Universidade Federal do Amapá: Portal de Periódicos da UNIFAP
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O ENSINO DE SOCIOLOGIA OARA TERCEIRA IDADE: PERSPECTIVAS SOBRE A PRESERVAÇÃO DA DISCIPLINA NA UNIVERSIDADE DA MATURIDADE DO AMAPÁ
Este trabalho tem por objetivo apresentar as experiências e perspectivas sobre o ensino de Sociologia para o público da terceira idade, do Projeto de Extensão intitulado Universidade da Maturidade do Amapá (Umap), realizado pela Universidade Federal do Amapá (Unifap). Tendo em vista que a pessoa idosa é aquela com idade a partir de 60 anos – segundo a Lei No 10.741/03, possuidora direitos a educação, a cultura, lazer, dentre outros, que respeitem sua peculiar condição de idade, considera-se este estudo como espaço de visibilidade ao público da terceira idade. Nesse sentido, estamos diante de uma modalidade diferenciada do ensino de Sociologia, haja vista que o ensino dessa ciência ocorre comumente entre jovens e adultos/as. A metodologia utilizada foi pesquisa qualitativa, haja vista que para além dos relatos de experiências, se realizou entrevistas semiestruturadas gravadas, com as devidas autorizações e consentimentos, tendo por finalidade de obter às perspectivas de alunos/as, professora e coordenador do projeto. Portanto, tornou-se possível compreender o desenvolvimento do ensino de Sociologia entre os/as alunos/as idosos/as da Umap/Unifap
A FORMAÇÃO DE ASSESSORES POPULARES PARA A IMPLEMENTAÇÃO DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM TEMPOS DE COVID-19 NO ESTADO DO TOCANTINS, BRASIL
Este trabalho tem por finalidade relatar a ação de extensão universitária que o Curso Assessores Populares em Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) desenvolve, visando a formar multiplicadores para a disseminação de conhecimento básico sobre a Agenda 2030. Com a análise feita pelo estudo, buscou-se detectar pontos na construção do caminho formativo e na aplicação do conteúdo desenvolvido pelo curso que levariam à dedução parcial acerca dos possíveis resultados que levassem os envolvidos à compreensão da importância da implantação desta agenda. A metodologia qualitativa aplicada ao estudo ancora-se na pesquisa ação, tendo como referência a análise do processo de construção do curso Assessores Populares em ODS, elaborado, organizado e conduzido por mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade Federal do Tocantins (PPGDR-UFT). O curso foi idealizado e preparado no primeiro semestre e desenvolvido no segundo semestre de 2021 na modalidade a distância. Para interagir com os participantes externos, foram promovidos três encontros expositivos ao vivo, transmitidos pelas redes sociais, com todos os elementos estruturantes do tema objeto do curso. Os resultados preliminares extraídos da análise proposta mostraram que a ação de extensão possibilitou aos mestrandos o aprofundamento temático do Plano de Ação Global da Organização das Nações Unidas (ONU) com os 17 ODS e suas 169 Metas, despertando nos envolvidos um olhar sobre os assuntos locais. A conclusão foi de que a extensão universitária poderá se constituir em forte mecanismo para contribuir na disseminação da Agenda 2030, considerando o envolvimento acadêmico e a representativa adesão externa, com um número considerável de participantes no curso
AS VISÕES DE MUNDO DOS REASSENTADOS DE BELO MONTE : UMA ABORDAGEM A PARTIR DA SOCIOLOGIA DAS EMOÇÕES
No contexto da Amazônia, podemos identificar diferentes representações sobre a nossa região, principalmente pela influência dos discursos do Estado, das corporações, dos intelectuais e do senso comum. Considerando o contexto de transformações causadas pela construção da Hidrelétrica de Belo Monte no município de Altamira, sul do Pará, e os diferentes impactos na vida dos atingidos. A pesquisa consiste em compreender através do testemunho pessoal dos moradores dos reassentamentos urbanos, como a construção da UHE de Belo Monte influenciou a visão de mundos dos atingidos. Foi colhido o testemunho pessoal dos moradores dos reassentamentos urbanos, que apresentaram diferentes visões de mundo acerca da situação. O trabalho de campo ocorreu na cidade de Altamira, no período de 13 a 22 de outubro de 2016, com observação participante nos reassentamentos urbanos, nos movimentos sociais e no campus da Universidade Federal do Pará na cidade de Altamira, onde foram colhidos os testemunhos dos moradores dos reassentamentos urbanos Jatobá, Laranjeiras e São Joaquim, com os militantes do movimento social Xingu Vivo Para sempre, com a diretora interina da Fundação Viver, produzir e preservar, totalizando 16 entrevistas além dos demais diálogos informais com a população atingida pela barragem de Belo Monte. Dessa forma os reassentados foram divididos em quatro categorias de acordo com a sua visão de mundo: a) atingidos: são assim classificados os reassentados que se colocam na posição de resistência e de busca por garantia de seus direitos; b) pró-belo monte: a segunda categoria são considerados os reassentados que foram influenciados pelo discurso desenvolvimentista e que são a favor da barragem e de todas as transformações que esta trouxe para a cidade e na vida da população; c) os indiferentes: a terceira categoria é reconhecida pela indiferença a toda a situação, que têm a influência de sucessivos abandonos institucionais; d) vítimas: por último, é utilizado a categoria vítima para os reassentados que buscam expressar a dor da violência sofrida durante o processo de remoção dos seus bairros para os reassentamentos urbanos
