Universidade Federal do Amapá: Portal de Periódicos da UNIFAP
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    UM OLHAR FENOMENOLÓGICO ACERCA DA PESQUISA QUALITATIVA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E A ANÁLISE TEXTUAL DISCURSIVA

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    O artigo apresenta uma reflexão sobre a influência da fenomenologia para as pesquisas qualitativas, especialmente para a metodologia de Análise Textual Discursiva, enquanto abordagem contemporânea. Diante disso, buscou-se evidenciar e, inclusive, relacionar a essa discussão, a importância dos pressupostos epistemológicos no contexto de realização das pesquisas, uma vez que, além de fundamentar os trabalhos e o percurso metodológico, norteia a condução da pesquisa científica com base nos aspectos socioculturais pelos quais se delineia o fenômeno a ser investigado. A Análise Textual Discursiva aproxima-se da fenomenologia como uma atitude ou um método de conhecimento, na medida em que apresenta a perspectiva do outro, com base nos princípios hermenêuticos, buscando as múltiplas compreensões dos fenômenos. Por fim, compreendemos que este trabalho possibilita aos pesquisadores o convite à reflexão e ao aprofundamento no estudo sobre esta temática, elevando aspectos metodológicos que se estendem à pesquisa como um todo, com base nos princípios epistemológicos

    POLÍTICA AMBIENTAL E OS DESAFIOS DA SUSTENTABILIDADE NA AMAZÔNIA: APROXIMAÇÕES CRÍTICAS

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    Atravessamos um período de inflexão histórica sem precedentes, em que o destino da Amazônia se encontra irreversivelmente entrelaçado com o destino do planeta. Um desses desafios diz respeito à superação do imaginário colonial sobre a Amazônia que ainda influencia fortemente as políticas voltadas para a região. O imaginário colonial e os projetos extrativistas e desenvolvimentistas para a Amazônia persistem, apesar do reconhecimento ambiental de sua importância no enfretamento do colapso climático. Neste capítulo, refletimos criticamente sobre os efeitos dessas persistências e sobre os desafios que perpassam a proteção desse bioma e dos povos que nele vivem e com ele coexistem. Organizamos o argumento em três momentos. No primeiro, revisitamos criticamente o desenvolvimentismo historicamente imposto para a região amazônica e as disputas entre os projetos (neo)extrativistas e os projetos de sustentabilidade mainstream (modernização ecológica). No segundo, analisamos o desmantelamento da política de proteção ambiental do país sob o governo Bolsonaro. No terceiro, centramos na retomada da agenda ambiental pelo governo Lula da Silva, no âmbito da política interna e das relações internacionais, mirando os avanços e os desafios da agenda ambiental para o bioma amazônico. Palavras-chave: Amazônia; Desenvolvimento Sustentável; Política Ambiental; Desigualdades

    O USO DA FERRAMENTA FORMULÁRIO GOOGLE PARA A PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS EM LÍNGUAS ADICIONAIS NAS PERSPECITIVAS DOS MULTILETRAMENTOS E DA DECOLONIALIDADE

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    Este artigo apresenta uma reflexão sobre o uso da ferramenta Formulário Google na produção de materiais didáticos em línguas adicionais, com foco na língua espanhola, na perspectiva dos multiletramentos e da decolonialidade. Apresentamos uma breve reflexão sobre o conceito de materiais didáticos (Coracini, 1999), a inserção de tecnologias na educação (Freire, 1995) e a necessidade urgente da decolonialidade do saber (Walsh, 2017). Para isso, destacamos dois projetos realizados no âmbito do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná - Campus Telêmaco Borba: um projeto de formação continuada para professores/as de línguas intitulado “Formulário Google como Ferramenta Pedagógica para a Produção de Materiais Didáticos em Línguas” (FG) e outro intitulado “Multiletramentos nas aulas de espanhol no IFPR-Telêmaco Borba: estudo e construção de conteúdos sobre a diversidade cultural e de linguagens” (MAE-IFPR), cujas atividades foram atreladas ao primeiro. Apresentamos exemplos de atividades sobre gênero e trabalho, desenvolvidas pelo autor e pela autora deste artigo, seguindo uma proposta que considera a Pedagogia dos Multiletramentos e a Decolonialidade, com o objetivo de promover a reflexão, a criticidade e a ruptura de estereótipos no contexto de ensino e aprendizagem de línguas adicionais

