Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP)
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    O SUL/SUDESTE PARAENSE: : considerações críticas de Aziz Ab\u27Sáber ao projeto Carajás e ao garimpo de Serra Pelada

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    O artigo tem por orientação o debate geográfico para pensar um referencial empírico particular, que consiste em uma importante sub-região da Amazônia brasileira, em específico, o sul/sudeste do Estado do Pará. Subsidia-se na atuação e na interpretação científica do geógrafo Aziz Nacib Ab’Sáber. Objetiva analisar os impactos da implementação do Projeto Carajás e do garimpo de Serra Pelada ao sul/sudeste paraense, à luz da interpretação geográfica integradora de Aziz Ab’Sáber. Para tal, utiliza-se como instrumental de pesquisa o levantamento bibliográfico, de natureza geográfica e interdisciplinar, sobre a formação da região selecionada, focando na questão dos impactos relacionados ao Projeto Carajás e ao Garimpo de Serra Pelada, assim como, baseia-se a análise em dados cartográficos e, sobretudo, na produção crítica de Ab’Sáber sobre essas inciativas modernizantes e seus impactos fisiográficos, ecológicos e sociais. Por fim, constata-se que as ações modernizantes e/ou infraestruturais desconsideram as dimensões anteriormente mencionadas e suas articulações na região, engendrando um intenso processo de degradação socioambiental e conflitos sociais no espaço do sul/sudeste paraense

    Um militar perante o Inquisidor:: rede de relações e conflitos de poder na Amazônia colonial século XVIII

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    Em uma denúncia ao Santo Ofício durante uma visita ao Grão-Pará conhecemos o denunciado Antonio Ferreira Ribeiro, militar de patente do período colonial. A denúncia nos permite perceber as relações não apenas da Inquisição, mas toda uma estrutura de poder que buscava controlar e punir os desvios da fé. Sua história também pode ser rastreada em consulta à documentação do Arquivo Histórico Ultramarino (AHU) e essa documentação permite visualizar as relações existentes entre as estruturas de poder religioso e secular. Deste modo, vamos observar como se estabelecia a rede de relações construída pelo personagem e como este se envolveu em múltiplas denúncias, que levaram a conflitos com várias figuras importante da região

    FACES DA CIDADE E DO URBANO EM UMA GEOGRAFIA REGIONAL DA AMAZÔNIA: um olhar sobre a obra de Aziz Ab\u27Sáber

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    Considerado um dos maiores nomes das ciências no Brasil, em particular da ciência geográfica, Aziz Nacib Ab’Sáber notabilizou-se por suas relevantes contribuições à compreensão e defesa da Amazônia como espaço físico e humano, ecológico e social. Com base em levantamento e revisão bibliográfica da obra do autor em referência, este artigo explora a dimensão urbana da sua geografia regional da Amazônia. Evidencia-se que as cidades, as redes urbanas e a urbanização, ainda que nem sempre tenham sido o foco dos estudos amazônicos de Ab’Sáber, comparecem como elementos importantes em sua abordagem geográfica compreensiva e comprometida com o futuro da região

    DO GRÃO-PARÁ PARA O OESTE DO ESTADO DO BRASIL:: TRÁFICO DE ESCRAVIZADOS ENTRE BELÉM, MATO GROSSO E GOIÁS (1756-1804)

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    A participação do porto de Belém, como um dos fornecedores de africanos e africanas escravizadas para o Oeste do Estado do Brasil, notadamente para Mato Grosso e Goiás, está delineada neste texto. O recorte temporal das análises, são os idos de 1756 a 1804, período de monopólio da Companhia de Comércio- empresa que dentre outras atividades que fornecia escravizados africanos a região Oeste do Estado do Brasil-, e em momento posterior, quando já havia se extinguido o exclusivo comercial da empresa. Outro tema desenvolvido no trabalho, foi a origem dos africanos saídos de Belém e direcionados a Mato Grosso e Goiás. A documentação do Arquivo Público do Pará e do Arquivo Histórico Ultramarino, foram as fontes majoritariamente utilizadas.&nbsp

    ENTRE REVOLTAS, IMPUNIDADE E BARBÁRIE: : a Cabanagem e a reforma do juízo de paz

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    O presente artigo versas sobre a importância da Cabanagem para a reforma do juízo de paz em 1841. Através do estudo de relatórios de ministros da justiça e presidentes de província da década de 1830, percebe-se que, se incialmente a magistratura de paz foi recebida com elogios e otimismo, com o passar dos anos e, em função dos revezes e querelas trazidos pelos movimentos sociais ocorridos durante a Regência (em especial a guerra cabana), ela passou a ser alvo de críticas contundentes e diversas propostas de reforma. Esta diferença na leitura sobre os juízes de paz ao longo do tempo, que de modo geral pode ser dividido em dois momentos distintos, não significa, todavia, que houvesse homogeneidade nas opiniões e atitudes situadas em cada um deles. Todavia, foi a experiência com a magistratura de paz, em especial aquela no Grão-Pará da Cabanagem, que informou a necessidade de reforma e deu o tom da diversidade das propostas feitas em nome do “bom uso” da justiça, da ordem, da estabilidade e das bases civilizacionais do Império

    REGIÃO, REGIONALIZAÇÃO E OS DOMÍNIOS DE NATUREZA NO BRASIL:: situando a Amazônia na contribuição de Aziz Ab\u27Sáber

