histórico (Lakatos, 1991) e estatístico quali/ quantitativo (Gil, 1991). Os principais pressupostos teóricos utilizados foram Buarque (2002), Ferrari Jr (2004), Oliveira (2004), Pontes (2007), e Zapata (2001). Os resultados apontam para um conjunto de novos fenômenos que vem ocorrendo em PBA a partir de 2004, criando novas institucionalidades, bem como para um intenso fluxo migratório, falta de regularização fundiária, crescimento econômico revigorado com o “novo” ciclo minerário, mas com um modelo de gestão pública ainda precário. Assim a necessidade de construção do plano diretor a partir de metodologias participativas pode ser uma boa oportunidade para mitigar, de forma mais democrática, os níveis de desenvolvimento local
Extensão universitária e projetos sociais: o Projeto Cidadão Mirim Núcleo Zerão
Este trabalho analisou as diversas formas pelas quais a Universidade Federal do Amapá - UNIFAP - pode contribuir para o desenvolvimento da comunidade do bairro Zerão, no qual está inserida, através do Projeto Cidadão Mirim da Polícia Militar do Amapá. Para isso, necessário se faz o desenvolvimento de um dos tripés das Instituições de Ensino Superior: a Extensão Universitária
A participação da mulher em organizações sociais rurais na Amazônia: estudo de caso no Arquipélago do Bailique, Estado do Amapá
O artigo analisa a participação da mulher em organizações sociais do meio rural na Amazônia. A região objeto da pesquisa é o Arquipélago do Bailique, localizado no município de Macapá, Estado do Amapá. Foram aplicados formulários entre mulheres participantes e não participantes de organizações e movimentos sociais, distribuídos em 37 comunidades. Os resultados apresentam uma caracterização geral da população local e evidenciam aspectos relacionados ao acesso à educação e serviços de saúde, às condições de trabalho e fontes de renda, além da composição das organizações e movimentos sociais existentes. Ênfase é atribuída à participação e percepções das mulheres enquanto sujeitos das organizações e movimentos sociais. Conclui-se que a participação da mulher tem evoluído nos últimos anos, sugerindo mudanças efetivas que configuram uma nova fase de inserção feminina nas organizações e movimentos sociais locais. Para o futuro, a expectativa é de que as lideranças locais possam trazer para o debate temas e ações que valorizem as especificidades da mulher e das relações sociais de gênero
O trabalhador negro em vitrine (estudos de casos no shoppings): Macapá e Araras (center)
Enfrentar as injustiças sociais, preconceito e discriminação nesta sociedade capitalista, é desafiador, em face da diversidade de aspectos que buscam a concorrência, acentuando as desigualdades sociais, principalmente no mercado de trabalho as diferenças estão em todos os níveis. Em relação à mão-de-obra negra, observa-se que nas grandes lojas ou em funções de destaque, raramente se percebe a presença deste trabalhador, ou até mesmo os produtos comercializados no mercado ou veiculados pela mídia, de certa forma não atendem em especial este grupo social. A ausência de uma reflexão sobre as relações raciais no mercado de trabalho que envolve as pessoas negras, impede a promoção de relações interpessoais respeitáveis e igualitárias entre os agentes sociais que integram o cotidiano das vitrines dos shoppings. Nesse sentido este trabalho visa compreender os motivos da ausência do trabalhador negro no desempenho de funções de destaque nas lojas dos shoppings amapaense. A metodologia será a pesquisa etnográfica que norteará este projeto, envolvendo a observação de todos os setores dos Shoppings – Macapá e Araras Center – considerando as diversas funções desempenhadas nesses locais. Os instrumentos de observação (visitas, registros de dados, aplicação de questionários, entrevistas), nos permitirão analisar as especificidades do ambiente pesquisado, detectando os problemas que configuram a situação do trabalhador negro e a postura dos envolvidos nessa relação, quanto ao processo de inserção desta mão-deobra, visto que na prática esta presença é quase imperceptível, pois sempre desempenham funções de nível inferior. Surge a necessidade do envolvimento efetivo da sociedade comprometida com a conservação da dignidade da raça negra sendo extremamente marginalizada socialmente, reforçando assim, o preconceito, inclusive no acesso ao mercado de trabalho. Devemos propiciar discussões para que sejam percebidas algumas situações que a maioria da população finge não existir, através de um raciocínio despido de preconceitos e racismo, sem opressão das pessoas negras, e a cor da pele deixando de ser uma barreira para ascensão social e profissional. Mesmo em face do grande problema da sociedade brasileira em admitir a questão racial como uma dificuldade que precisa ser enfrentada e superada. Não se pode desconsiderar a trajetória dos negros que mesmo com todas as dificuldades superaram as adversidades e conseguiram enfrentar a discriminação e o preconceito adentrando no mercado de trabalho