    REFLEXOS DO COLONIALISMO NOS ROMANCES A ÁRVORE DAS PALAVRAS E DESMUNDO

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    Este trabalho analisa o impacto da experiência do colonialismo em personagens femininas dos romances A árvore das palavras (1997), da escritora portuguesa Teolinda Gersão, e Desmundo (1996), da brasileira Ana Miranda. Estas duas narrativas são entrecortadas por características em comum, como o protagonismo de narradoras femininas, a ambientação histórica em antigas colônias portuguesas, Moçambique e Brasil, respectivamente, e uma revisitação da história a partir de um paradigma pós-moderno de incredulidade, questionamento e reatualização do passado. Em Á árvore das palavras, Teolinda Gersão conta a história da protagonista Gita e sua vivência na cidade de Maputo ao lado dos pais, Laureano e Amélia, nos anos que antecedem a eclosão da Guerra colonial em prol da libertação de Moçambique do jugo português. Já em Desmundo, ambientado no Brasil colonial do século XVI, Miranda reconta ficcionalmente, através do olhar sensível da órfã Oribela, como se deu a chegada da primeira leva de órfãs enviadas pela Coroa Portuguesa para estabeleceram matrimônio com homens brancos que viviam no território, como é o caso de Francisco de Albuquerque, com a protagonista é obrigada a se casar. Nas duas obras, fica evidente, pelo modus operandi do poder colonial, as diversas foram de dominação e subjugação a que as personagens femininas são vítimas, considerando, entre outros aspectos, a força do patriarcalismo neste contexto específico

    A FORMA URBANA RIBEIRINHA NA AMAZÔNIA: O SIGNIFICADO DO PORTO IGARAPÉ DAS MULHERES EM MACAPÁ, AMAPÁ

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    Esta pesquisa tem como objetivo compreender o significado do Porto do Igarapé das Mulheres, em Macapá-AP, como forma urbana específica construída pelas comunidades ribeirinhas do Amapá e do Marajó que construíram, constroem continuamente e utilizam o porto diariamente. A metodologia de investigação consistiu de registro fotográfico e análise imagética dos dados representados na fotografia. Conclui-se pela argumentação em torno da existência de uma forma urbana ribeirinha, um espaço urbano específico e original, construído pelos povos ribeirinhos mediante suas interações com a cidade. As comunidades ribeirinhas constroem os portos como elo entre territórios comunitários e território urbano, implicando-o de suas características de modo de vida, culturais e identitárias. Estes portos passam a ser parte ou extensão dos territórios ribeirinhos no espaço urbano. O Porto Igarapé das Mulheres da cidade de Macapá, como um exemplar típico de portos ribeirinhos existentes em toda a Amazônia, não é apenas um lugar de trânsito dos ribeirinhos ou apenas um lugar de ligação da comunidade com a cidade. O porto ribeirinho é um espaço urbano produzido pelas comunidades ribeirinhas. Outrossim, é parte do terriitório da comunidade na cidade. Trata-se simultanemante de extensão do território comunitário e forma urbana específica

    Estigmas e representações sociais: desafios para a interação entre professores e alunos com Síndrome de Down

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    Esse trabalho tem como fundamento a teoria sócio histórica, que considera o desenvolvimento psicológico individual a partir das interações sociais responsáveis por promover a construção do conhecimento de qualquer criança. A escola a partir de suas atividades práticas, segundo Vygotsky (2003), é o local ideal para promover essa interação. Dentro desse ambiente, as interações entre professores e alunos são responsáveis por contribuir para o processo de ensino e aprendizagem. Porém, com base no fundamento da teoria sócio histórica e pautada na teoria sociológica de Serge Moscovici acerca das representações sociais, e as discussões que permeiam os estigmas sociais, é que este estudo tem a seguinte indagação: Quais os estigmas dos professores, formados a partir das representações sociais, e qual a interferência dos mesmos na interação com o aluno que tem síndrome de Down? Com essa questão o estudo tem enquanto objetivos identificar e compreender os estigmas dos professores, formados a partir das representações sociais, analisando sua interferência nas  atitudes e interação com o aluno que tem síndrome de Down. Nesse estudo participaram 05 professores que trabalhavam com alunos com síndrome de Down, em que responderam a uma entrevista semiestruturada, que posteriormente foi transcrita e analisada. Os resultados corroboram que as representações sociais dos professores estão dotadas de estigmas negativos, pois os alunos com síndrome de Down no processo de ensino aprendizagem são visto como indivíduos incapazes de aprender e se relacionar, tendo em vista que ainda prevalece o mito de que as pessoas com síndrome de Down são anormais

