Universidade Federal do Amapá: Portal de Periódicos da UNIFAP
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    Políticas de emprego e renda do Amapá: avanços e perspectivas

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    As políticas públicas de emprego trabalho e renda conquistam cada vez mais a atenção dos gestores públicos, o que se dá em decorrência do fortalecimento da concepção de que estas são extremamente necessárias para a diminuição do desemprego, do emprego precário e pela preparação do trabalhador para as constantes transformações do mercado de trabalho. Este artigo propõe uma reflexão nas políticas de emprego do Amapá, que são realizadas pela Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo - SETE, onde buscaremos avaliar seus principais avanços e desafios. De maneira introdutória, faremos uma contextualização das políticas de emprego e renda nacionais, mencionando as estratégias que vêm sendo utilizadas para a minimização do desemprego nas distintas regiões brasileiras. Em seguida, falaremos das políticas de emprego e renda empreendidas no Estado do Amapá, ocasião em que faremos a exposição de informações quantitativas de atendimento, assim como a avaliação das necessidades de melhorias para o alcance de uma maior efetividade dessa política de significativa relevância regional e nacional. Para tanto, realizaremos a análise de relatórios da SETE, assim como consultas bibliográficas em estudos da área. Nas considerações finais deste artigo, buscaremos o contraste das ações e resultados alcançados na prática pela SETE com os conceitos e orientações sugeridos por diferentes autores

    A importância da teoria do agir comunicativo na atualidade: racionalidade, mundo da vida e democracia deliberativa

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    Este artigo pretende oferecer uma interpretação menos complexa da Teoria do Agir Comunicativo, de Jürgen Habermas, de forma a tornar sua interpretação preliminar mais clara. Nesse sentido, são destacados e explicitados os pontos mais importantes desta teoria, bem como são apresentadas algumas das principais interlocuções feitas por seu autor, com vistas ao posicionamento crítico de seu pensamento sobre a organização das sociedades modernas. Como objetivo geral, pretende-se mostrar o sentido do pensamento habermasiano no tocante ao papel da razão nas sociedades complexas. Intenta-se, ao final, não somente tornar mais palatável a Teoria do Agir Comunicativo, mas, também, fundamentar em que medida ela pode ser útil como suporte analítico e teórico válido para a compreensão do mundo atual

    Um olhar sócio-antropológico sobre o vestuário como identidade social

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    No início do século XIX a forma de se vestir começou a ter mais relevância. O declínio do feudalismo e o desenvolvimento das cidades fizeram surgir uma nova classe social: a burguesia. Enriquecido pelo comércio os burgueses passaram a imitar as roupas antes de uso exclusivo da aristocracia. necessidade de diferenciação fez com que os aristocratas se dedicassem a criar sempre novos trajes para distinguirem-se na aparência e na hierarquia social, impulsionando os primeiros movimentos de engrenagem: os nobres criavam e os burgueses copiavam. O que perdurou até o final do século XIX, quando a moda pela primeira vez enfrentou um processo de “democratização”, atingindo todas as classes sociais, e ampliando o conceito aplicado até hoje, o de atender o gosto e os anseios de afirmação pessoal do indivíduo. Atualmente em pleno século XXI, a roupa continua servindo de recurso para ostentar riquezas. Acreditamos que ainda é uma das maneiras que o ser humano em sociedade encontra para se manifestar por meio das roupas e acessórios o pertencimento a uma determinada classe social que o diferencia e individualiza. Diante destas afirmações, este estudo tem como objetivo mostrar a importância do vestuário nas relações sociais, analisando o poder simbólico que a roupa exerce sobre os indivíduos. Assim, como pretende desconstruir alguns dos muitos estereótipos sobre o vestuário apresentado pelo homem socialmente. Pois a roupa na maioria das vezes passa a ter mais importância que o próprio indivíduo, excluindo, diferenciando e marginalizando-o na sociedade

    O universalismo da política externa brasileira: novos mundos no ocaso da ditadura militar brasileira

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    Neste artigo, pretendemos apresentar as linhas gerais de abordagem sobre os aspectos do chamado "universalismo" da políticaexterna do governo João Figueiredo (1979-1985) no Brasil, considerando a importância de compreender o papel de tal recorte na diversificação das relações exteriores brasileiras. Assim, as relações com o Terceiro Mundo e os temas sensíveis deste contato serão abordadas de forma introdutória, nisto e além

    Economias indígenas: problemas de conceituação e descrição. O caso dos Fulni-ô em Pernambuco