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    A fim de situar a contribuição de Aziz Ab’Sáber sobre os domínios de natureza no Brasil e suas faixas de transição no campo da Geografia Regional, objetiva-se, por meio de levantamento e revisão bibliográfica, apresentar a referida proposta como uma regionalização do espaço brasileiro e analisar criticamente o lugar reservado à Amazônia no âmbito dessa divisão regional. Os resultados revelam a pertinência e a atualidade de uma contribuição crítica, integradora e propositiva sobre o território brasileiro, em que a região amazônica se destaca pelas suas potencialidades paisagísticas, mas também pelos problemas ecológico-regionais produzidos por um pseudoplanejamento do desenvolvimento concebido pelo Estado desde meados do século XX. Em face dessa complexidade socioespacial e de suas especificidades (naturais, humanas, culturais e econômicas), Ab’Sáber sugere a realização de um zoneamento ecológico-econômico que aponte caminhos alternativos ao modelo de destruição sustentado pelas políticas territoriais historicamente pensadas para a região

    Trajetória da casa da juventude no cenário católico belenense nas décadas de 1970 e 1980: uma perspectiva histórica

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    Levando em consideração a ação da Igreja Católica nos âmbitos político, social, cultural e educacional no Brasil, este artigo, situado no campo da História da Educação, aborda a Casa da Juventude (CAJU) e tem como objetivo analisar alguns aspectos históricos da CAJU no contexto católico de Belém do Pará nas décadas de 1970 e 1980. O estudo adotou a abordagem historiográfica da História Oral para compreender as vivências dos "cajuínos" na instituição CAJU. As entrevistas foram analisadas seguindo a proposta de Bardin e estruturadas em três fases. Além disso, um levantamento bibliográfico contextualizou as mudanças na Igreja Católica entre os anos estudados. Essa combinação metodológica possibilitou uma ampla compreensão das experiências na CAJU e seu significativo impacto social. O estudo contribui para a historiografia, revelando aspectos relevantes da instituição e sua relevância na sociedade. Durante o desenvolvimento da pesquisa, foi possível identificar que a CAJU promoveu encontros formativos inspirados nas origens do movimento, como o Concílio Vaticano II e a Teologia da Libertação. Buscou incentivar a atuação crítica dos leigos na sociedade, mas enfrentou desafios com a Ditadura Militar, o conservadorismo católico e o anticomunismo brasileiro dos anos 1970-80. Mesmo assim, persistiu em sua missão de evangelização, realizando eventos culturais, científicos e espirituais. Inferimos que a CAJU foi uma instituição formativa com vistas a ensinar os seus jovens a se tornarem cristãos católicos capazes de formar outros jovens por meio de uma evangelização crítica e libertadora

    Entrevista com Barbara Ann Sommer

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    Entrevista realizada por André Pompeu com a Porf.ª Emerita Barbara Ann Sommer, do Gettysburg College, traduziada pelo Prof. Décio Guzmán

    CIÊNCIA E CONHECIMENTO POPULAR NA GEOGRAFIA AMAZÔNICA DE AZIZ AB’SÁBER (GEOMORFOLOGIA)

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    O texto aborda a relação entre ciência e conhecimento popular na obra do geógrafo brasileiro Aziz Nacib Ab’Sáber sobre a Amazônia, especificamente as suas contribuições para a geomorfologia regional entre as décadas de 1950 e 2000. A partir de levantamento bibliográfico e revisão de literatura, foram identificados nos textos do autor os vocábulos empregados para a identificação das feições do relevo amazônico, mas sem deixar de considerar as relações que ele faz, em diversos momentos, com os demais elementos da natureza e com a ação humana, dentro de uma perspectiva integrada da paisagem. Apesar de empregar o vocabulário técnico da Geografia Física, e da Geomorfologia em particular, Ab’Sáber se destacou ao incorporar o conhecimento popular, a geograficidade dos habitantes regionais em suas análises, valorizando as percepções e os vocabulário dos amazônidas sobre as paisagens geomorfológicas, aqui tratadas, genericamente, como “planícies” e “terras firmes”. Em várias situações as terminologias vernáculas empregadas são tomadas de empréstimo de outras regiões como o Nordeste e do Sudeste do Brasil, sobretudo para as áreas mais remotas da Amazônia, distantes do litoral e dos grandes rios, as quais estavam em processo de expansão da ocupação a partir das décadas de 1950 e 1960

    “Para a boa segurança daquela fronteira”:: organização e mobilização de soldados da tropa paga na Capitania do Rio Negro (1754-1773).

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    Este artigo volta-se para a organização e mobilização de soldados, da tropa paga, na capitania de São José do Rio Negro, durante o reinado de D. José I. A demarcação de limites, a vigilância das áreas de fronteiras externas e a manutenção da ordem interna implicaram no processo de ocupação e defesa da “fronteira ocidental” do Estado do Grão-Pará e Maranhão, o qual foi caracterizada pelo envio de homens, armas e outros apetrechos de guerra. Com o contingente militar destacado para esta fronteira, criou-se a “guarnição do Rio Negro” em 1754, da qual tornou-se a mais importante medida de defesa para a região durante o ministério de Sebastião José Carvalho de Melo. O trabalho busca compreender como estes homens foram organizados e para quais locais da capitania do Rio Negro foram destinados. Através desta abordagem, vislumbramos os significados que foram atribuídos à defesa dos sertões amazônicos no território da capitania do Rio Negro. Essa questão é possível por meio da análise histórico-documental de correspondências entre autoridades coloniais da capitania do Rio Negro e do Estado do Grão-Pará e Maranhão, as quais estão contidas no Arquivo Histórico Ultramarino e no Arquivo Público do Estado do Pará

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