    ETNOMIRIAPODOLOGIA: OS EMBUÁS SOB O PONTO DE VISTA CULTURAL EM CONTEXTO EDUCATIVO

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    Este trabalho teve por objetivo estudar percepções, relações e conhecimentos de estudantes da Educação de Jovens e Adultos sobre os embuás. Hipotetizou-se que a existência de mitos e lendas sobre os embuás podem condicionar atitudes negativas em sua direção. Registrando-se tais informações, cria-se a plataforma para as intervenções educativas mencionadas anteriormente, abrindo possibilidades para tratar o tema a partir das perspectivas de diferentes disciplinas escolares, e não somente das ciências naturais, princípio básico do que se chama de interdisciplinaridade. Vincular os conteúdos estudados aos conhecimentos prévios dos alunos é uma das recomendações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 2006)

    Economia das águas: a construção artesanal de embarcações em Santana-AP

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    Este trabalho versa sobre os estaleiros artesanais e sua importância no contexto de uma cidade tipicamente amazônica – o município de Santana no Amapá – local onde a delineação mais expressiva de um território foi criado em torno do empreendimento

    Inclusão escolar de crianças com Síndrome de Down: uma análise a luz da teoria sócio-histórica

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    O objetivo deste trabalho é discutir a educação inclusiva a partir do paradigma da teoria sócio-histórica e esboçar os projetos de pesquisa desenvolvidos pelo NEC sobre como as crianças com síndrome de Down estão tendo acesso ao conhecimento na escola. Na perspectiva sócio-histórica, as leis do desenvolvimento humano são as mesmas para todas as pessoas mostrando que todos somos diferentes. Vigotski afirma que as interações sociais promovem o desenvolvimento psicológico individual, inclusive nas dimensões cognitivas superiores, e que quanto mais ampla a diversidade destas, maior a riqueza no processo de construção do conhecimento. Desta forma, Vigotski defende uma escola inclusiva para que estas crianças tenham a oportunidade de interagir com as comuns. Sob esta ótica, a inclusão de crianças com síndrome de Down no contexto escolar possibilita-lhes diferentes competências devido à variedade de interações sociais. Entretanto, no atual modelo escolar isto não ocorre e as crianças com síndrome de Down se matriculam, mas não conseguem sucesso escolar por ausência de acessibilidade pedagógica. A educação inclusiva vislumbra a possibilidade de construir uma escola humanizadora e democrática que concebe a todos a construção da autonomia intelectual, social e afetiva a partir de mediações e intervenções pedagógicas. Para isto é necessário romper paradigmas, inclusive de visão de homem, e adotar como modelo a concepção de desenvolvimento humano proposta por Vigotski. E mais, romper com o modelo elitista de nossas escolas, de modo a reconhecer a igualdade de aprender como ponto de partida e as diferenças no aprendizado como processo e ponto de chegada

    O princípio da participação popular e a elaboração do Plano Diretor de Santana (AP)

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    O presente artigo apresenta o resultado de pesquisa realizada no âmbito do curso de mestrado em Direito Ambiental e Políticas Públicas da UNIFAP, abordando o princípio da participação popular. Destaca a sua importância no processo de elaboração do plano diretor do município de Santana/AP (cidade de médio porte), ocorrido nos anos de 2005 a 2006. Para o estudo proposto, o método utilizado é o dialético, mirando realizar a análise de uma norma legal, contudo, buscando elucidar os atores e fenômenos sociais que contribuiram para sua constituição. Embora enquadre-se como uma pesquisa eminentemente qualitativa, adota também técnicas quantitativas para obtenção de inúmeros dados. Assim, estabelece um perfil do público participante; demonstra quais foram os principais anseios manifestados pela população no processo participativo e mensura o grau de sua contemplação na lei elaborada, com dados obtidos a partir da aplicação de questionários, de entrevistas semiestruturadas e de duas análises de conteúdo. Por sua vez, todas as constatações são confrontadas com reflexões da doutrina, resgatadas a partir de uma revisão bibliográfica. O estudo é composto por uma contextualização da cidade de Santana (a segunda mais importante do Amapá), uma apresentação das etapas do processo e uma análise do grau de influência do princípio na elaboração e na lei instituidora do novo plano diretor e permitiu perceber uma diversidade de problemas que afetam a realidade santanense, constatar que a participação popular ocorreu com intensidades diferentes ao longo do processo e que há limitações a serem enfrentadas

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