A FRONTEIRA NUM JOGO DE PODER MULTIESCALAR: A FRANÇA, A GUIANA E A PONTE SOBRE O OIAPOQUE
A Guiana francesa está hoje engajada num processo de autonomização em relação à França metropolitana. Este processo é intimamente ligado à vontade de abrir-se sobre o ambiente regional. Neste contexto, o projeto da ponte sobre o rio Oiapoque, fronteira entre a Guiana Francesa e o Brasil, poderia surgir como uma oportunidade para desenvolver as relações com o Estado brasileiro vizinho, o Amapá. Decidido por e para a França e o Brasil num objetivo de apoiar simbolicamente as relações bilaterais destes, este projeto é de fato completamente desligado do nível local. No centro dos debates sobre a evolução do estatuto dos departamentos ultramarinos franceses, o projeto da ponte sobre o Oiapoque é sintomático dos paradoxos que existem entre a França e aGuiana
Território e territorialidades: a construção do passado da Vila das Torres através das memórias coletivas
Esse artigo busca problematizar os processos de remoções ocorridos em algumas favelas do Rio de Janeiro no período imediatamente anterior aos Megaeventos (advento da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016), reconstruindo o território da Vila das Torres, favela no bairro de Madureira que foi removida para a Construção do Parque Madureira, a partir das memórias das mulheres negras que ali moravam. O objetivo é demonstrar que as relações estabelecidas nos territórios removidos são “bens não-monetizáveis’ que não são percebidos pelos agentes do Estado e não entram no cálculo indenizatório
Por um marxismo negro e amazônida : enfrentamentos à branquitude, ao racismo/sexismo epistêmico e ao extrativismo intelectual
Abordo sobre o marxismo negro e decolonial, que representa uma “nova” virada epistemológica, correspondendo aos avanços da luta antirracista que vêm sendo empreendidos pela militância negra, seja nos espaços acadêmicos, seja fora deles. Inicialmente, problematizo as articulações entre o racismo epistêmico e a colonialidade do saber como importantes estratégias para a contínua manutenção da branquitude na Academia, onde predomina um pacto narcísico entre intelectuais brancos. Em seguida, analiso o marxismo e a decolonialidade até a constituição do que atualmente emerge na literatura como marxismo negro, apresentando suas principais referências e as razões do seu apagamento nos círculos acadêmicos; posteriormente, traço considerações sobre epistemicídio e o extrativismo intelectual, cognitivo e epistêmico, que promovem um contínuo e histórico processo de apagamento dos saberes e conhecimentos ancestrais daqueles e daquelas que vivem e resistem na Amazônia. Apresento uma abordagem exploratória, bibliográfica e documental, partindo da compreensão da complexidade e atualidade do debate diante de uma conjuntura política, acadêmica e científica que, apesar de se anunciar democrática e inclusiva, não se permite – ou não tem intenção de – questionar privilégios nem reconhecer que o processo de violação das populações não brancas também se estende à construção do conhecimento e dos saberes. Portanto, pautar epistemes “Outras” e outros marxismos constitui-se como uma forma de garantir justiça e representatividade epistemológica para nós, negras, negros e indígenas da Amazônia
Ensino de História e mundos do trabalho na educação superior: práticas e reflexões no Curso de História da Unifap
Este artigo resulta de reflexões desenvolvidas durante o período em que o autor atuou como professor substituto no curso de Licenciatura em História da Universidade Federal do Amapá (Unifap). O foco recai sobre a experiência na disciplina optativa História Social do Trabalho, ministrada em três semestres consecutivos, entre 2023 e 2024. Com o objetivo de fomentar a formação de novos pesquisadores na área, foram promovidos debates historiográficos e atividades práticas voltadas à elaboração de pré-projetos de pesquisa pelos estudantes, os quais constituem o principal objeto de análise deste trabalho. A partir dessa experiência, identificou-se o potencial da História Social do Trabalho no contexto amapaense, evidenciado pelo interesse dos graduandos em refletir criticamente sobre as experiências de homens e mulheres comuns, trabalhadores e trabalhadoras, e suas múltiplas formas de luta pela sobrevivência, com ênfase na realidade da Amazônia amapaense