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    Ao tentar elaborar etnografias das práticas econômicas de um povo indígena, um dos problemas que podem surgir é entender o que pode ser chamado indígena nas atividades observadas, em particular quando há interações históricas, prolongadas e intensivas, com ambientes sociais não indígenas. Muitas vezes o conjunto de atividades está tão fortemente integrado no cenário econômico local e regional que qualquer observador atento pode se perguntar quais os critérios que ainda podem ser aplicados para definir práticas econômicas como indígenas, a não ser por causa dos atores sociais envolvidos. Neste artigo é apresentado e discutido o caso dos Fulni-ô que habitam uma terra indígena em torno da cidade de Águas Belas, no Agreste pernambucano. Sua integração nas relações econômicas locais e regionais é tão intensa que uma descrição sumária de suas atividades parece ser, à primeira vista, um espelho da vida da população rural sertaneja. No entanto, há uma série de atividades que os diferencia da população local, contudo são justamente estas práticas, as quais incluem o arrendamento de terra a não-indígenas, que dificultam a elaboração de etnografias confiáveis sobre a vida econômica dos Fulni-ô. O artigo apresenta os problemas encontrados em campo e os resultados de pesquisas que visam oferecer caminhos para diálogos sobre o futuro dos Fulni-ô dentro dos limites de sua terra, do ponto de vista econômico

    A Inclusão no Ensino Superior: uma experiência em debate!

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    A criação do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão da UNIFAP objetiva promover a autonomia intelectual e pessoal das PNEE assegurando condições de acesso a estas pessoas, de modo que estas se percebam e sejam percebidas como cidadãs em pleno gozo de seus direitos. Neste sentido, a inclusão de alunos com necessidades especiais trata-se de uma rede social e tecnológica organizada com o objetivo de favorecer o acesso ao currículo que constitui todo um conjunto de experiências que a instituição põe a serviço de seus alunos para garantir-lhes o desenvolvimento integral. A inclusão é uma mudança de paradigmas, transformação de bases, de conceitos e aspirações, ou seja, é um processo que precisa acontecer em diferentes níveis, sendo o primeiro a presença das pessoas com deficiências na sala de aula. O segundo é a participação desses alunos nas atividades universitárias. O terceiro nível diz respeito a assegurar as pessoas com deficiências à construção de conhecimento

    APROPRIAÇÃO DO CERRADO NO ENSINO DE GEOGRAFIA: Contribuições didáticas para a mediação do conhecimento

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    Este artigo apresenta uma proposta de percurso didático voltada à mediação no ensino de Geografia na Educação Básica, tendo como ponto de partida a situação geográfica da apropriação do Cerrado. Para isso, realizou-se uma revisão teórica fundamentada nos conceitos de situação geográfica, região, paisagem, território e ambiente. Paralelamente, foram elaborados um sistema conceitual e um percurso didático alinhados à perspectiva teórica histórico-cultural. Acredita-se que a leitura geográfica do Cerrado, com foco nos processos de apropriação e transformações espaciais, constitui uma abordagem significativa para o ensino de Geografia, contribuindo para o desenvolvimento do pensamento geográfico dos estudantes. Sob essa ótica, busca-se integrar o estudo do Cerrado à formação cidadã, promovendo relações de pertencimento e ações conscientes nas práticas espaciais dos alunos. Dessa forma, o trabalho destaca a relevância de abordar o processo de apropriação do Cerrado no ensino de Geografia como uma contribuição essencial à Educação Básica

    Práticas laborais de indígenas Galibi-Marworno e modos de medir: pesquisa em etnomatemática

