Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP)
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    ELEMENTOS PARA UMA GEOGRAFIA-HISTÓRICA DA AVENIDA AUGUSTO MONTENEGRO EM BELÉM DO PARÁ

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    Realizar o resgate dos condicionantes históricos que conforma a produção dos espaços nas cidadessecoloca como dimensão crucial para visualizar e entender o presente no urbano. Para tanto, apresenta-seneste artigo os processos e as ações que modificaram ao longo dos anos a Avenida Augusto Montenegro,nos seus 15 quilômetros de extensão. Uma via que surge como resultado da política rodoviarista nacionalimplantada a partir de 1950. Busca-serevelar a estruturação do espaço ao longo dos anos na via,mostrando os processos que a conformaram, com a finalidade de construir uma cronologia das ações, apartir de trabalho de campo, observações sistemáticas, pesquisa bibliográfica e documental. Afirma-se,portanto, que a referida Avenidaé uma porção da metrópole de Belém, produzida por várias classeseconômicas e pela ação do Estado, revelando, assim, as contradições de sua geografia e de sua história

    FORMAS SIMBÓLICAS NA FOLIA DO SANTO NEGRO

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    Este artigo propõe um estudo sobre o catolicismo popular a partir de um grupo de foliões e sua devoção a SãoBenedito de Gurupá-PA. O objetivo é analisar as formas simbólicas dafolia do santoe suas tradições dereferências. A metodologia faza revisão bibliográfica de trabalhos com pesquisa de campo, apoiando-se numreferencial teórico com interface entre a antropologia e a historiografia. Os resultados apontam para asestabilidades e desestabilidades ocorridas nas relações entre as diversas experiências religiosas que compõe ocampo simbólico religioso da folia e define a experiência religiosa comouma forma simbólica autônoma comrelação ao próprio catolicismo

    Apresentação

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    UM ENCONTRO POSSÍVEL - JEAN LUC NANCY E MAURICE BLANCHOT EM TORNO DA COMUNIDADE SEM COMUNIDADE

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    Pensar em Maurice Blanchot e Jean Luc Nancy, e lançar-se ao impossível, ao improrrogável, àcomunidade que de certa forma, arrisca-se em uma longa incoerência. Uma vez que esses pensadoresatravés de seus textos nos apresentam como é possível pensar a questão da política através da literatura eatravés disso nos apresentar como a noção de comunidade desenvolvidas por eles, fortemente inspiradano pensamento de comunidade de Georges Bataille nos lança para questionamento dos dias atuais. Oensaio busca debater um assunto que se faz bastante presente nas reflexões desses pensadores, de sumaimportância para o pensamento contemporâneo pensar na política – uma política não partidária mais simum fazer político ético do pensamento um fazer político pelo pensamento literário, que está diretamenteligado ao conceito de comunidade

    EDITORIAL

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    POLÍTICAS PÚBLICAS DE LAZER EM UMA PERIFERIA AMAZÔNICA: O BAIRRO DA TERRA FIRME (BELÉM/PA)

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    As políticas públicas de lazer têm papel fundamental na oferta de bem-estar aos moradores de uma cidade por lhes proporcionar prazer e satisfação, mesmo na rotina cada vez mais acelerada pelas exigências do mundo contemporâneo. No entanto, em muitos lugares essas políticas são inexistentes, por isso, investigou-se se elas estão presentes no bairro da Terra Firme, em Belém, capital do estado do Pará, com o objetivo de identificar possíveis espaços de convivência e recreação e a opinião dos moradores acerca do lazer no bairro. Utilizou-se, para tanto, pesquisa bibliográfica, documental e de campo, por meio de entrevistas com lideranças do bairro e o poder público. Os dados obtidos evidenciam que as políticas públicas de lazer para a Terra Firme são insuficientes. Há iniciativas locais de lazer aos moradores, mas com um alcance restrito e aquém de suas necessidades. Portanto, o lazer não é priorizado na agenda das políticas públicas por parte dos governos, o que se reflete na periferia de Belém, como o bairro pesquisado, onde o lazer não é priorizado, embora haja nele movimentos de reivindicação