MAMA ÁFRICA: SEUS FILHOS E SUAS LUTAS REVISITADAS NO TEATRO: Teatro do Oprimido no Senegal
Written from a trip to Senegal to accompany the team from the Center for the Theater of the Oppressed in Rio de Janeiro to the III Festival of Black Art in Senegal (2010), the pedagogical and aesthetic processes proposed by Augusto Boal are discussed, while narrated and analyzed the creation of a play: MAMA ÁFRICA made with actors from four countries Senegal, Burkina Faso, Mauritania and Guinea-Bissau. The utopia of a common origin and an inconsequential fratricidal struggle leading a people to oppress their own neighbor was developed dramaturgically by Bárbara Santo who shared the final direction with Zeca Ligiéro. The performance developed along the lines of Teatro Fórum proposed by Boal, just as it was possible to reconcile the use of his pedagogies from T.O. and the Aesthetics of the Oppressed with the different African languages brought by the four African groups with different traditions but having in common: singing/dancing/drumming/counting, analyzed by Ligiéro in several books, and in this way converging towards the search for a possible common language and embracing Pan-Africanism.Escrito a partir de uma viagem ao Senegal para acompanhar a equipe do Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro ao III Festival de Arte Negra no Senegal (2010) são discutidos os processos pedagógicos e estéticos propostos por Augusto Boal, enquanto é narrada e analisada a criação de um espetáculo: MAMA ÁFRICA elaborado com atores de quatro países Senegal, Burkina Faso, Mauritânia e Guiné-Bissau. A utopia de uma origem comum e uma inconsequente luta fratricida levando um povo a oprimir seu próprio vizinho foi desenvolvida dramaturgicamente por Bárbara Santo que dividiu a direção final com Zeca Ligiéro. A performance desenvolvida nos moldes de do Teatro Fórum proposto Boal, assim como foi possível conciliar a utilização das suas pedagogias do T.O. e da Estética do Oprimido com as linguagens africanas diversas trazidas pelos quatro grupo africanas de tradições distintas mas tendo em comum: cantar/dançar/batucar/contar, analisadas por Ligiéro em diversos livros, e desta forma convergindo para a busca de uma possível linguagem comum e abraçando o Pan-Africanismo
Guilherme de Almeida: um caleidoscópio estético
Este artigo é um recorte das discussões desenvolvidas em nossa Dissertação de Mestrado e tem por objetivo analisar algumas produções do poeta modernista Guilherme de Almeida (1890 – 1969), a fim de constatarmos a variedade de procedimentos temáticos e formais em sua lírica enquanto recurso estético condizente com o ideal de liberdade criativa defendido pelo Modernismo de 1922. Para tanto, teceremos algumas reflexões em torno do referido movimento e, então, passaremos para a análise de poemas de Almeida, produzidos ao longo de sua carreira, investigando neles a presença de resíduos de outras estéticas. Tudo isto tendo como embasamento teórico a Residualidade, e como procedimento metodológico, o comparativismo
REPERTÓRIO DIDÁTICO, AGIR PROFESSORAL E AGENTIVIDADE: : representações de professoras na planificação de um dispositivo didático para o ensino de língua portuguesa
Este artigo analisa representações de professoras em formação inicial sobre a planificação que realizam de um dispositivo didático voltado para o ensino de Língua Portuguesa. De forma mais específica, a análise centra-se no discurso de duas professoras participantes do Programa Residência Pedagógica, Núcleo/Subprojeto de Letras-Português/Edição 2018-2020, desenvolvido pela Universidade Federal do Amapá. Os dados analisados são excertos de diários autorreflexivos críticos de práticas de ensino produzidos pelas duas professoras-residentes, nos quais representam, discursivamente, o agir professoral por elas desenvolvido na planificação de atividades de ensino. A partir desses dados, problematiza-se a mobilização de saberes dessas docentes em formação e possíveis implicações agentivas delas em seus discursos. A pesquisa é de caráter qualitativo, interpretativista e situa-se no campo da Linguística Aplicada. A análise dos dados demonstra que a tomada de consciência, no caso pelas professoras-residentes, evidencia que o agir professoral dessas docentes configura-se como um elemento de destaque em seus diários autorreflexivos ao representarem a mobilização dos saberes em seus repertórios didáticos e ao refletem criticamente sobre eles