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    This paper registers the modes of measuring that we identify in some labor practices of Ga-libi-Marworno natives. Initially, we carried a survey on research in ethnomathematics. Then, other data collected as part of the qualitative research, with the application of a thematic interview script to six Galibi-Marworno. The interviews took at Kumarumã village, at site called “Casa Velha” and on banks of the “Igarapé Paramuaká,” at Uaça Indigenous Land, located to the north of Brazil. The Galibi-Marworno natives use a differentiated measure system that involves measures of length, width, thickness, and areas of land. The units of measure documented in this study were (normal fathom of a man, old meter, finger, key, span, inch, and maritime fathom). Based on the analysis of the interviews, it was found that there is no mathematical convention between these units of measure for the group searched, which justified because each thing or object can assume various sizes in the measurement process. Measure-ments depend on the type of natural resource and the part of the human body that used in the act of measuring. In Brazil, the International System of Units (SI) make part of the school curriculum, and it is taught to the urban and rural population at public schools, as well as to indigenous people. Even so, the Galibi-Marworno natives do not use the units of measure of this system, in agricultural activities or con-structions of canoes, houses, pieces of wood and jamaxis.Este artigo registra os modos de medir que identificamos em algumas práticas laborais de indígenas Galibi-Marworno. Inicialmente, realizamos um levantamento de pesquisa em etnomatemáti-ca. Outros dados foram coletados como parte da pesquisa qualitativa, com aplicação de roteiro de en-trevista temática a seis Galibi-Marworno. As entrevistas ocorreram na aldeia Kumarumã, no sítio cha-mado de Casa Velha e às margens do Igarapé Paramuaká, na Terra Indígena Uaça, localizada ao norte do Brasil. Os indígenas Galibi-Marworno usam um sistema de medida diferenciado que envolve medidas de comprimento, de largura, de espessura e de áreas de terrenos. As unidades de medidas documentadas neste estudo foram (braça normal de um homem, metro antigo, dedo, chave, palmo, polegada e braça marítima). Com base na análise das entrevistas, constatou-se que não existe convenção matemática entre essas unidades de medidas para o grupo pesquisado, o que se justifica porque cada coisa ou obje-to pode assumir tamanhos diversos no processo de medição. As medições dependem do tipo de recurso natural e da parte do corpo humano que é usado no ato de medir. No Brasil, o Sistema Internacional de Unidades (SI) faz parte do currículo escolar e ele é ensinado à população urbana e rural nas escolas pú-blicas, bem como aos povos indígenas. Mesmo assim, os indígenas Galibi-Marworno não usam as unida-des de medidas do SI, em atividades da agricultura ou construções de canoas, casas, peças de madeiras e jamaxis

    História da escola na aldeia Kumarumã (1964-1985): registro para uso no ensino, na biblioteca e na pesquisa

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    This paper describes the results of research developed on the history of the school in the Kumarumã village, the region of Uaça, municipality of Oiapoque of the State of Amapá, involving some facts that occurred in the years of the civil-military regime (1964-1985). The aim was to learn about the history of the indigenous school and schooling during this regime when people liked the National Indian Foundation, the Federal Territory of Amapá, and the Indigenous Missionary Council. We obtained the data based on bibliographic research on the topic, in addition to analysis of docu-ments, field notes, interviews, and informal conversations with people from the indigenous commu-nity, and the others who lived with the school and remember facts from the period of the military regime. The result records a little of the history of the indigenous school for the purpose of use in the teaching, library and research, as well as to learn about the insertion of the school in the Uaça region and its relationship with the history of the Galibi-Marworno people.Neste artigo são descritos os resultados de pesquisa desenvolvida sobre a história da escola na aldeia Kumarumã, região do Uaçá, município de Oiapoque no Estado do Amapá, envolvendo al-guns fatos ocorridos nos anos do regime civil-militar (1964-1985). O objetivo foi conhecer a história da escola e da escolarização no decorrer deste regime, momento em que estiveram na aldeia pessoas ligadas à Fundação Nacional do Índio, ao Território Federal do Amapá e ao Conselho Indigenista Missionário. Obtivemos os dados com base em pesquisa bibliográfica sobre o tema, além de análise de documentos do período do estudo, anotações de campo, entrevistas e conversas informais com pes-soas da comunidade indígena e outras que conviveram na escola e recordam fatos do período do re-gime militar. O resultado registra um pouco da história da escola indígena, com a finalidade de uso no ensino, na biblioteca e na pesquisa, bem como para aprender sobre a inserção da escola na região do Uaçá e sua relação com a história do povo Galibi-Marwor

    MULHERES DA COMUNIDADE DO MARACANÃ: SABERES E PRÁTICAS DE CUIDADO COM A NATUREZA

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    O proposito deste estudo é discorrer sobre saberes e práticas de cuidado, das mulheres reconhecidas como lideranças comunitárias, no enfrentamento das mudanças em curso na Comunidade do Maracanã. A atuação das mulheres representa uma significativa contribuição em diversas frentes e atividades voltadas para o cuidado com a natureza e com o modo de vida da Comunidade. Para discorrer sobre suas práticas e saberes   procedemos à escuta de algumas mulheres que tiraram um tempo dos seus afazeres comunitários e domésticos, para conversar conosco. Escuta que consiste em ouvir suas falas, suas histórias, suas percepções sobre as lidas comunitárias.  Os percursos e trilhas percorridas por elas são marcadas pelo compromisso com a defesa, recuperação e manutenção das condições socioambientais e culturais, imprescindíveis para a manutenção de seus modos de ser e viver   da comunidade.

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