    Agruras das cifras: estatísticas e a dinâmica da população escravizada do Pará na época da Independência

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    O artigo tem como objetivo examinar as estatísticas e a dinâmica demográfica da escravidão no Grão-Pará na época da Independência, por meio da análise quantitativa de fontes censitárias produzidas nos séculos XVIII e XIX. Investiga também os ritmos de crescimento da população paraense, procurando evidenciar, a partir da distribuição e das práticas heterogêneas dos cativos em variadas regiões do Pará, ao longo do século XIX, os efeitos de distintos processos econômicos nas suas (re)configurações

    Documento 03: Correspondência da Junta Provisória do Governo Civil da Prov[incia do Pará

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    Correspondência da Junta Provisória do Governo Civil da Província do Pará. Pará, 09 de junho de 1823. Arquivo Público do Estado do Pará. Fundo Secretaria da Capitania. Série Correspondências das Juntas com Diversos. Cód. 744. Doc. 407 (numeração antiga 129). Notas explicativas: Leonardo Tori

    A NOÇÃO DE REGIÃO NA OBRA DE MILTON SANTOS: DO ESPAÇO ABSOLUTO AO ESPAÇO RELACIONAL

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    Considerando a importância da obra de Milton Santos (1926-2001) e as notáveis contribuições teórico-conceituais e metodológicas desse autor às ciências humanas, objetiva-se analisar a noção de região em seupensamento à luz das visões de espaço absoluto, relativo e relacional, propostas pelo geógrafo DavidHarvey. Para tanto, o artigo conta com levantamento e revisão bibliográficos da obra miltoniana, bem comocom análise de conteúdo dos principais artigos, capítulos de livros e livros nos quais Milton Santos traz umdebate sobre a ideia de região, o que nos permite observar certa constituição dessa noção no pensamento doautor e concluir que embora a região não apresente uma centralidade no âmbito de suas elaboraçõesteóricas, ainda assim, sua discussão goza de relativa riqueza no contexto de suas principais contribuiçõesintelectuais

    HIBRIDISMO: um tropo enganoso e a história do uso de uma metáfora

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    O presente artigo é fruto de uma comunicação oral realizada em dois eventos distintos, quando forammotivadoras de ricas discussões. Apresenta-se como um ensaio bibliográfico e histórico com o objetivo derefletir sobre a adequação da metáfora hibridismo e híbrido na caracterização de fenômenos culturaisimportantes, como é o caso do processo histórico de encontros de culturas, comumente tratados comomestiçagens culturais. Questiona a adequação da metáfora, tendo como fundamento o estudo histórico dessanomeação, por parte de historiadores e de outros cientistas sociais ao longo da história, centrando-se naobservação contemporânea desse uso, principalmente no âmbito da América latina. O texto busca apresentara preocupação com respeito ao uso cultural das metáforas exemplificando com o caráter dúbio e múltiplo dossignificados da palavra híbrido, construído no decorrer da história e seu uso para adjetivar as riquezasculturais. Tal preocupação busca ter dimensão conceitual e metodológica e, neste sentido, perscruta astemporalidades do conceito de hibridismo biológico e em que medida a palavra híbrido está presente nopensamento moderno e não moderno. Apresenta questões sobre os contornos semânticos assumidos pelapalavra em contextos histórico-culturais distintos e, ao final, questiona a tradição (entendendo-a comotransmissão) de seu uso, muitas vezes irrefletido, naturalizado. Conclui que as expressõeshíbrido(a)/hibridismo, por sua dubiedade interpretativa, são pouco aderidas às realidades interpretadas e,assim, servem pouco como convenções para o entendimento denotativo de nossas interpretações

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