“EU (NÃO) SABIA QUE A ESCRITA PODERIA SER USADA PARA PRATICAR A POLÍTICA E A JUSTIÇA SOCIAL”:: conversas crítico-colaborativas sobre textos literários nas aulas de inglês
Neste artigo, objetivamos discutir sobre como as/os aprendizes de inglês avaliam a experiência de leituras colaborativas e interculturais de textos literários em inglês a partir de praxiologias decoloniais. Para sustentar as nossas discussões, recorremos a epistemologias plurais, constituídas por perspectivas críticas, colaborativas e decoloniais de educação linguística e literária. Participaram, deste estudo, cinco alunas e um aluno de uma turma de Inglês do curso de Letras Português-Inglês de uma instituição privada no entorno de Goiânia. A geração dos dados se deu ao longo de sete meses e incluiu a aplicação de questionários, entrevistas e gravações em vídeos das aulas. A materialidade empírica é constituída por trechos de conversas literárias e de uma entrevista final. As percepções das/os aprendizes apontaram que essa experiência favoreceu uma postura crítico-reflexiva por parte das/dos aprendizes e a visão da/o professora/professor como agente que pode contribuir para a justiça social
O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA PREVISTO PELA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) PARA O FUNDAMENTAL II E O EIXO “DIMENSÃO INTERCULTURAL”
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é pano de fundo atual para a educação brasileira. Tal documento carrega, portanto, certa responsabilidade norteadora das práticas educacionais, o que recai sobre como o ensino-aprendizagem de língua inglesa tem sido ressignificado, em alguns contextos, a exemplo das habilidades selecionadas pela BNCC. A partir disso, não há como descredibilizar o esforço que a BNCC apresenta ao repensar a disciplina de língua inglesa nas escolas e por vezes promover a linguagem enquanto prática social dinâmica. Entretanto, é possível entender algumas tentativas como outras formas de perpetuar certa naturalização discursiva do que é dado como “normal” e como “diferente” dentre culturas, comunidades e povos falantes da língua inglesa. Assim, discutimos neste artigo sobre como o eixo dimensão intercultural selecionado para o Ensino Fundamental II e o trabalho com a interculturalidade como uma habilidade linguística na sala de aula de língua inglesa podem valorizar certos tipos de práticas sociais e silenciar outras, universalizando entendimentos sobre culturas, modos de vida e falantes da língua, especialmente quando não se instrumentaliza sociabilidades e se cria inteligibilidade sobre problemas sociais em que a língua tem papel central (Moita Lopes, 2009a). Por fim, entendendo a decolonialidade como um processo de identificação e desnaturalização dos efeitos do que seria a colonialidade (Mignolo, 2007), discutimos também como o pensamento e a prática decolonial são possibilidades de ressignificar entendimentos e interpretações culturais que se possam ter sobre a língua inglesa e seu povo, na busca de uma educação linguística crítica. A análise feita aqui se situa, portanto, no paradigma qualitativo-crítico, interpretativista e performativo (Denzin, 2018). Em termos de possíveis fins conclusivos, entendemos que a BNCC se propõe a uma educação linguística crítica, entretanto, o eixo dimensão intercultural merece atenção e reflexão, a fim de estarmos atentos a possíveis reproduções coloniais que tal proposta pode reforçar
MULTILETRAMENTOS EM METODOLOGIA DE LEITURA POR MEIO DE FERRAMENTA DIGITAL:: a leitura colaborativa plugada
Na era da informação, as várias práticas sociais digitais, das quais nos apropriamos com tanta naturalidade, destacam o caráter multissemiótico e multimidiático da linguagem contemporânea. Essas práticas estão presentes nas mais diversas ações da vida, seja para o lazer, para a comunicação, informação e educação. Faz-se, portanto, necessário estabelecer conexão entre o ambiente de aprendizagem formal, virtual ou físico, e as novas linguagens e configurações de aprendizado dos(as) estudantes. Nesse sentido, este artigo tem por objetivo apresentar uma proposta metodológica de leitura sob a perspectiva dos multiletramentos por meio de formulário on-line voltada para o aprendizado nas séries finais do ensino fundamental e ensino médio. Para ilustrar a referida proposta, apresentamos uma atividade de leitura com a crônica Grande Edgar, de Luis Fernando Verissimo. O referencial teórico está embasado em Lankshear e Knobel (2006), Cope e Kalantzis (2009), entre outros estudiosos. Enquanto embasamento metodológico da proposta, os referenciais são a leitura colaborativa, conforme modelo proposto por Kátia Brakling (2012); o projeto de leitura de Razet (2014) e a versão digital da metodologia de leitura paulatina, denominada leitura colaborativa plugada, apresentada por Daniela Santos e Vera Cirino (2021)